Questões de Vestibular
Sobre introdução à genética: 1ª e 2ª leis de mendel em biologia
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A surdez é geneticamente heterogênea: pode ser causada por mutações em diferentes genes, localizados nos autossomos ou no cromossomo X ou, ainda, por mutações em genes mitocondriais.
Os heredogramas representam quatro famílias, em que
ocorrem pessoas com surdez 

A(s) família(s) em que o padrão de herança permite afastar a
possibilidade de que a surdez tenha herança mitocondrial
é(são) apenas
Sabendo que uma das plantas parentais era totalmente homozigota, assinale a alternativa correta.

Observando-se o heredograma em destaque de uma determinada família, a possibilidade do indivíduo 8 ser heterozigoto é de
Assinale a alternativa que resulta na CORRETA F1.
Analise o heredograma:

Os indivíduos em cores escuras apresentam uma
doença hereditária. Podemos dizer que a herança
desta doença é de caráter:
1) a anomalia “Z” é condicionada por um alelo
dominante.
2) a anomalia “Z” é derivada de herança ligada ao
sexo.
3) os genótipos de I-1 e III-2 são diferentes para a
anomalia “Z”.
4) a filha do indivíduo IV-10 com um homem normal,
obrigatoriamente terá a anomalia “Z”.
Estão corretas apenas:
O albinismo é um problema genético que causa deficiência na produção de melanina. No Brasil, o transtorno é pouco frequente. Estima-se que haja de 10 mil a 12 mil albinos no país. A condição genética é mais prevalente em populações negras. Em algumas regiões da África, 1 em cada 2.000 pessoas é albina. (Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2014/07/1489062-albinismo-e-mais-comum-entre-a-populacao-negra.shtml. Acessado em ago. 2016). Sobre o albinismo, assinale a afirmativa correta. seguir.
Escolha a alternativa que apresenta uma propaganda que divulgue corretamente a eficácia biológica do suposto medicamento.
Experimento Cruzamento Resultado do Cruzamento I ? x vv 100% vermelha II ? x vv 50% vermelha e 50% branca III ? x vv 100% branca IV ? x Vv 75% vermelha e 25 % branca
Qual dos experimentos gerou genótipo homozigoto dominante?
Fenótipo X: presença de, pelo menos, um alelo dominante em cada par.
Fenótipo Y: presença de, pelo menos, um alelo dominante no primeiro par e presença de dois alelos recessivos no segundo par.
Fenótipo Z: presença de dois alelos recessivos no primeiro par e presença de, pelo menos, um alelo dominante no segundo par.
Indivíduos duplo recessivos são inviáveis e morrem ainda na fase embrionária.
A partir do cruzamento entre parentais cujos genótipos são Aabb e aaBb, a probabilidade de nascimento de indivíduos caracterizados pelos fenótipos X, Y e Z, respectivamente, é
TEXTO 8
IX
Horas depois, teve Rubião um pensamento horrível. Podiam crer que ele próprio incitara o amigo à viagem, para o fim de o matar mais depressa, e entrar na posse do legado, se é que realmente estava incluso no testamento. Sentiu remorsos. Por que não empregou todas as forças, para contê-lo? Viu o cadáver do Quincas Borba, pálido, hediondo, fitando nele um olhar vingativo; resolveu, se acaso o fatal desfecho se desse em viagem, abrir mão do legado.
Pela sua parte o cão vivia farejando, ganindo, querendo fugir; não podia dormir quieto, levantava-se muitas vezes, à noite, percorria a casa, e tornava ao seu canto. De manhã, Rubião chamava-o à cama, e o cão acudia alegre; imaginava que era o próprio dono; via depois que não era, mas aceitava as carícias, e fazia-lhe outras, como se Rubião tivesse de levar as suas ao amigo, ou trazê-lo para ali. Demais, havia-se-lhe afeiçoado também, e para ele era a ponte que o ligava à existência anterior. Não comeu durante os primeiros dias. Suportando menos a sede, Rubião pôde alcançar que bebesse leite; foi a única alimentação por algum tempo. Mais tarde, passava as horas, calado, triste, enrolado em si mesmo, ou então com o corpo estendido e a cabeça entre as mãos.
Quando o médico voltou, ficou espantado da temeridade do doente; deviam tê-lo impedido de sair; a morte era certa.
— Certa?
— Mais tarde ou mais cedo. Levou o tal cachorro?
— Não, senhor, está comigo; pediu que cuidasse dele, e chorou, olhe que chorou que foi um nunca acabar. Verdade é, disse ainda Rubião para defender o enfermo, verdade é que o cachorro merece a estima do dono; parece gente.
O médico tirou o largo chapéu de palha para concertar a fita; depois sorriu. Gente? Com que então parecia gente? Rubião insistia, depois explicava; não era gente como a outra gente, mas tinha coisas de sentimento, e até de juízo. Olhe, ia contar-lhe uma...
— Não, homem, não, logo, logo, vou a um doente de erisipela... Se vierem cartas dele, e não forem reservadas, desejo vê-las, ouviu? E lembranças ao cachorro, concluiu saindo.
Algumas pessoas começaram a mofar do Rubião e da singular incumbência de guardar um cão em vez de ser o cão que o guardasse a ele. Vinha a risota, choviam as alcunhas. Em que havia de dar o professor! sentinela de cachorro! Rubião tinha medo da opinião pública. Com efeito, parecia-lhe ridículo; fugia aos olhos estranhos, olhava com fastio para o animal, dava-se ao diabo, arrenegava da vida. Não tivesse a esperança de um legado, pequeno que fosse. Era impossível que lhe não deixasse uma lembrança.
(ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Ática, 2011. p. 30-31.)