Questões de Concurso Para farmacêutico

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Q4282812 Saúde Pública
Um levantamento identificou cerca de 150 mil episódios de violência contra pessoas em situação de rua entre 2014 e 2023. A pesquisa também apontou que parcela expressiva das vítimas não busca atendimento, em razão de medo, discriminação, desconfiança e barreiras de acesso. Para planejar políticas públicas e distribuir recursos, a utilização mais adequada dessas informações é:        
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Q4282811 Sociologia
O Atlas da Mobilidade Social identificou diferenças na ascensão econômica relacionadas à origem familiar, ao gênero, à raça e ao território. Entre os indicadores analisados, os melhores resultados educacionais apresentaram a associação mais forte com a mobilidade ascendente. Diante desses achados, a interpretação metodologicamente mais defensável é:          
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Q4282810 Atualidades
Em 2025, mais de 90% da população brasileira com 10 anos ou mais utilizou a internet. Entretanto, 59,2% dos domicílios não possuíam computador ou tablet, e 10,7% dependiam exclusivamente dos dados da telefonia móvel para acessar serviços públicos, estudar, trabalhar, realizar operações bancárias e comunicar-se. Considerando esses dados, para avaliar de forma consistente a inclusão digital, é preciso:
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Q4282809 Meio Ambiente
O El Niño é um fenômeno climático que provoca alterações nos padrões de temperatura e de chuva em diferentes regiões do mundo, podendo influenciar as condições meteorológicas em Santa Catarina. Nesse contexto, as previsões climáticas para o estado indicam maior probabilidade de chuvas acima da média, temperaturas elevadas e eventos extremos associados ao fenômeno. Entretanto, não é possível determinar com grande antecedência a localização e a intensidade de cada episódio, além de que os municípios apresentam diferenças de relevo, ocupação urbana, drenagem, população exposta e capacidade de resposta. Nesse cenário, a estratégia pública mais consistente é:
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Q4282808 Segurança e Saúde no Trabalho

Entre janeiro de 2023 e maio de 2026, foram registrados mais de 1,8 milhão de acidentes de trabalho no Brasil. Sudeste e Sul concentraram 72,6% das notificações. Em 2023, a notificação foi ampliada para todos os acidentes atendidos nos serviços de saúde.


(Fonte: Agência Brasil. Brasil registra mais de 1,8 milhão de acidentes de trabalho desde 2023. Rio de Janeiro, 2026.)


Diante dessas informações, é correto concluir que:

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Q4282807 Português
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal está corretamente feita:
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Q4282806 Português

Analise as concordâncias dos verbos destacados a seguir e as justificativas. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__)Em "Era um abrir e fechar de livros e não decidia qual leria", a concordância está correta porque o verbo pode ficar no singular se os substantivos formam uma noção única.


(__)Em "Tanto ficção científica quanto romance de fantasia eram lidos com voracidade", há duas possibilidades de concordância porque, se o sujeito composto tem os seus núcleos ligados por série aditiva enfática, o verbo concorda com o mais próximo ou vai para o plural.


(__)Em "Cada um daqueles livros seria lido com tempo e dedicação", o verbo fica no singular porque o sujeito é representado pela expressão "cada um de".


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

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Q4282805 Português

Analise as sentenças a seguir a respeito do emprego do acento grave (crase) e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__)Na frase "Estava tão cansada que a única coisa que queria era tomar um banho quente, tomar um chá e ler seu livro a meia luz", não há acento grave antes de "meia luz" porque não se emprega o sinal grave indicativo de crase nas expressões cristalizadas formadas pelo adjetivo "meia".


(__)Na frase "Ao ler o primeiro capítulo, custou a compreender o que aquelas palavras queriam dizer", a ausência de crase na preposição "a" dá-se porque ela está seguida de verbo no infinitivo, logo, não é possível o acento grave.


(__)Na frase "De capa à capa, fez inúmeras anotações. Era assim que lia", a crase está correta porque a expressão "capa à capa" é uma locução formada por palavras femininas repetidas. O mesmo acontece em "face à face", "cara à cara", "gota à gota".


