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Q4252530 Noções de Informática
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas.

No Windows 10, a Barra de Tarefas integra funções essenciais para o uso do sistema. O ________ centraliza o acesso a programas e configurações, enquanto ________ reúne ícones de aplicativos em segundo plano, incluindo controle de ________. Já ________ exibem alertas instantâneos sobre atividades do sistema e aplicativos.  
Alternativas
Q4252529 Matemática
Três números foram colocados em sequência a partir de uma progressão geométrica. Sabendo que o primeiro número da sequência é 10, a razão é um número positivo e a soma dos três números corresponde a 130. Com isso, assinale a alternativa que apresenta corretamente a razão dessa progressão geométrica. 
Alternativas
Q4252528 Matemática
Em um experimento de uma feira de ciências, foram comparados os volumes de um bloco retangular com dimensões 10 cm, 10 cm e 12 cm com o de uma pirâmide de base quadrada com arestas de 10 cm e altura h. Sabendo que o volume da pirâmide era igual ao do bloco retangular, assinale a alternativa que representa a altura h.
Alternativas
Q4252527 Português
Leia o texto para responder a questão.


Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
Analisando a concordância verbal no trecho “Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro”, a regra aplicada para o verbo “indicar” e para a locução “1 em cada 36” justifica-se porque
Alternativas
Q4252526 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
Analise: “Um futuro neurodivergente?”, o autor utiliza o verbo “propor” na primeira pessoa: “proponho aqui pensarmos...”. De acordo com as regras de flexão verbal de verbos derivados de “pôr”, caso a ideia fosse expressa no futuro do subjuntivo na 3ª pessoa do plural, a forma correta seria
Alternativas
Q4252525 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
No fragmento “...esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação...”, presente no parágrafo, o emprego das vírgulas para isolar a oração iniciada pelo pronome relativo “que” permite classificá-la sintaticamente como
Alternativas
Q4252524 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
De acordo com a organização do texto e os elementos de coesão no parágrafo, o vocábulo “afinal” inicia a frase para estabelecer uma relação de
Alternativas
Q4252523 Português
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Neurociência e estudos de biologia evolutiva indicam: autismo pode ser o próximo passo da evolução humana


      A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática. Apesar de historicamente ser enquadrado principalmente sob a ótica de alterações cerebrais que dificultam a vida em sociedade, agora o autismo começa a ser reavaliado. Novas correntes da Psicologia Evolucionista e da Genética de Populações começam a apontar a possibilidade de se tratar de uma variação estratégica que está sendo mantida, e talvez até amplificada, pela seleção natural.

    Afinal, esse transtorno de desenvolvimento, que costuma causar dificuldades de comunicação, de interação social e alterações sensoriais significativas, muitas vezes também está acompanhado de habilidades notáveis. E o aumento de indivíduos com capacidades excepcionais de sistematização e reconhecimento de padrões sugere que o futuro da organização social humana poderá ser profundamente influenciado pela neurodivergência.

      Evolução de neurônios e genes

    A base para essa hipótese foi reforçada com o trabalho seminal de Starr e Fraser, da universidade de Stanford, publicado recentemente na revista científica Molecular Biology and Evolution. Os autores fornecem um mecanismo celular preciso dessa mudança.

   O estudo analisou um tipo de neurônio excitatório (que libera sinais para ativar outros neurônios) do neocórtex, algo crucial para a cognição humana complexa. Eles descobriram que esses neurônios evoluíram em uma velocidade excepcionalmente rápida na linhagem humana, em comparação com outros primatas.

   O dado mais surpreendente que eles observaram é que essa evolução acelerada coincidiu com uma queda acentuada na expressão de genes cuja menor atividade está estatisticamente associada a um maior risco de diagnóstico de TEA.

   Isso indica que a evolução responsável por altas funções cognitivas pode ter tido como trade-off evolutivo a redução na expressão de genes protetores do neurodesenvolvimento. Ou seja, as mesmas pressões seletivas que refinaram a inteligência humana e nossa capacidade de processamento complexo aumentaram, como subproduto, a prevalência de traços autísticos. Isso nos faz pensar que no ambiente ancestral, esse perfil cognitivo provavelmente oferecia vantagens evolutivas vitais. 

