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Uma das premissas básicas da Musicoterapia é que como as experiências musicais envolvem tantas facetas do ser humano, uma transformação musical que um cliente faz é provavelmente indicativa de uma transformação não musical de algum tipo.
BRUSCIA, Kenneth E.. Definindo Musicoterapia. 3. ed. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.
Para Bruscia, os tipos de transformação são considerados como ações promotoras de saúde ou terapêuticas e podem derivar de uma orientação “patogênica” ou “salutogênica” ou “holárquica”. Quando a transformação em saúde ajuda o cliente a reconquistar capacidades perdidas, como resultado de determinada condição de saúde, é denominada de:
Em musicoterapia há uma oportunidade única para o musicoterapeuta usar a sua contratransferência musical como um espelho e como uma chave para entender a dinâmica do inconsciente e do pré-consciente do cliente.
SCHEIBY, Benedikte B. Transferência e Contratransferência Musical. In: BARCELLOS, Lia Rejane M. Transferência, Contratransferência e Resistência. Rio de Janeiro: Enelivros, 1999. p. 25-40.
Baseado nessa realidade apontada pela autora, considera-se que:
[…] definições existentes apresentam um quadro complexo para o objetivo geral da musicoterapia. Este em geral revela as fronteiras dadas ou não para a musicoterapia, assim como as crenças básicas sobre sua própria natureza. Algumas definições descrevem a prática dentro de um setting em particular ou com uma população específica, enquanto outras destinam-se à descrição de toda a prática musicoterápica”.
BRUSCIA, Kenneth E. Definindo Musicoterapia. 3. ed. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.
De acordo com o texto,
[…] existem várias direções nessas palavras que significam movimentação, ou seja: no sentido do musicoterapeuta para o paciente; na direção do paciente para o musicoterapeuta e, finalmente, ambos numa mesma direção, interagindo de forma sucessiva ou simultânea.
BARCELLOS, Lia Rejane M. Quaternos de Musicoterapia e Coda. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.
Quando o musicoterapeuta sinaliza relações entre dados, sequências, momentos significativos e capacidades do paciente, está realizando qual tipo de intervenção?
[…] a especificidade do relatório em musicoterapia está centrada, principalmente, na utilização de uma linguagem musicoterápica que é resultado de uma ‘leitura ou análise musicoterapêutica do processo.
BARCELLOS, Lia Rejane M. Quaternos de Musicoterapia e Coda. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.
Com relação à elaboração e às razões para essa ação do musicoterapeuta, sabe-se que:
[…] A música é utilizada como elemento terapêutico há mais de trinta mil anos, mas a musicoterapia, como profissão, existe há pouco mais de cinquenta anos.
BARCELLOS, Lia Rejane M. Quaternos de Musicoterapia e Coda. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.
Na obra referenciada, a autora comenta que a origem da musicoterapia como disciplina e campo de conhecimento tem como vertentes:
Uma senhora participava de forma inibida de um grupo de Musicoterapia, após ter um acidente vascular cerebral. Em uma sessão, após ouvir Besame Mucho, sentiu seu braço “mais solto” e tornou-se mais participativa e cantante nas sessões, modificando sua postura frente ao grupo.
MILLECCO, Ronaldo P.; BRANDÃO, Maria Regina E.; MILLECCO FILHO, Luís Antônio. É preciso cantar. Rio de Janeiro: Enelivros, 2001.
Diante de casos como o citado, pode-se classificar a função do canto como:
Leia o texto a seguir.
A assistência ao paciente no NAPS/CAPS inclui as seguintes atividades:
- atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação, entre outros);
- atendimento de grupos (psicoterapia, grupo operativo, atendimento em oficina terapêutica, atividades socioterápicas, dentre outras);
- visitas domiciliares;
- atendimento à família;
- atividades comunitárias com enfoque na integração do doente mental na comunidade e sua inserção social;
Os pacientes que frequentam o serviço por 4 horas (um turno) terão direito a duas refeições;
Os que frequentam por um período de 8 horas (2 turnos) terão direito a três refeições.
Portaria do Ministério da Saúde n. 224, de 29 de janeiro de 1992.
Costa, Gabbay e Silva (2004) comentam que as oficinas terapêuticas surgiram como fruto de diferentes propostas anteriores à Reforma Psiquiátrica, com atendimentos de grupos em sistema ambulatorial. Qual o profissional que, inicialmente no Rio de Janeiro, foi inserido junto ao musicoterapeuta nas oficinas?