(__)Na frase "À medida que lia, entranhava naquela biografia como se fosse a sua própria história escrita ali", a crase em "à medida que" está correta porque essa expressão é uma locução conjuntiva formada por palavras femininas e consagrada pelo uso com o acento indicativo de crase. O mesmo ocorre em "à proporção que". Já em expressões como "à prestação", "à frente" e "à vista", a crase também é empregada, por se tratarem de locuções formadas por termos femininos.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

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Q4282804 Português
Analise as sentenças quanto à concordância nominal das palavras destacadas:

I.Concentrados, a filha e o amigo brincavam de criar histórias de aventura.

II.Chegaram correndo do terreiro. Estavam cobertos de lama: cobertos o cabelo, a roupa, o corpo.

III.Como se um grande redemoinho tivesse passado pelo quintal e derrubado as folhas, as flores e os galhos velhos. Eram crianças.

IV.Toda sua ânsia e desejos, todos seus sacrifícios e renúncias. Ela sabia aonde havia chegado.

É correta a concordância nominal em:
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Q4282803 Português
Conhecer a escrita correta das palavras é fundamental para evitar confusão de entendimento daquilo que se lê. Analise as sentenças a seguir, considerando o contexto, e assinale a alternativa em que a palavra destacada está corretamente escrita:
Alternativas
Q4282802 Português
Leia o texto e complete as lacunas:

Conheça benefícios e saiba _________ a leitura é importante

A leitura é uma habilidade social, uma ponte de acesso ao mundo e às outras pessoas. Para a neurociência, é uma das habilidades mais incríveis que a humanidade já desenvolveu. Principalmente _________ a leitura é capaz de transformar nosso cérebro. [...] Afinal, precisamos ser apresentados a um conjunto de códigos para, finalmente, aprendermos essa habilidade. Assim, a leitura é importante __________?

Um importante __________ é o fato de a leitura promover novas descobertas, posicionamentos e discussões, possibilitando o desenvolvimento de empatia e sensibilidade sobre o outro. E também __________ a leitura possibilita ao estudante uma jornada de desenvolvimento mais autônoma em que poderá encontrar muito mais facilidade para falar, perguntar, opinar e formular perguntas, bem como encontrar caminhos para respondê-las.

(Disponível em: https://www.arvore.com.br/blog/por-que-leitura-e-importante. Acesso em: 01 ago. 2026. Adaptado.)

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas no texto:
Alternativas
Q4282801 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


[...]


A invenção do que podemos chamar de presença-monstro (que é parte do negar dignidade humana a pessoas negras e indígenas, do afirmar que ela não é igual a uma pessoa branca, não tem a humanidade de uma pessoa branca), no Brasil, em perspectiva histórica, ganhará nova dimensão, nova sofisticação, após os adventos da Lei Áurea e da Proclamação da República — a partir da instituição da República, esse deslocamento ganha complexidade e amplitude maiores, mais evidentes, ciclos de novas violências que se oportunizam como verdadeiro processo de isolamento racial ao longo das décadas seguintes. São dois momentos que colocam a relação entre o Estado brasileiro e as pessoas não brancas em outro plano.


Veja-se o que observa Érico Andrade no seu livro Negritude sem identidade: Sobre as narrativas singulares das pessoas negras (n-1 edições, 2023): "[...] o Estado brasileiro se comprometerá, no pós-abolição, em segregar o corpo negro do espaço público na forma de uma espécie de violência preventiva em face da 'desordem'. Essa desordem acompanharia o corpo negro em suas mais diversas manifestações culturais. A violência preventiva designa a ação do Estado brasileiro para marginalizar o corpo negro. Nesse sentido o corpo negro se encontra emboscado".


Em algum momento do seu processo de dominação do território brasileiro, essa elite burguesa, pretendendo-se eterna Narciso-rei, e sempre ganhando com a desordem-ordem, percebe que o grau da estigmatização das pessoas indígenas e negras deve ser deslocado para outro patamar e proclama: não se dialoga com monstro — e pode ser sutil o passar da estigmatização subalternizadora (desrespeitosa) para a invenção do monstro, para a caçada e a condenação do monstro. Esta solução depende do sucesso daquela.