    Outros indícios e teorias

  Um fenômeno que corrobora essa visão evolutiva é o aumento expressivo na prevalência do autismo. Dados do Centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que 1 em cada 36 crianças é diagnosticada dentro desse espectro.

  Embora parte desse crescimento se deva à mudança nos critérios diagnósticos e maior conscientização, há um debate na comunidade científica se não podem haver outros fatores que estejam contribuindo para esses números. A tendência tem sido relatada em muitos estudos, principalmente em países de alta renda como EUA, Reino Unido, Dinamarca, Coreia do Sul e Japão.

  Diferente de hipóteses pseudocientíficas e ambientais sem comprovação, como a hipótese ambiental sugerida pelo secretário de saúde dos EUA, Robert F. Kennedy, os dados apresentados por Star e Fraser sugerem que pode haver um  aumento real impulsionado pelos mecanismos genéticos descritos anteriormente.

  O psicólogo e neurocientista Britânico Simon Baron-Cohen propôs a teoria do acasalamento assortativo. Segundo ela, a sociedade moderna, ao agrupar pessoas com traços de personalidade “sistematizadores” em polos tecnológicos e universidades, facilita a união reprodutiva entre indivíduos com perfil genético semelhante. O resultado seria um aumento na frequência de descendentes que herdam uma “dose dupla” de genes associados a altas habilidades de sistematização, o que também eleva a probabilidade de manifestação do autismo.

    Um futuro neurodivergente?

    Mesmo que perfis com alto poder cognitivo sejam apenas uma parte do espectro do TEA, proponho aqui pensarmos sobre a possibilidade de um cenário distópico. Caso a seleção natural favoreça mesmo cada vez mais nascimentos de gênios neurodiversos e menos de pessoas com fenótipos alternativos, esse futuro hipotético traz implicações sociológicas interessantes.

   Afinal, como a sociedade estaria preparada para essa inversão, caso o que é considerado o funcionamento cerebral típico de hoje se tornasse o atípico de amanhã (e vice-versa)?

    É possível recair num argumento sensacionalista, sobre os perigos do surgimento de uma elite cognitiva que poderia passar a ver a população que atualmente é considerada neurotípica como ineficiente.

    Mas, paradoxalmente, essa ideia entra em conflito com uma das principais reivindicações atuais da comunidade autista: o combate ao capacitismo. Ele argumenta que o reconhecimento de que valor humano, dignidade e direito à participação social não dependem de produtividade, genialidade ou adaptação a modelos normativos.

    Em conclusão, o autismo parece ser parte integrante e crescente da nossa evolução. Os sistemas educacionais, que hoje enfrentam grande dificuldade na inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais, precisam ser aprimorados urgentemente.

  Devemos considerar as diferenças como um aspecto positivo da diversidade humana. Uma sociedade verdadeiramente evoluída não é aquela que seleciona os “gênios”, mas aquela que é capaz de ser inclusiva, garantindo dignidade e espaço para todos os tipos de mentes. Essa é a condição essencial para o futuro da humanidade. 


Disponível em https://theconversation.com/neurociencia-e-estudos-debiologia-evolutiva-indicam-autismo-pode-ser-o-proximo-passo-da-evolucaohumana-272539 
Analise: “A compreensão contemporânea do Transtorno do Espectro Autista (TEA) atravessa um momento de ruptura paradigmática”, e assinale a alternativa que apresenta a função morfológica de “contemporânea”.
Alternativas
Q4250997 Pedagogia
O processo de avaliação é um instrumento medidor cujos objetivos são classificar o aluno, diagnosticar suas dificuldades para compreender seu progresso individual e auxiliar o trabalho docente. Com base nisso, pode-ser afirmar que a avaliação diagnóstica:
Alternativas
Q4250996 Inglês
Na estratégia de leitura denominada skimming:
Alternativas
Q4250995 Pedagogia
Quanto aos aspectos sociolinguísticos do ensino da língua inglesa, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4250994 Linguística
A aprendizagem da língua inglesa implica a compreensão de que tal língua é estruturada em diversidades culturais, o que aponta para um processo contínuo e ilimitado de interação e de reconstrução. Essa ideia é orientada pelo eixo: 
Alternativas
Q4250993 Inglês
No que concerne ao estudo da língua inglesa, o tratamento dado ao componente, na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), prioriza o foco da função:
Alternativas
Q4250992 Inglês
Leia o texto a seguir.


