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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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Considerando o texto-base, é CORRETO afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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Sobre a observação do narrador em relação à Teresa e Caetana, é CORRETO afirmar que:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Ontem, hoje, amanhã
Otto Lara Resende
Quando eu era menino, meu pai teve um carro americano marca Oakland. Ninguém hoje pode imaginar o que era já não digo um carro, mas só a chegada de um carro. Comprado no Rio, subia para Minas de trem, num vagão aberto, de carga. Agora tudo se banalizou. Tudo é massificado. Qualquer patureba não só tem carro, como troca de carro toda hora. Isto me lembra uma conversa do dr. Eugênio Gudin com o dr. Raul Fernandes, quando viram um casalzinho de noivos indo pra Europa. É história do princípio dos anos 30. O dr. Gudin e o dr. Raul, duas eminências, eram dos bons tempos do imperialismo inglês. Enjoavam um pouco a bordo do Brasil e boa parte do ano iam respirar em Londres. Quando viram os pombinhos arrulhando de passagens na mão, passagens de navio, o dr. Raul disse ao dr. Gudin: "Onde estamos, seu Eugênio! Daqui a pouco qualquer pacóvio será capaz de ir à Europa". Não demorou muito e a profecia se tornou realidade. Historinha puxa historinha e me lembro do que diz o meu amigo Aloyzio de Salles: "Antigamente, só um grande brasileiro, tipo varão de Plutarco, fazia 60 anos. Hoje em dia, tem um monte de beldroegas que fazem 60, 70 e até 80 anos!". Para dar esta volta toda, está-se vendo que eu estou mais pra lá do que pra cá em matéria de idade. Pois é: Oakland. O que é a força de uma palavra. Eu pronunciava à brasileira: O-a-clande. Até que me ensinaram que oak é carvalho em inglês. Oakland, terra do carvalho. Nunca mais esqueci. Agora aconteceu esse medonho incêndio em Oakland, na Califórnia. Além de ler, vi o fogaréu na televisão, com cada chama do tamanho de um bonde queimando os carvalhos e as casas. Não foi à toa que botaram fogo no inferno. Nada mais assustador, Deus me livre! Pois vejam a força de uma palavra que vem do fundo da infância. Nunca fui a Oakland. À Califórnia, já (e tenho medo de voltar por causa dos anunciados terremotos). Graças à marca do automóvel, trago no peito o eco de uma vaga familiaridade com Oakland. Como se Oakland fosse vizinha de São João del-Rei, onde nasci e me deslumbrei com o carro de meu pai. Agora corta para a minha amiga Teresa, a que tem seis anos de idade. Ela apareceu ontem com a Caetana, minha neta, no meu escritório para me visitar. Ofereci-lhes drops misto. A Teresa pegou um sabor tangerina, começou a tirar o papel, parou e me perguntou: "Não tem cocaína, não?". A Caetana morreu de rir. Fico pensando o que ela vai escrever aqui na Folha daqui a 30 ou 40 anos.
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A coerência assegura que as ideias de um texto relacionem de forma lógica e consistente, mantendo a unidade temática e o sentido global da mensagem. Com base nos mecanismos de coerência e coesão textual, analise as afirmativas a seguir:
I.Por se tratar de uma crônica, os acontecimentos são apresentados de forma totalmente aleatória, sem qualquer organização temática ou relação de sentido entre passado e presente.
II.Há marcas de coesão referencial, com emprego de pronomes e substantivos que retomam elementos citados.
III.Há marcadores de tempo que ajudam a situar os fatos, como em "Em 2013...", "ontem", "Até que".
IV.Há o uso de recursos que evitam repetições desnecessárias, preservando o sentido, assim como o emprego de paralelismo e de repetições intencionais para produzir efeito estilístico.
É correto o que se afirma em:
Com base nesta Lei, é correto afirmar que
Nesse contexto, a adoção dessas abordagens implica que
Considerando os princípios gerais do reuso da água, é correto afirmar que
Considerando os conceitos de reciclagem da matéria e de fluxo de energia é correto afirmar que
A sequência correta, de cima para baixo, é
A técnica descrita é conhecida como
Com base nesse contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. As ações de compensação ambiental baseadas na introdução de espécies pioneiras em larga escala tendem a conduzir o ambiente a uma trajetória sucessional completa, já que espécies tardias e intermediárias se estabelecem naturalmente em qualquer cenário de degradação independentemente das condições ecológicas locais.
