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Q3996170 Pedagogia
“A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). Ao longo da Educação Básica, as aprendizagens essenciais definidas na BNCC devem concorrer para assegurar aos estudantes o desenvolvimento de dez competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento. Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.” BRASIL. Base Nacional Comum Curricular – Educação Infantil e Anos Iniciais. Brasília: MEC, 2018, p. 7-8.  
Após fazer uma leitura crítica em relação aos trechos da BNCC alocados acima, tendo por base os pressupostos da Educação do Campo, leia as assertivas abaixo:
I. Ao avançar a barreira dos “parâmetros”, a exemplo dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a BNCC, revestida de caráter normativo e estrutura rígida (apesar de se rotular como flexível), com pormenores e designações esmiuçadas ao longo do documento, torna infactível a construção coletiva dos saberes e conteúdos formativos da Educação do Campo.
II. O que se anuncia com a BNCC, como é pregado pelos arautos do capital, não é somente uma alteração metodológica; mas sim um projeto apropriação e controle da formação docente pelo capital, tornando-o um mero repetidor do que está posto no documento sob os auspícios das “competências gerais” e suas habilidades, valores, atitudes, entre outros, que solapam a autonomia do professor do campo e, consequentemente, do sujeito do campo.
III. A BNCC, apesar de seu caráter normativo, traz espaços dentro da lei que permitem a autonomia do saber docente, bem como a construção curricular coletiva. Dessa forma, está condizente com a proposta da Educação do Campo e da formação de seus educadores.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3996169 Pedagogia
 “... definimos política curricular como um processo histórico em que diferentes protagonistas, imbuídos de seus projetos culturais/sociais, produzem tensões em torno da produção, circulação e consolidação de significados no currículo escolar. Por isso, entendemos a política curricular como uma política cultural.” OZERINA, Victor de Oliveira e DESTRO e Denize de Souza. Política Curricular como Política Cultural: uma Abordagem Metodológica de Pesquisa. In: Perspectiva, Florianópolis, v. 28, p. 140-151, Jan /Fev /Mar /Abr. 2005, p. 148.
“As políticas e práticas curriculares devem se alicerçar no reconhecimento e na afirmação da diversidade sociocultural, contribuindo com uma formação pautada na convivência das diferenças e na participação do conjunto de seus sujeitos, grupos e populações nos rumos de um projeto amazônico de educação e de desenvolvimento territorial inclusivo, sustentável e solidário.” HAGE, Salomão Mufarrej. Por uma escola do campo de qualidade social: transgredindo o paradigma (multi)seriado de ensino. Brasília, v. 24, n. 85, p. 97-113, abr/ 2011, p. 109.
A partir dos textos acima, é perceptível a íntima relação entre Educação do Campo, Currículo (ou política curricular) e Política Cultural. Na mesma consonância, é correto dizer que:
I. Quando se pensa em política curricular tendendo a se transformar em uma política cultural, deve-se levar em consideração que não é uma mera questão de adequação ou adaptação de uma cultura à outra no currículo, mas sim de explicitar, demarcar e reconhecer o valor das distinções socioculturais e identitárias.
II. Os processos culturais constituidores da política curricular emergem do conflito de forças econômicas antes mesmo do cultural, não havendo relação entre dominação cultural e dominação econômica; por isso mesmo, a Educação do Campo, devido ao teor marxista de seus princípios, tangencia a política curricular como política cultural.
III. A hegemonia cultural imposta pelo modelo da Ciência Moderna refletiu diretamente na escola do século XX; entretanto, à medida que a denominada “Educação 4.0” foi absorvida pela Educação do Campo no início deste século, a política cultural se sobrepôs à política curricular excludente.
Após ler as assertivas acima, é correta afirmar que:  
Alternativas
Q3996168 Pedagogia
“Lutar pela escola – escola do campo no campo – e pela universidade tem sido uma das fronteiras mais disputadas nas lutas dos vários movimentos sociais, o que repõe lutar pelo direito ao conhecimento socialmente produzido, aprendido na especificidade dessas lutas. Há produções sobre essa centralidade política dada pelos movimentos sociais ao direito ao conhecimento e à cultura, aos valores.” ARROYO, Miguel G. Os Movimentos Sociais e a construção de outros currículos. In: Educar em Revista., n. 55, p. 47-68, jan./mar. Curitiba: Editora UFPR. 2015, p. 54. 