In Brazil, four in ten teenagers face school bullying


In Brazil, four out of ten students aged 13 to 17 say they have already been victims of bullying, and 27.2 percent in this age group have suffered some form of humiliation two or more times.

The data, released this week, are based on testimonies collected in 2024 in schools across Brazil by the Brazilian government’s statistics agency IBGE as part of the National School Health Survey (PeNSE).

Compared to the previous survey, conducted in 2019, there was a 0.7 percentage point increase in the total number of students who reported having suffered bullying. The proportion of students who experienced it at least twice rose by more than 4 percentage points, Marco Andreazzi, the research manager, emphasized.

“Bullying is already characterized as something persistent, intermittent… And here we observe an upward trend, indicating that more students have begun to experience repeated situations of violence,” Andreazzi said.

The researcher stressed that “the number of those who suffer bullying remains practically the same; however, the persistence and intensity of the episodes have increased.”

Appearance, race, gender

Bullied students told researchers that their facial features or hair were the main targets of bullying, accounting for 30.2 percent of cases.

Next is body appearance, accounting for 24.7 percent, followed by bullying related to color or race, reported by 10.6 percent.

“There is also a high percentage - 26.3 percent - of students who say the bullying had no reason. That is, many of those who suffer do not know why, and this is natural, since bullying occurs collectively and the victim does not necessarily perceive a reason for it. On the contrary, they feel completely wronged,” the research manager noted.

The research found that girls are the most affected - 43.3 percent have experienced bullying, compared to 37.3 percent of boys.

Furthermore, 30.1 percent of female adolescent students reported feeling humiliated by teasing from classmates two or more times. This proportion is nearly 6 percentage points higher than among male students.

Profile of the aggressors

Data on those who commit bullying show an inverse pattern: 13.7 percent of students reported having engaged in some form of violence - 16.5 percent of boys and 10.9 percent of girls.

IBGE also asked about the reasons for the aggression, and once again, facial features, hair, body type, and skin color or race were the most frequently cited.

However, some significant differences emerged in relation to victims’ reports. For example, 12.1 percent of perpetrators said they engaged in bullying because of their classmates’ gender or sexual orientation, while only 6.4 percent of victims identified this as a motive for the violence.

A similar pattern emerged regarding disability: while 7.6 percent of perpetrators acknowledged engaging in bullying for this reason, only 2.6 percent of victims associated the attacks with this characteristic.

For researchers, this may indicate that many victims prefer to remain silent about the circumstances for fear of being stigmatized.

TÂMARA FREIRE


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/educacao/noticia/2026-03/brazil-four-tenteenagers-face-school-bullying-27/5/2026/. Excerto. Acesso em: 10/06/2026.
Observe o seguinte fragmento.
"'That is, many of those who suffer do not know why, and this is natural, since bullying occurs collectively and the victim does not necessarily perceive a reason for it.'" (8º parágrafo)
O pronome destacado, no contexto em que se insere, refere-se ao(à):
Alternativas
Q4250991 Inglês
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In Brazil, four in ten teenagers face school bullying


In Brazil, four out of ten students aged 13 to 17 say they have already been victims of bullying, and 27.2 percent in this age group have suffered some form of humiliation two or more times.

The data, released this week, are based on testimonies collected in 2024 in schools across Brazil by the Brazilian government’s statistics agency IBGE as part of the National School Health Survey (PeNSE).

Compared to the previous survey, conducted in 2019, there was a 0.7 percentage point increase in the total number of students who reported having suffered bullying. The proportion of students who experienced it at least twice rose by more than 4 percentage points, Marco Andreazzi, the research manager, emphasized.