II. A efetividade de programas de compensação ambiental na restauração da sucessão ecológica depende principalmente de fatores climáticos regionais, pois a influência de intervenções planejadas sobre padrões de regeneração, estrutura da vegetação e retomada de funções ecossistêmicas tende a permanecer limitada diante das variabilidades climáticas de longo prazo.
III. Projetos corporativos de compensação ambiental que utilizam múltiplas estratégias de restauração, integração de espécies com diferentes características funcionais, reconexão de habitats e acompanhamento de processos ecológicos ao longo do tempo podem favorecer trajetórias sucessionais mais robustas e contribuir para a recuperação de funções ecossistêmicas essenciais, especialmente em regiões vulneráveis à perda de umidade, fragmentação e redução de biomassa.
Está correto o que se afirma em
Durante uma auditoria interna, o engenheiro ambiental constatou que, embora o monitoramento radiológico seja minucioso, não há qualquer controle sistemático sobre as emissões de gases refrigerantes de alto GWP (Global Warming Potential, em português Potencial de Aquecimento Global), nem sobre vapores químicos utilizados em processos auxiliares. A equipe de radioproteção argumentou que tais compostos não representam risco radiológico e, portanto, não foram incluídos nos programas de vigilância.
Considerando a predominância institucional do controle radiológico e as atribuições do engenheiro ambiental, a ação mais adequada é
Considerando que a prevenção da poluição atmosférica exige compreender os diferentes papéis do ozônio nas camadas da atmosfera, é correto afirmar que
Diante deste contexto, e considerando o que dispõem as Leis Federais nº 6.766/1979 e nº 9.785/1999, que estabelecem as normas gerais para o parcelamento do solo urbano no Brasil, a atuação adequada do município é
Considerando esses dados e o fato de que conflitos de uso tendem a se intensificar em bacias com baixa disponibilidade hídrica, é adequado realizar uma análise considerando que
Considerando a necessidade de ampliar sistemas ecológicos de tratamento local de águas cinzas, especialmente aqueles que combinam filtração em meio granular, remoção biológica de matéria orgânica e nutrientes, evapotranspiração e participação de vegetação adaptada a ambientes úmidos, a solução descentralizada mais adequada é
Com base nessas informações, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso.
( ) A capacidade da Floresta Amazônica de sequestrar carbono decorre de sua imensa biomassa, que armazena grandes quantidades de carbono na vegetação e nos solos, contribuindo para reduzir a concentração de CO2 na atmosfera.
( ) O aumento do desmatamento tende a fortalecer o papel da Floresta Amazônica como reguladora climática, pois a substituição da floresta por áreas abertas favorece a remoção de CO2 da atmosfera.
( ) A intensificação das secas, das queimadas e da mortalidade de árvores enfraquece o sumidouro de carbono amazônico, havendo evidências de que em alguns anos a floresta já libera mais carbono do que sequestra.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
De acordo com essa Lei, o instrumento que o município deve elaborar é o
O processo ecológico responsável pelo aumento da concentração desse contaminante ao longo da cadeia alimentar, resultando em graves impactos à saúde humana, é denominado como
I. O aumento da temperatura média global intensifica a estratificação térmica de lagos e reservatórios, reduzindo a circulação vertical e favorecendo períodos prolongados de baixa oxigenação em camadas mais profundas.
II. A elevação do nível do mar, destacada em análises técnicas que subsidiaram debates para a COP30, tende a ampliar a intrusão salina em zonas costeiras, afetando a qualidade da água doce e sua disponibilidade para consumo humano e atividades agrícolas.
III. A acidificação dos oceanos, resultante da maior absorção de dióxido de carbono pela água do mar, tende a limitar os impactos sobre recifes de coral, sobretudo nas regiões tropicais, já que a maior temperatura superficial compensa parcialmente a diminuição do pH e reduz o estresse fisiológico sobre esses organismos calcificadores.
Está correto o que se afirma em