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Q4038075 História


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A quantidade de africanos escravizados que desembarcaram no Brasil colônia, nos períodos apresentados no gráfico, está relacionada
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Q4038074 História
Criada pelos humanistas italianos [...], a noção de uma ressureição das letras e das artes graças ao reencontro com a Antiguidade foi, seguramente, fecunda como fecundos são todos os manifestos lançados em todos os séculos por novas gerações conquistadoras. Essa noção significa juventude, dinamismo, vontade de renovação. Teve em si a inevitável injustiça das abruptas declarações de adolescentes, que rompem ou creem romper com os gostos e as categorias mentais dos seus antecessores.
(Jean Delumeau. A civilização do Renascimento, vol. I, 1994.)

A “injustiça” a que se refere o historiador está relacionada à ideia de que essa “ressureição” cultural, conhecida como Renascimento, contribuiu para a 
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Q4038073 História
O modelo democrático de Atenas na Antiguidade
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Q4038072 Inglês

Leia a tirinha do cartunista Brian Crane.



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O efeito de humor da tirinha decorre, sobretudo, do fato de as mulheres

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Q4038071 Inglês
    Autonomous vehicles — also known as self-driving cars or self-driving vehicles — are vehicles that can navigate and operate safely with little or no human input or intervention. Autonomous vehicles are equipped with autonomous driving systems that use a combination of sensors, computing, and software to safely perceive their environment and execute driving tasks.
   Autonomous driving offers a range of benefits. One of the most significant advantages is the potential to improve road safety by reducing vehicle collisions, many of which are caused by human error. Autonomous vehicles are designed to follow traffic laws, monitor blind spots, and detect dangers faster than human drivers.
    Autonomous vehicles also have the potential to deliver freedom of mobility for people who are unable to drive by expanding access to transportation options. They can navigate traffic jams and complex urban environments efficiently, which can help reduce traffic congestion and lower emissions — particularly as the transportation industry moves away from internal combustion engines and toward electric vehicles.

(www.nvidia.com. Adaptado.)
No trecho do terceiro parágrafo “as the transportation industry moves away from internal combustion engines and toward electric vehicles”, o termo sublinhado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido para a oração, por:
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Q4038070 Inglês
    Autonomous vehicles — also known as self-driving cars or self-driving vehicles — are vehicles that can navigate and operate safely with little or no human input or intervention. Autonomous vehicles are equipped with autonomous driving systems that use a combination of sensors, computing, and software to safely perceive their environment and execute driving tasks.
   Autonomous driving offers a range of benefits. One of the most significant advantages is the potential to improve road safety by reducing vehicle collisions, many of which are caused by human error. Autonomous vehicles are designed to follow traffic laws, monitor blind spots, and detect dangers faster than human drivers.
    Autonomous vehicles also have the potential to deliver freedom of mobility for people who are unable to drive by expanding access to transportation options. They can navigate traffic jams and complex urban environments efficiently, which can help reduce traffic congestion and lower emissions — particularly as the transportation industry moves away from internal combustion engines and toward electric vehicles.

(www.nvidia.com. Adaptado.)
De acordo com o segundo parágrafo, os veículos autônomos tendem a melhorar a segurança nas estradas pois
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Q4038069 Inglês
    Autonomous vehicles — also known as self-driving cars or self-driving vehicles — are vehicles that can navigate and operate safely with little or no human input or intervention. Autonomous vehicles are equipped with autonomous driving systems that use a combination of sensors, computing, and software to safely perceive their environment and execute driving tasks.
   Autonomous driving offers a range of benefits. One of the most significant advantages is the potential to improve road safety by reducing vehicle collisions, many of which are caused by human error. Autonomous vehicles are designed to follow traffic laws, monitor blind spots, and detect dangers faster than human drivers.
    Autonomous vehicles also have the potential to deliver freedom of mobility for people who are unable to drive by expanding access to transportation options. They can navigate traffic jams and complex urban environments efficiently, which can help reduce traffic congestion and lower emissions — particularly as the transportation industry moves away from internal combustion engines and toward electric vehicles.