“Bullying is already characterized as something persistent, intermittent… And here we observe an upward trend, indicating that more students have begun to experience repeated situations of violence,” Andreazzi said.

The researcher stressed that “the number of those who suffer bullying remains practically the same; however, the persistence and intensity of the episodes have increased.”

Appearance, race, gender

Bullied students told researchers that their facial features or hair were the main targets of bullying, accounting for 30.2 percent of cases.

Next is body appearance, accounting for 24.7 percent, followed by bullying related to color or race, reported by 10.6 percent.

“There is also a high percentage - 26.3 percent - of students who say the bullying had no reason. That is, many of those who suffer do not know why, and this is natural, since bullying occurs collectively and the victim does not necessarily perceive a reason for it. On the contrary, they feel completely wronged,” the research manager noted.

The research found that girls are the most affected - 43.3 percent have experienced bullying, compared to 37.3 percent of boys.

Furthermore, 30.1 percent of female adolescent students reported feeling humiliated by teasing from classmates two or more times. This proportion is nearly 6 percentage points higher than among male students.

Profile of the aggressors

Data on those who commit bullying show an inverse pattern: 13.7 percent of students reported having engaged in some form of violence - 16.5 percent of boys and 10.9 percent of girls.

IBGE also asked about the reasons for the aggression, and once again, facial features, hair, body type, and skin color or race were the most frequently cited.

However, some significant differences emerged in relation to victims’ reports. For example, 12.1 percent of perpetrators said they engaged in bullying because of their classmates’ gender or sexual orientation, while only 6.4 percent of victims identified this as a motive for the violence.

A similar pattern emerged regarding disability: while 7.6 percent of perpetrators acknowledged engaging in bullying for this reason, only 2.6 percent of victims associated the attacks with this characteristic.

For researchers, this may indicate that many victims prefer to remain silent about the circumstances for fear of being stigmatized.

TÂMARA FREIRE


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/educacao/noticia/2026-03/brazil-four-tenteenagers-face-school-bullying-27/5/2026/. Excerto. Acesso em: 10/06/2026.
O termo ou expressão destacados é a complementação de um verbo em:
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Q4250990 Inglês
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In Brazil, four in ten teenagers face school bullying


In Brazil, four out of ten students aged 13 to 17 say they have already been victims of bullying, and 27.2 percent in this age group have suffered some form of humiliation two or more times.

The data, released this week, are based on testimonies collected in 2024 in schools across Brazil by the Brazilian government’s statistics agency IBGE as part of the National School Health Survey (PeNSE).

Compared to the previous survey, conducted in 2019, there was a 0.7 percentage point increase in the total number of students who reported having suffered bullying. The proportion of students who experienced it at least twice rose by more than 4 percentage points, Marco Andreazzi, the research manager, emphasized.

“Bullying is already characterized as something persistent, intermittent… And here we observe an upward trend, indicating that more students have begun to experience repeated situations of violence,” Andreazzi said.

The researcher stressed that “the number of those who suffer bullying remains practically the same; however, the persistence and intensity of the episodes have increased.”

Appearance, race, gender

Bullied students told researchers that their facial features or hair were the main targets of bullying, accounting for 30.2 percent of cases.

Next is body appearance, accounting for 24.7 percent, followed by bullying related to color or race, reported by 10.6 percent.

“There is also a high percentage - 26.3 percent - of students who say the bullying had no reason. That is, many of those who suffer do not know why, and this is natural, since bullying occurs collectively and the victim does not necessarily perceive a reason for it. On the contrary, they feel completely wronged,” the research manager noted.

The research found that girls are the most affected - 43.3 percent have experienced bullying, compared to 37.3 percent of boys.

Furthermore, 30.1 percent of female adolescent students reported feeling humiliated by teasing from classmates two or more times. This proportion is nearly 6 percentage points higher than among male students.

Profile of the aggressors

Data on those who commit bullying show an inverse pattern: 13.7 percent of students reported having engaged in some form of violence - 16.5 percent of boys and 10.9 percent of girls.

IBGE also asked about the reasons for the aggression, and once again, facial features, hair, body type, and skin color or race were the most frequently cited.