Sobre a relação existente entre Educação do campo e Movimentos Sociais, muito bem explicitada no texto acima, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3996167 Pedagogia
“Uma das aspirações básicas do programa pro-diversidade nasce da rebelião ou da resistência às tendências homogeneizadoras provocadas pelas instituições modernas regidas pela pulsão de estender um projeto com fins de universalidade que, ao mesmo tempo, tende a provocar a submissão do que é diverso e contínuo, ‘normalizando-o’ e distribuindo-o em categorias próprias de algum tipo de classificação. Ordem e caos, unidade e diferença, inclusão e exclusão em educação são condições contraditórias da orientação moderna. E, se a ordem é o que mais nos ocupa, a ambivalência é o que mais nos preocupa. A modernidade abordou a diversidade de duas formas básicas: assimilando tudo que é diferente a padrões unitários ou “segregando-o” em categorias fora da ‘normalidade’ dominante.” SACRISTÁN, José Gimeno. Políticas de la diversidad para uma educación democrática igualizadora; In: SIPÁN COMPAÑE, A. (coord.) Educar para la diversidad en el siglo XXI Zaragoza: Mira Editores, 2001, p. 123-124.
No texto acima, Sacristán alerta para a questão de se romper com a lógica homogeneizadora da modernidade. Trazendo esta questão para a Educação do Campo, pode-se afirmar que:
I. A Educação do Campo perpassa tangencialmente a Interculturalidade, pois o conceito de campo nega os povos que, mesmo com diferenças culturais marcantes, vivem na cidade.
II. A Educação do Campo é regida pelo princípio da igualdade e do respeito à diversidade cultural; portanto, se insere na resistência a esse modelo homogeneizador ao qual se refere Sacristán.
III. A relação entre Educação do Campo e Interculturalidade vai além de, meramente, reconhecer as diferenças culturais; deve ser engendrada na luta pela justiça, legitimidade e legalidade dos direitos constitucionais e das diferenças identitárias dos povos do campo, respeitando suas condições sociais e econômicas.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3996166 Pedagogia
 “Em relação à Pedagogia da Alternância, ficou evidenciada a valorização que lhe é atribuída, pois ela permite aos jovens que moram no campo combinar a formação escolar com as atividades desenvolvidas na propriedade familiar, sem se desligarem da família e da cultura do campo. A alternância entre o meio escolar assegura ao estudante a formação teórica e prática, o fazer e o pensar, ação-reflexão-ação.” ARAÚJO, Sandra Regina Magalhães. A Alternância na formação do jovem do campo: o caso da escola Família Agrícola de Angical (BA). In. Educação na Alternância: cidadania, e inclusão social no meio rural Brasileiro. OLIVEIRA, Adão Francisco de; NASCIMENTO, Claudemiro Godoy do (orgs.). Goiânia: Ed. da UCG, 2007, p. 63.
“Assumindo o trabalho como princípio educativo, a Pedagogia da Alternância permite aos jovens do campo a possibilidade de continuar os estudos e de ter acesso aos conhecimentos científicos e tecnológicos não como algo dado por outrem, mas como conhecimentos conquistados e construídos a partir da problematização de sua realidade, que passa pela pesquisa, pelo olhar distanciado do pesquisador sobre o seu cotidiano.” CORDEIRO, Giorgina N. Kalife; HAGE, Salomão Mufarrej; REIS, Neila da Silva. Pedagogia da Alternância e seus desafios para assegurar a formação humana dos sujeitos e a sustentabilidade do campo. In: Em Aberto, v. 24, n. 85, p. 115-125. Brasília, abr. 2011, p. 116.
A Pedagogia da Alternância é claramente a modalidade pedagógica que mais se enquadra nos projetos educacionais de Educação do Campo pelo Brasil a fora por motivos já esclarecidos nos textos acima. São princípios da Pedagogia da Alternância:
I. Formação profissional do ser humano voltada para as demandas do mercado de trabalho.
II. Articulação dos tempos e dos espaços de formação.
III. Princípio da cooperação, de ação e de autonomia.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:  
Alternativas
Q3996165 Pedagogia
 “... é preciso encontrar/construir com urgência e paciência caminhos firmes para um vínculo orgânico das escolas do campo com processos de trabalho e de luta que estão construindo a agricultura camponesa agroecológica como parte da alternativa do trabalho à ordem do capital. No plano formativo e pedagógico, este vínculo nos aproxima das formulações sobre educação politécnica, iniciadas por Marx no bojo de sua análise das contradições do capitalismo e das necessidades de formação dos trabalhadores para superá-lo.” CALDART, Roseli. Trabalho, Agroecologia e Educação Politécnica nas Escolas do Campo. IN: Trabalho, Agroecologia e Estudo nas Escolas do Campo. Roseli Caldart (Org.). São Paulo. Editora Expressão Popular, 2017, p. 117.