Assim, a elite burguesa e o Estado a seu serviço decidem por transformar o processo todo em uma perpétua temporada de caça, destinando aos subordinados movimentações institucionais muito sutis, movimentações institucionais nada sutis, que adesivem neles o rótulo de inimigo-monstro, presença-monstro, do projeto de construção de um Brasil ideal — o que justificará o colocar em movimento uma máquina mais agressiva e mais bem elaborada de oprimir, uma ideologia mais efetiva de desacreditar, de silenciar, de esmagar, de extinguir.


Para jovens negros da periferia, tudo isso que esboço até aqui, reforço, tem a ver com a gravidade que se ampliará com a aprovação da redução da maioridade penal. E isso, admitido pelo direito posto, é trágico.


[...]


(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/mamae-o-monstro-vai-me-comer/. Acesso em: 01 ago. 2026. Adaptado.)

Após a leitura atenta do texto e mobilizando seus conhecimentos prévios, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__)De acordo com o texto, considerar as pessoas negras e indígenas como "monstros" é parte de um projeto de negar-lhes dignidade humana, de não reconhecê-las em igualdade com as pessoas brancas e de não conferir-lhes a mesma humanidade que se confere a uma pessoa branca.


(__)A segregação do corpo negro do espaço público deu-se como parte do processo pós-abolição. Naquele momento, segregar esse corpo era importante para prevenir violências diante do fim da escravização. Hoje, essa segregação não é mais uma realidade.


(__)Faz parte do projeto de construção de um Brasil ideal o rótulo de "monstro" às pessoas negras e indígenas, colocando-as como inimigas desse projeto. Para se alcançar esse Brasil ideal, aumenta-se a agressão e opressão, desacreditando, silenciando, esmagando e extinguindo esses corpos da sociedade.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q4282800 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


[...]


A invenção do que podemos chamar de presença-monstro (que é parte do negar dignidade humana a pessoas negras e indígenas, do afirmar que ela não é igual a uma pessoa branca, não tem a humanidade de uma pessoa branca), no Brasil, em perspectiva histórica, ganhará nova dimensão, nova sofisticação, após os adventos da Lei Áurea e da Proclamação da República — a partir da instituição da República, esse deslocamento ganha complexidade e amplitude maiores, mais evidentes, ciclos de novas violências que se oportunizam como verdadeiro processo de isolamento racial ao longo das décadas seguintes. São dois momentos que colocam a relação entre o Estado brasileiro e as pessoas não brancas em outro plano.


Veja-se o que observa Érico Andrade no seu livro Negritude sem identidade: Sobre as narrativas singulares das pessoas negras (n-1 edições, 2023): "[...] o Estado brasileiro se comprometerá, no pós-abolição, em segregar o corpo negro do espaço público na forma de uma espécie de violência preventiva em face da 'desordem'. Essa desordem acompanharia o corpo negro em suas mais diversas manifestações culturais. A violência preventiva designa a ação do Estado brasileiro para marginalizar o corpo negro. Nesse sentido o corpo negro se encontra emboscado".


Em algum momento do seu processo de dominação do território brasileiro, essa elite burguesa, pretendendo-se eterna Narciso-rei, e sempre ganhando com a desordem-ordem, percebe que o grau da estigmatização das pessoas indígenas e negras deve ser deslocado para outro patamar e proclama: não se dialoga com monstro — e pode ser sutil o passar da estigmatização subalternizadora (desrespeitosa) para a invenção do monstro, para a caçada e a condenação do monstro. Esta solução depende do sucesso daquela.


Assim, a elite burguesa e o Estado a seu serviço decidem por transformar o processo todo em uma perpétua temporada de caça, destinando aos subordinados movimentações institucionais muito sutis, movimentações institucionais nada sutis, que adesivem neles o rótulo de inimigo-monstro, presença-monstro, do projeto de construção de um Brasil ideal — o que justificará o colocar em movimento uma máquina mais agressiva e mais bem elaborada de oprimir, uma ideologia mais efetiva de desacreditar, de silenciar, de esmagar, de extinguir.


Para jovens negros da periferia, tudo isso que esboço até aqui, reforço, tem a ver com a gravidade que se ampliará com a aprovação da redução da maioridade penal. E isso, admitido pelo direito posto, é trágico.