However, some significant differences emerged in relation to victims’ reports. For example, 12.1 percent of perpetrators said they engaged in bullying because of their classmates’ gender or sexual orientation, while only 6.4 percent of victims identified this as a motive for the violence.

A similar pattern emerged regarding disability: while 7.6 percent of perpetrators acknowledged engaging in bullying for this reason, only 2.6 percent of victims associated the attacks with this characteristic.

For researchers, this may indicate that many victims prefer to remain silent about the circumstances for fear of being stigmatized.

TÂMARA FREIRE


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/educacao/noticia/2026-03/brazil-four-tenteenagers-face-school-bullying-27/5/2026/. Excerto. Acesso em: 10/06/2026.
 O termo destacado classifica-se como adverb of time em:
Alternativas
Q4250989 Inglês
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In Brazil, four in ten teenagers face school bullying


In Brazil, four out of ten students aged 13 to 17 say they have already been victims of bullying, and 27.2 percent in this age group have suffered some form of humiliation two or more times.

The data, released this week, are based on testimonies collected in 2024 in schools across Brazil by the Brazilian government’s statistics agency IBGE as part of the National School Health Survey (PeNSE).

Compared to the previous survey, conducted in 2019, there was a 0.7 percentage point increase in the total number of students who reported having suffered bullying. The proportion of students who experienced it at least twice rose by more than 4 percentage points, Marco Andreazzi, the research manager, emphasized.

“Bullying is already characterized as something persistent, intermittent… And here we observe an upward trend, indicating that more students have begun to experience repeated situations of violence,” Andreazzi said.

The researcher stressed that “the number of those who suffer bullying remains practically the same; however, the persistence and intensity of the episodes have increased.”

Appearance, race, gender

Bullied students told researchers that their facial features or hair were the main targets of bullying, accounting for 30.2 percent of cases.

Next is body appearance, accounting for 24.7 percent, followed by bullying related to color or race, reported by 10.6 percent.

“There is also a high percentage - 26.3 percent - of students who say the bullying had no reason. That is, many of those who suffer do not know why, and this is natural, since bullying occurs collectively and the victim does not necessarily perceive a reason for it. On the contrary, they feel completely wronged,” the research manager noted.

The research found that girls are the most affected - 43.3 percent have experienced bullying, compared to 37.3 percent of boys.

Furthermore, 30.1 percent of female adolescent students reported feeling humiliated by teasing from classmates two or more times. This proportion is nearly 6 percentage points higher than among male students.

Profile of the aggressors

Data on those who commit bullying show an inverse pattern: 13.7 percent of students reported having engaged in some form of violence - 16.5 percent of boys and 10.9 percent of girls.

IBGE also asked about the reasons for the aggression, and once again, facial features, hair, body type, and skin color or race were the most frequently cited.

However, some significant differences emerged in relation to victims’ reports. For example, 12.1 percent of perpetrators said they engaged in bullying because of their classmates’ gender or sexual orientation, while only 6.4 percent of victims identified this as a motive for the violence.

A similar pattern emerged regarding disability: while 7.6 percent of perpetrators acknowledged engaging in bullying for this reason, only 2.6 percent of victims associated the attacks with this characteristic.

For researchers, this may indicate that many victims prefer to remain silent about the circumstances for fear of being stigmatized.

TÂMARA FREIRE


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/educacao/noticia/2026-03/brazil-four-tenteenagers-face-school-bullying-27/5/2026/. Excerto. Acesso em: 10/06/2026.
No trecho “In Brazil, four out of ten students aged 13 to 17 say they have already been victims of bullying...” (1º parágrafo), a locução verbal destacada está flexionada no: 
Alternativas
Q4250988 Inglês
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In Brazil, four in ten teenagers face school bullying


In Brazil, four out of ten students aged 13 to 17 say they have already been victims of bullying, and 27.2 percent in this age group have suffered some form of humiliation two or more times.

The data, released this week, are based on testimonies collected in 2024 in schools across Brazil by the Brazilian government’s statistics agency IBGE as part of the National School Health Survey (PeNSE).

