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Q4069973 Administração Geral
Empresa é um conjunto organizado de meios com o objetivo de exercer uma determinada atividade, que produz e oferece bens e serviços, com a finalidade de atender a alguma necessidade humana. Para funcionar, precisa de recursos que são os meios disponíveis para atuar e alcançar o seu objetivo. Relacione adequadamente os recursos aos conceitos correspondentes.

1. Recursos administrativos.
2. Recursos financeiros.
3. Recursos humanos.
4. Recursos materiais.
5. Recursos mercadológicos.

( ) Abrangem todos os aspectos relacionados com o dinheiro utilizado para a empresa sustentar suas operações através de créditos e financiamentos, investimentos, contas a pagar e a receber.
( ) Englobam todos os recursos físicos que a empresa utiliza: imóveis, máquinas, equipamentos, ferramentas e matérias-primas.
( ) Envolvem todos os meios de coordenação dos demais recursos empresariais por meio de direção, gerência e supervisão.
( ) Meios pelos quais a empresa entra em contato com seu ambiente externo como vendas, promoções, propaganda e distribuição.
( ) São os únicos recursos vivos e inteligentes da empresa que dinamizam e operam os demais recursos.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4069972 Administração Geral
As rotinas administrativas estão relacionadas ao funcionamento organizacional de uma empresa, seus processos administrativos, coordenação e controle. São consideradas rotinas administrativas, EXCETO:
Alternativas
Q4069971 Contabilidade Geral
Uma empresa exerce atividades comerciais e de prestação de serviços, sendo ambas previstas em seu Contrato Social. No mês de dezembro de 2021, apresentou as seguintes receitas provenientes de suas atividades:

• Receita Bruta de Vendas: R$ 20.000,00; e,
• Receita Bruta de Serviços: R$ 10.000,00.

Considerando que a empresa é enquadrada no regime do Lucro Presumido e que o PIS e o COFINS são cumulativos, os valores que a empresa deverá recolher de PIS e COFINS são, respectivamente:
Alternativas
Q4069970 Contabilidade Geral
Em relação ao termo Contas a Pagar, analise as afirmativas a seguir.

I. Refere-se às obrigações financeiras que uma empresa assume quando adquire bens ou serviços.
II. Depende do volume das aquisições e do prazo concedido para pagamento, pois aumenta à medida que aumentam as aquisições e o prazo de pagamento.
III. A organização do Contas a Pagar depende do registro correto e contínuo dos compromissos da entidade.
IV. A quitação de Contas a Pagar dentro do prazo evita multas e juros, além de significar mais dinheiro em caixa.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4069969 Contabilidade Geral
Considere as seguintes informações sobre Contas a Pagar de um ente hospitalar:

30/08 – Conta de luz no valor de R$ 500,00 com vencimento em 05/09.
 30/08 – Conta de água no valor de R$ 200,00 com vencimento em 03/09.
• 05/09 – Compra de materiais de consumo no valor de R$ 800,00 com vencimento de 50% à vista e o restante em 30 dias.
22/09 – Compra de materiais e equipamentos médicos no valor de R$ 3.000,00 com vencimento à vista e 10% de desconto.

De acordo com as informações, o valor de Contas a Pagar no mês de setembro é:
Alternativas
Q4069968 Matemática Financeira
Considere as seguintes informações sobre Contas a Receber de um ente hospitalar:

• 06/10 – Emissão de duplicata no valor de R$ 1.200,00 com vencimento de 50% à vista, 25% em 30 dias e 25% em 90 dias, sem acréscimo de juros;
• 17/10 – Emissão de duplicata no valor de R$ 1.000,00 com vencimento à vista e desconto de 10%; e,
• 28/10 – Emissão de duplicata no valor de R$ 800,00 com vencimento de 60% em 30 dias e o restante em 60 dias.