A relação entre Educação do Campo e Agroecologia, conforme aponta Caldart no texto acima, está pautada em princípios comuns às duas áreas, tais como:

( 1 ) Princípio da vida
( 2 ) Princípio da diversidade
( 3 ) Princípio da complexidade
( 4 ) Princípio da transformação  

(___) Desenvolvimento de análises da realidade a partir de uma abordagem sistêmica e holística.
(___) Sustentabilidade nas dimensões ecológica, econômica, social, cultural, política e ética.
(___) A escola como o lócus para reflexão e ação transformadora sobre os problemas sociais e ecológicos geradores da insustentabilidade do planeta.
(___) Reconhecimento e valorização dos povos e comunidades tradicionais do campo e da cidade e os diferentes movimentos e organizações sociais, considerando as questões de gênero, diversidade sexual, étnica e geracional e reafirmando o território como espaço de identidades e de culturas

Enumere a segunda coluna, relacionando-a com os princípios constantes na primeira coluna; posteriormente, marque a sequência numérica da segunda coluna de cima para baixo:  
Alternativas
Q3996164 Pedagogia
 “... a escola muitas vezes trabalha conteúdos fragmentados, ideias soltas, sem relação entre si e muito menos com a vida concreta; são muitos estudos e atividades sem sentido, fora de uma totalidade, que deveria ser exatamente a de um projeto de formação humana.” Caldart, Roseli Salete. Por Uma Educação do Campo: traços de uma identidade em construção. In Kolling, E. J., Cerioli, P. R., & Caldart, R. S. (Orgs.). Educação do Campo: identidade e políticas públicas. Brasília – DF, 2002, p.25.
Para evitar “conteúdos fragmentados, ideias soltas, sem relação entre si e muito menos com a vida concreta”, conforme aponta Caldart no texto acima, a Educação do Campo se relaciona intrinsecamente com Currículo integrado e interdisciplinaridade. Sobre isso, podemos dizer:
I. A relação intrínseca entre Educação do Campo, Currículo Integrado e Interdisciplinaridade ganha respaldo na indispensabilidade de um currículo que rompa com os modelos de disciplinas herméticos e subordinados entre si.
II. A relação intrínseca entre Educação do Campo, Currículo Integrado e Interdisciplinaridade ganha respaldo na indispensabilidade de um currículo que integre saberes e vivências advindas da realidade concreta dos sujeitos, respeitando suas especificidades sociais e culturais.
III. A relação intrínseca entre Educação do Campo, Currículo Integrado e Interdisciplinaridade ganha respaldo na indispensabilidade de um currículo que proporcione a construção dialógica dos saberes pelos sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem a partir de vivências educacionais relevantes e emancipatórias.
Após ler as assertivas acima, é correta afirmar que:  
Alternativas
Q3996163 Pedagogia
“O povo brasileiro que vive e trabalha no campo tem uma raiz cultural própria, um jeito de viver e de trabalhar, distinta do mundo urbano, e que inclui diferentes maneiras de ver e de se relacionar com o tempo, o espaço, o meio ambiente, bem como de viver e de organizar a família, a comunidade, o trabalho e a educação.”CONFERÊNCIA NACIONAL POR UMA EDUCAÇÃO DO CAMPO, 2. Luziânia. Por uma política pública de educação do campo. Goiás: Luziânia, 2004. p. 02. 
Tomando-se por base o texto acima, que explicita as especificidades do “povo brasileiro que vive e trabalha no campo”, a Educação do Campo apresenta princípios que respeitam tais especificidades; dentre estes princípios, destaca-se:
I. A formação integral do ser humano, ou seja, uma educação que dê conta de todas as dimensões que comporte a vida humana.
II. A emancipação da sociedade, ou seja, uma educação emancipatória, libertadora, que propicie a análise crítica e comprometida com um projeto de sociedade em prol dos sujeitos oprimidos e da transformação das realidades opressoras.