Compared to the previous survey, conducted in 2019, there was a 0.7 percentage point increase in the total number of students who reported having suffered bullying. The proportion of students who experienced it at least twice rose by more than 4 percentage points, Marco Andreazzi, the research manager, emphasized.

“Bullying is already characterized as something persistent, intermittent… And here we observe an upward trend, indicating that more students have begun to experience repeated situations of violence,” Andreazzi said.

The researcher stressed that “the number of those who suffer bullying remains practically the same; however, the persistence and intensity of the episodes have increased.”

Appearance, race, gender

Bullied students told researchers that their facial features or hair were the main targets of bullying, accounting for 30.2 percent of cases.

Next is body appearance, accounting for 24.7 percent, followed by bullying related to color or race, reported by 10.6 percent.

“There is also a high percentage - 26.3 percent - of students who say the bullying had no reason. That is, many of those who suffer do not know why, and this is natural, since bullying occurs collectively and the victim does not necessarily perceive a reason for it. On the contrary, they feel completely wronged,” the research manager noted.

The research found that girls are the most affected - 43.3 percent have experienced bullying, compared to 37.3 percent of boys.

Furthermore, 30.1 percent of female adolescent students reported feeling humiliated by teasing from classmates two or more times. This proportion is nearly 6 percentage points higher than among male students.

Profile of the aggressors

Data on those who commit bullying show an inverse pattern: 13.7 percent of students reported having engaged in some form of violence - 16.5 percent of boys and 10.9 percent of girls.

IBGE also asked about the reasons for the aggression, and once again, facial features, hair, body type, and skin color or race were the most frequently cited.

However, some significant differences emerged in relation to victims’ reports. For example, 12.1 percent of perpetrators said they engaged in bullying because of their classmates’ gender or sexual orientation, while only 6.4 percent of victims identified this as a motive for the violence.

A similar pattern emerged regarding disability: while 7.6 percent of perpetrators acknowledged engaging in bullying for this reason, only 2.6 percent of victims associated the attacks with this characteristic.

For researchers, this may indicate that many victims prefer to remain silent about the circumstances for fear of being stigmatized.

TÂMARA FREIRE


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/educacao/noticia/2026-03/brazil-four-tenteenagers-face-school-bullying-27/5/2026/. Excerto. Acesso em: 10/06/2026.
Há pelo menos uma oração estruturada na passive voice em:
Alternativas
Q4250987 Inglês
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In Brazil, four in ten teenagers face school bullying


In Brazil, four out of ten students aged 13 to 17 say they have already been victims of bullying, and 27.2 percent in this age group have suffered some form of humiliation two or more times.

The data, released this week, are based on testimonies collected in 2024 in schools across Brazil by the Brazilian government’s statistics agency IBGE as part of the National School Health Survey (PeNSE).

Compared to the previous survey, conducted in 2019, there was a 0.7 percentage point increase in the total number of students who reported having suffered bullying. The proportion of students who experienced it at least twice rose by more than 4 percentage points, Marco Andreazzi, the research manager, emphasized.

“Bullying is already characterized as something persistent, intermittent… And here we observe an upward trend, indicating that more students have begun to experience repeated situations of violence,” Andreazzi said.

The researcher stressed that “the number of those who suffer bullying remains practically the same; however, the persistence and intensity of the episodes have increased.”

Appearance, race, gender

Bullied students told researchers that their facial features or hair were the main targets of bullying, accounting for 30.2 percent of cases.

Next is body appearance, accounting for 24.7 percent, followed by bullying related to color or race, reported by 10.6 percent.

“There is also a high percentage - 26.3 percent - of students who say the bullying had no reason. That is, many of those who suffer do not know why, and this is natural, since bullying occurs collectively and the victim does not necessarily perceive a reason for it. On the contrary, they feel completely wronged,” the research manager noted.

The research found that girls are the most affected - 43.3 percent have experienced bullying, compared to 37.3 percent of boys.

Furthermore, 30.1 percent of female adolescent students reported feeling humiliated by teasing from classmates two or more times. This proportion is nearly 6 percentage points higher than among male students.

Profile of the aggressors

Data on those who commit bullying show an inverse pattern: 13.7 percent of students reported having engaged in some form of violence - 16.5 percent of boys and 10.9 percent of girls.