De acordo com as informações, os valores de Contas a Receber nos meses de novembro e dezembro serão, respectivamente: 
Alternativas
Q4069967 Técnicas em Laboratório
Sobre os anticoagulantes empregados em amostras de sangue para a realização de análises, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O EDTA é um anticoagulante usualmente escolhido para ser utilizado em sangue total ou plasma.
( ) O tubo que contém citrato trissódico deve ser produzido para que aspire uma solução de 9:1, ou seja, 9 partes de sangue adicionadas a 1 parte de solução de citrato.
( ) O tubo contendo fluoreto/oxalato é um tipo de anticoagulante utilizado mais comumente em exames de teste de coagulação.
A sequência está correta em
Alternativas
Q4069966 Técnicas em Laboratório
Sobre o hematócrito, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) É a porcentagem do sangue formada por células (eritrócitos), contidos em uma certa quantidade de sangue total.
( ) É determinado pela centrifugação da amostra de sangue contida, exclusivamente, em um tubo não calibrado ou graduado, pois o volume é medido com uma régua milimétrica.
( ) Quando os valores do hematócrito está superior ao volume dos valores de referência são indicativos de policitemia, onde, neste caso, a viscosidade sanguínea é igual à viscosidade da água; fato que faz com que o sangue tenha um fluxo mais rápido.
A sequência está correta em
Alternativas
Q4069965 Noções de Informática
A memória de um computador nada mais é que um circuito “eletrônico” ou um “meio magnético”, com capacidade de armazenagem de dados, os quais são imprescindíveis ao processamento: dados de entrada, programas, sistemas operacionais, arquivos, softwares de aplicação, de suporte e básico, e instruções gerais para um bom funcionamento do computador. Considerando que há diferentes tipos de memórias, entre elas, as de leitura, relacione adequadamente as colunas a seguir.

1. PROM.
2. EPROM.
3. EAROM.
4. EEPROM.

( ) O conteúdo poderá ser modificado por meio de processos elétricos.
( ) Pode ser programada através de um equipamento específico e gravada uma única vez.
( ) Pode ser gravada, apagada e regravada, usando equipamento específico. Para apagar, deve-se usar luz ultravioleta.
( ) Pode ser gravada, apagada e regravada.

Para apagar, deve-se aplicar uma certa carga de voltagem aos pinos de programação, ou seja, é programável eletricamente. A sequência está correta em
Alternativas
Q4069964 Banco de Dados
“O modelo conceitual é uma descrição do banco de dados que registra que dados podem aparecer no bando de dados, mas não registra como eles estão armazenados a nível de SGBD.” Sobre o modelo entidade-relacionamento (ER), assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q4069963 Noções de Informática
O atendente de emergência de determinado hospital notou que o navegador Chrome do seu desktop estava muito lento e demorando para iniciar. Para solucionar o problema, foram executadas algumas ações. Assinale a INCORRETA.
Alternativas
Q4069962 Sistemas Operacionais
O sistema operacional, um programa especial que acorda a máquina e faz com que reconheça a CPU, a memória, o teclado, o sistema de vídeo e as unidades de discos, oferece ao usuário a facilidade de se comunicar com o computador. Ao receber um documento com algumas definições com a tarefa de classificá-las; analise-as.

I. Sempre permanece na memória do computador (residente). Contém o código de baixo nível que se comunica com o hardware: gerencia a memória e os dispositivos; mantém o clock do computador; inicializa aplicativos; e, gerencia o compartilhamento de recursos computacionais.
II. Programa que possibilita ao usuário acessar recursos do sistema operacional, através do terminal ou da interface gráfica. Faz a ponte de comunicação entre o núcleo do sistema operacional e o usuário/aplicações/programas.

As afirmativas se referem, respectivamente, a:
Alternativas
Q4069961 Arquitetura de Computadores
Barramento é o elemento responsável pela interligação dos demais componentes, conduzindo de modo sincronizado o fluxo de informações de uns para com os demais componentes como dados, endereços e sinais de controle. Em relação aos tipos de barramentos, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4069960 Português
Tentação


   Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.

