Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d’amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm’lo de maldade,
Nem são livres p’ra morrer...
Prende-os a mesma corrente
– Férrea, lúgubre serpente –
Nas roscas da escravidão.
E assim roubados à morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoite... Irrisão!...
(Castro Alves. Fragmento de O navio negreiro – tragédia no mar.)
Com o final da Segunda Guerra Mundial, o eclipse do Estado Novo e o desmantelamento da Shindô-Renmei, inicia-se um ciclo de emudecimento, de ambos os lados, sobre as quatro décadas de intolerância vividas pelos japoneses. Do lado local, foi sedimentando-se no mundo das letras a ideia do país como um “paraíso racial”. Do lado dos imigrantes, as segundas e terceiras gerações de filhos de japoneses se concentraram, a partir da década de 1950, na construção da sua ascensão social. A história foi sendo esquecida, junto com o idioma e os hábitos culturais de seus pais e avós.
* Shindô-Renmei foi uma organização nacionalista, que surgiu no Brasil após o término da Segunda Guerra Mundial, formada por japoneses que não acreditavam na derrota do Japão na guerra. Possuía alguns membros mais fanáticos que cometiam atentados, tendo matado e ferido diversos cidadãos nipo-brasileiros.
Nos últimos três anos foram assassinadas mais de 140 mil pessoas no Brasil. Uma média de 47 mil pessoas por ano. Uma parcela expressiva destas mortes, que varia de região para região, é atribuída à ação da polícia, que se respalda na impunidade para continuar cometendo seus crimes. São 25 assassinatos ao ano por cada 100 mil pessoas, índice considerado de violência epidêmica, segundo organismos internacionais.
Se os assassinatos com armas de fogo são uma face da violência vivida na nossa sociedade, ela não é a única. Logo atrás, em termos de letalidade, estão os acidentes fatais de trânsito, com cerca de 33 mil mortos em 2002 e 35 mil mortes por ano em 2004 e 2005. Isto, sem falar nos acidentados não fatais socorridos pelo Sistema Único de Saúde, que multiplicam muitas vezes os números aqui apresentados e representam um custo que o IPEA estima em R$ 5,3 bilhões para o ano de 2002.
A lista da violência alonga-se incrivelmente. Sobre as mulheres, os negros, os índios, os gays, sobre os mendigos na rua, sobre os movimentos sociais etc. Uma discussão num botequim de periferia pode terminar em morte. A privação do emprego, do salário digno, da educação, da saúde, do transporte público, da moradia, da segurança alimentar, tudo isso pode ser compreendido, considerando que incide sobre direitos assegurados por nossa Constituição, como tantas outras formas de violência.
(Silvio Caccia Bava. Le Monde Diplomatique Brasil, agosto 2010. Adaptado.)
I. A falta de empregos, a baixa remuneração e o déficit habitacional raramente são compreendidos como forma de violência.
II. O não-oferecimento de educação, saúde e transporte público a toda a população também pode ser visto como uma forma de violência.
III. Uma briga de bar que resulta em morte é um ingrediente a mais a engrossar o caldo da violência no país.
As ideias apresentadas no texto encontram-se em
Nos últimos três anos foram assassinadas mais de 140 mil pessoas no Brasil. Uma média de 47 mil pessoas por ano. Uma parcela expressiva destas mortes, que varia de região para região, é atribuída à ação da polícia, que se respalda na impunidade para continuar cometendo seus crimes. São 25 assassinatos ao ano por cada 100 mil pessoas, índice considerado de violência epidêmica, segundo organismos internacionais.
Se os assassinatos com armas de fogo são uma face da violência vivida na nossa sociedade, ela não é a única. Logo atrás, em termos de letalidade, estão os acidentes fatais de trânsito, com cerca de 33 mil mortos em 2002 e 35 mil mortes por ano em 2004 e 2005. Isto, sem falar nos acidentados não fatais socorridos pelo Sistema Único de Saúde, que multiplicam muitas vezes os números aqui apresentados e representam um custo que o IPEA estima em R$ 5,3 bilhões para o ano de 2002.
A lista da violência alonga-se incrivelmente. Sobre as mulheres, os negros, os índios, os gays, sobre os mendigos na rua, sobre os movimentos sociais etc. Uma discussão num botequim de periferia pode terminar em morte. A privação do emprego, do salário digno, da educação, da saúde, do transporte público, da moradia, da segurança alimentar, tudo isso pode ser compreendido, considerando que incide sobre direitos assegurados por nossa Constituição, como tantas outras formas de violência.
(Silvio Caccia Bava. Le Monde Diplomatique Brasil, agosto 2010. Adaptado.)
O cyberbullying é um problema crescente justamente porque os jovens usam cada vez mais a tecnologia. Ana, 13 anos, já era perseguida na escola – e passou a ser acuada, prisioneira de seus agressores via internet. Hoje, vive com medo e deixou de adicionar “amigos” em seu perfil no Orkut. Além disso, restringiu o acesso ao MSN. Mesmo assim, o tormento continua. As meninas de sua sala enviam mensagens depreciativas, com apelidos maldosos e recados humilhantes, para amigos comuns. Os qualificativos mais leves são “nojenta, nerd e lésbica”. Outros textos dizem: “Você deveria parar de falar com aquela piranha” e “A emo já mudou a sua cabeça, hein? Vá pro inferno”. Ana, é claro, fica arrasada. “Uso preto, ouço rock e pinto o cabelo. Curto coisas diferentes e falo de outros assuntos. Por isso, não me aceitam.”
(Beatriz Santomauro. Nova Escola, junho/julho 2010. Adaptado.)
Conforme o texto
A palavra bullying ainda é pouco conhecida do grande público brasileiro. De origem inglesa e ainda sem tradução no Brasil, é utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito escolar, tanto de meninos quanto de meninas. Dentre esses comportamentos podemos destacar as agressões, os assédios e as ações desrespeitosas, todos realizados de maneira recorrente e intencional por parte dos agressores. É fundamental explicitar que as atitudes tomadas por um ou mais agressores contra um ou alguns estudantes, geralmente, não apresentam motivações específicas ou justificáveis. Isso significa dizer que, de forma quase “natural”, os mais fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão, prazer e poder, com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas vítimas. E isso, invariavelmente, produz, alimenta e até perpetua muita dor e sofrimento nos vitimados.
A palavra bullying ainda é pouco conhecida do grande público brasileiro. De origem inglesa e ainda sem tradução no Brasil, é utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito escolar, tanto de meninos quanto de meninas. Dentre esses comportamentos podemos destacar as agressões, os assédios e as ações desrespeitosas, todos realizados de maneira recorrente e intencional por parte dos agressores. É fundamental explicitar que as atitudes tomadas por um ou mais agressores contra um ou alguns estudantes, geralmente, não apresentam motivações específicas ou justificáveis. Isso significa dizer que, de forma quase “natural”, os mais fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão, prazer e poder, com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas vítimas. E isso, invariavelmente, produz, alimenta e até perpetua muita dor e sofrimento nos vitimados.
Com base nos TEXTOS 1 e 2, responda à questão.
Baseado no original de GIKOVATE, Flávio. Individualismo não é egoísmo. Dezembro 2002. Disponível em
http://www.flaviogikovate.com.br/site/Artigos_ineditos/inedito03.html
Eclesiastes 4, 7-12. Bíblia Sagrada.
Com base nos TEXTOS 1 e 2, responda à questão.
Baseado no original de GIKOVATE, Flávio. Individualismo não é egoísmo. Dezembro 2002. Disponível em
http://www.flaviogikovate.com.br/site/Artigos_ineditos/inedito03.html
Eclesiastes 4, 7-12. Bíblia Sagrada.

Eclesiastes 4, 7-12. Bíblia Sagrada.
Com base no TEXTO 2, responda à questão

Eclesiastes 4, 7-12. Bíblia Sagrada.
Com base no TEXTO 2, responda à questão

Eclesiastes 4, 7-12. Bíblia Sagrada.
Com base no TEXTO 2, responda à questão
Baseado no original de GIKOVATE, Flávio. Individualismo não é egoísmo. Dezembro 2002. Disponível em
http://www.flaviogikovate.com.br/site/Artigos_ineditos/inedito03.html
Com base no TEXTO 1, responda à questão.
Baseado no original de GIKOVATE, Flávio. Individualismo não é egoísmo. Dezembro 2002. Disponível em
http://www.flaviogikovate.com.br/site/Artigos_ineditos/inedito03.html
Com base no TEXTO 1, responda à questão.
Baseado no original de GIKOVATE, Flávio. Individualismo não é egoísmo. Dezembro 2002. Disponível em
http://www.flaviogikovate.com.br/site/Artigos_ineditos/inedito03.html
Com base no TEXTO 1, responda à questão.
Baseado no original de GIKOVATE, Flávio. Individualismo não é egoísmo. Dezembro 2002. Disponível em
http://www.flaviogikovate.com.br/site/Artigos_ineditos/inedito03.html
Com base no TEXTO 1, responda à questão.
Baseado no original de GIKOVATE, Flávio. Individualismo não é egoísmo. Dezembro 2002. Disponível em
http://www.flaviogikovate.com.br/site/Artigos_ineditos/inedito03.html
Com base no TEXTO 1, responda à questão.
Baseado no original de GIKOVATE, Flávio. Individualismo não é egoísmo. Dezembro 2002. Disponível em
http://www.flaviogikovate.com.br/site/Artigos_ineditos/inedito03.html
Com base no TEXTO 1, responda à questão.
Baseado no original de GIKOVATE, Flávio. Individualismo não é egoísmo. Dezembro 2002. Disponível em
http://www.flaviogikovate.com.br/site/Artigos_ineditos/inedito03.html
Com base no TEXTO 1, responda à questão.
Baseado no original de GIKOVATE, Flávio. Individualismo não é egoísmo. Dezembro 2002. Disponível em
http://www.flaviogikovate.com.br/site/Artigos_ineditos/inedito03.html
Com base no TEXTO 1, responda à questão.