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Questões de Vestibular Sobre filosofia

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.157 questões

Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2025) |
Q3510620 Filosofia
Leia o texto a seguir.

No que diz respeito a todas as coisas que compreendemos, não consultamos a voz de quem ensina, a qual soa por fora, mas a verdade que dentro de nós preside à própria mente, incitados talvez pelas palavras a consultá-la. Quem é consultado ensina verdadeiramente, e este é Cristo, que habita, como foi dito, no homem interior, isto é: a virtude incomensurável de Deus e a sempiterna Sabedoria, que toda alma racional consulta, mas que se revela a cada um quanto é permitido pela sua própria boa ou má vontade.
AGOSTINHO, Santo. De magistro (Do mestre). 2. ed. São Paulo: Abril Cultural, 1980. p. 319. (Adaptado).

Desde o início do século IV, o cristianismo foi se tornando cada vez mais influente em todos os setores da sociedade, inclusive na reflexão filosófica, como ilustra a vasta produção literária de Agostinho de Hipona (Santo Agostinho). 
Nesse sentido, o trecho apresentado ilustra uma ideia filosófica que ficou conhecida como
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Q3508197 Filosofia
Leia o texto a seguir.
O mundo é dos negócios
Os fundos de investimento e as grandes corporações se regem pela busca do lucro, e nem mesmo esta enorme crise que vivemos demove essas organizações de sua finalidade última e primeira: explorar os homens e a natureza sem precisar enfrentar limites
Estamos em uma crise ambiental global sem precedentes, e as expectativas em relação aos resultados da 30a Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que vai ocorrer em novembro, em Belém, não são das melhores.
A conferência acontece em um momento em que o aquecimento global já tem consequências diretas e devastadoras sobre todos os ecossistemas. O aquecimento global promove mudanças no regime de chuvas, aumento da frequência e intensidade de fenômenos meteorológicos extremos, ondas de calor mais intensas e duradouras, chuvas torrenciais inesperadas e períodos prolongados de seca. A agricultura, a gestão dos recursos hídricos e a biodiversidade são afetadas de maneira drástica, levando à fome e à extinção de espécies, a migrações em áreas desertificadas, à inundação pelo mar de áreas e cidades costeiras, a chuvas torrenciais nas cidades.
Extraímos a eletricidade da queima de carvão, petróleo ou gás, gerando dióxido de carbono e óxido nitroso, gases de efeito estufa que recobrem o planeta e retêm o calor do Sol. A proporção de combustíveis fósseis na matriz energética global de 2023 permaneceu em 81,5%, uma queda de apenas 0,5% em relação ao ano anterior.
Toda essa degradação ambiental é consequência do modelo de desenvolvimento capitalista da segunda metade do século XX, que desenvolveu a capacidade das grandes empresas de operarem em grande escala e promoverem exponencialmente a queima de combustíveis fósseis.
BAVA, Sílvio Caccia. O mundo dos negócios [Editorial]. Le Monde Diplomatique Brasil. Ed. 214, 2 maio 2025. Disponível em: https://diplomatique.org.br/o-mundoe-dos-negocios/. Acesso em: 15 maio 2025. (Adaptado).

O conteúdo do editorial apresentado levanta questionamentos filosóficos relacionados ao campo da ética, já que a degradação e destruição do meio ambiente
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Q3508195 Filosofia
Leia os textos a seguir.

Texto I
O homem, como zoon logikón, é um ser que, em razão de sua psyqué, ao mesmo tempo pertence ao âmbito da natureza e por essência se distingue de todos os outros seres da natureza em virtude do predicado da racionalidade, ele é um “animal racional”, um zoon logikón. A racionalidade é, pois, a diferença específica do homem, e, ao se acentuar esse aspecto, Aristóteles prolonga a linha de reflexão antropológica que tem sua origem na Sofística e que fora continuada, mesmo sofrendo profunda inflexão, pela antropologia socrático-platônica. Enquanto ser dotado de razão e linguagem, o homem transcende de alguma maneira a natureza e não pode ser considerado simplesmente um ser “natural”.
VAZ, Henrique de C. Lima. Antropologia filosófica. São Paulo: Loyola, 2020. p. 51. (Adaptado).

