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I. A Educação Física é o componente curricular que tematiza as práticas corporais em suas diversas formas de codificação e significação social.
II. As práticas corporais são entendidas como manifestações das possibilidades expressivas dos sujeitos, produzidas por diversos grupos sociais no decorrer da história.
III. O movimento humano está sempre inserido no âmbito da cultura e não se limita a um deslocamento espaço-temporal de um segmento corporal ou do corpo todo.
IV. Nas aulas de Educação Física, as práticas corporais devem ser abordadas como fenômeno natural, dinâmico, diversificado, unidimensional, singular e contraditório.
V. É possível assegurar aos alunos a (re)construção de um conjunto de conhecimentos que permitam ampliar sua consciência a respeito de seus movimentos e dos recursos para o cuidado de si e dos outros, bem como desenvolver autonomia para apropriação e utilização da cultura corporal de movimento.
VI. Há três elementos fundamentais comuns às práticas corporais: habilidade motora, organização externa e produto cultural.
I. O esporte apresenta uma linguagem simples e regras de fácil compreensão. Adapta-se bem às características da comunicação de massa e à indústria do entretenimento.
II. Os resultados do esporte de alto rendimento são anunciados imediatamente após seu encerramento, e a imprevisibilidade de tais resultados gera tensão emocional.
III. O esporte oferece à população uma possibilidade de se identificar com um coletivo, como, por exemplo, a categoria de nação, que apresenta forte conotação política.
IV. O esporte permite ao espectador uma compensação para o mundo do trabalho.
V. As nações medem economicamente sua eficácia por meio da medida do rendimento econômico dos atletas.
VI. O atleta vencedor é eleito como representante nacional. Sucessos esportivos geram prestígio nacional.
VII.O nacionalismo torna-se a base de legitimação do esporte de alto rendimento.
( ) A oficialização de aulas mistas na Educação Física foi um fator legal significativo nos anos 1990, que possibilitou impulsionar a produção do campo acadêmico sobre Educação Física e gênero. Nesse sentido, a composição das turmas mistas garante o término de hierarquizações e desigualdades de gênero.
( ) A atribuição dos papéis masculinos desde a socialização primária, como, por exemplo, jogar bola na rua, soltar pipa, escalar muros e outras atividades que envolvem riscos e desafios, mostram que as aptidões motoras são parte do processo biológico/natural do ser humano.
( ) O termo gênero se constitui num conjunto de significados culturalmente construído sobre um corpo sexuado, sendo o resultado causal do sexo e aparentemente fixo quanto a este, pois os sujeitos e seus corpos são elementos passivos num processo de moldagem de papéis de gênero.
( ) A incorporação da pedagogia queer tem sido sugerida no currículo escolar de Educação Física. Essa teoria permite pensar a ambiguidade, fluidez e multiplicidade das identidades para além da lógica binária e da heterossexualidade compulsória.
( ) São alguns dos elementos necessários para engendrar um modelo coeducativo na escola: o reconhecimento das discriminações de gênero e das potencialidades dos indivíduos independentemente do sexo; a igualdade de condições para desenvolver aptidões físicas e intelectuais sem distinção de gênero; e a transformação dos estereótipos sexistas.
I. É necessário considerar que o ensino de movimentos se concentra sobre a criança/o adolescente que “se-movimenta” e não sobre os movimentos da criança/do adolescente.
II. O desenvolvimento do saber humano enquanto capacidade de “saber-sentir”, “saber-pensar” e “saber-agir” se separa do desenvolvimento da subjetividade.
III. A reificação ou o controle da subjetividade pelo processo de civilizar a criança acontece quando esta, para tornar-se adulta, precisa perder a fascinação pelo mundo natural.
IV. Na escola, os conteúdos teóricos e práticos ministrados de modo repetitivo e mecânico nas disciplinas promovem a retirada de significados individuais, próprios das realizações humanas.
( ) Para desenvolver com os alunos metas emancipatórias, considera-se condição primordial promover a capacidade de ser crítico.
( ) A criança, quando consegue inserir-se no mundo social, cultural e linguístico de seu meio, começa a gerar o seu eu autônomo.
( ) A linguagem e o movimento humano, como diálogo com o mundo, são as poucas possibilidades que ainda nos restam para uma melhor compreensão de quem somos.
( ) A criança recebe do mundo adulto, antes de poder se questionar quem ela é, todas as referências para a construção da sua subjetividade.
( ) O ensino de brincadeiras, jogos e esportes orientados pela cópia irrefletida desses conteúdos pode implicar a formação de crianças e adolescentes com incapacidade de autoconhecimento de suas reais possibilidades e condições.
I. É utilizado um modelo de classificação baseado na lógica interna, tendo como referência critérios de cooperação, interação com o adversário, desempenho motor e objetivos táticos da ação.
II. As categorias apresentadas são: esportes de marca; de precisão; técnico-combinatórios; de rede/quadra dividida ou de parede de rebote; de campo e de taco; de invasão ou territorial; e de combate.
III. Essa classificação privilegia as ações motoras intrínsecas, reunindo esportes que apresentam exigências motrizes semelhantes no desenvolvimento de suas práticas.
IV. É baseada na significação cultural, ou seja, é dependente do sujeito ou do contexto dos grupos culturais que participam.
I. Essa perspectiva busca, por meio de intervenções pedagógicas, valorizar os conhecimentos de populações historicamente silenciadas, que produziram predominantemente as manifestações da cultura corporal de movimento que identificam o povo brasileiro.
II. Essa perspectiva é realizada por meio de um ensino voltado à eliminação das desigualdades cotidianas, sendo, portanto, uma perspectiva transformadora, pautada na possibilidade de diálogo. É um movimento contra as fronteiras e para além delas, que transforma a educação na prática da liberdade.
III. Essa perspectiva trata de um modo de gerenciar as relações de gênero na escola, de maneira a questionar e reconstruir as ideias sobre o feminino e sobre o masculino. É um conjunto de medidas educacionais para a igual valorização do que se pode perceber como múltiplos masculinos e femininos, buscando até mesmo a desconstrução do binarismo entre esses elementos.
IV. Essa perspectiva enfatiza a identidade afro-brasileira, não só na questão das raízes (africanidade), mas, principalmente, no processo histórico que desenvolve o enfrentamento e a resistência afrobrasileira. Por esse motivo, envolve a incorporação dos saberes identitários, políticos e estéticos/corpóreos.
( ) Tanto as teorias da construção do conhecimento como as teorias da aprendizagem, com raras exceções, são desencarnadas – é o intelecto que aprende.
( ) Hoje é interessante perceber um movimento no sentido de recuperar a dignidade do corpo no que diz respeito aos processos de aprendizagem.
( ) Para as teorias crítico-superadora e crítico-emancipatória, as formas culturais dominantes do movimentar-se humano reproduzem os valores e princípios da sociedade capitalista.
( ) Até o advento das ciências do esporte nos anos 1970, o teorizar no campo da Educação Física era sobretudo de perspectiva dialógica, isto é, voltado para a intervenção ginástica sobre o corpo.
( ) A dimensão que a cultura corporal ou de movimento assume na vida do cidadão atualmente é tão significativa que a escola é chamada não a reproduzi-la simplesmente, mas a permitir que o indivíduo se aproprie dela criticamente.
I. Tem como referência a obra Metodologia do Ensino de Educação Física, do Coletivo de Autores, que considera a cultura corporal o objeto de estudo da Educação Física.
II. O conhecimento da cultura corporal deve ser apresentado ao aluno considerando o desenvolvimento da noção de plasticidade.
III. Os autores formuladores do conceito de cultura corporal buscam, com ele, sistematizar uma proposta superadora do modelo hegemônico da aptidão física na Educação Física escolar.
IV. Seus referenciais teóricos são encontrados no materialismo histórico-dialético, na pedagogia histórico-crítica e na psicologia histórico-cultural.
V. Sua proposição se orienta pela perspectiva omnilateral de formação humana.
( ) No ciclo de organização da identidade dos dados da realidade, cabe ao professor organizar a identificação dos dados constatados e descritos pelo aluno para que este possa formar sistemas e encontrar as relações entre as coisas, identificando as semelhanças e as diferenças.
( ) No ciclo de consolidação da identificação dos dados da realidade, o aluno começa a estabelecer classificações e generalizações conceituais a partir das relações de semelhança e diferença.
( ) No ciclo de iniciação à sistematização do conhecimento, o aluno vai adquirindo a consciência de sua atividade mental e suas possibilidades de abstração, confrontando os dados da realidade com as representações do seu pensamento sobre eles.
( ) No ciclo de ampliação da sistematização do conhecimento, o aluno toma consciência da atividade teórica e dá um salto qualitativo quando reorganiza a identificação dos dados da realidade através do pensamento teórico.
( ) No ciclo de aprofundamento da sistematização do conhecimento, os estudantes do ensino médio apreendem as características especiais dos objetos, percebendo, compreendendo e explicando que há propriedades comuns e regulares nos objetos. O aluno lida com a regularidade científica.
( ) Quatro são os objetivos da Educação Física na infância: introduzir as crianças na cultura corporal de movimento; compreender e vivenciar o significado de saúde integral; compreender o significado de lazer e suas possibilidades; e entender a linguagem corporal como forma de interação.
( ) De acordo com o princípio pedagógico de aumento da complexidade, é verdadeiro afirmar que se a exigência da atividade proposta for além das possibilidades das crianças, sua motivação tende a diminuir.
( ) A teoria de Erik Erikson para o desenvolvimento psicossocial é imprópria para se conhecer o ser humano ao longo da vida afetiva e social. Essa teoria assinala uma fase normal versus uma atípica, bem como as influências para o aparecimento dessas fases.
( ) Para Piaget, o desenvolvimento cognitivo tanto influencia quanto é influenciado pelo movimento. Esse desenvolvimento envolve a memória, a formação de símbolos, a hipótese e a dedução, chegando à compreensão de regras e à resolução de problemas.
( ) Ao lançar e receber um objeto, desenvolve-se a coordenação olho-mão. Para Gallahue e Ozmun, o desempenho motor pode inibir ou melhorar significativamente o desenvolvimento das habilidades perceptivas de crianças.
I. Há uma crítica de que a Educação Física se subordina aos códigos/sentidos da instituição esportiva, fazendo com que exista, então, o esporte na escola e não o esporte da escola, o que significa que a influência do esporte não foi/é filtrada por um código próprio da Educação Física, demonstrando a falta de autonomia da área na determinação do sentido das ações em seu interior (Bracht, 1997).
II. O esporte, como instituição social, deve ser analisado a partir de suas manifestações sociais, que são condicionadas reciprocamente. São elas: esporte-educação; esporte-participação; e esporterendimento (Tubino, 2001).
III. O papel da Educação Física ultrapassa o ensinar esporte em seus fundamentos e técnicas (dimensão procedimental), mas inclui também os seus valores subjacentes (dimensão atitudinal) e quais conceitos estão ligados àqueles procedimentos (dimensão conceitual) (Darido, 2001).
IV. Para ensinar esporte é preciso considerar que as habilidades fechadas são utilizadas para dar resposta a situações de envolvimento estável, o qual permite que os executantes planejem seus movimentos antecipadamente e que as habilidades abertas aconteçam em ambientes com elevada interferência contextual, os quais requerem que os executantes adaptem seus movimentos em resposta às propriedades dinâmicas do ambiente (Schmidt, 2001).