“... definimos política curricular como um processo históri...
“As políticas e práticas curriculares devem se alicerçar no reconhecimento e na afirmação da diversidade sociocultural, contribuindo com uma formação pautada na convivência das diferenças e na participação do conjunto de seus sujeitos, grupos e populações nos rumos de um projeto amazônico de educação e de desenvolvimento territorial inclusivo, sustentável e solidário.” HAGE, Salomão Mufarrej. Por uma escola do campo de qualidade social: transgredindo o paradigma (multi)seriado de ensino. Brasília, v. 24, n. 85, p. 97-113, abr/ 2011, p. 109.
A partir dos textos acima, é perceptível a íntima relação entre Educação do Campo, Currículo (ou política curricular) e Política Cultural. Na mesma consonância, é correto dizer que:
I. Quando se pensa em política curricular tendendo a se transformar em uma política cultural, deve-se levar em consideração que não é uma mera questão de adequação ou adaptação de uma cultura à outra no currículo, mas sim de explicitar, demarcar e reconhecer o valor das distinções socioculturais e identitárias.
II. Os processos culturais constituidores da política curricular emergem do conflito de forças econômicas antes mesmo do cultural, não havendo relação entre dominação cultural e dominação econômica; por isso mesmo, a Educação do Campo, devido ao teor marxista de seus princípios, tangencia a política curricular como política cultural.
III. A hegemonia cultural imposta pelo modelo da Ciência Moderna refletiu diretamente na escola do século XX; entretanto, à medida que a denominada “Educação 4.0” foi absorvida pela Educação do Campo no início deste século, a política cultural se sobrepôs à política curricular excludente.
Após ler as assertivas acima, é correta afirmar que: