Questões de Concurso Para prefeitura de vila pavão - es

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Q3575780 Saúde Pública
As doenças que ocorrem numa comunidade podem ser separadas em dois grupos: as doenças transmissíveis e as doenças não-transmissíveis. Sobre as doenças transmissíveis, registre V, para verdadeiro, e F, para falso:
(__)São doenças capazes de "passar" de um homem para outro homem ou de um animal para o homem.
(__)O sarampo, a tuberculose, a esquistossomose, a asma, o bócio, a sífilis, a poliomielite, a difteria e o câncer são doenças transmissíveis.
(__)Para ocorrer uma doença transmissível é necessário que um agente infeccioso penetre no corpo de um indivíduo e se desenvolva nos seus tecidos.
Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/bvs
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
Alternativas
Q3575779 Saúde Pública
No que se refere a noções básicas de Epidemiologia, analise o texto abaixo:
A___mede o número de casos novos de uma doença, episódios ou eventos na população dentro de um período definido de tempo (dia, semana, mês, ano). Consiste em um dos melhores indicadores para avaliar se uma condição está diminuindo, aumentando ou permanecendo estável, pois indica o número de pessoas da população que passou de um estado de não-doente para doente.
Fonte: http://bichosonline.vet.br
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna na afirmativa acima.
Alternativas
Q3575778 Patologia
A dengue é, hoje, a mais importante arbovirose que afeta o homem e constitui-se em sério problema de saúde pública no mundo, especialmente nos países tropicais.
Fonte: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes No que se refere a dengue, analise as afirmativas abaixo:
I.A dengue é uma doença febril aguda, de etiologia viral e de evolução benigna na forma clássica, e grave quando se apresenta na forma hemorrágica.
II.Os vetores são mosquitos do gênero Aedes.
III.A transmissão se faz pela picada do Aedes aegypti, no ciclo homem - Aedes Aegypti - homem.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3575777 Direito Sanitário
De acordo com a Lei nº 9.782/99 que define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e dá outras providências, analise as afirmativas abaixo: São considerados bens e produtos submetidos ao controle e fiscalização sanitária pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA:
I.Alimentos, inclusive bebidas, águas envasadas, seus insumos, suas embalagens, aditivos alimentares, limites de contaminantes orgânicos, resíduos de agrotóxicos e de medicamentos veterinários.
II.Cosméticos, produtos de higiene pessoal e perfumes. 
III.Órgãos, tecidos humanos e veterinários para uso em transplantes ou reconstituições.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3575776 Direito Sanitário
De acordo com a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, registre V, para verdadeiro, e F, para falso, no que se refere a organização, direção e gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).
(__)A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) é única.
(__)A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) será exercida pelo Ministério da Saúde, no âmbito da União.
(__)A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) será exercida pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente, no âmbito dos Estados e do Distrito Federal.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
Alternativas
Q3575775 Patologia
A Hepatite A é uma infecção causada pelo vírus A da hepatite, também conhecida como "hepatite infecciosa". Na maioria dos casos, a hepatite A é uma doença de caráter benigno, contudo o curso sintomático e a letalidade aumentam com a idade. Sobre a Hepatite A, registre V, para verdadeiro, e F, para falso:
(__)A Hepatite A pode ser transmitida por água e alimentos contaminados ou de uma pessoa para outra.
(__)Não existe vacina contra o vírus da hepatite A, sendo assim, a melhor maneira de evitá-la se dá pelo saneamento básico, tratamento adequado da água, alimentos bem cozidos e pelo ato de lavar sempre as mãos antes das refeições.
(__)A Hepatite A não pode ser diagnosticada através de exame de sangue.
Fonte: https://www.gov.br/saude/
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA.
Alternativas
Q3575774 Patologia
Dentre as opções citadas abaixo, assinale a alternativa que corresponde a doença infecciosa febril aguda que é transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos) infectados por bactéria, sua penetração ocorre a partir da pele com lesões, pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou por meio de mucosas.
Alternativas
Q3575773 Direito Sanitário
No que se refere a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, analise a afirmativa abaixo:
Entende-se por____um conjunto de ações capaz de eliminar, diminuir ou prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas_____decorrentes do meio ambiente, da produção e circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde, abrangendo: o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde, compreendidas todas as etapas e processos, da produção ao consumo e o controle da prestação de serviços que se relacionam direta ou indiretamente com a saúde.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas na afirmativa acima. 
Alternativas
Q3575772 Engenharia Ambiental e Sanitária
O destino adequado dos dejetos humanos é de extrema importância sanitária, pois desempenha um papel fundamental na prevenção de doenças e na preservação da saúde pública. Nesse sentido, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3575771 Saúde Pública
No que refere as Doenças de Notificação Compulsória, analise as afirmativas abaixo:
I.As Doenças de Notificação Compulsória são aquelas, no qual os profissionais de saúde e instituições de saúde são legalmente obrigados a informar às autoridades de saúde pública quando diagnosticam ou suspeitam dessas doenças em um paciente.
II.A notificação deve ser realizada por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan.
III.Para incorporar um agravo ou doença à lista de notificação compulsória é necessário considerar alguns aspectos, a exemplo de características que possam apresentar riscos à saúde pública.
Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/ svsa/notificacao-compulsoria
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3575770 Saúde Pública
Dentre as opções citadas abaixo, assinale a alternativa que corresponde ao indicador de saúde utilizado para designar o conjunto de casos de uma dada afecção ou a soma de agravos à saúde que atingem um grupo de indivíduos.
Alternativas
Q3575767 Matemática
Kátia tem 28 garrafas de vinho, 36 caixas de biscoitos finos, 16 jarrinhos de flor e 20 caixas de bombons para montar cestas e dar de presente no Natal. Quantas cestas iguais ela consegue fazer com o número máximo de cada item? 
Alternativas
Q3575765 Matemática
A distância entre a casa de Lucas e o seu local de trabalho é o dobro da distância que há entre o trabalho e a sua faculdade, que por sua vez é um terço da distância entre a faculdade e a casa de sua namorada. Se para ir de casa para o trabalho, do trabalho para a faculdade e da faculdade para a casa de sua namorada Lucas percorre 48 km, qual é a distância entre sua casa e seu local de trabalho?
Alternativas
Q3575764 Noções de Informática
Os softwares de acessibilidade procuram atender esta parte da população oferecendo alguns recursos para facilitar o manuseio do computador.
Fonte: https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/413/2018/12/ arte_informatica_basica.pdf
Marque a alternativa CORRETA que corresponde a um software de acessibilidade.
Alternativas
Q3575752 Noções de Informática

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


'Empresas já leem nossas mentes e vão saber ainda mais com neurotecnologia', diz pesquisadora 


Alguns anos atrás, a ideia de "ameaça à privacidade de pensamento" estava mais para 1984, de George Orwell, e para o terreno da ficção científica distópica.


Para Nita Farahany, professora da Universidade Duke (EUA) que se especializou em pesquisar as consequências das novas tecnologias e suas implicações éticas, essa ameaça já é presente hoje e deve ser levada a sério.


A iraniana-americana lançou neste ano o livro The Battle for your Brain: Defending the Right to Think Freely in the Age of Neurotechnology ("A Batalha pelo seu Cérebro: Defendendo o Direito de Pensar Livremente na Era da Neurotecnologia", em tradução livre, sem edição brasileira).


Mas como é possível ler o nosso cérebro? Bem, de fato ainda não existe — como na ficção — uma supermáquina que entra na cabeça de uma pessoa e entrega uma lista completa de ideias e conceitos.


Na verdade, explica Farahany, as defesas da nossa privacidade de pensamento começaram a ser derrubadas sem a necessidade de examinar diretamente o cérebro. 


Isso foi possível com a vasta quantidade de dados pessoais compartilhada em redes sociais e outros apps, que é analisada por algoritmos e depois monetizada.


Hoje as companhias de tecnologia detêm informações importantes sobre nós: quem são nossos amigos, qual conteúdo gera emoção (e, importante, que tipo de emoção), as preferências políticas, em quais produtos clicamos, por onde circulamos ao longo do dia e algumas das transações financeiras.


"Tudo isso está sendo usado por empresas para criar perfis muito precisos sobre quem somos e assim entender nossas preferências e nossos desejos", diz Farahany em entrevista à BBC News Brasil. "É importante as pessoas entenderem que elas já estão em um mundo onde mentes são lidas."


Outra fronteira do nosso funcionamento interno começa a ser explorada com a popularização de smartwatches (relógios inteligentes), que reúnem dados sobre batimento cardíaco, níveis de estresse, qualidade do sono e muito mais.


Mas o avanço da neurotecnologia, com equipamentos em contato direto com a cabeça, leva tudo isso a um novo patamar, com mais dados e mais precisão.


Ela explica que sensores cerebrais são justamente parecidos com sensores de frequência cardíaca encontrados nos smartwatches ou em anéis que medem a temperatura do corpo quando captam atividade elétrica no cérebro.


"E toda vez que você pensa, ou toda vez que sente algo, os neurônios disparam em seu cérebro, emitindo pequenas descargas elétricas. Padrões característicos podem ser usados para tirar conclusões", afirma.


"Por exemplo, se você vê uma propaganda e sente alegria ou estresse ou raiva, tédio, envolvimento... todas essas reações podem ser captadas por meio da atividade elétrica em seu cérebro e decodificadas com a inteligência artificial mais avançada."


Ou seja, esses sinais cerebrais transmitem o que sentimos, observamos, imaginamos ou pensamos.


Farahany afirma que as pessoas precisam compreender e aceitar que o cérebro "não é inteiramente delas".


Essa situação leva a própria filosofia a questionar o conceito de livre arbítrio, ou seja, o poder de um indivíduo de optar por suas ações.


"Imagine que você se proponha no começo da semana a não passar mais de uma hora por dia nas redes sociais. Aí você descobre no final que você gastou quatro horas por dia. O que aconteceu?", pondera a professora de Direito e Filosofia na Duke.


"Se existem algoritmos projetados para te capturar quando você quer se desconectar, se existem notificações quando você fica muito tempo fora do celular, se você quer assistir a só um episódio da série e o próximo começa automaticamente, você usou seu livre arbítrio? São ferramentas e técnicas projetadas para prejudicar aquilo com que você se comprometeu."


'Tecnologia em si raramente é o problema' 


Farahany, ao contrário do que se possa pensar, é uma grande entusiasta dos avanços da neurotecnologia.


Ela enumera ao longo de The Battle for Your Brain uma longa lista de contextos em que o monitoramento cerebral poderia melhorar a humanidade e salvar vidas.


"O que eu proponho é um equilíbrio. É tanto uma forma de as pessoas enxergarem os aspectos positivos da tecnologia, mas também de estarem protegidas contra os riscos mais significativos", diz.


"Para chegar lá, é necessário mudar a forma como pensamos a nossa relação com a tecnologia. A tecnologia raramente é o problema. Quase sempre é o mau uso."


"Não se trata de encampar posições absolutas do tipo 'tudo isso é ruim' ou 'tudo isso é ótimo', mas tentar definir quais são as funcionalidades dessa tecnologia para o bem comum e quais são os riscos de uso indevido."


Esses cenários de um futuro não tão distante, no entanto, são complexos, cheios de facas de dois gumes.


A neurotecnologia poderá reduzir o número de acidentes fatais ao acompanhar os graus de desatenção e, principalmente, de fadiga que atingem caminhoneiros e condutores de trem/metrô, por exemplo. 


Essa mesma funcionalidade pode ser abusada por uma empresa ou escola em busca da produtividade total, em que momentos de distração de um empregado ou aluno são vigiados, registrados e eventualmente punidos.


Uma pulseira que capta ondas eletromagnéticas enviadas pelo cérebro para movimentar braços e mãos poderá transformar esses impulsos em sinais eletrônicos e tornar experiências digitais ou de realidade virtual muito mais intuitivas e integradas.


E há um potencial ainda mais importante nesse dispositivo: o de detectar os estágios iniciais de uma doença neurodegenerativa. A análise das atividades cerebrais como um todo poderá representar um salto imenso para a medicina e a longevidade.


Por outro lado, escreve Farahany no livro, a mesma pulseira também perceberá "se você está envolvido em uma atividade íntima usando suas mãos em seu quarto".


E todos esses dados nas mãos de governos?


Mas para a professora iraniana-americana a grande preocupação em relação à privacidade individual está em governos de posse de uma gama cada mais ampla de dados pessoais.


Ela relata que o Departamento de Defesa dos EUA financiou uma empresa que desenvolveu um sistema biométrico que combina dados de ondas cerebrais, estados cognitivos, reconhecimento facial, análise das pupilas dos olhos e mudanças na quantidade de suor produzido.


Já na China, uma reportagem de 2018 do jornal South China Morning Post contava que trabalhadores de diversos ramos e integrantes de forças militares do país já usavam monitores de ondas cerebrais para detectar picos emocionais como depressão, ansiedade ou raiva.


Além do uso para melhorar performances e assim o resultado financeiro de empresas, a reportagem dizia que outro objetivo era "manter a estabilidade social" chinesa.


Farahany afirma que, na maioria dos países, as leis sobre privacidade não contemplam explicitamente o direito à privacidade mental.


"Acredito que as Nações Unidas precisam avançar no sentido de reconhecer o que chamo de 'direito à liberdade cognitiva'. Um direito universal que nos direcionaria a uma atualização da privacidade, que diga explicitamente que há direito à privacidade mental, um direito de estar protegido contra interferências na maneira como pensamos e sentimos."


Ela diz que "liberdade de pensamento" é hoje aplicada e entendida como sendo estritamente a respeito de liberdade de religião e de crença.


"Acho que precisamos expandir esse entendimento para haver uma proteção contra a interferência, a manipulação e a punição contra o pensamento."


O problema é que a tecnologia se desenvolve sempre mais rápido que o debate e a aprovação de uma legislação, e empresas e governos se aproveitam dos vazios de legalidade.


"Trata-se realmente de tentar descobrir o quanto antes, e também conforme a tecnologia evolui, quais são seus benefícios e riscos. E depois esclarecer o que está em jogo e desenvolver um regime regulatório que aborde isso. Nem sempre é fácil de fazer", reconhece Farahany.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88jmpl902lo 

De acordo com a professora Nita Farahany, como as empresas de tecnologia estão coletando informações sobre as pessoas para entender suas preferências e desejos?
Alternativas
Q3575751 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


'Empresas já leem nossas mentes e vão saber ainda mais com neurotecnologia', diz pesquisadora 


Alguns anos atrás, a ideia de "ameaça à privacidade de pensamento" estava mais para 1984, de George Orwell, e para o terreno da ficção científica distópica.


Para Nita Farahany, professora da Universidade Duke (EUA) que se especializou em pesquisar as consequências das novas tecnologias e suas implicações éticas, essa ameaça já é presente hoje e deve ser levada a sério.


A iraniana-americana lançou neste ano o livro The Battle for your Brain: Defending the Right to Think Freely in the Age of Neurotechnology ("A Batalha pelo seu Cérebro: Defendendo o Direito de Pensar Livremente na Era da Neurotecnologia", em tradução livre, sem edição brasileira).


Mas como é possível ler o nosso cérebro? Bem, de fato ainda não existe — como na ficção — uma supermáquina que entra na cabeça de uma pessoa e entrega uma lista completa de ideias e conceitos.


Na verdade, explica Farahany, as defesas da nossa privacidade de pensamento começaram a ser derrubadas sem a necessidade de examinar diretamente o cérebro. 


Isso foi possível com a vasta quantidade de dados pessoais compartilhada em redes sociais e outros apps, que é analisada por algoritmos e depois monetizada.


