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Q426008 Legislação dos TRFs, STJ, STF e CNJ
Sobre o Conselho Nacional de Justiça, é CORRETO afirmar:
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Q426007 Direito Constitucional
São órgãos integrantes do Poder Judiciário:
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Q426006 Português
O MENINO QUE MORREU AFOGADO (fragmento)

Bernardo Élis

Já tinha um horror de gente na beira do rio quando o delegado chegou. O corpo nu do menino estendia-se na areia. Frio. Empazinado.

O delegado sentenciou que estava morto. Embora todos já soubessem disso, o espanto foi geral. E houve um silêncio mau, sarcasticamente cheio de reflexões. Logo, porém, vieram comentários: “que o menino estava vadiando no rio cheio e deu um de-ponta. Que demorou a voltar à tona. Os outros meninos gritaram, berraram. Que o vendeiro veio correndo, mergulhou também. Chegaram mais pessoas. Depois meia hora o corpo passava na passagem e um velho o tirou. Que isso, que aquilo, que era sucuri que tinha ali.”

Agora o cadaverzinho estava estendido na praia. O delegado esbravejou contra essas mulheres que botam filhos no mundo e não lhes dão educação, não cuidam deles.

- Mas a mãe dele era a cozinheira da pensão e nem sabia de nada!
- Ah, é?!

Começaram a calçar no menino a calcinha suja e remendada.

Aqueles meninos da rua da Beira do Rio viviam dentro dágua o que dava o dia. O rio era a escola deles. Sua diversão, seu mundo enfim. As águas claras e mansas davam-lhes o carinho que o trabalho não deixava as mães lhes dar. Davam-lhes brinquedos que a falta de cobre negava. Para os meninos ricos, havia Papai Noel. Para os da rua da beira do Rio, enchente.

Eles ficavam imaginando uma cheia que cobrisse as casas da rua de Baixo. Então só os telhados ficariam de fora. Poderiam dar de-pontas da torre da igreja, ir nadando de casa em casa, fazer barquinhos e sair remando por entre os telhados. Naquela noite de fim de dezembro, o rio roncou feito um danado. De manhã, a luz morta do dia punha reflexos idiotas nos redemoinhos traiçoeiros das águas barrentas. No meio, a correnteza se encrespava em saltos selvagens, em saracoteios lúbricos, numa volúpia diabólica de destruição.

O menino enfincou um pauzinho na areia da praia, marcando a orla das águas. Com pouco, sumiu tudo.

- Capaz do rio passar pro riba da ponte.

Depois foram nadar na vargem. Mas o rio estava enfezado, trombudo, cheio de instintos criminosos e arrebatou o menino.

- Quem morreu, descansou. Vamos cuidar dos vivos - disse o delegado. E o povo riu, porque a presença incômoda da morte rondava friamente a criança arroxeada.

ÉLIS, Bernardo. Seleta. Rio de Janeiro: José Olympio, 1991. p. 19-20.

Em relação ao verbo “sentenciar”, na passagem “O delegado sentenciou que estava morto”, pode-se afirmar principalmente que
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Q426005 Português
O MENINO QUE MORREU AFOGADO (fragmento)

Bernardo Élis

Já tinha um horror de gente na beira do rio quando o delegado chegou. O corpo nu do menino estendia-se na areia. Frio. Empazinado.

O delegado sentenciou que estava morto. Embora todos já soubessem disso, o espanto foi geral. E houve um silêncio mau, sarcasticamente cheio de reflexões. Logo, porém, vieram comentários: “que o menino estava vadiando no rio cheio e deu um de-ponta. Que demorou a voltar à tona. Os outros meninos gritaram, berraram. Que o vendeiro veio correndo, mergulhou também. Chegaram mais pessoas. Depois meia hora o corpo passava na passagem e um velho o tirou. Que isso, que aquilo, que era sucuri que tinha ali.”

Agora o cadaverzinho estava estendido na praia. O delegado esbravejou contra essas mulheres que botam filhos no mundo e não lhes dão educação, não cuidam deles.