[...]


(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/mamae-o-monstro-vai-me-comer/. Acesso em: 01 ago. 2026. Adaptado.)

No parágrafo a seguir, a vírgula foi usada várias vezes. Analise as sentenças a respeito do uso de vírgula:


"Para jovens negros da periferia, tudo isso que esboço aqui, reforço, tem a ver com a gravidade que se ampliará com a aprovação da redução da maioridade penal. E isso, admitido pelo direito posto, é trágico."


I.A vírgula após "periferia" foi usada para indicar o deslocamento de um termo da ordem direta da oração (Tudo isso que esboço aqui, reforço, tem a ver com a gravidade que se ampliará com a aprovação da redução da maioridade penal para jovens negros da periferia).


II.As vírgulas antes e depois de "reforço" são opcionais. Sem elas, a construção da oração não fica comprometida.


III.As vírgulas antes e depois de "admitido pelo direito posto" são necessárias porque delimitam um aposto explicativo.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q4282799 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


[...]


A invenção do que podemos chamar de presença-monstro (que é parte do negar dignidade humana a pessoas negras e indígenas, do afirmar que ela não é igual a uma pessoa branca, não tem a humanidade de uma pessoa branca), no Brasil, em perspectiva histórica, ganhará nova dimensão, nova sofisticação, após os adventos da Lei Áurea e da Proclamação da República — a partir da instituição da República, esse deslocamento ganha complexidade e amplitude maiores, mais evidentes, ciclos de novas violências que se oportunizam como verdadeiro processo de isolamento racial ao longo das décadas seguintes. São dois momentos que colocam a relação entre o Estado brasileiro e as pessoas não brancas em outro plano.


Veja-se o que observa Érico Andrade no seu livro Negritude sem identidade: Sobre as narrativas singulares das pessoas negras (n-1 edições, 2023): "[...] o Estado brasileiro se comprometerá, no pós-abolição, em segregar o corpo negro do espaço público na forma de uma espécie de violência preventiva em face da 'desordem'. Essa desordem acompanharia o corpo negro em suas mais diversas manifestações culturais. A violência preventiva designa a ação do Estado brasileiro para marginalizar o corpo negro. Nesse sentido o corpo negro se encontra emboscado".


Em algum momento do seu processo de dominação do território brasileiro, essa elite burguesa, pretendendo-se eterna Narciso-rei, e sempre ganhando com a desordem-ordem, percebe que o grau da estigmatização das pessoas indígenas e negras deve ser deslocado para outro patamar e proclama: não se dialoga com monstro — e pode ser sutil o passar da estigmatização subalternizadora (desrespeitosa) para a invenção do monstro, para a caçada e a condenação do monstro. Esta solução depende do sucesso daquela.


Assim, a elite burguesa e o Estado a seu serviço decidem por transformar o processo todo em uma perpétua temporada de caça, destinando aos subordinados movimentações institucionais muito sutis, movimentações institucionais nada sutis, que adesivem neles o rótulo de inimigo-monstro, presença-monstro, do projeto de construção de um Brasil ideal — o que justificará o colocar em movimento uma máquina mais agressiva e mais bem elaborada de oprimir, uma ideologia mais efetiva de desacreditar, de silenciar, de esmagar, de extinguir.


Para jovens negros da periferia, tudo isso que esboço até aqui, reforço, tem a ver com a gravidade que se ampliará com a aprovação da redução da maioridade penal. E isso, admitido pelo direito posto, é trágico.


[...]


(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/mamae-o-monstro-vai-me-comer/. Acesso em: 01 ago. 2026. Adaptado.)

Analise as sentenças a seguir que tratam da pontuação. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__)O travessão tem três empregos básicos. Entre eles o de servir para delimitar um adendo, um comentário, uma ponderação que se intercala no discurso. É o que acontece nos parágrafos 1, 3 e 4.


(__)As aspas, especialmente as duplas, têm a função de delimitar palavras, expressões e trechos, de acordo com o que o autor deseja indicar. No caso do parágrafo 2, as aspas foram utilizadas para abrir e fechar uma citação.


