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Q4018137 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos

A mulher estava imóvel, exceto pelas subidas e descidas da sua respiração. Seus olhos estavam fixos e concentrados e as mãos fechadas como em um soco. Palavras se formavam em uma tela à sua frente e se reuniam lentamente, formando frases inteiras, que ela não conseguia dizer em voz alta.
Ela tem 52 anos de idade e ficou paralisada por um AVC 19 anos antes, sem poder falar com clareza. Mas, agora, seu monólogo interno aparecia em frente aos seus olhos.
Identificada apenas como participante T16, a mulher recebeu um minúsculo feixe de eletrodos, inserido cirurgicamente em um lóbulo na frente do cérebro.
Agora, um computador, alimentado por uma forma de inteligência artificial, decodifica os sinais produzidos pelos seus neurônios enquanto ela imagina dizer palavras. O sistema traduz os sinais em texto e mostra em uma tela.
Ela fez parte de um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia, ao lado de três outros pacientes com a doença neurodegenerativa esclerose lateral amiotrófica (ELA). O objetivo é testar uma técnica capaz de traduzir pensamentos em texto, em tempo real.
Foi o mais próximo que os cientistas já chegaram de uma forma de "ler pensamentos".
Os pesquisadores publicaram suas realizações em agosto de 2025. Alguns meses depois, pesquisadores japoneses revelaram uma técnica de "legendar a mente", capaz de gerar descrições precisas e detalhadas do que uma pessoa está observando ou imaginando.
Ela combina três ferramentas de IA diferentes com imagens cerebrais não invasivas para traduzir a atividade cerebral da pessoa.
Estes dois estudos são os mais recentes de uma série de inovações que vêm oferecendo aos neurocientistas uma nova visão do funcionamento interno do cérebro humano e fornecendo oportunidades de ajudar pessoas incapazes de se comunicar de outra maneira.
Algum dia, estes avanços poderão transformar radicalmente a forma como todos nós interagimos com o mundo à nossa volta e até entre nós mesmos.
"Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em escala", afirma a neuroengenheira Maitreyee Wairagkar, que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos.  
Diversas empresas, incluindo a Neuralink, de Elon Musk, já procuram produzir chips cerebrais comerciais que trarão esta tecnologia do laboratório para o mundo real.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg59xg4zego
"Identificada apenas como participante T16, a mulher recebeu um minúsculo feixe de eletrodos, inserido cirurgicamente em um lóbulo na frente do cérebro."
Considerando a acentuação dos vocábulos presentes no texto, bem como daqueles apresentados fora de contexto, analise as afirmativas a seguir:
I. O vocábulo 'eletrodo', sem acento, deve ser pronunciado com a penúltima sílaba tônica, sendo, portanto, uma palavra paroxítona, assim como os vocábulos 'avaro' e 'rubrica', todos grafados corretamente sem acento.
II. A regra de acentuação aplicada ao vocábulo 'minúsculo' difere daquela que se aplica aos vocábulos 'cheiíssimo' e 'veículo', pois estes últimos seguem outra regra específica de acentuação.
III. O vocábulo 'feixe' é uma palavra paroxítona com ditongo, que nunca recebeu acento. Diferentemente de 'boia' e 'anzois', que também são paroxítonas com ditongos, mas perderam o acento por apresentarem ditongos abertos.
IV. O verbo 'ler', quando conjugado na terceira pessoa do plural do presente do indicativo, exemplifica um caso de palavra que sofreu alteração com o Novo Acordo Ortográfico. Diferentemente, os verbos 'ter' e 'pôr' não sofreram alterações.
Após análise, identifique a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS. 
Alternativas
Q4018136 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos

A mulher estava imóvel, exceto pelas subidas e descidas da sua respiração. Seus olhos estavam fixos e concentrados e as mãos fechadas como em um soco. Palavras se formavam em uma tela à sua frente e se reuniam lentamente, formando frases inteiras, que ela não conseguia dizer em voz alta.
Ela tem 52 anos de idade e ficou paralisada por um AVC 19 anos antes, sem poder falar com clareza. Mas, agora, seu monólogo interno aparecia em frente aos seus olhos.
Identificada apenas como participante T16, a mulher recebeu um minúsculo feixe de eletrodos, inserido cirurgicamente em um lóbulo na frente do cérebro.
Agora, um computador, alimentado por uma forma de inteligência artificial, decodifica os sinais produzidos pelos seus neurônios enquanto ela imagina dizer palavras. O sistema traduz os sinais em texto e mostra em uma tela.
Ela fez parte de um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia, ao lado de três outros pacientes com a doença neurodegenerativa esclerose lateral amiotrófica (ELA). O objetivo é testar uma técnica capaz de traduzir pensamentos em texto, em tempo real.
Foi o mais próximo que os cientistas já chegaram de uma forma de "ler pensamentos".
Os pesquisadores publicaram suas realizações em agosto de 2025. Alguns meses depois, pesquisadores japoneses revelaram uma técnica de "legendar a mente", capaz de gerar descrições precisas e detalhadas do que uma pessoa está observando ou imaginando.
Ela combina três ferramentas de IA diferentes com imagens cerebrais não invasivas para traduzir a atividade cerebral da pessoa.
Estes dois estudos são os mais recentes de uma série de inovações que vêm oferecendo aos neurocientistas uma nova visão do funcionamento interno do cérebro humano e fornecendo oportunidades de ajudar pessoas incapazes de se comunicar de outra maneira.
Algum dia, estes avanços poderão transformar radicalmente a forma como todos nós interagimos com o mundo à nossa volta e até entre nós mesmos.
"Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em escala", afirma a neuroengenheira Maitreyee Wairagkar, que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos.  
Diversas empresas, incluindo a Neuralink, de Elon Musk, já procuram produzir chips cerebrais comerciais que trarão esta tecnologia do laboratório para o mundo real.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg59xg4zego
"Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em escala", afirma a neuroengenheira Maitreyee Wairagkar, que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos. Com base nas orações que formam o período acima, analise as afirmativas:
I. No período, há uma oração principal e uma oração subordinada adjetiva explicativa.
II. A oração 'que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores...' é uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
III. O verbo 'começar' pertence a uma oração com sujeito oculto, diferentemente da frase 'Despediram-se muito cedo os amigos', que apresenta sujeito indeterminado. 
IV. O verbo 'afirmar' apresenta um objeto direto oracional.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4018135 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos

A mulher estava imóvel, exceto pelas subidas e descidas da sua respiração. Seus olhos estavam fixos e concentrados e as mãos fechadas como em um soco. Palavras se formavam em uma tela à sua frente e se reuniam lentamente, formando frases inteiras, que ela não conseguia dizer em voz alta.
Ela tem 52 anos de idade e ficou paralisada por um AVC 19 anos antes, sem poder falar com clareza. Mas, agora, seu monólogo interno aparecia em frente aos seus olhos.
Identificada apenas como participante T16, a mulher recebeu um minúsculo feixe de eletrodos, inserido cirurgicamente em um lóbulo na frente do cérebro.
Agora, um computador, alimentado por uma forma de inteligência artificial, decodifica os sinais produzidos pelos seus neurônios enquanto ela imagina dizer palavras. O sistema traduz os sinais em texto e mostra em uma tela.
Ela fez parte de um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia, ao lado de três outros pacientes com a doença neurodegenerativa esclerose lateral amiotrófica (ELA). O objetivo é testar uma técnica capaz de traduzir pensamentos em texto, em tempo real.
Foi o mais próximo que os cientistas já chegaram de uma forma de "ler pensamentos".
Os pesquisadores publicaram suas realizações em agosto de 2025. Alguns meses depois, pesquisadores japoneses revelaram uma técnica de "legendar a mente", capaz de gerar descrições precisas e detalhadas do que uma pessoa está observando ou imaginando.
Ela combina três ferramentas de IA diferentes com imagens cerebrais não invasivas para traduzir a atividade cerebral da pessoa.
Estes dois estudos são os mais recentes de uma série de inovações que vêm oferecendo aos neurocientistas uma nova visão do funcionamento interno do cérebro humano e fornecendo oportunidades de ajudar pessoas incapazes de se comunicar de outra maneira.
Algum dia, estes avanços poderão transformar radicalmente a forma como todos nós interagimos com o mundo à nossa volta e até entre nós mesmos.
"Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em escala", afirma a neuroengenheira Maitreyee Wairagkar, que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos.  
Diversas empresas, incluindo a Neuralink, de Elon Musk, já procuram produzir chips cerebrais comerciais que trarão esta tecnologia do laboratório para o mundo real.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg59xg4zego
Com base no texto "Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos", julgue as afirmativas a seguir:
I. O estudo da Universidade de Stanford envolveu apenas pacientes que tinham sofrido AVC recentemente e que haviam perdido totalmente a capacidade de falar.
II. O sistema desenvolvido traduz pensamentos em texto em tempo real, permitindo que a mulher voltasse a falar fluentemente em voz alta, sem depender de qualquer tecnologia adicional.
III. Pesquisadores japoneses replicaram exatamente a técnica desenvolvida em Stanford, utilizando implantes cerebrais idênticos e submetendo todos os pacientes aos mesmos procedimentos cirúrgicos.
IV. A técnica usada combina inteligência artificial com sinais neurais, decodificando o que a pessoa imagina dizer, sem necessidade de comunicação verbal.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS. 
Alternativas
Q4018134 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos

A mulher estava imóvel, exceto pelas subidas e descidas da sua respiração. Seus olhos estavam fixos e concentrados e as mãos fechadas como em um soco. Palavras se formavam em uma tela à sua frente e se reuniam lentamente, formando frases inteiras, que ela não conseguia dizer em voz alta.
Ela tem 52 anos de idade e ficou paralisada por um AVC 19 anos antes, sem poder falar com clareza. Mas, agora, seu monólogo interno aparecia em frente aos seus olhos.
Identificada apenas como participante T16, a mulher recebeu um minúsculo feixe de eletrodos, inserido cirurgicamente em um lóbulo na frente do cérebro.
Agora, um computador, alimentado por uma forma de inteligência artificial, decodifica os sinais produzidos pelos seus neurônios enquanto ela imagina dizer palavras. O sistema traduz os sinais em texto e mostra em uma tela.
Ela fez parte de um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia, ao lado de três outros pacientes com a doença neurodegenerativa esclerose lateral amiotrófica (ELA). O objetivo é testar uma técnica capaz de traduzir pensamentos em texto, em tempo real.
Foi o mais próximo que os cientistas já chegaram de uma forma de "ler pensamentos".
Os pesquisadores publicaram suas realizações em agosto de 2025. Alguns meses depois, pesquisadores japoneses revelaram uma técnica de "legendar a mente", capaz de gerar descrições precisas e detalhadas do que uma pessoa está observando ou imaginando.
Ela combina três ferramentas de IA diferentes com imagens cerebrais não invasivas para traduzir a atividade cerebral da pessoa.
Estes dois estudos são os mais recentes de uma série de inovações que vêm oferecendo aos neurocientistas uma nova visão do funcionamento interno do cérebro humano e fornecendo oportunidades de ajudar pessoas incapazes de se comunicar de outra maneira.
Algum dia, estes avanços poderão transformar radicalmente a forma como todos nós interagimos com o mundo à nossa volta e até entre nós mesmos.
"Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em escala", afirma a neuroengenheira Maitreyee Wairagkar, que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos.  
Diversas empresas, incluindo a Neuralink, de Elon Musk, já procuram produzir chips cerebrais comerciais que trarão esta tecnologia do laboratório para o mundo real.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg59xg4zego
"Diversas empresas, incluindo a Neuralink, de Elon Musk, já procuram produzir chips cerebrais comerciais que trarão esta tecnologia do laboratório para o mundo real."
No trecho acima, tanto as formas verbais quanto nominais estabeleceram concordância correta. Considerando as regras de concordância nominal e verbal segundo a norma-padrão, analise as frases a seguir:
I. Devem haver cinco premiados na cerimônia de entrega dos prêmios.
II. Da turma, 70% conseguiu atingir a meta.
III. Aos poucos clara se mostravam a situação e o perigo.
IV. É proibido a permanência de pessoas estranhas no recinto.
Levando em conta as regras de concordância verbal e nominal, assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4018133 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como a inteligência artificial já consegue ler pensamentos

A mulher estava imóvel, exceto pelas subidas e descidas da sua respiração. Seus olhos estavam fixos e concentrados e as mãos fechadas como em um soco. Palavras se formavam em uma tela à sua frente e se reuniam lentamente, formando frases inteiras, que ela não conseguia dizer em voz alta.
Ela tem 52 anos de idade e ficou paralisada por um AVC 19 anos antes, sem poder falar com clareza. Mas, agora, seu monólogo interno aparecia em frente aos seus olhos.
Identificada apenas como participante T16, a mulher recebeu um minúsculo feixe de eletrodos, inserido cirurgicamente em um lóbulo na frente do cérebro.
Agora, um computador, alimentado por uma forma de inteligência artificial, decodifica os sinais produzidos pelos seus neurônios enquanto ela imagina dizer palavras. O sistema traduz os sinais em texto e mostra em uma tela.
Ela fez parte de um estudo da Universidade de Stanford, no Estado americano da Califórnia, ao lado de três outros pacientes com a doença neurodegenerativa esclerose lateral amiotrófica (ELA). O objetivo é testar uma técnica capaz de traduzir pensamentos em texto, em tempo real.
Foi o mais próximo que os cientistas já chegaram de uma forma de "ler pensamentos".
Os pesquisadores publicaram suas realizações em agosto de 2025. Alguns meses depois, pesquisadores japoneses revelaram uma técnica de "legendar a mente", capaz de gerar descrições precisas e detalhadas do que uma pessoa está observando ou imaginando.
Ela combina três ferramentas de IA diferentes com imagens cerebrais não invasivas para traduzir a atividade cerebral da pessoa.
Estes dois estudos são os mais recentes de uma série de inovações que vêm oferecendo aos neurocientistas uma nova visão do funcionamento interno do cérebro humano e fornecendo oportunidades de ajudar pessoas incapazes de se comunicar de outra maneira.
Algum dia, estes avanços poderão transformar radicalmente a forma como todos nós interagimos com o mundo à nossa volta e até entre nós mesmos.
"Nos próximos anos, começaremos a ver essas tecnologias sendo comercializadas e implementadas em escala", afirma a neuroengenheira Maitreyee Wairagkar, que desenvolve interfaces entre o cérebro e computadores no laboratório de neuropróteses da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos.  
Diversas empresas, incluindo a Neuralink, de Elon Musk, já procuram produzir chips cerebrais comerciais que trarão esta tecnologia do laboratório para o mundo real.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg59xg4zego
"Estes dois estudos são os mais recentes de uma série de inovações que vêm oferecendo aos neurocientistas uma nova visão do funcionamento interno do cérebro humano e fornecendo oportunidades de ajudar pessoas incapazes de se comunicar de outra maneira."
Com base na regência verbal, analise as afirmativas acerca dos verbos empregados no trecho, bem como de outros verbos em contextos distintos e marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__) O verbo 'oferecer' atua como bitransitivo, apresentando objeto direto e indireto explícitos no período.
(__) Semelhante à transitividade do verbo 'oferecer', o verbo 'informar' exige dois complementos, como em 'Informei ao cliente o andamento do processo'.
(__) O verbo 'agradar' quando significa 'acariciar' pede objeto direto, como em 'O pai a agradava'.
(__) O verbo 'satisfazer' pode exigir objeto direto ou complemento preposicionado, como em 'Satisfaço o seu pedido' e 'Satisfaço ao seu pedido', sendo ambas formas corretas.
Após análise, identifique a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. 
Alternativas
Q4018102 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, "como saúde, finanças pessoais e reputação".
Em relação à função sintática dos termos destacados no período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018101 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos "às" pessoas.
Em relação ao emprego do acento indicativo de crase no trecho destacado, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018100 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

O texto apresenta uma reflexão sobre o funcionamento dos sistemas de inteligência artificial utilizados na produção e circulação de informações na internet, abordando situações em que esses sistemas interagem com conteúdos disponíveis na rede e com as consultas feitas pelos usuários.
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018099 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

O método explora "fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots". Especialistas alertam que "as empresas de IA" avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar "a precisão das respostas".
Considerando a substituição adequada dos termos destacados por pronomes, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018098 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.
Em relação à concordância nominal presente no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018097 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado.
Em relação aos efeitos de sentido produzidos pelos termos do período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018096 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

Em menos de um dia, os principais chatbots já "reproduziam" a história absurda como se fosse verdadeira.


Em relação à regência verbal do verbo destacado no período, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4018095 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação.


Considerando a pontuação adequada à redação formal da norma padrão culta da língua portuguesa, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas
Q4018094 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

"Talvez" você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, "como" ChatGPT e Gemini, "às vezes" inventam informações.
Em relação à classificação gramatical dos termos destacados no período, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018093 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Levei 20 minutos para enganar ChatGPT e Gemini − e os fiz contar mentiras sobre mim


Talvez você já tenha ouvido que chatbots de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, às vezes inventam informações. Isso é preocupante. Mas existe um problema menos conhecido e potencialmente mais grave: a facilidade com que essas ferramentas são levadas a repetir conteúdos falsos, com efeitos sobre a busca por informação confiável e até sobre a segurança das pessoas.


Um número crescente de usuários descobriu um método simples para fazer sistemas de IA dizerem quase qualquer coisa. Essa estratégia interfere no que algumas das principais inteligências artificiais do mundo dizem sobre temas delicados, como saúde, finanças pessoais e reputação. Informações enviesadas influenciam decisões importantes, como escolhas de consumo, posicionamentos políticos e questões médicas.


Para demonstrar esse risco, um repórter realizou um experimento incomum: conseguiu fazer o ChatGPT, o Gemini e recursos de busca com IA do Google afirmarem que ele seria extraordinariamente habilidoso em comer cachorros-quentes. A experiência mostrou que alterar o que essas ferramentas dizem a outras pessoas é tão simples quanto publicar um único texto aparentemente informativo na internet.


O método explora fragilidades dos sistemas usados pelos chatbots. Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos. As empresas afirmam utilizar mecanismos para reduzir manipulações e manter resultados confiáveis, mas o problema ainda está longe de ser totalmente resolvido. Entre as possíveis consequências estão golpes, destruição de reputações e até situações que provoquem danos às pessoas.


Quando alguém conversa com um chatbot, parte da resposta vem do material usado no treinamento do modelo. Em outros casos, porém, a ferramenta consulta a internet para complementar a informação. É nesse momento que ela se torna mais vulnerável a conteúdos manipulados.


Foi justamente essa brecha que permitiu o experimento. O repórter escreveu, em seu próprio site, um artigo afirmando que havia um ranking dos melhores jornalistas de tecnologia em competições de cachorro-quente. Ele inventou um campeonato inexistente e colocou a si mesmo em primeiro lugar. Em menos de um dia, os principais chatbots já reproduziam a história absurda como se fosse verdadeira.


Ao perguntar quem seriam os melhores jornalistas de tecnologia em comer cachorros-quentes, as ferramentas passaram a repetir o conteúdo publicado. Em alguns casos, os sistemas sugeriam que aquilo poderia ser uma piada. Então, o autor alterou o texto para afirmar que não se tratava de sátira, e por algum tempo as IAs passaram a tratar o conteúdo com mais seriedade.


O problema, porém, não se limita a experiências curiosas. Pessoas usam esse mesmo mecanismo para influenciar respostas de IA sobre temas muito mais sensíveis. Muitas vezes, os sistemas indicam caminhos (links) para a fonte, mas raramente deixam claro que a informação pode vir de um único texto ou de uma fonte interessada no assunto.


Especialistas afirmam que qualquer pessoa pode produzir esse efeito com relativa facilidade, bastando publicar um conteúdo aparentemente confiável. Há décadas, mecanismos de busca enfrentam tentativas de manipulação, mas vários analistas consideram que a nova fase da IA reabriu espaço para práticas que lembram os primeiros tempos do spam na internet.


A situação se agrava porque os usuários tendem a confiar mais na resposta sintetizada pela IA do que nos resultados tradicionais de busca. Antes, era preciso acessar um site e avaliar seu conteúdo. Agora, a informação aparece diretamente na resposta da ferramenta, com tom de autoridade. Mesmo quando há indicação de fonte, as pessoas se mostram menos propensas a verificar o material original.


Chatbots funcionam relativamente bem em temas de conhecimento consolidado. O risco aumenta quando o assunto envolve controvérsia, atualização constante ou consequências práticas importantes. Por isso, essas ferramentas não devem ser tratadas como fonte suficiente para orientações médicas, jurídicas ou decisões que afetem diretamente a vida das pessoas.


Diante disso, é importante buscar informações complementares e observar se a IA apresenta fontes confiáveis. É essencial lembrar que essas ferramentas apresentam mentiras com o mesmo tom de segurança com que apresentam fatos. Se antes os mecanismos de busca obrigavam o usuário a avaliar as informações por conta própria, agora a IA faz isso em seu lugar. Por isso, não se deve abandonar o pensamento crítico.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy4w88ew21jo.adaptado.

Especialistas alertam que as empresas de IA avançam mais rápido do que sua capacidade de controlar a precisão das respostas, o que amplia os riscos.
Em relação ao sentido de palavras e expressões no trecho apresentado, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018090 Direito Administrativo
Em determinado órgão público, um servidor responsável pelo atendimento ao público passou a receber frequentemente solicitações de cidadãos que buscavam informações sobre processos administrativos em andamento. Em uma dessas situações, um usuário insistiu para que o servidor priorizasse a análise de seu pedido, alegando possuir relação pessoal com autoridades da administração municipal. Diante da insistência, o servidor recusou o pedido de tratamento diferenciado, informou que os processos seriam analisados conforme a ordem estabelecida pelos procedimentos administrativos e registrou formalmente a ocorrência junto à chefia imediata.
Considerando os princípios relacionados à ética no serviço público e à conduta profissional do agente público, analise os itens a seguir.
(__) O servidor público deve pautar sua atuação pelos princípios da legalidade, da impessoalidade e da moralidade administrativa, evitando conceder privilégios ou tratamento diferenciado que não esteja previsto em normas institucionais.
(__) A conduta ética do servidor público inclui a adoção de postura imparcial no atendimento aos cidadãos, assegurando tratamento igualitário e respeito aos procedimentos administrativos estabelecidos.
(__) A recusa do servidor em priorizar determinado pedido pode caracterizar falta de comprometimento com o atendimento ao cidadão, uma vez que a administração pública deve atender prioritariamente às demandas individuais apresentadas pelos usuários.
(__) O registro formal de situações que envolvam tentativas de obtenção de vantagens indevidas ou pressões para obtenção de tratamento privilegiado contribui para a transparência administrativa e para a integridade institucional.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Alternativas
Q4018088 Direito Administrativo
Em um órgão público municipal, um assistente administrativo atua no setor responsável pelo controle de documentos administrativos. Em determinado momento, um cidadão solicitou acesso a um processo administrativo arquivado no setor. Ao analisar o pedido, o servidor verificou que parte das informações contidas no processo envolvia dados que poderiam comprometer investigações administrativas ainda em andamento. Diante dessa situação, o assistente administrativo consultou as normas sobre acesso à informação, sigilo e preservação documental, que orientam a atuação dos servidores quanto ao tratamento e à disponibilização de documentos públicos. Considerando as regras relativas ao acesso à informação e à proteção de dados no âmbito da Administração Pública, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018084 Direito Administrativo
O prefeito de determinado município decidiu reorganizar a estrutura administrativa local. Para isso, criou novas secretarias municipais para melhor distribuir as atividades internas da prefeitura e, paralelamente, instituiu por lei uma entidade com personalidade jurídica própria para executar atividades de regulação e fiscalização de determinados serviços públicos municipais.
Considerando os conceitos de organização administrativa, desconcentração e descentralização, bem como as disposições da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, analise as assertivas a seguir.
I. A criação de novas secretarias municipais constitui hipótese de desconcentração administrativa, pois ocorre a distribuição interna de competências dentro da mesma pessoa jurídica.
II. A instituição de entidade com personalidade jurídica própria para desempenhar atividades administrativas caracteriza descentralização administrativa.
III. Na desconcentração administrativa, os órgãos criados passam a possuir personalidade jurídica própria e autonomia administrativa plena.
IV. Na descentralização administrativa, a entidade criada integra a Administração indireta e possui autonomia administrativa, embora permaneça sujeita ao controle finalístico da Administração direta.
Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4018080 Direito Administrativo
A atuação do servidor público no exercício de suas atribuições está sujeita a mecanismos de controle destinados a assegurar a legalidade, a regularidade e a responsabilidade na prestação dos serviços públicos. Nesse contexto, a Administração dispõe de instrumentos próprios para apurar eventuais irregularidades funcionais e aplicar medidas cabíveis.
Considerando os aspectos relacionados à responsabilidade administrativa do servidor público, analise as afirmativas abaixo e indique "V" para verdadeira e "F" para falsa.
(__) A responsabilização administrativa pode ocorrer quando o servidor viola dever funcional.
(__) A responsabilidade funcional depende sempre de condenação judicial prévia.
(__) A apuração de irregularidades pode ocorrer no âmbito da própria Administração.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo. 
Alternativas
Q4018079 Direito Administrativo
A Administração Pública dispõe de instrumentos formais destinados à apuração de irregularidades funcionais praticadas por servidores no exercício de suas atribuições.
Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
5461: D
5462: A
5463: E
5464: D
5465: B
5466: B
5467: C
5468: B
5469: A
5470: C
5471: C
5472: D
5473: C
5474: D
5475: A
5476: E
5477: E
5478: D
5479: D
5480: D