III. Valorização da terra como meio de vida, de cultura e de capitalização.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3996162 Pedagogia
“É importante ter presente que está em questão na Educação do Campo, pensada na tríade Campo – Política Públicas – Educação e desde os seus vínculos sociais de origem, uma política de educação da classe trabalhadora no campo, para a construção de um outro projeto de campo, de país, e que pelas circunstâncias sociais objetivas de hoje, implica na formação dos trabalhadores para lutas anticapitalistas, necessárias a sua própria sobrevivência: como classe, mas também como humanidade. Formação que inclui a afirmação de novos protagonistas para pensar/construir esta política: os próprios trabalhadores do campo como sujeitos construtores de seu projeto de formação.”  CALDART, Roseli Salete. Sobre Educação do Campo. In: Educação do campo: campo – políticas públicas – educação. Clarice Aparecida dos Santos (org). Brasília: INCRA, MDA (NEAD Especial), 2008, p. 72. 
A assertiva que mais resume o texto acima, de Roseli Salete Caldart, é: 
Alternativas
Q3996161 Pedagogia
“A Educação do Campo, que tem sido tratada como educação rural na legislação brasileira, tem um significado que incorpora os espaços da floresta, da pecuária, das minas e da agricultura, mas os ultrapassa ao acolher em si os espaços pesqueiros, caiçaras, ribeirinhos e extrativistas. O campo, nesse sentido, mais do que um perímetro não urbano, é um campo de possibilidades que dinamizam a ligação dos seres humanos com a própria produção das condições da existência social e com as realizações da sociedade humana.” ARROYO, Miguel Gonsalez; CALDART, Roseli; CASTAGNA, Mônica (organizadores). FERNANDES, Bernado M.; CERIOLI; Paulo R.; CALDART, Roseli S. Primeira Conferência Nacional “Por Uma Educação Básica do Campo”, 2004, p. 176.
Em consonância com o texto acima, é possível afirmar que: 
Alternativas
Q3996160 Pedagogia
A Educação do Campo se encontra respaldada no artigo 205 da Constituição Federal de 1988, nos artigos 23º e 28º da Lei de Diretrizes e Bases 9394/1996, nas Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo de 2002 e 2008. Entretanto, a BNCC (2017) alterou a LDB e impôs novas leis obrigando a reformulação da Educação Básica e Superior, alinhando a formação inicial (Parecer 02/20019) e continuada (Parecer 02/2021) com a educação básica (BNCC, 2017). Isso configura a existência de dois projetos em disputa: o da Educação do Campo e o da BNCC (CURADO, 2018).
Após a leitura crítica do texto da autora, leia e análise as assertivas abaixo:
I. O projeto de Educação do Campo está contido na legislação da educação brasileira, porém o artigo 5º das Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo de 2002 expressa a concepção das propostas pedagógicas das escolas do campo, as quais “contemplarão a diversidade do campo em todos os seus aspectos: sociais, culturais, políticos, econômicos, de gênero, geração e etnia”.
II. A BNC formação de professores (2019) e a BNC formação continuada docente (2021) estão alinhadas com a BNCC da educação básica, tendo como objetivo favorecer a padronização de um currículo nacional prescrito, o qual centraliza a formação e a avaliação e descentraliza as responsabilidades pedagógica dos gestores e professores, a partir do padrão de qualidade do capital internacional (CURADO, 2018).
III. A BNCC (2017) atende às demandas da reestruturação produtiva em nível global, portanto a uma agenda global dos organismos internacionais e multilaterais, interferindo no perfil de homem /mulher e de sociedade, a partir de um perfil de competência para o século XXI que atende aos interesses do capital (CURADO, 2018).
IV. A Educação do Campo se configura em um projeto antagônico ao projeto da BNCC, pois segundo Katia Curado (2018) esses projetos estão em disputa na educação brasileira.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3996159 Pedagogia
Uma análise cuidadosa da escola do campo possibilita identificar que o relativismo tanto em seu aspecto epistemológico como no cultural incide diretamente sobre o currículo escolar, acarretando a fragmentação e levando a uma ausência de referências para a definição do que ensinar na escola às novas gerações. Se existem milhares de culturas particulares, existirão milhares de currículos (DUARTE, 2008). Diante dessa afirmação podemos considerar que:
I. O currículo como política cultural é composto por diversidades e se coloca no contexto da discussão sobre a desigualdade e marginalização daqueles que, historicamente, foram excluídos da educação e/ou da sociedade (DUARTE, 2008).
II. O currículo como política cultural considera a diversidade como reconhecimento histórico, cultural e sociopolítico das diferenças e rechaça as tentativas de homogeneização de ideias e sujeitos. Nesse sentido, a educação do campo se coloca na perspectiva de direito à vida e à cidadania plena (DUARTE, 2008).
III. O currículo como política cultural rechaça a mera transposição de propostas pedagógicas das escolas urbanas para as escolas do campo, o aligeiramento ou a superficialização do conhecimento (DUARTE, 2008).
IV. O currículo como política cultural organiza propostas pedagógicas que integram desenvolvimento humano e tecnológico, que superam a dicotomia urbano-rural, o que pressupõe uma mudança curricular e no trabalho pedagógico, prevê a diversificação dos espaços de aprendizagem e a realização da avaliação formativa e concebe teoria e prática como dimensões inseparáveis do processo pedagógico (DUARTE, 2008).
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:  
Alternativas
Q3996158 Pedagogia
A Educação do Campo nasceu como uma crítica prática à educação brasileira, em especial à situação educacional excludente da população que vive no e do campo, por isso esteve intrinsecamente articulada à luta pela terra e pela permanência nela, de modo que a luta pela educação está correlacionada ao direito à terra, ao território, ao trabalho, à moradia em condições de vida digna. Nesse contexto, os movimentos sociais do campo exerceram e exercem papel fundamental tanto no âmbito reivindicatório quanto propositivo de políticas públicas no e do campo brasileiro e paraense, em que a educação é fundamental na construção de uma nova concepção de campo e de sociedade (CALDART, ARROYO E MOLINA, 2009).
Considerando o texto acima, é correto afirmar que:  
Alternativas
Q3996157 Pedagogia
A proposta de Interculturalidade na educação surgiu na Europa e nos Estados Unidos em um contexto histórico de complexidade, envolvendo “as relações de identidade e diferença que se desenvolvem em movimentos sociais assim como na educação popular e escolar” (FLEURI, 2002, p.01). No Brasil, a interculturalidade se fundamenta na Lei de Bases e Diretrizes da Educação Básica 9.394/96, com o debate sobre a natureza da educação escolar indígena, propondo a valorização e o reconhecimento da educação intercultural. Considerando essa afirmação, leia as assertivas abaixo:
I. A LDB garante o desenvolvimento de programas integrados de ensino e pesquisa para oferta de educação escolar bilíngue e intercultural aos povos indígenas, e propõe dois objetivos que compreendem a inserção do aluno indígena à escola.
II. A II Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena (CONEEI/RR) apresentou a necessidade de construção do currículo próximo à realidade da comunidade, que resgate e valorize os costumes, as memórias históricas, a reafirmação das identidades étnicas, sobretudo o respeito às suas línguas e especificidades de cada povo.
III. O Referencial Curricular para Escolas Indígenas (RCNEI, 1998) transformou a concepção de políticas públicas voltadas para a educação intercultural indígena, do ponto de vista de sua efetividade.
IV. A Educação do Campo se fundamenta na interculturalidade por considerar necessário o respeito às diferentes culturas.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3996156 Pedagogia
A Educação do Campo consolidou uma estreita relação entre a realidade de vida dos trabalhadores, o trabalho e a educação. Nesta perspectiva, a educação se materializa pela construção coletiva do conhecimento, pelo currículo organizado por temas geradores e o calendário escolar organizado em tempo e espaços de formação distintos (na escola e na comunidade), tendo como elementos fundamentes da educação para a emancipação das classes populares e a formação do ser integral do ser humano, com vista a superação das relações de dominação e a formação unilateral baseada no modo de produção capitalista (FERNANDES E MOILINA, 2006). Na perspectiva dos autores, pode-se afirmar que:
I. A Educação do Campo assume características de uma educação de classe em vista de seu empoderamento, tendo a pedagogia da alternância como um dos elementos metodológicos centrais, caracterizada pelo revezamento de atividades formativas no âmbito escolar e outras desenvolvidas na propriedade e/ou na comunidade de origem da criança, jovem ou adulto.
II. A pedagogia da alternância tem por objetivo possibilitar formação científica, tecnológica e humana aos jovens do campo sem que abandonem seu trabalho e ambiente de vida.
III. A pedagogia da alternância, com seu estatuto popular e integrador das diversas dimensões da vida humana, se contrapõe à pedagogia tecnicista impulsionada no Brasil durante a ditadura militar.