(www.nvidia.com. Adaptado.)
No trecho do primeiro parágrafo “vehicles that can navigate and operate safely”, o termo sublinhado expressa 
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Q4038068 Inglês
    Autonomous vehicles — also known as self-driving cars or self-driving vehicles — are vehicles that can navigate and operate safely with little or no human input or intervention. Autonomous vehicles are equipped with autonomous driving systems that use a combination of sensors, computing, and software to safely perceive their environment and execute driving tasks.
   Autonomous driving offers a range of benefits. One of the most significant advantages is the potential to improve road safety by reducing vehicle collisions, many of which are caused by human error. Autonomous vehicles are designed to follow traffic laws, monitor blind spots, and detect dangers faster than human drivers.
    Autonomous vehicles also have the potential to deliver freedom of mobility for people who are unable to drive by expanding access to transportation options. They can navigate traffic jams and complex urban environments efficiently, which can help reduce traffic congestion and lower emissions — particularly as the transportation industry moves away from internal combustion engines and toward electric vehicles.

(www.nvidia.com. Adaptado.)
No excerto do primeiro parágrafo “Autonomous vehicles — also known as self-driving cars or self-driving vehicles”, o trecho sublinhado apresenta
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Q4038067 Inglês
    Autonomous vehicles — also known as self-driving cars or self-driving vehicles — are vehicles that can navigate and operate safely with little or no human input or intervention. Autonomous vehicles are equipped with autonomous driving systems that use a combination of sensors, computing, and software to safely perceive their environment and execute driving tasks.
   Autonomous driving offers a range of benefits. One of the most significant advantages is the potential to improve road safety by reducing vehicle collisions, many of which are caused by human error. Autonomous vehicles are designed to follow traffic laws, monitor blind spots, and detect dangers faster than human drivers.
    Autonomous vehicles also have the potential to deliver freedom of mobility for people who are unable to drive by expanding access to transportation options. They can navigate traffic jams and complex urban environments efficiently, which can help reduce traffic congestion and lower emissions — particularly as the transportation industry moves away from internal combustion engines and toward electric vehicles.

(www.nvidia.com. Adaptado.)
According to the text, autonomous vehicles
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Q4038066 Português
Quando me vieram chamar, nem acreditei:

— É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

(Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
Uma característica das obras de Mia Couto é a presença de marcas do português popular de Moçambique, que se distanciam, por vezes, da norma padrão da língua portuguesa. Exemplifica essa característica a posição do pronome sublinhado na seguinte frase:
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Q4038065 Português
Quando me vieram chamar, nem acreditei:

— É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

(Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
“Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto.” (5o parágrafo)
Nesse trecho, o uso dos dois-pontos serve para introduzir uma
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Q4038064 Português
Quando me vieram chamar, nem acreditei:

— É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

(Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
Sobre o uso do gerúndio na frase “Está caindo do prédio” (2o parágrafo), o narrador do texto manifesta
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Q4038063 Português
Quando me vieram chamar, nem acreditei:

— É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

(Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
O verbo “inacreditar” (5o parágrafo) apresenta um prefixo indicativo de negação, assim como a palavra 
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Q4038062 Português
Quando me vieram chamar, nem acreditei:

— É Zuzézinho! Está caindo do prédio.

E as gentes, em volta, se depressavam para o sucedido. Me juntei às correrias, a pergunta zaranzeando: o homem estava caindo? Aquele gerúndio era um desmando nas graves leis da gravidade: quem cai, já caiu.

Enquanto corria, meu coração se constringia. Antevia meu velho amigo estatelado na calçada. [...]

Me aproximava do prédio e já me aranhava na multidão. Coisa de inacreditar: olhavam todos para cima. Quando fitei os céus, ainda mais me perturbei: lá estava, pairando como águia real, o Zuzé Neto. O próprio José Antunes Marques Neto, em artes de aero-anjo. Estava caindo? Se sim, vinha mais lento que o planar do planeta pelos céus.

(Mia Couto. O fio das missangas, 2004.)
O trecho do texto se caracteriza como 
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Q4038061 Português


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Na tira, as férias se apresentam como 

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Q4038060 Português
IA permite viajar sem sair do sofá
e ainda matar amigos de inveja


