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Q4092995 Português

Leia o Texto 01 para responder à questão.



Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood

BBC World Service - 19 fevereiro de 2026



   A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.


   Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).


   “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”


   O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.


   A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.


   Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.


   Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.


   A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.


   O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.


   Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.


   Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.


   Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.


   Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.


   Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.


   O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.


   Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.


   Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.


   Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.


   Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.


   O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.


[...]



Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.

Leia os seguintes fragmentos do Texto 01.
I- se “ ‘Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui’ ”.
II- se “O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera”.
No tocante à colocação pronominal do se, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4092994 Português

Leia o Texto 01 para responder à questão.



Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood

BBC World Service - 19 fevereiro de 2026



   A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.


   Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).


   “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”


   O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.


   A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.


   Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.


   Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.


   A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.


   O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.


   Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.


   Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.


   Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.


   Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.


   Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.


   O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.


   Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.


   Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.


   Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.


   Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.


   O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.


[...]



Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.

No fragmento “A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que  é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos”, as orações introduzidas pelo termo que  podem  ser classificadas, respectivamente, como:
Alternativas
Q4092992 Português

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Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood

BBC World Service - 19 fevereiro de 2026



   A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.


   Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).


   “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”


   O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.


   A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.


   Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.


   Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.


   A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.


   O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.


   Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.


   Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.


   Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.


   Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.


   Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.


   O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.


   Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.


   Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.


   Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.


   Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.


   O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.


[...]



Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.

Assinale a alternativa que aponta CORRETAMENTE o objetivo central do Texto 01.
Alternativas
Q4092991 Português

Leia o Texto 01 para responder à questão.



Texto 01 - Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou ‘dramaticamente’ no planeta Terra


Catherine Heathwood

BBC World Service - 19 fevereiro de 2026



   A maioria das pessoas acha que o céu azul é algo garantido. Mas essa cor já pode ter sido bem diferente ao longo da história da Terra, e cientistas dizem que ela pode mudar outra vez.


   Existem dois fatores principais que fazem o céu parecer azul durante o dia, segundo Finn Burridge, divulgador científico do Observatório Real de Greenwich (Reino Unido).


   “O primeiro é o Sol”, explica. “A luz solar normal é branca, o que significa que contém todas as cores do arco-íris: vermelhos, amarelos, verdes e azuis.”


   O segundo fator é a composição da atmosfera. O céu contém enormes quantidades de partículas minúsculas, como nitrogênio, além de oxigênio e vapor d'água, que espalham a luz em todas as direções, afirma Burridge.


   A luz azul tem comprimento de onda menor do que a maioria das outras cores e é mais dispersada, preenchendo o céu com essa tonalidade.


   Esse processo é conhecido como dispersão de Rayleigh, em referência a Lord Rayleigh (1842–1919), físico britânico que desenvolveu a teoria na década de 1870.


   Ao nascer e ao pôr do Sol, a luz solar precisa atravessar uma porção muito maior da atmosfera, porque o Sol está mais baixo no horizonte.


   A luz azul é então dispersada com tanta intensidade que é desviada para longe de nós. Restam os tons de vermelho e laranja, menos dispersados, que alcançam nossos olhos e produzem os céus que vemos.


   O céu azul brilhante da Terra é único no Sistema Solar, afirma Burridge, do Observatório Real de Greenwich.


   Embora alguns planetas, como Júpiter, sejam considerados como tendo uma camada superior levemente azulada semelhante à da Terra, a tonalidade é muito menos intensa.


   Por estar mais distante do Sol, Júpiter recebe apenas cerca de 4% da luz solar que chega à Terra. “Por isso, não se tem aquele azul forte e bonito que vemos aqui”, explica Burridge.


   Em outros planetas, o cenário é completamente diferente.


   Marte tem uma atmosfera fina, o que faz com que a dispersão de Rayleigh ocorra de forma limitada. Em vez disso, as numerosas partículas de poeira, maiores do que o nitrogênio e o oxigênio presentes na atmosfera terrestre, espalham a luz de outra maneira.


   Esse fenômeno é chamado de “espalhamento Mie” e resulta em um céu avermelhado ou amarelado, com pores de sol azulados.


   O céu azul que conhecemos hoje é um fenômeno relativamente recente na longa história da Terra.


   Embora não seja possível saber com certeza como era o céu no passado, cientistas estimam que sua cor pode ter variado conforme os gases presentes na atmosfera em cada período.


   Quando a Terra se formou, há cerca de 4,5 bilhões de anos, a sua superfície era em grande parte composta por material fundido. À medida que o planeta esfriou, uma hipótese indica que a atmosfera primitiva era formada principalmente por gases liberados por erupções vulcânicas e outras atividades geológicas — como dióxido de carbono e nitrogênio, além de pequenas quantidades de metano, com pouquíssimo oxigênio presente.


   Com o tempo, a vida surgiu na forma de bactérias ancestrais, que passaram a liberar grandes quantidades de metano na atmosfera. A luz solar que incidia sobre esse metano o transformava em compostos orgânicos mais complexos, formando névoas alaranjadas no céu, semelhantes à poluição atmosférica.


   Uma mudança significativa ocorreu há cerca de 2,4 bilhões de anos, durante o chamado “Grande Evento da Oxidação”, quando os organismos primitivos conhecidos como cianobactérias passaram a realizar fotossíntese, convertendo a luz solar em energia e liberando grandes quantidades de oxigênio.


   O oxigênio começou a se acumular em níveis relevantes na atmosfera, eliminando gradualmente as névoas de metano. Com a consolidação de uma atmosfera semelhante à atual, o céu passou a apresentar a coloração azul observada hoje.


[...]



Fonte: HEATHWOOD, Catherine. Não foi sempre azul: como a cor do céu mudou 'dramaticamente' no planeta Terra. BBC News Brasil, 2026. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg125pxgq0o. Acesso em: 13 maio 2026.

Analise as assertivas abaixo.


I- Um dos fatores atrelados à tonalidade azul do céu é a dispersão da luz solar na atmosfera terrestre.


II- É comum vermos o céu intensamente azul durante o nascer do Sol.


III- O céu de Marte costuma ser avermelhado ou amarelado.


IV- Cientistas afirmam que, certamente, em curto prazo, a cor do céu mudará outra vez.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Q4092990 Gestão de Pessoas
Leia o excerto a seguir:

"Foi quando perceberam uma importante variável: as relações informais ou organização informal, que são as relações de amizades, lideranças, normas e 'panelinhas' existentes entre os funcionários de uma organização e que não são formalizadas, não estão descritas no organograma e nem obedecem à hierarquia formal. Daí surgiu os primeiros estudos sobre liderança, democracia no trabalho e motivação."

(SILVA, Cleiton Martins Duarte da. Recursos Humanos no Setor Público. Cuiabá: UFMT/Rede e-Tec Brasil, 2013, p. 25.)

A partir da leitura do excerto e considerando as dinâmicas das relações humanas em organizações públicas, analise as afirmativas apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Em uma autarquia de saneamento com forte organização informal consolidada, um gestor recém-chegado que ignora as lideranças informais existentes e impõe mudanças apenas pela hierarquia formal tende a encontrar resistência velada mesmo na ausência de conflito declarado, pois a organização informal possui mecanismos próprios de autorregulação do grupo que operam independentemente das estruturas oficiais.
(__)A organização informal é, por definição, disfuncional em contextos de serviço público, pois seus mecanismos de coesão grupal − como normas tácitas e lideranças não oficiais − invariavelmente entram em conflito com os princípios da impessoalidade e da legalidade que regem a administração pública.
(__)O reconhecimento da organização informal como variável relevante para as relações humanas no trabalho representou uma ruptura epistemológica em relação à visão clássica da administração, que tratava o servidor exclusivamente como executor de tarefas racionalmente programadas, desconsiderando sua condição de sujeito social inserido em redes de pertencimento e significado coletivo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q4092989 Direito Administrativo
Leia o excerto a seguir:

"Partindo do pressuposto, típico do movimento iluminista que acompanhou a ascensão da burguesia, da igualdade básica entre os homens, Kant precisava chegar a uma moral igual para todos, uma moral racional, a única possível para todo e qualquer ser racional. Esta moral não se interessa essencialmente pelos aspectos exteriores, empíricos e históricos, tais como leis positivas, costumes, tradições, convenções e inclinações pessoais."
(VALLS, Álvaro L. M. O que é ética. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 20. Adaptado.)

Um servidor público de uma autarquia municipal responsável pelo serviço de abastecimento de água recebe orientação informal de seu superior para registrar, como concluídas, ordens de serviço que ainda não foram executadas, a fim de melhorar os indicadores de desempenho do setor antes da auditoria trimestral. Considerando o imperativo categórico kantiano e os princípios constitucionais que regem a Administração Pública, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4092988 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
Leia o excerto a seguir:

"O servidor público estável só perderá o cargo:  I − em virtude de sentença judicial transitada em julgado; II − mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa; III − mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa."
(BLUMENAU. Lei Complementar n.º 660, de 28 de novembro de 2007. Art. 27, § 1º.)

A partir da leitura do excerto e considerando as normas disciplinares e as formas de desligamento previstas na Lei Complementar n.º 660/2007, analise as afirmativas apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Um servidor efetivo e estável do SAMAE que pratique assédio moral no exercício de suas funções estará sujeito à penalidade de suspensão de até trinta dias na primeira ocorrência, conforme a atual redação da Lei Complementar n.º 660/2007, não sendo aplicável, nesse caso, a demissão direta pela primeira infração dessa natureza. 
(__)O servidor do SAMAE que responde a processo administrativo disciplinar somente poderá ser exonerado a pedido ou aposentado voluntariamente após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade eventualmente aplicada, vedando-se o desligamento voluntário durante o trâmite processual.
(__)A demissão de servidor efetivo do SAMAE gera incompatibilidade para nova investidura em cargo ou função pública municipal pelo prazo de cinco anos, podendo esse prazo ser elevado a dez anos nas hipóteses de improbidade administrativa, falsificação de documentos, assédio sexual ou moral, modificação não autorizada de sistema de informação e aplicação irregular de verba pública, entre outras previstas em lei.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q4092987 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina
Leia o excerto a seguir:

"A política norteadora dos Planos de Cargos e Carreiras do Poder Executivo, suas Autarquias e Fundações, fundada nos princípios de flexibilidade e maximização da realização do potencial individual do servidor, tem por objetivos: I − efetivar a valorização do servidor pelo reconhecimento dos esforços individuais na direção do crescimento profissional; [...] III − estabelecer um clima participativo e de confiança mútua entre o Município, suas Autarquias e Fundações, e o servidor sobre as perspectivas de desenvolvimento profissional."

(BLUMENAU. Lei Complementar n.º 661, de 28 de novembro de 2007. Art. 6º, incisos I e III.)

A partir da leitura do excerto e considerando a estrutura dos Planos de Cargos e Carreiras prevista na Lei Complementar n.º 661/2007, analise as afirmativas apresentadas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)A Lei Complementar n.º 661/2007 define categoria como numeração sequencial das tabelas de ranqueamento que reúne agrupamento de classes de cargos de carreira de igual tratamento vencimental, conceito que foi alterado pela Lei Complementar n.º 1.047/2016 em relação à redação original, que associava categoria a um intervalo da tabela de ranqueamento.
(__)O ingresso na carreira de servidor concursado para cargo do Grupo Ocupacional Especialista cujo edital exija, como requisito, graduação em nível superior acrescida de habilitação em especialidade médica com Registro de Qualificação de Especialista (RQE) dar-se-á no padrão inicial de vencimento da faixa II, e não da faixa I como ocorre nos demais casos.
(__)Os servidores não efetivos estabilizados pelo art. 19 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal, bem como os não efetivos que ingressaram no Município entre 05 de outubro de 1983 e 05 de outubro de 1988, participam da carreira prevista na Lei Complementar n.º 661/2007 em igualdade de condições com os servidores efetivos concursados, por força do princípio da isonomia.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q4092986 Engenharia de Software
No contexto de Engenharia de Software, o padrão de projeto Bridge (Ponte) é utilizado para estruturar sistemas orientados a objetos. Analise as assertivas a seguir:

I.O padrão Bridge desacopla a abstração de sua implementação por meio de composição, permitindo que ambas evoluam independentemente.
II.O padrão Bridge tem como finalidade principal adaptar interfaces incompatíveis, permitindo a interoperabilidade entre classes distintas.
III.O padrão Bridge exige, obrigatoriamente, que a implementação seja definida como uma classe concreta única, impedindo variações na hierarquia de implementação.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4092985 Engenharia de Software
No contexto de Engenharia de Software e práticas modernas de integração contínua, a estratégia de Canary Deployment é amplamente utilizada para reduzir riscos durante a implantação de novas versões em produção. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir:

I.O Canary Deployment consiste em liberar uma nova versão do sistema para um subconjunto de usuários ou servidores antes da liberação completa.
II.Essa estratégia permite monitorar métricas como taxa de erro e desempenho em produção, possibilitando rollback com impacto reduzido em caso de falhas.
III.O Canary Deployment requer mecanismos de controle de tráfego (como balanceadores de carga ou feature flags ) para direcionar apenas parte das requisições para a nova versão.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4092983 Engenharia de Software
Um desenvolvedor realiza operações destrutivas, como git reset --hard e git rebase, que podem fazer com que commits recentes deixem de ser referenciados por qualquer branch ou tag , tornando-os aparentemente perdidos. Para recuperar esses commits , o Git oferece mecanismos internos de rastreamento de referências. Assinale a alternativa que apresenta corretamente o funcionamento do comando git reflog: 
Alternativas
Q4092981 Arquitetura de Software
Uma empresa de software está desenvolvendo um kit de ferramentas de interface de usuário (UI) que deve funcionar corretamente tanto em Windows quanto em macOS. Cada sistema operacional possui seu próprio conjunto de componentes visuais (botões, menus, barras de rolagem, caixas de diálogo, etc.), com implementações e comportamentos específicos. O objetivo é permitir que o código cliente crie famílias completas de componentes compatíveis entre si, sem precisar conhecer ou depender das classes concretas de cada plataforma, evitando a mistura incorreta de elementos de sistemas operacionais diferentes (por exemplo, um botão do Windows com um menu do macOS). Assinale a alternativa que descreve o padrão de projeto do GoF (Gang of Four ) que resolve esse problema de forma mais adequada:
Alternativas
Q4092980 Sistemas Operacionais
No contexto da administração de servidores Linux, o gerenciamento eficiente da memória é essencial para manter o desempenho e a estabilidade dos serviços em produção. Um dos mecanismos utilizados pelo kernel Linux para lidar com situações de alta demanda por memória é o swap , que permite estender a capacidade da memória física utilizando espaço em disco. Analise as afirmativas a seguir sobre o mecanismo de swap:
I.A memória swap possui latência significativamente maior que a memória RAM, o que pode impactar negativamente o desempenho do sistema quando o swap é utilizado de forma intensa.
II.O Linux permite a configuração de swap tanto em partições dedicadas (swap partitions ) quanto em arquivos regulares do sistema de arquivos (swap files).
III.O kernel Linux possui um parâmetro configurável, denominado swappiness , que influencia as decisões de substituição de páginas de memória (page reclaim), indicando a preferência relativa entre manter páginas na memória RAM ou movê-las para o espaço de swap; valores menores reduzem a tendência de utilização do swap , enquanto valores maiores a aumentam.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4092979 Programação
Em aplicações web que exigem atualização quase em tempo real, como chats, dashboards e sistemas de notificações, diferentes técnicas podem ser empregadas quando não é possível utilizar conexões persistentes bidirecionais (por exemplo, devido a restrições de proxies , firewalls ou navegadores legados). Analise as afirmativas a seguir sobre o Long Polling:

I.No Long Polling , o cliente envia uma requisição HTTP ao servidor, que mantém a conexão aberta até que haja novos dados disponíveis para envio ou até que ocorra um timeout configurado.
II.O Long Polling é frequentemente utilizado como alternativa ao WebSocket em cenários onde conexões persistentes bidirecionais não são permitidas ou viáveis devido a restrições de infraestrutura.
III.O Long Polling baseia-se no envio de requisições HTTP em intervalos pré-definidos e fixos, independentemente de haver ou não novos dados no servidor.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4092978 Banco de Dados
Em sistemas de banco de dados relacionais, os níveis de isolamento de transações são definidos pelo padrão SQL (ANSI/ISO) para controlar o equilíbrio entre concorrência e consistência, prevenindo fenômenos como dirty reads, non-repeatable reads e phantom reads . Considerando especificamente o nível de isolamento REPEATABLE READ, conforme definido no padrão SQL, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4092977 Arquitetura de Software
Em uma arquitetura de microsserviços com integração via APIs REST, o serviço A realiza chamadas síncronas ao serviço B. Quando o serviço B apresenta instabilidade, alta latência ou indisponibilidade, o serviço A acumula requisições pendentes, o que aumenta o tempo de resposta e pode provocar falhas em cascata em toda a aplicação. Para prevenir esse problema, a equipe decide implementar o padrão Circuit Breaker. Assinale a alternativa que descreve corretamente o funcionamento desse padrão:
Alternativas
Q4092976 Banco de Dados
O modelo ACID define propriedades fundamentais que garantem a confiabilidade e a integridade das transações em sistemas de gerenciamento de bancos de dados relacionais (SGBDs). Dentre elas, a propriedade de Consistência (Consistency ) é responsável por assegurar que o banco de dados transite apenas entre estados válidos, respeitando todas as regras de integridade definidas. A esse respeito, analise as afirmativas a seguir:

I.A propriedade de Consistência garante que uma transação leve o banco de dados de um estado consistente para outro estado consistente, respeitando todas as restrições de integridade definidas no esquema do banco de dados.
II.A consistência no modelo ACID está diretamente relacionada à preservação das regras de integridade e restrições do banco de dados, tais como: chaves primárias, chaves estrangeiras, constraints de verificação (CHECK) e restrições de unicidade.
III.Caso uma transação viole qualquer restrição de integridade (como chave primária, chave estrangeira, check constraint ou unique constraint ), o SGBD deve impedir a confirmação (commit ) da transação, garantindo que o banco de dados não transite para um estado inconsistente.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4092975 Arquitetura de Software
Em sistemas de mensageria distribuída, são utilizadas diferentes garantias de entrega de mensagens para equilibrar confiabilidade, desempenho e complexidade de implementação. A semântica At-least-once (pelo menos uma vez) é uma das mais utilizadas em integrações assíncronas entre serviços. Assinale a alternativa que descreve corretamente a semântica At-least-once:
Alternativas
Q4092974 Sistemas Operacionais
O gerenciamento correto de permissões de arquivos e diretórios em servidores Linux, é fundamental para garantir a segurança, o controle de acesso e a integridade dos sistemas e serviços. O comando chmod é uma das ferramentas mais utilizadas para alterar permissões, podendo ser empregado tanto no modo simbólico quanto no modo octal (numérico). A esse respeito, analise as afirmativas a seguir:

I.No modo octal, cada um dos três dígitos representa, respectivamente, as permissões do proprietário (owner), do grupo e dos outros usuários. Cada dígito é calculado pela soma dos valores correspondentes às permissões de leitura (4), escrita (2) e execução (1).
II.O Sticky Bit , quando aplicado a um diretório por meio do comando chmod +t, impede que usuários comuns removam ou renomeiem arquivos de outros usuários dentro desse diretório, mesmo que possuam permissão de escrita sobre ele. Apenas o proprietário do arquivo, o proprietário do diretório ou o superusuário (root ) podem realizar essas operações.
III.Ao utilizar o comando chmod +x arquivo, o sistema redefine as permissões do arquivo, garantindo que apenas a permissão de execução esteja ativa e removendo automaticamente qualquer acesso prévio de leitura ou escrita. 

 É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4092973 Arquitetura de Software
Em sistemas distribuídos, especialmente em arquiteturas de microsserviços, é comum a implementação de mecanismos de repetição automática (retry ) para lidar com falhas transitórias de rede ou indisponibilidade temporária de serviços. Nessas condições, o conceito de idempotência em APIs é essencial para garantir a consistência dos dados. Com base nos fundamentos da arquitetura REST e nas propriedades dos métodos HTTP amplamente estabelecidas na literatura e em boas práticas na construção e integração de APIs, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
13761: E
13762: D
13763: A
13764: E
13765: B
13766: E
13767: D
13768: B
13769: A
13770: A
13771: D
13772: D
13773: D
13774: B
13775: C
13776: D
13777: D
13778: D
13779: A
13780: C