Texto II
Outros autores interpretam o homem como possibilidade de autoprojeção. É nesse sentido que Kant afirma que, para poder atribuir ao homem seu lugar na natureza viva e assim caracterizá-lo, só resta dizer que ele tem o caráter que ele mesmo faz, porquanto sabe aperfeiçoar-se segundo os fins por ele mesmo criados. Na filosofia contemporânea, esse conceito de homem foi assumido por vários pensadores. Por um lado, eles frisam que o homem é aquilo que ele mesmo pode e quer tornar-se, que projeta seu modo de ser ou de viver e que esse projeto passa a constituir, em algum grau, parte de seu ser. Por outro lado, esses mesmos pensadores reconhecem as limitações dessa possibilidade de se projetar, já que cada projeto já encontra como dados os elementos que utiliza. Sartre insistiu na liberdade absoluta da possibilidade de projetar e considerou puramente arbitrária ou gratuita a escolha de um projeto qualquer.
ABBGAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Fontes, 1999. p. 512-513. (Adaptado).

Em ambos os textos são apresentados posicionamentos acerca do que constitui definição de ser humano. A comparação entre esses textos indica que eles 
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Ano: 2024 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2024 - USP - Vestibular - Conhecimentos Gerais V1 |
Q4211621 Filosofia
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“Quem negaria que os futuros ainda não são? Mas já está na mente a espera dos futuros. E quem negaria que os passados já não são? Todavia, ainda está na mente a memória dos passados. E quem negaria que o tempo presente não tem extensão temporal, porque passa em um instante? Todavia, perdura a atenção, pela qual o que está presente se encaminha para a ausência.”
Agostinho de Hipona. Confissões.

Ao propor uma aproximação entre a fala da personagem Calvin no quadrinho e o trecho citado das Confissões de Agostinho, é possível encontrar semelhanças com relação à descrição do tempo e sua compreensão filosófica. Dentre as afirmativas a seguir, qual delas pode ser considerada verdadeira para ambos os casos? 
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Ano: 2024 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2024 - USP - Vestibular - Conhecimentos Gerais V1 |
Q4211584 Filosofia
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Falácias são argumentos que podem até parecer à primeira vista bem construídos logicamente, mas são falhos, seja em termos do uso da linguagem, de pertinência temática ou de correção formal. Os primeiros estudos sistemáticos das falácias foram feitos pelo filósofo Aristóteles, que classificou alguns dos argumentos falaciosos mais comuns.
No terceiro quadrinho da história, uma personagem se serve de um argumento falacioso bastante conhecido a fim de persuadir o outro. Esse argumento pode ser classificado como um caso de qual tipo de falácia?
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Ano: 2024 Banca: FUVEST Órgão: USP Prova: FUVEST - 2024 - USP - Vestibular - Conhecimentos Gerais V1 |
Q4211583 Filosofia
Leia o texto e analise a charge a seguir.

“Se, compreendendo um outro ser humano, penetro profundamente no horizonte do que lhe é próprio, então logo me depararei com o fato de que, assim como o seu corpo se encontra no meu campo de percepção, também o meu corpo se encontra no dele, e que, em geral, ele me experiencia sem mais como um outro para ele, tal como eu o experiencio como outro para mim.”
HUSSERL, E. Meditações cartesianas. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2013.  