   Basta rolar o feed por alguns minutos. Nas redes sociais, surgem fotos de amigos ou influenciadores em cenários típicos de férias perfeitas: alguém aos pés da Torre Eiffel, em Paris, outro numa praia de águas azuis do Caribe ou de algum paraíso nordestino, sem falar no semblante de encantamento diante do castelo da Disney, nos Estados Unidos da América (EUA). Na era da tecnologia, não é preciso ser nenhum privilegiado para compartilhar frequentemente fotos assim nas redes. Aplicativos de inteligência artificial (IA) fazem sucesso produzindo imagens de pessoas em cenários nos quais elas nunca pisaram, confundindo muita gente.
     A primeira febre de manipulação de fotos com IA foi a aplicação de filtros no estilo de animação, seguida de retratos de infância recriados em novos cenários. Agora, a onda é compartilhar imagens simulando cenas de turismo, muitas vezes sem qualquer indicação de que foram geradas artificialmente. Os recursos estão em aplicativos que também usam a IA para simular ensaios fotográficos de aniversário nunca comemorados ou fotos em ambiente corporativo (geralmente com aquele figurino de executivo e cara de conteúdo) para compor perfis profissionais nas redes.
      Para o antropólogo David Nemer, o uso de IA com esse objetivo diz muito mais sobre a cultura digital contemporânea no mundo do que sobre “falsidade”. Ele recorre ao conceito atual de economia da performance, em que a visibilidade digital funciona como capital simbólico. A imagem atrai, mas não é registro: vira status e narrativa pessoal, numa lógica que já existia com filtros e programas de edição de fotos.
      “O valor não está no que você viveu, mas no que você consegue mostrar”, diz o antropólogo. “E ainda reforça desigualdades, porque quem já tem mais repertório digital, literacia tecnológica e familiaridade com IA consegue manipular melhor essas ferramentas e construir imagens mais ‘críveis’, enquanto outros ficam excluídos ou vulneráveis a julgamentos morais”.


(Carolina Nalin. O Globo, 07.12.2025. Adaptado.)
No primeiro parágrafo, o termo “feed” está destacado em itálico por se tratar de uma palavra 
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Q4038059 Português
IA permite viajar sem sair do sofá
e ainda matar amigos de inveja


   Basta rolar o feed por alguns minutos. Nas redes sociais, surgem fotos de amigos ou influenciadores em cenários típicos de férias perfeitas: alguém aos pés da Torre Eiffel, em Paris, outro numa praia de águas azuis do Caribe ou de algum paraíso nordestino, sem falar no semblante de encantamento diante do castelo da Disney, nos Estados Unidos da América (EUA). Na era da tecnologia, não é preciso ser nenhum privilegiado para compartilhar frequentemente fotos assim nas redes. Aplicativos de inteligência artificial (IA) fazem sucesso produzindo imagens de pessoas em cenários nos quais elas nunca pisaram, confundindo muita gente.
     A primeira febre de manipulação de fotos com IA foi a aplicação de filtros no estilo de animação, seguida de retratos de infância recriados em novos cenários. Agora, a onda é compartilhar imagens simulando cenas de turismo, muitas vezes sem qualquer indicação de que foram geradas artificialmente. Os recursos estão em aplicativos que também usam a IA para simular ensaios fotográficos de aniversário nunca comemorados ou fotos em ambiente corporativo (geralmente com aquele figurino de executivo e cara de conteúdo) para compor perfis profissionais nas redes.
      Para o antropólogo David Nemer, o uso de IA com esse objetivo diz muito mais sobre a cultura digital contemporânea no mundo do que sobre “falsidade”. Ele recorre ao conceito atual de economia da performance, em que a visibilidade digital funciona como capital simbólico. A imagem atrai, mas não é registro: vira status e narrativa pessoal, numa lógica que já existia com filtros e programas de edição de fotos.
      “O valor não está no que você viveu, mas no que você consegue mostrar”, diz o antropólogo. “E ainda reforça desigualdades, porque quem já tem mais repertório digital, literacia tecnológica e familiaridade com IA consegue manipular melhor essas ferramentas e construir imagens mais ‘críveis’, enquanto outros ficam excluídos ou vulneráveis a julgamentos morais”.


(Carolina Nalin. O Globo, 07.12.2025. Adaptado.)
No título do texto, o verbo “matar” é empregado com sentido
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Q4038058 Português
IA permite viajar sem sair do sofá
e ainda matar amigos de inveja