   Na rua vazia as pedras vibravam de calor – a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo‐nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde.

  Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.

  Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.

  A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.

   Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava‐o sob os cabelos, fascinada, séria.

   Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos.

   Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe‐se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe‐se também que sem falar eles se pediam. Pediam‐se com urgência, com encabulamento, surpreendidos.

   Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.

   Mas ambos eram comprometidos.

   Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.

   A dona esperava impaciente sob o guarda‐sol. O basset ruivo afinal despregou‐se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou‐o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê‐lo dobrar a outra esquina.

Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


(Clarice Lispector. Felicidade Clandestina: Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. Adaptado.)
Em “Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.” (9º§), o sintagma assinalado expressa ideia de:
Alternativas
Q4069959 Português
Tentação


   Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.

   Na rua vazia as pedras vibravam de calor – a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo‐nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde.

  Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.

  Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.

  A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.

   Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava‐o sob os cabelos, fascinada, séria.

   Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos.

   Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe‐se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe‐se também que sem falar eles se pediam. Pediam‐se com urgência, com encabulamento, surpreendidos.

   Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.

   Mas ambos eram comprometidos.

   Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.

   A dona esperava impaciente sob o guarda‐sol. O basset ruivo afinal despregou‐se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou‐o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê‐lo dobrar a outra esquina.

Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


(Clarice Lispector. Felicidade Clandestina: Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. Adaptado.)
No trecho “Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento.” (4º§), o sinal indicativo de crase foi empregado adequadamente. Tal fato NÃO ocorre em:
Alternativas
Q4069958 Português
Tentação


   Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.

   Na rua vazia as pedras vibravam de calor – a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo‐nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde.

  Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.

  Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.

  A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.

   Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava‐o sob os cabelos, fascinada, séria.

   Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos.

   Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe‐se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe‐se também que sem falar eles se pediam. Pediam‐se com urgência, com encabulamento, surpreendidos.

   Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.

   Mas ambos eram comprometidos.

   Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.

   A dona esperava impaciente sob o guarda‐sol. O basset ruivo afinal despregou‐se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou‐o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê‐lo dobrar a outra esquina.

Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


(Clarice Lispector. Felicidade Clandestina: Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. Adaptado.)
No excerto “Ele fremia suavemente, sem latir.” (6º§), o termo destacado pode ser substituído, sem modificação semântica, por:
Alternativas
Q4069957 Português
Tentação


   Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.

   Na rua vazia as pedras vibravam de calor – a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo‐nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde.

  Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.

  Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.

  A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.

   Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava‐o sob os cabelos, fascinada, séria.

   Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos.

   Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe‐se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe‐se também que sem falar eles se pediam. Pediam‐se com urgência, com encabulamento, surpreendidos.

   Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.

   Mas ambos eram comprometidos.

   Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.

   A dona esperava impaciente sob o guarda‐sol. O basset ruivo afinal despregou‐se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou‐o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê‐lo dobrar a outra esquina.

Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


(Clarice Lispector. Felicidade Clandestina: Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. Adaptado.)
Trata-se de um paradoxo a seguinte citação textual:
Alternativas
Q4069956 Português
Tentação


   Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva.

   Na rua vazia as pedras vibravam de calor – a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém na rua, só uma pessoa esperando inutilmente no ponto do bonde. E como se não bastasse seu olhar submisso e paciente, o soluço a interrompia de momento a momento, abalando o queixo que se apoiava conformado na mão. Que fazer de uma menina ruiva com soluço? Olhamo‐nos sem palavras, desalento contra desalento. Na rua deserta nenhum sinal de bonde.

  Foi quando se aproximou a sua outra metade neste mundo, um irmão em Grajaú. A possibilidade de comunicação surgiu no ângulo quente da esquina, acompanhando uma senhora, e encarnada na figura de um cão. Era um basset lindo e miserável, doce sob a sua fatalidade. Era um basset ruivo.

  Lá vinha ele trotando, à frente de sua dona, arrastando seu comprimento. Desprevenido, acostumado, cachorro.

  A menina abriu os olhos pasmada. Suavemente avisado, o cachorro estacou diante dela. Sua língua vibrava. Ambos se olhavam.

   Entre tantos seres que estão prontos para se tornarem donos de outro ser, lá estava a menina que viera ao mundo para ter aquele cachorro. Ele fremia suavemente, sem latir. Ela olhava‐o sob os cabelos, fascinada, séria.

   Os pelos de ambos eram curtos, vermelhos.

   Que foi que se disseram? Não se sabe. Sabe‐se apenas que se comunicaram rapidamente, pois não havia tempo. Sabe‐se também que sem falar eles se pediam. Pediam‐se com urgência, com encabulamento, surpreendidos.

   Eles se fitavam profundos, entregues, ausentes de Grajaú. Mais um instante e o suspenso sonho se quebraria, cedendo talvez à gravidade com que se pediam.

   Mas ambos eram comprometidos.

   Ela com sua infância impossível, o centro da inocência que só se abriria quando ela fosse uma mulher. Ele, com sua natureza aprisionada.

   A dona esperava impaciente sob o guarda‐sol. O basset ruivo afinal despregou‐se da menina e saiu sonâmbulo. Ela ficou espantada, com o acontecimento nas mãos, numa mudez que nem pai nem mãe compreenderiam. Acompanhou‐o com olhos pretos que mal acreditavam, debruçada sobre a bolsa e os joelhos, até vê‐lo dobrar a outra esquina.

Mas ele foi mais forte que ela. Nem uma só vez olhou para trás.


(Clarice Lispector. Felicidade Clandestina: Contos. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. Adaptado.)
A ideia central, o mais relevante de um texto ou de outra manifestação do pensamento, é a base que sustenta e defende o autor e que lhe permite contar o que deseja. É possível depreender que a ideia central do texto é: 
Alternativas
Q4068389 Direito Processual Penal
O caso hipotético contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


“Carmen, 42 anos, é casada com Jorge há 17, possuem dois filhos, MFS. de 11 anos e PFS. de seis. A família mora em uma residência própria e o casal trabalha de carteira assinada; Jorge costuma fazer uso de bebida alcoólica; é uma pessoa agressiva, ameaça constantemente sua esposa, obrigando-a a lhe entregar todo o seu salário, a fim de custear seus gastos próprios; e mantém a posse de todos os seus documentos. Certo dia, Jorge chegou em casa e desferiu-lhe chutes e socos, deixando-a com vários hematomas. Cansada, Carmen decidiu chamar a polícia e denunciar o seu esposo pela violência que vem sofrendo.”
Considerando o disposto na Lei Maria da Penha e em relação ao caso exposto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4068388 Legislação Federal
O caso hipotético contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


“Carmen, 42 anos, é casada com Jorge há 17, possuem dois filhos, MFS. de 11 anos e PFS. de seis. A família mora em uma residência própria e o casal trabalha de carteira assinada; Jorge costuma fazer uso de bebida alcoólica; é uma pessoa agressiva, ameaça constantemente sua esposa, obrigando-a a lhe entregar todo o seu salário, a fim de custear seus gastos próprios; e mantém a posse de todos os seus documentos. Certo dia, Jorge chegou em casa e desferiu-lhe chutes e socos, deixando-a com vários hematomas. Cansada, Carmen decidiu chamar a polícia e denunciar o seu esposo pela violência que vem sofrendo.”
Conforme consta na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), no que dispõe sobre o atendimento pela autoridade policial, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Respostas
1461: C
1462: D
1463: A
1464: A
1465: A
1466: D
1467: C
1468: B
1469: A
1470: A
1471: A
1472: B
1473: B
1474: A
1475: D
1476: D
1477: D
1478: B
1479: D
1480: C