IBGE also asked about the reasons for the aggression, and once again, facial features, hair, body type, and skin color or race were the most frequently cited.

However, some significant differences emerged in relation to victims’ reports. For example, 12.1 percent of perpetrators said they engaged in bullying because of their classmates’ gender or sexual orientation, while only 6.4 percent of victims identified this as a motive for the violence.

A similar pattern emerged regarding disability: while 7.6 percent of perpetrators acknowledged engaging in bullying for this reason, only 2.6 percent of victims associated the attacks with this characteristic.

For researchers, this may indicate that many victims prefer to remain silent about the circumstances for fear of being stigmatized.

TÂMARA FREIRE


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/educacao/noticia/2026-03/brazil-four-tenteenagers-face-school-bullying-27/5/2026/. Excerto. Acesso em: 10/06/2026.
No fragmento “However, some significant differences emerged in relation to victims' reports” (13º parágrafo), o termo destacado apresenta valor de:
Alternativas
Q4250986 Inglês
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In Brazil, four in ten teenagers face school bullying


In Brazil, four out of ten students aged 13 to 17 say they have already been victims of bullying, and 27.2 percent in this age group have suffered some form of humiliation two or more times.

The data, released this week, are based on testimonies collected in 2024 in schools across Brazil by the Brazilian government’s statistics agency IBGE as part of the National School Health Survey (PeNSE).

Compared to the previous survey, conducted in 2019, there was a 0.7 percentage point increase in the total number of students who reported having suffered bullying. The proportion of students who experienced it at least twice rose by more than 4 percentage points, Marco Andreazzi, the research manager, emphasized.

“Bullying is already characterized as something persistent, intermittent… And here we observe an upward trend, indicating that more students have begun to experience repeated situations of violence,” Andreazzi said.

The researcher stressed that “the number of those who suffer bullying remains practically the same; however, the persistence and intensity of the episodes have increased.”

Appearance, race, gender

Bullied students told researchers that their facial features or hair were the main targets of bullying, accounting for 30.2 percent of cases.

Next is body appearance, accounting for 24.7 percent, followed by bullying related to color or race, reported by 10.6 percent.

“There is also a high percentage - 26.3 percent - of students who say the bullying had no reason. That is, many of those who suffer do not know why, and this is natural, since bullying occurs collectively and the victim does not necessarily perceive a reason for it. On the contrary, they feel completely wronged,” the research manager noted.

The research found that girls are the most affected - 43.3 percent have experienced bullying, compared to 37.3 percent of boys.

Furthermore, 30.1 percent of female adolescent students reported feeling humiliated by teasing from classmates two or more times. This proportion is nearly 6 percentage points higher than among male students.

Profile of the aggressors

Data on those who commit bullying show an inverse pattern: 13.7 percent of students reported having engaged in some form of violence - 16.5 percent of boys and 10.9 percent of girls.

IBGE also asked about the reasons for the aggression, and once again, facial features, hair, body type, and skin color or race were the most frequently cited.

However, some significant differences emerged in relation to victims’ reports. For example, 12.1 percent of perpetrators said they engaged in bullying because of their classmates’ gender or sexual orientation, while only 6.4 percent of victims identified this as a motive for the violence.

A similar pattern emerged regarding disability: while 7.6 percent of perpetrators acknowledged engaging in bullying for this reason, only 2.6 percent of victims associated the attacks with this characteristic.

For researchers, this may indicate that many victims prefer to remain silent about the circumstances for fear of being stigmatized.

TÂMARA FREIRE


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/en/educacao/noticia/2026-03/brazil-four-tenteenagers-face-school-bullying-27/5/2026/. Excerto. Acesso em: 10/06/2026.
No trecho “A similar pattern emerged regarding disability...” (14º parágrafo), os termos destacados são classificados, respectivamente, como:
Alternativas
Respostas
801: A
802: A
803: D
804: D
805: A
806: B
807: C
808: B
809: B
810: C
811: B
812: C
813: D
814: B
815: D
816: B
817: D
818: D
819: B
820: A