   Basta rolar o feed por alguns minutos. Nas redes sociais, surgem fotos de amigos ou influenciadores em cenários típicos de férias perfeitas: alguém aos pés da Torre Eiffel, em Paris, outro numa praia de águas azuis do Caribe ou de algum paraíso nordestino, sem falar no semblante de encantamento diante do castelo da Disney, nos Estados Unidos da América (EUA). Na era da tecnologia, não é preciso ser nenhum privilegiado para compartilhar frequentemente fotos assim nas redes. Aplicativos de inteligência artificial (IA) fazem sucesso produzindo imagens de pessoas em cenários nos quais elas nunca pisaram, confundindo muita gente.
     A primeira febre de manipulação de fotos com IA foi a aplicação de filtros no estilo de animação, seguida de retratos de infância recriados em novos cenários. Agora, a onda é compartilhar imagens simulando cenas de turismo, muitas vezes sem qualquer indicação de que foram geradas artificialmente. Os recursos estão em aplicativos que também usam a IA para simular ensaios fotográficos de aniversário nunca comemorados ou fotos em ambiente corporativo (geralmente com aquele figurino de executivo e cara de conteúdo) para compor perfis profissionais nas redes.
      Para o antropólogo David Nemer, o uso de IA com esse objetivo diz muito mais sobre a cultura digital contemporânea no mundo do que sobre “falsidade”. Ele recorre ao conceito atual de economia da performance, em que a visibilidade digital funciona como capital simbólico. A imagem atrai, mas não é registro: vira status e narrativa pessoal, numa lógica que já existia com filtros e programas de edição de fotos.
      “O valor não está no que você viveu, mas no que você consegue mostrar”, diz o antropólogo. “E ainda reforça desigualdades, porque quem já tem mais repertório digital, literacia tecnológica e familiaridade com IA consegue manipular melhor essas ferramentas e construir imagens mais ‘críveis’, enquanto outros ficam excluídos ou vulneráveis a julgamentos morais”.


(Carolina Nalin. O Globo, 07.12.2025. Adaptado.)
De acordo com o antropólogo David Nemer, a geração de imagens por meio de IA reforça desigualdades porque, entre outras razões,
Alternativas
Q4038057 Português
IA permite viajar sem sair do sofá
e ainda matar amigos de inveja


   Basta rolar o feed por alguns minutos. Nas redes sociais, surgem fotos de amigos ou influenciadores em cenários típicos de férias perfeitas: alguém aos pés da Torre Eiffel, em Paris, outro numa praia de águas azuis do Caribe ou de algum paraíso nordestino, sem falar no semblante de encantamento diante do castelo da Disney, nos Estados Unidos da América (EUA). Na era da tecnologia, não é preciso ser nenhum privilegiado para compartilhar frequentemente fotos assim nas redes. Aplicativos de inteligência artificial (IA) fazem sucesso produzindo imagens de pessoas em cenários nos quais elas nunca pisaram, confundindo muita gente.
     A primeira febre de manipulação de fotos com IA foi a aplicação de filtros no estilo de animação, seguida de retratos de infância recriados em novos cenários. Agora, a onda é compartilhar imagens simulando cenas de turismo, muitas vezes sem qualquer indicação de que foram geradas artificialmente. Os recursos estão em aplicativos que também usam a IA para simular ensaios fotográficos de aniversário nunca comemorados ou fotos em ambiente corporativo (geralmente com aquele figurino de executivo e cara de conteúdo) para compor perfis profissionais nas redes.
      Para o antropólogo David Nemer, o uso de IA com esse objetivo diz muito mais sobre a cultura digital contemporânea no mundo do que sobre “falsidade”. Ele recorre ao conceito atual de economia da performance, em que a visibilidade digital funciona como capital simbólico. A imagem atrai, mas não é registro: vira status e narrativa pessoal, numa lógica que já existia com filtros e programas de edição de fotos.
      “O valor não está no que você viveu, mas no que você consegue mostrar”, diz o antropólogo. “E ainda reforça desigualdades, porque quem já tem mais repertório digital, literacia tecnológica e familiaridade com IA consegue manipular melhor essas ferramentas e construir imagens mais ‘críveis’, enquanto outros ficam excluídos ou vulneráveis a julgamentos morais”.


(Carolina Nalin. O Globo, 07.12.2025. Adaptado.)
O texto destaca o fato de a IA ser usada para 
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Q4038056 Matemática
Em uma festa de formatura foram disponibilizadas 30 mesas com 4 lugares cada uma e 20 mesas com 6 lugares cada uma. Sabe-se que as mesas com 4 e 6 lugares custam, respectivamente, R$ 600,00 e R$ 780,00. Se todas as 50 mesas foram vendidas e todos os lugares foram ocupados, o preço médio pago por pessoa nessa festa foi de
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Respostas
21: A
22: E
23: D
24: B
25: E
26: B
27: C
28: B
29: D
30: B
31: E
32: D
33: B
34: A
35: E
36: A
37: B
38: C
39: C
40: E