Hoje as companhias de tecnologia detêm informações importantes sobre nós: quem são nossos amigos, qual conteúdo gera emoção (e, importante, que tipo de emoção), as preferências políticas, em quais produtos clicamos, por onde circulamos ao longo do dia e algumas das transações financeiras.


"Tudo isso está sendo usado por empresas para criar perfis muito precisos sobre quem somos e assim entender nossas preferências e nossos desejos", diz Farahany em entrevista à BBC News Brasil. "É importante as pessoas entenderem que elas já estão em um mundo onde mentes são lidas."


Outra fronteira do nosso funcionamento interno começa a ser explorada com a popularização de smartwatches (relógios inteligentes), que reúnem dados sobre batimento cardíaco, níveis de estresse, qualidade do sono e muito mais.


Mas o avanço da neurotecnologia, com equipamentos em contato direto com a cabeça, leva tudo isso a um novo patamar, com mais dados e mais precisão.


Ela explica que sensores cerebrais são justamente parecidos com sensores de frequência cardíaca encontrados nos smartwatches ou em anéis que medem a temperatura do corpo quando captam atividade elétrica no cérebro.


"E toda vez que você pensa, ou toda vez que sente algo, os neurônios disparam em seu cérebro, emitindo pequenas descargas elétricas. Padrões característicos podem ser usados para tirar conclusões", afirma.


"Por exemplo, se você vê uma propaganda e sente alegria ou estresse ou raiva, tédio, envolvimento... todas essas reações podem ser captadas por meio da atividade elétrica em seu cérebro e decodificadas com a inteligência artificial mais avançada."


Ou seja, esses sinais cerebrais transmitem o que sentimos, observamos, imaginamos ou pensamos.


Farahany afirma que as pessoas precisam compreender e aceitar que o cérebro "não é inteiramente delas".


Essa situação leva a própria filosofia a questionar o conceito de livre arbítrio, ou seja, o poder de um indivíduo de optar por suas ações.


"Imagine que você se proponha no começo da semana a não passar mais de uma hora por dia nas redes sociais. Aí você descobre no final que você gastou quatro horas por dia. O que aconteceu?", pondera a professora de Direito e Filosofia na Duke.


"Se existem algoritmos projetados para te capturar quando você quer se desconectar, se existem notificações quando você fica muito tempo fora do celular, se você quer assistir a só um episódio da série e o próximo começa automaticamente, você usou seu livre arbítrio? São ferramentas e técnicas projetadas para prejudicar aquilo com que você se comprometeu."


'Tecnologia em si raramente é o problema' 


Farahany, ao contrário do que se possa pensar, é uma grande entusiasta dos avanços da neurotecnologia.


Ela enumera ao longo de The Battle for Your Brain uma longa lista de contextos em que o monitoramento cerebral poderia melhorar a humanidade e salvar vidas.


"O que eu proponho é um equilíbrio. É tanto uma forma de as pessoas enxergarem os aspectos positivos da tecnologia, mas também de estarem protegidas contra os riscos mais significativos", diz.


"Para chegar lá, é necessário mudar a forma como pensamos a nossa relação com a tecnologia. A tecnologia raramente é o problema. Quase sempre é o mau uso."


"Não se trata de encampar posições absolutas do tipo 'tudo isso é ruim' ou 'tudo isso é ótimo', mas tentar definir quais são as funcionalidades dessa tecnologia para o bem comum e quais são os riscos de uso indevido."


Esses cenários de um futuro não tão distante, no entanto, são complexos, cheios de facas de dois gumes.


A neurotecnologia poderá reduzir o número de acidentes fatais ao acompanhar os graus de desatenção e, principalmente, de fadiga que atingem caminhoneiros e condutores de trem/metrô, por exemplo. 


Essa mesma funcionalidade pode ser abusada por uma empresa ou escola em busca da produtividade total, em que momentos de distração de um empregado ou aluno são vigiados, registrados e eventualmente punidos.


Uma pulseira que capta ondas eletromagnéticas enviadas pelo cérebro para movimentar braços e mãos poderá transformar esses impulsos em sinais eletrônicos e tornar experiências digitais ou de realidade virtual muito mais intuitivas e integradas.


E há um potencial ainda mais importante nesse dispositivo: o de detectar os estágios iniciais de uma doença neurodegenerativa. A análise das atividades cerebrais como um todo poderá representar um salto imenso para a medicina e a longevidade.


Por outro lado, escreve Farahany no livro, a mesma pulseira também perceberá "se você está envolvido em uma atividade íntima usando suas mãos em seu quarto".


E todos esses dados nas mãos de governos?


Mas para a professora iraniana-americana a grande preocupação em relação à privacidade individual está em governos de posse de uma gama cada mais ampla de dados pessoais.


Ela relata que o Departamento de Defesa dos EUA financiou uma empresa que desenvolveu um sistema biométrico que combina dados de ondas cerebrais, estados cognitivos, reconhecimento facial, análise das pupilas dos olhos e mudanças na quantidade de suor produzido.


Já na China, uma reportagem de 2018 do jornal South China Morning Post contava que trabalhadores de diversos ramos e integrantes de forças militares do país já usavam monitores de ondas cerebrais para detectar picos emocionais como depressão, ansiedade ou raiva.


Além do uso para melhorar performances e assim o resultado financeiro de empresas, a reportagem dizia que outro objetivo era "manter a estabilidade social" chinesa.


Farahany afirma que, na maioria dos países, as leis sobre privacidade não contemplam explicitamente o direito à privacidade mental.


"Acredito que as Nações Unidas precisam avançar no sentido de reconhecer o que chamo de 'direito à liberdade cognitiva'. Um direito universal que nos direcionaria a uma atualização da privacidade, que diga explicitamente que há direito à privacidade mental, um direito de estar protegido contra interferências na maneira como pensamos e sentimos."


Ela diz que "liberdade de pensamento" é hoje aplicada e entendida como sendo estritamente a respeito de liberdade de religião e de crença.


"Acho que precisamos expandir esse entendimento para haver uma proteção contra a interferência, a manipulação e a punição contra o pensamento."


O problema é que a tecnologia se desenvolve sempre mais rápido que o debate e a aprovação de uma legislação, e empresas e governos se aproveitam dos vazios de legalidade.


"Trata-se realmente de tentar descobrir o quanto antes, e também conforme a tecnologia evolui, quais são seus benefícios e riscos. E depois esclarecer o que está em jogo e desenvolver um regime regulatório que aborde isso. Nem sempre é fácil de fazer", reconhece Farahany.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c88jmpl902lo 

De acordo com a professora Nita Farahany, qual é a visão dela sobre a tecnologia e sua influência?
Alternativas
Q3575402 Engenharia Mecânica
Qual é o componente do sistema de freio a tambor que é responsável por gerar o atrito necessário para a frenagem em um carro que possui esse tipo de freio? 
Alternativas
Q3575401 Engenharia Mecânica
Em um motor a combustão interna, qual é o componente que desempenha a função de gerar uma faísca elétrica para iniciar a queima da mistura ar/combustível no interior dos cilindros? Marque a opção que descreve corretamente esse componente. 
Alternativas
Q3575400 Engenharia Mecânica
Um motorista estava dirigindo seu carro quando começou a sentir vibrações no volante. Ele levou o carro a uma oficina mecânica, onde o mecânico realizou um procedimento para equilibrar as rodas. O problema foi resolvido e o motorista pode continuar sua viagem sem problemas. Qual é o nome deste procedimento realizado pelo mecânico?
Alternativas
Q3575399 Engenharia Mecânica
Um mecânico estava trabalhando em um carro que não estava dando partida. Ele examinou o motor e descobriu que a vela de ignição estava com defeito. O mecânico sabe que a vela de ignição é composta por várias partes, ele olhou para a vela de ignição atentamente e pensou: Qual é a parte da vela responsável em produz a faísca que acende a mistura de ar/combustível? 
Alternativas
Respostas
541: B
542: A
543: C
544: D
545: D
546: D
547: D
548: B
549: C
550: C
551: A
552: B
553: C
554: D
555: D
556: D
557: D
558: B
559: C
560: B