- Mas a mãe dele era a cozinheira da pensão e nem sabia de nada!
- Ah, é?!

Começaram a calçar no menino a calcinha suja e remendada.

Aqueles meninos da rua da Beira do Rio viviam dentro dágua o que dava o dia. O rio era a escola deles. Sua diversão, seu mundo enfim. As águas claras e mansas davam-lhes o carinho que o trabalho não deixava as mães lhes dar. Davam-lhes brinquedos que a falta de cobre negava. Para os meninos ricos, havia Papai Noel. Para os da rua da beira do Rio, enchente.

Eles ficavam imaginando uma cheia que cobrisse as casas da rua de Baixo. Então só os telhados ficariam de fora. Poderiam dar de-pontas da torre da igreja, ir nadando de casa em casa, fazer barquinhos e sair remando por entre os telhados. Naquela noite de fim de dezembro, o rio roncou feito um danado. De manhã, a luz morta do dia punha reflexos idiotas nos redemoinhos traiçoeiros das águas barrentas. No meio, a correnteza se encrespava em saltos selvagens, em saracoteios lúbricos, numa volúpia diabólica de destruição.

O menino enfincou um pauzinho na areia da praia, marcando a orla das águas. Com pouco, sumiu tudo.

- Capaz do rio passar pro riba da ponte.

Depois foram nadar na vargem. Mas o rio estava enfezado, trombudo, cheio de instintos criminosos e arrebatou o menino.

- Quem morreu, descansou. Vamos cuidar dos vivos - disse o delegado. E o povo riu, porque a presença incômoda da morte rondava friamente a criança arroxeada.

ÉLIS, Bernardo. Seleta. Rio de Janeiro: José Olympio, 1991. p. 19-20.

Assinale a alternativa em que NÃO há a presença do sentido figurado nos trechos transcritos:
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Q426004 Português
O MENINO QUE MORREU AFOGADO (fragmento)

Bernardo Élis

Já tinha um horror de gente na beira do rio quando o delegado chegou. O corpo nu do menino estendia-se na areia. Frio. Empazinado.

O delegado sentenciou que estava morto. Embora todos já soubessem disso, o espanto foi geral. E houve um silêncio mau, sarcasticamente cheio de reflexões. Logo, porém, vieram comentários: “que o menino estava vadiando no rio cheio e deu um de-ponta. Que demorou a voltar à tona. Os outros meninos gritaram, berraram. Que o vendeiro veio correndo, mergulhou também. Chegaram mais pessoas. Depois meia hora o corpo passava na passagem e um velho o tirou. Que isso, que aquilo, que era sucuri que tinha ali.”

Agora o cadaverzinho estava estendido na praia. O delegado esbravejou contra essas mulheres que botam filhos no mundo e não lhes dão educação, não cuidam deles.

- Mas a mãe dele era a cozinheira da pensão e nem sabia de nada!
- Ah, é?!

Começaram a calçar no menino a calcinha suja e remendada.

Aqueles meninos da rua da Beira do Rio viviam dentro dágua o que dava o dia. O rio era a escola deles. Sua diversão, seu mundo enfim. As águas claras e mansas davam-lhes o carinho que o trabalho não deixava as mães lhes dar. Davam-lhes brinquedos que a falta de cobre negava. Para os meninos ricos, havia Papai Noel. Para os da rua da beira do Rio, enchente.

Eles ficavam imaginando uma cheia que cobrisse as casas da rua de Baixo. Então só os telhados ficariam de fora. Poderiam dar de-pontas da torre da igreja, ir nadando de casa em casa, fazer barquinhos e sair remando por entre os telhados. Naquela noite de fim de dezembro, o rio roncou feito um danado. De manhã, a luz morta do dia punha reflexos idiotas nos redemoinhos traiçoeiros das águas barrentas. No meio, a correnteza se encrespava em saltos selvagens, em saracoteios lúbricos, numa volúpia diabólica de destruição.