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O filósofo Edmund Husserl propõe uma reflexão sobre como cada pessoa estabelece relações com as outras. Ocorre uma equiparação dos pontos de vista, de modo que cada uma aparecerá às demais não como uma consciência incomparável, mas justamente como uma outra pessoa. Essa ideia ajuda a entender a perspectiva crítica contida na charge: certas condições ou características que percebemos como depreciativas em outras pessoas também podem ser percebidas da mesma maneira pelos outros em nós.
Qual situação reproduz essa estrutura de equiparação exibida na charge? 
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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (1º Semestre 2025) |
Q3510674 Filosofia
Ao refletir sobre as relações de poder e formas de governo, um pensador do século XVIII buscou “encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associado com toda a força comum, e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedece contudo a si mesmo, permanecendo assim tão livre como antes. Esse [é] o problema fundamental cuja solução o contrato social oferece”. Esse pensador é 
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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (1º Semestre 2025) |
Q3510673 Filosofia
Com o domínio político, iniciado por Felipe da Macedônia e ampliado por seu filho Alexandre, as cidades-estados gregas perderam sua autonomia política e passaram a fazer parte do Império Macedônico. A noção grega de polis perdeu sentido, já que os cidadãos não participavam do governo diretamente como antes e o próprio sentimento de pertença às cidades-estados, tão caro ao espírito grego, foi deixando de existir aos poucos. Isso se refletiu no campo filosófico de diversas formas, mas é marcante nas teorias éticas que foram elaboradas na época. Uma dessas características da ética helenística é
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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2024) |
Q3510151 Filosofia
Filosofia e sociologia são duas importantes formas de conhecimento. A filosofia expressa um saber marcado pela formulação de questionamentos acerca da realidade e fundado na reflexão e na abstração. No decorrer da história, o pensamento científico – metódico, sistemático e com a pretensão de ser objetivo e neutro – colocou-se como um tipo de pensamento dominante. Mas nem por isso o pensamento filosófico foi descartado, já que ele constituiu as bases para o desenvolvimento do pensamento científico e segue sendo relevante para questionar a realidade que nos cerca, naquilo que é entendido como atitude filosófica. A origem da sociologia, no século XIX, teve importante influência do pensamento filosófico, pois
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2024) |
Q3510150 Filosofia

Leia o texto a seguir.


Desde que há Estado – da cidade grega às burocracias contemporâneas – a ideia de verdade sempre se voltou, finalmente, para o lado dos poderes [...]. Por conseguinte, a contribuição específica da Filosofia que se coloca ao serviço da liberdade, de todas as liberdades, é a de minar, pelas análises que ela opera e pelas ações que desencadeia, as instituições repressivas e simplificadoras: quer se trate da ciência, do ensino, da tradução, da pesquisa, da medicina, da família, da polícia, do fato carcerário, dos sistemas burocráticos, o que importa é fazer aparecer a máscara, deslocá-la, arrancá-la [...].


CHÂTELET, François apud ARANHA, M. L. A.; MARTINS, M. H. P. Filosofando: introdução à Filosofia. 5. ed. São Paulo: Moderna, 2013. p. 15.



Considerando-se as ideias presentes na citação apresentada, verifica-se que a Filosofia

 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2024) |
Q3510149 Filosofia

Leia o texto a seguir.


Que significará dizer que a existência precede a essência? Significa que o homem primeiramente existe, se descobre, surge no mundo; e que só depois se define. O homem, tal como o concebe o existencialista, se não é definível, é porque primeiramente não é nada. Só depois será alguma coisa e tal como a si próprio se fizer. Assim, não há natureza humana, previamente concebida. O homem é, não apenas como ele se concebe, mas como ele quer que seja, como ele se concebe depois da existência, como ele se deseja após esse impulso para a existência; o homem não é mais do que o que ele faz. Tal é o primeiro princípio do existencialismo.


SARTRE, Jean Paul. O Existencialismo é um humanismo. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 6. [Adaptado].



Ao comparar as ideias de Sartre presentes no trecho apresentado com a tradição filosófica do Ocidente, verifica-se que ele estabelece uma oposição direta às ideias de 

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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3509427 Filosofia
A busca pelo conhecimento verdadeiro é um tema recorrente em Filosofia, desde a filosofia clássica, com Sócrates, Platão e Aristóteles. Assim, a origem do conhecimento é o primeiro problema a ser investigado: como obtemos o conhecimento? Dentre as várias respostas a essa questão, encontramos aquela proposta pelo empirismo, para o qual a fonte do conhecimento está 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3509426 Filosofia

Texto 01


VII. Só podemos duvidar se existirmos: esse é o primeiro conhecimento que adquirimos quando filosofamos ordenadamente.

Como rejeitamos assim tudo aquilo em que podemos cogitar a menor dúvida ou mesmo imaginamos ser falso, supomos facilmente, com efeito, que não há Deus, nem céu, nem corpos, e que nós mesmos não temos nem mãos nem pés, tampouco, finalmente, um corpo; mas não podemos da mesma maneira supor que não existimos enquanto duvidamos da verdade de todas essas coisas; pois é repugnante conceber que aquilo que pensa não existe no momento em que pensa. Por conseguinte, o conhecimento PENSO, LOGO EXISTO, é o primeiro e mais certo que se apresenta àquele que filosofa ordenadamente.


