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Q3510674 Filosofia
Ao refletir sobre as relações de poder e formas de governo, um pensador do século XVIII buscou “encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associado com toda a força comum, e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedece contudo a si mesmo, permanecendo assim tão livre como antes. Esse [é] o problema fundamental cuja solução o contrato social oferece”. Esse pensador é 
Alternativas

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Resposta correta: A - Jean-Jacques Rousseau

Tema central: trata-se da teoria do contrato social — reflexão sobre como indivíduos se associam politicamente para proteger pessoas e bens sem perder a liberdade. É tema recorrente em filosofia política e costuma cair em provas cobrando identificação do autor e das diferenças entre teorias contratualistas.

Resumo teórico: Rousseau (Du contrat social, 1762) propõe que, ao entrar no contrato social, cada indivíduo se une a todos e passa a obedecer à vontade geral, preservando, porém, a liberdade genuína, pois obedece às leis que ele mesmo ajudou a fazer. Difere de Hobbes (soberano absoluto) e de Locke (direito à propriedade e governo limitado). Rousseau enfatiza soberania popular e a ideia de liberdade como participação na legislação comum.

Justificativa da alternativa correta: A passagem citada é tradução direta da abertura de Du contrat social. A expressão “cada um, unindo-se a todos, só obedece contudo a si mesmo, permanecendo assim tão livre como antes” é caracteristicamente rousseauniana: busca conciliar autoridade política e liberdade individual por meio da vontade geral.

Análise das alternativas incorretas:

B - Nicolau Maquiavel: autor renascentista (O Príncipe) preocupado com virtù, fortuna e manutenção do poder — não formula teoria do contrato social.

C - Immanuel Kant: filósofo do século XVIII que trata de moral, autonomia e direito; usa a ideia de contrato como princípio regulativo, mas não oferece a versão histórica e política expressa no trecho — não é o autor do texto citado.

D - David Hume: crítico cético das versões históricas do contrato (ensaio “Of the Original Contract”), argumentando que governos originaram-se por costume, não por contrato literal — o trecho não é humeano.

E - John Locke: contratualista importante (Two Treatises, século XVII) que valoriza proteção da vida, liberdade e propriedade; sua ênfase em propriedade e direito natural difere do foco de Rousseau na vontade geral e igualdade civil.

Estratégia para provas: ao ver palavras-chave — “contrato social”, “vontade geral”, “permanece tão livre” — associe imediatamente a Rousseau; use também pista cronológica (século XVIII) e descarte autores com ênfases conceituais distintas (Machiavelli, Hume, Locke, Kant).

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Comentários

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A soberania reside no povo, que é ao mesmo tempo soberano (faz as leis) e súdito (obedece a elas). Quem se recusa a obedecer à Vontade Geral será "forçado a ser livre"

A) Jean-Jacques Rousseau ✅

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Autor do Contrato Social (1762).

Defende que o contrato cria a vontade geral, que protege bens e pessoas sem destruir a liberdade: o indivíduo obedece a leis que ele mesmo ajudou a criar.

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B) Nicolau Maquiavel ❌

Século XVI, autor de O Príncipe.

Não fala em contrato social, mas sim em como conquistar e manter o poder.

Preocupa-se mais com a eficácia política do que com a liberdade ou proteção de bens.

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C) Immanuel Kant ❌

Século XVIII, contemporâneo de Rousseau, mas não escreveu sobre contrato social nesse sentido.

Sua preocupação era com a moral universal (imperativo categórico) e a razão prática, não com a fundação do Estado por meio de um pacto.

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D) David Hume ❌

Filósofo empirista escocês do século XVIII.

Era cético em relação ao contrato social: dizia que os governos surgiam por hábito e convenção, não por um pacto racional.

Logo, não poderia ter defendido essa ideia.

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E) John Locke ❌

Século XVII, autor do Segundo Tratado sobre o Governo Civil.

Defendeu um contrato social sim, mas com foco na proteção da propriedade privada (vida, liberdade e bens).

Diferente de Rousseau, Locke não fala que o homem continua “tão livre como antes”: para ele, o contrato social limita a liberdade em favor da segurança.

A passagem citada é tradução direta da abertura de Du contrat social. A expressão “cada um, unindo-se a todos, só obedece contudo a si mesmo, permanecendo assim tão livre como antes” é caracteristicamente rousseauniana: busca conciliar autoridade política e liberdade individual por meio da vontade geral.

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