O menino enfincou um pauzinho na areia da praia, marcando a orla das águas. Com pouco, sumiu tudo.

- Capaz do rio passar pro riba da ponte.

Depois foram nadar na vargem. Mas o rio estava enfezado, trombudo, cheio de instintos criminosos e arrebatou o menino.

- Quem morreu, descansou. Vamos cuidar dos vivos - disse o delegado. E o povo riu, porque a presença incômoda da morte rondava friamente a criança arroxeada.

ÉLIS, Bernardo. Seleta. Rio de Janeiro: José Olympio, 1991. p. 19-20.

No diálogo “ — Mas a mãe dele era a cozinheira da pensão e nem sabia de nada”, está pressuposto que
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Q426003 Português
O MENINO QUE MORREU AFOGADO (fragmento)

Bernardo Élis

Já tinha um horror de gente na beira do rio quando o delegado chegou. O corpo nu do menino estendia-se na areia. Frio. Empazinado.

O delegado sentenciou que estava morto. Embora todos já soubessem disso, o espanto foi geral. E houve um silêncio mau, sarcasticamente cheio de reflexões. Logo, porém, vieram comentários: “que o menino estava vadiando no rio cheio e deu um de-ponta. Que demorou a voltar à tona. Os outros meninos gritaram, berraram. Que o vendeiro veio correndo, mergulhou também. Chegaram mais pessoas. Depois meia hora o corpo passava na passagem e um velho o tirou. Que isso, que aquilo, que era sucuri que tinha ali.”

Agora o cadaverzinho estava estendido na praia. O delegado esbravejou contra essas mulheres que botam filhos no mundo e não lhes dão educação, não cuidam deles.

- Mas a mãe dele era a cozinheira da pensão e nem sabia de nada!
- Ah, é?!

Começaram a calçar no menino a calcinha suja e remendada.

Aqueles meninos da rua da Beira do Rio viviam dentro dágua o que dava o dia. O rio era a escola deles. Sua diversão, seu mundo enfim. As águas claras e mansas davam-lhes o carinho que o trabalho não deixava as mães lhes dar. Davam-lhes brinquedos que a falta de cobre negava. Para os meninos ricos, havia Papai Noel. Para os da rua da beira do Rio, enchente.

Eles ficavam imaginando uma cheia que cobrisse as casas da rua de Baixo. Então só os telhados ficariam de fora. Poderiam dar de-pontas da torre da igreja, ir nadando de casa em casa, fazer barquinhos e sair remando por entre os telhados. Naquela noite de fim de dezembro, o rio roncou feito um danado. De manhã, a luz morta do dia punha reflexos idiotas nos redemoinhos traiçoeiros das águas barrentas. No meio, a correnteza se encrespava em saltos selvagens, em saracoteios lúbricos, numa volúpia diabólica de destruição.

O menino enfincou um pauzinho na areia da praia, marcando a orla das águas. Com pouco, sumiu tudo.

- Capaz do rio passar pro riba da ponte.

Depois foram nadar na vargem. Mas o rio estava enfezado, trombudo, cheio de instintos criminosos e arrebatou o menino.

- Quem morreu, descansou. Vamos cuidar dos vivos - disse o delegado. E o povo riu, porque a presença incômoda da morte rondava friamente a criança arroxeada.

ÉLIS, Bernardo. Seleta. Rio de Janeiro: José Olympio, 1991. p. 19-20.