(__)O autor lançou mão dos parênteses em duas situações, nos parágrafos 1 e 3. Esse sinal de pontuação tem como função intercalar num texto qualquer indicação acessória. No caso do parágrafo 1, eles foram usados para inserir no texto um comentário, uma ressalva, uma ponderação, uma explicação. No parágrafo 3, os parênteses foram usados para esclarecer ou informar o sentido de uma palavra ou expressão.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q4282798 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


[...]


A invenção do que podemos chamar de presença-monstro (que é parte do negar dignidade humana a pessoas negras e indígenas, do afirmar que ela não é igual a uma pessoa branca, não tem a humanidade de uma pessoa branca), no Brasil, em perspectiva histórica, ganhará nova dimensão, nova sofisticação, após os adventos da Lei Áurea e da Proclamação da República — a partir da instituição da República, esse deslocamento ganha complexidade e amplitude maiores, mais evidentes, ciclos de novas violências que se oportunizam como verdadeiro processo de isolamento racial ao longo das décadas seguintes. São dois momentos que colocam a relação entre o Estado brasileiro e as pessoas não brancas em outro plano.


Veja-se o que observa Érico Andrade no seu livro Negritude sem identidade: Sobre as narrativas singulares das pessoas negras (n-1 edições, 2023): "[...] o Estado brasileiro se comprometerá, no pós-abolição, em segregar o corpo negro do espaço público na forma de uma espécie de violência preventiva em face da 'desordem'. Essa desordem acompanharia o corpo negro em suas mais diversas manifestações culturais. A violência preventiva designa a ação do Estado brasileiro para marginalizar o corpo negro. Nesse sentido o corpo negro se encontra emboscado".


Em algum momento do seu processo de dominação do território brasileiro, essa elite burguesa, pretendendo-se eterna Narciso-rei, e sempre ganhando com a desordem-ordem, percebe que o grau da estigmatização das pessoas indígenas e negras deve ser deslocado para outro patamar e proclama: não se dialoga com monstro — e pode ser sutil o passar da estigmatização subalternizadora (desrespeitosa) para a invenção do monstro, para a caçada e a condenação do monstro. Esta solução depende do sucesso daquela.


Assim, a elite burguesa e o Estado a seu serviço decidem por transformar o processo todo em uma perpétua temporada de caça, destinando aos subordinados movimentações institucionais muito sutis, movimentações institucionais nada sutis, que adesivem neles o rótulo de inimigo-monstro, presença-monstro, do projeto de construção de um Brasil ideal — o que justificará o colocar em movimento uma máquina mais agressiva e mais bem elaborada de oprimir, uma ideologia mais efetiva de desacreditar, de silenciar, de esmagar, de extinguir.


Para jovens negros da periferia, tudo isso que esboço até aqui, reforço, tem a ver com a gravidade que se ampliará com a aprovação da redução da maioridade penal. E isso, admitido pelo direito posto, é trágico.


[...]


(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/mamae-o-monstro-vai-me-comer/. Acesso em: 01 ago. 2026. Adaptado.)

De acordo com Cunha e Cintra, os pronomes demonstrativos são empregados para lembrar a quem ouve ou a quem lê o que já foi mencionado ou o que se vai mencionar. É o que acontece em vários momentos do texto para se construir a coesão textual. A respeito disso, analise as sentenças a seguir:


I.No terceiro parágrafo, o pronome demonstrativo "esta", em "Esta solução depende do sucesso daquela", refere-se à "condenação do monstro". Já o pronome demonstrativo "aquela" tem como referente "a invenção do monstro". Desse modo, o autor do texto reforça o sentido gradativo da enumeração anterior, a qual consolida o projeto da elite burguesa: não basta estigmatizar pessoas indígenas e negras, é preciso condenar o monstro e, para isso, é preciso inventá-las como monstros, caçá-las e, então, condená-las.


II.No quarto parágrafo , o autor escreve: "[...] a elite burguesa e o Estado a seu serviço". Para construir a coesão e os sentidos pretendidos, ele lança mão do pronome "seu", acompanhando o substantivo "serviço". Nesse contexto, o sentido que o autor elabora é de que o Estado está a serviço da elite burguesa.


III.No quinto parágrafo, o autor usa o pronome demonstrativo "isso" duas vezes para estabelecer a coesão e evitar repetições desnecessárias. Na primeira ocorrência, claramente, compreende-se que o pronome refere-se a tudo que foi exposto ao longo do texto até ali, o que é reforçado pela expressão "até aqui". Já na segunda ocorrência, o pronome refere-se à "aprovação da redução da maioridade penal".


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q4275740 Farmácia
As interações medicamentosas podem alterar a eficácia e a segurança da terapêutica, sendo classificadas conforme o mecanismo envolvido. Acerca desse tema, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

( ) A associação de varfarina com anti-inflamatórios não esteroidais aumenta o risco de sangramento no paciente.
( ) As interações farmacodinâmicas decorrem da alteração da absorção, distribuição, metabolismo ou excreção de um fármaco pelo outro.
( ) A associação de inibidores da monoaminoxidase com alimentos ricos em tiramina reduz de forma acentuada a pressão arterial.
( ) A administração conjunta de uma estatina com um fibrato elimina o risco de lesão muscular associado a essas duas classes.

Após a análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Alternativas
Q4275739 Farmácia
A farmacovigilância acompanha os medicamentos após a comercialização para identificar e prevenir problemas relacionados ao seu uso. A respeito desse tema, analise as afirmativas a seguir:

I. A reação adversa a medicamento é uma resposta nociva e não intencional que ocorre em doses habitualmente utilizadas no ser humano. 
II. A notificação de suspeitas de reações adversas contribui para a identificação de sinais de segurança após a comercialização.
III. A notificação de reações adversas depende da comprovação inequívoca do nexo causal entre o fármaco e o evento observado.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4275738 Farmácia
A vigilância sanitária no âmbito da farmácia estabelece exigências para o funcionamento do estabelecimento, a guarda e o controle dos produtos, especialmente daqueles sujeitos a controle especial. O cumprimento dessas exigências resguarda a saúde do usuário. Acerca desse tema, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

( ) A farmácia é uma unidade de prestação de serviços destinada a prestar assistência farmacêutica e assistência à saúde.
( ) A farmácia é definida como estabelecimento de natureza comercial comum, equiparado a um ponto de venda de mercadorias.
( ) O funcionamento das farmácias dispensa a assistência técnica de farmacêutico quando houver balconista treinado no local.
( ) As farmácias requerem, obrigatoriamente, a responsabilidade e a assistência técnica de farmacêutico habilitado na forma da lei.

Após a análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Alternativas
Q4275737 Farmácia
Na manipulação de preparações em farmácia, as boas práticas definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) distinguem a preparação magistral da preparação oficinal conforme a origem da fórmula e a exigência de prescrição. Acerca do assunto, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

( ) A preparação magistral é a preparada na farmácia a partir de prescrição de profissional habilitado, destinada a paciente individualizado.
( ) A preparação oficinal é a preparada segundo fórmula inscrita no Formulário Nacional ou em formulários internacionais reconhecidos pela ANVISA.
( ) A manipulação de preparação magistral dispensa a prescrição, bastando a solicitação verbal do paciente feita no balcão da farmácia.
( ) A preparação oficinal exige uma prescrição individualizada para cada paciente antes de ser preparada na farmácia.

Após a análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4275736 Farmácia
Na abordagem das intoxicações agudas, o conhecimento dos antídotos específicos orienta a conduta farmacêutica de suporte à equipe de saúde. A respeito desses antídotos, analise as afirmativas a seguir:

I. A N-acetilcisteína é o antídoto específico na intoxicação por paracetamol, também denominado acetaminofeno.
II. A naloxona é o antídoto específico na intoxicação por benzodiazepínicos, revertendo a depressão respiratória associada.
III. A atropina é o antídoto específico na intoxicação por varfarina, revertendo o efeito anticoagulante instalado.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
421: B
422: D
423: C
424: E
425: A
426: B
427: E
428: A
429: C
430: B
431: B
432: B
433: D
434: B
435: C
436: C
437: B
438: D
439: B
440: D