DESCARTES, René. Princípios da Filosofia. 2. ed. São Paulo: Rideel, 2007. p. 27.



Texto 02


Um conceito básico convencional, que no momento ainda é algo obscuro, mas que nos é indispensável na psicologia, é o de um ‘instinto’. Podemos afirmar que um instinto é um estímulo aplicado à mente. Em primeiro lugar, um estímulo instintual não surge do mundo exterior, mas de dentro do próprio organismo. Por esse motivo ele atua diferentemente sobre a mente, e diferentes ações se tornam necessárias para removê-lo. Um instinto jamais atua como uma força que imprime um impacto momentâneo, mas sempre como um impacto constante. Considerando a vida mental de um ponto de vista biológico, um ‘instinto’ nos aparecerá como sendo um conceito situado na fronteira entre o mental e o somático, como o representante psíquico dos estímulos que se originam dentro do organismo e alcançam a mente, como uma medida da exigência feita à mente no sentido de trabalhar em consequência de sua ligação com o corpo.


FREUD, Sigmund. Obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Vol. XIV. Ed. Standart Brasileira. Rio de Janeiro: Imago, 1996. p. 123- 127. [Adaptado]. 



Analisando-se os textos apresentados e situando-os no contexto em que foram produzidos, verificamos o seguinte:

Alternativas
Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3509425 Filosofia

Michel Foucault, em seu livro Arqueologia do saber, propõe a noção de “formação discursiva” e a apresenta do seguinte modo: “No caso em que se puder descrever, entre um certo número de enunciados, [um] sistema de dispersão, e no caso em que entre os objetos, os tipos de enunciados, os conceitos, as escolhas temáticas, se puder definir a regularidade (ordem, correlações, posições e funcionamentos, transformações), diremos, por convenção, que se trata de uma formação discursiva”.


FOUCAULT, Michel. Arqueologia do saber. 8. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2022. p. 47.



Uma implicação da noção de formação discursiva para os discursos que se produzem nos diversos campos do saber é que 

Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2024 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2024 |
Q3355021 Filosofia
Pois, sendo a natureza toda congênere e tendo a alma aprendido todas as coisas, nada impede que, tendo alguém rememorado uma só coisa – fato esse precisamente que os homens chamam aprendizado -, essa pessoa descubra todas as outras coisas, se for corajosa e não se cansar de procurar.
PLATÃO. Mênon, São Paulo: Loyola, 2001. p.53.

Considere o texto acima e assinale a alternativa INCORRETA sobre a teoria da reminiscência de Platão.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2024 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2024 |
Q3355020 Filosofia
[...] Com isto torna-se manifesto que, durante o tempo em que os homens vivem sem um poder comum capaz de mantê-Ios todos em temor respeitoso, eles se encontram naquela condição a que se chama guerra; e uma guerra que é de todos os homens contra todos os homens. Pois a GUERRA não consiste apenas na batalha ou no ato de lutar, mas naquele lapso de tempo durante o qual a vontade de travar batalha é suficientemente conhecida. Portanto, a noção de tempo deve ser levada em conta na natureza da guerra, do mesmo modo que na natureza do clima. Porque tal como a natureza do mau tempo não consiste em dois ou três chuviscos, mas numa tendência para chover durante vários dias seguidos, também a natureza da guerra não consiste na luta real, mas na conhecida disposição para tal, durante todo o tempo em que não há garantia do contrário.
THOMAS HOBBES. Leviatã ou matéria, forma e poder de uma República eclesiástica e civil. São Paulo: Martins Fontes, 2003, p.109.

Sobre o estado de guerra de todos contra todos, segundo Hobbes, considere as asserções abaixo.

I. Não há a possibilidade do desenvolvimento contínuo do trabalho e do cultivo da terra, das artes e das letras.
II. Seres humanos são dotados muito desigualmente de forças e habilidades, razão pela qual os mais fortes se tornam mais poderosos.
III. Seres humanos podem obter prazer apenas do convívio com seus amigos próximos.
IV. Não há as noções de certo e de errado, de justo e de injusto e do que é meu e do que é teu.

Assinale a alternativa que apresenta apenas asserções corretas.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2024 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2024 |
Q3355019 Filosofia
Mas há um [Deus] enganador, não sei quem, sumamente poderoso, sumamente astucioso que, por indústria, sempre me engana. Não há dúvida, portanto, de que eu, eu sou, também, se me engana: que me engane o quanto possa, nunca poderá fazer, porém, que eu nada seja, enquanto eu pensar que sou algo. De sorte que, depois de ponderar e examinar cuidadosamente todas as coisas, é preciso estabelecer finalmente que este enunciado eu, eu sou, eu, eu existo é necessariamente verdadeiro, todas as vezes que é por mim proferido ou concebido na mente. 
DESCARTES, R. Meditações sobre Filosofia Primeira. Campinas: Unicamp, 2004, p. 39.

Sobre a trajetória meditativa de Descartes que o leva ao cogito, é INCORRETO afirmar que
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Ano: 2024 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2024 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2024 |
Q3355018 Filosofia
Vernant, ao descrever uma das teorias que explicam o surgimento da filosofia grega antiga, diz: “Na terra jônica, o logos ter-se-ia desprendido bruscamente do mito, como as escamas caem dos olhos do cego. E à luz desta razão, uma vez por todas revelada, não teria mais deixado de iluminar os progressos do espírito humano. "Os filósofos jônios, escreve Burnet, abriram o caminho que a ciência depois só teve que seguir." E precisa, em outra passagem: "Seria inteiramente falso procurar as origens da ciência jônica numa concepção mítica qualquer."”
VERNANT, J. P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002, p.71

Considerando as principais teorias sobre o surgimento da filosofia, o texto acima se refere à teoria
Alternativas
Ano: 2024 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2024 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2024 |
Q3355017 Filosofia
Sobre as verdades que são preâmbulos da fé e sobre a relação entre fé e razão, Tomás de Aquino afirma

[...] portanto, deve-se dizer que a existência de Deus e as outras verdades referentes a Deus, acessíveis à razão natural, como diz o Apóstolo, não são artigos de fé, mas preâmbulos dos artigos. A fé pressupõe o conhecimento natural, como a graça pressupõe a natureza, e a perfeição o que é perfectível. No entanto, nada impede que aquilo que, por si, é demonstrável e compreensível, seja recebido como objeto de fé por aquele que não consegue apreender a demonstração.
TOMÁS DE AQUINO, Suma Teológica. São Paulo: Loyola, 2009, p.165. V.1.

Tomando como referência o excerto acima, assinale a alternativa correta.
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Ano: 2024 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2024 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2024 |
Q3355016 Filosofia
Efetivamente, em qualquer lugar onde olhares, a sabedoria te fala pelos vestígios que imprimiu em todas as suas obras. E quando recais de novo no amor às coisas exteriores, é valendo-se da própria beleza dos seres exteriores que ela te chama a teu interior. E isso a fim de que, vendo tudo quanto te encanta nos corpos e te seduz, através dos sentidos corporais, reconheças que está repleto de números. Ao indagares de onde vem isso, entra em ti mesmo e compreende tua impotência de julgar para o bem ou para o mal os objetos percebidos por teus sentidos. Pois não poderias aprovar ou desaprová-los, se não tivesses dentro de ti certas leis estéticas, às quais confrontas todas as belezas sensíveis do mundo exterior.
SANTO AGOSTINHO, O Livre Arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995, p.128.

    O acesso perceptivo à realidade exterior e sensível oferece um obstáculo ao conhecimento do que é inteligível, pois o inteligível tem natureza distinta do sensível. Marque a alternativa correta acerca da resposta de Santo Agostinho a esse problema. Para ele, a realidade exterior contém em sua natureza a beleza da criação e, ao ser percebida pela alma, favorece a possibilidade do reconhecimento das verdades inteligíveis
Alternativas
Respostas
21: E
22: E
23: D
24: C
25: C
26: C
27: A
28: D
29: E
30: A
31: C
32: A
33: E
34: C
35: A
36: C
37: A
38: B
39: D
40: C