No segundo parágrafo, a seqüência de períodos e orações iniciados pelo termo “que” justificam-se pelo fato de o narrador
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Q427028 Pedagogia
De acordo com o Código de Ética da Psicopedagogia, em seu capítulo II, art. 6° (Dos deveres fundamentais dos psicopedagogos), a alínea C postula que esse profissional deverá “Assumir somente as responsabilidades para as quais esteja preparado dentro dos limites da competência psicopedagógica.” A competência de atuação psicopedagógica refere-se
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Q427027 Pedagogia
Observe atentamente a tira abaixo.

imagem-001.jpg
A tira expressa que determinadas crianças desenvolvem problemas de aprendizagem. Para auxiliar uma criança com dificuldades para aprender a ler e a escrever, a Psicopedagogia orienta que, em um primeiro momento, deverão ser obtidas informações sobre:
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Q427026 Pedagogia
O objetivo de conhecimento da Psicopedagogia é:
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Q427025 Pedagogia
Um pedagogo, ao realizar uma avaliação da aprendizagem apoiada na epistemologia genética, deverá compreender as etapas
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Q427024 Pedagogia
Ana Baron, correspondente do Clarín, constata de Washington que, nos EUA, mais de 5 milhões de crianças tomam um antidepressivo por dia [...] O número de crianças entre 2 e 4 anos que usam Ritalina duplicou nos EUA. Na Argentina e mesmo no Brasil nossa experiência cotidiana em escolas e hospitais permite confirmar que estes dados alarmantes também ocorrem entre nós. Encontramos escolas onde, a cada 20 alunos, 5 são medicados para que aprendam! (FERNÁNDEZ, Alicia. Os idiomas do aprendente. Porto Alegre: ArtMed, 2001, p. 203-204). Quanto ao transtorno de déficit de atenção (TDA) ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), é CORRETO afirmar:
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Q427023 Pedagogia
Leia os textos a seguir:

Claudinei, 10 anos, cursando pela segunda vez a terceira série:

O CACHORRO

Era uma veis um menino que chamado Marco e queria um cachorro no anessaru (aniversário) dele e neverssaru dele era de junio (junho) e chegou esse dia e corredo os ameginho dele lá no aniversário dele. O menino pesa (pensa) no callorrinho (cachorrinho) e tão o pai deu O presete dele ele abril era tão grande que era uma bola e bicicleta. E ele fico triste.

Marco Aurélio, 9 anos, terceira série:

NAVES NA ESTRELA

Varias maves estavão lutando ne uma guerra ne uma galagoxia (galáxia) distante. E ne um outro planeta escau oque Luk estava em uma base protetora, e se preparando para lutar em guanto isso na guerra e então luk foi a guera e Luk falou – etaão se aproximando e chegou o robô xan xam xam pof pof! – falou Luk socoro vom mi madai (vão me matar e...) salvarão o Luk e recuarão?

ZORZI, J.L. Dislexia, distúrbios de leitura-escrita... De que estamos falando? Revista Psicopedagogia : 17 (46), 1998, p. 17.

A análise dos textos produzidos pelos dois meninos possibilita verificar que eles
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Q427022 Pedagogia
Em relação ao diagnóstico psicopedagógico, é CORRETO afirmar:
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Q427021 Pedagogia
Entre as práticas do pedagogo no contexto das organizações, além da orientação e da avaliação da aprendizagem profissional, estão:
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Q427020 Pedagogia
A respeito do DIFAJ (Diagnóstico Interdisciplinar Familiar de Aprendizagem em uma só Jornada), forma de diagnóstico e intervenção psicopedagógica, é CORRETO afirmar:
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Q427019 Pedagogia
A abordagem psicogenética, ao estudar sistematicamente a percepção e a lógica infantis, entende que a inteligência
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Q427018 Pedagogia
A Psicopedagogia pode ser definida como uma área
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Q427017 Pedagogia
Alicia Fernández, em seu livro A inteligência aprisionada (1991), explica que há uma relação particular entre alguns fatores do indivíduo que vai facilitar ou dificultar a ocorrência do problema de aprendizagem. Esses fatores são:
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Q427016 Pedagogia
Jorge Visca propôs o seguinte esquema seqüencial de diagnóstico na teoria da Epistemologia Convergente:
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Respostas
1481: A
1482: B
1483: D
1484: C
1485: B
1486: C
1487: D
1488: D
1489: A
1490: C
1491: B
1492: D
1493: B
1494: A
1495: C
1496: B
1497: D
1498: D
1499: A
1500: C