IV. A pedagogia da alternância, por sua vez, não só alterna metodologicamente tempo escola e tempo comunidade, mas também se constitui em uma proposta alternativa do ponto de vista político-pedagógico, incorporando aspectos das chamadas pedagogia libertadora, histórico-crítica e emancipatória, que tem como referência maior a obra de Paulo Freire.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3996155 Pedagogia
A Educação do Campo e a Agroecologia são duas áreas do conhecimento que fornecem os elementos estruturantes para a compreensão da educação, com o enfoque agroecológico e seus desafios como projeto pedagógico e político na formação dos indivíduos, e estão em uma relação de complementaridade e interdependência. Mas o debate agroecológico emergiu da crítica à Revolução Verde de 1950 (COSTA, RAMOS, VIEIRA, 2012). Considerando esta afirmativa, leia as assertivas abaixo:
I. As práticas e tecnologias implementadas pela Revolução Verde levaram a uma crise socioambiental sem precedentes na história. Diante disso, a abordagem agroecológica nasce como contraponto à concentração tecnológica, à produção mecanicista, à monocultura e à concentração de renda, bem como aos produtos da Revolução Verde, ao trabalho assalariado no campo, às relações sociais de poder, ao machismo, racismo e etc.
II. A construção do conhecimento nestas duas áreas do conhecimento rompe com o paradigma científico e a predominância do cartesianismo da ciência, visto que as disciplinas não dão conta do estudo e compreensão de fenômenos complexos existentes na sociedade.
III. A perspectiva holística, alicerçada no diálogo dos saberes, necessita de métodos participativos para a construção do conhecimento e o fortalecimento da Educação em Agroecologia, bem como para o conhecimento sobre a trajetória humana, sua cultura e as implicações para as lutas sociais populares, a partir da construção coletiva capaz de efetivar uma educação agroecológica.
IV. A ação interdisciplinar e multidisciplinar, a contextualização e a troca de saberes são pressupostos indispensáveis à Educação em Agroecologia, porque possibilitam as inter-relações entre diversos campos de conhecimento, os quais são capazes de produzir respostas para os desafios enfrentados nos processos formativos e de vida.
Após ler as assertivas acima, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3996154 Pedagogia
A concepção de currículo integrado tem sido discutida por Ramos (2007) a partir de três sentidos, que articulam a integração de saberes e fazeres, e da educação integral. Quais são os três sentidos do currículo integrado listados abaixo:
Alternativas
Q3996153 Pedagogia
A Educação do Campo possui como elemento de sua identidade a luta pelo acesso às políticas públicas que visam o direito à educação “no e do campo”, em que a expressão “no campo” significa que o povo tem direito a ser educado no lugar onde vive; e “do campo” requer o direito a uma educação pensada desde o seu lugar e com a sua participação, portanto uma educação vinculada à sua cultura e às necessidades humanas e sociais locais (SCALABRIN, 2011). Essa concepção se articula com quais princípios? 
Alternativas
Q3996152 Pedagogia
 A Educação do Campo apresenta uma concepção alargada de educação, projetando a visão de totalidade da educação e das relações humanas, pois entende que é necessário e possível fazer com que a vida no campo seja uma opção de vida digna, em contraposição à visão setorial e excludente que ainda predomina na sociedade. Por isso é necessário que a concepção de educação do campo seja entendida em sua materialidade de origem, a qual se fundamenta na formação humana expressa nas tríades Campo-Políticas Públicas-Educação e Produção-Cidadania-Pesquisa. Considerando essa afirmação, assinale a alternativa que melhor expressa a articulação dos elementos das duas tríades: 
Alternativas
Q3996151 Pedagogia
 A Educação do Campo em sua materialidade de origem é composta pelos princípios do paradigma da questão agrária com a autonomia dos territórios materiais e imateriais pelas populações locais, a tríade Campo-Políticas Públicas-Educação, bem como pela concepção de educação “do e no campo”. A Educação Rural está contida nos princípios do paradigma do capitalismo agrário (FERNANDES; MOLINA, 2006). Considerando esta afirmação, marque a alternativa correta: 
Alternativas
Respostas
1: A
2: D
3: E
4: E
5: E
6: D
7: D
8: C
9: E
10: D
11: E
12: E
13: E
14: E
15: E
16: E
17: C
18: D
19: A
20: C