Questões de Concurso Comentadas

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Q4389665 Português
Analise o texto abaixo:
Canino Branco
Feres Khoury

— Mas já passaram 10 anos! E, além disso, ele se redimiu.
— Ah, tá. E você acreditou?
— Como não acreditar? Olhe a última carta que ele me enviou.
— Como assim… última? Ele envia cartas sempre?
— Sim, pelo menos uma vez por mês.
— Deixe eu ver essa, então.
“Lilinha meu amor…”
— Lilinha, Dona Amália?
— Ué, é um apelido carinhoso. Continue.
“Não aguento mais esperar. Ter você longe de mim é um verdadeiro martírio! Mas quando terminar a gravação deste filme, vou pegar o primeiro avião para estar com você. Estou tão cansado. A vida aqui em Hollywood sem você não tem a mínima graça. Não vejo a hora de abraçar e beijar você, meu amor!
Do seu Canino Branco”
— Canino Branco? O que é isso?
— É como eu chamo ele, ué!
— Era só o que me faltava, vovó!
— Chapeuzinho, me poupe! Já estou velha demais para receber sermão de neta!
    REIS, Fabíola. Alcateia. São Paulo: ÔZé Editora, 2021, p. 31.

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) com base na leitura do texto.
( ) O conto estabelece uma relação de intertextualidade com a história clássica da literatura infantil “Chapeuzinho Vermelho”.
( ) As marcas de oralidade presentes no conto “Canino Branco” indicam que ele faz parte da transmissão oral.
( ) As palavras grifadas ele, você e essa referem-se, respectivamente, a “lobo”, “vovó” e “carta”.
( ) A expressão “E, além disso, ele se redimiu” indica que o lobo foi condenado e punido, cumprindo a pena por 10 anos.
( ) Trata-se de um caso de gênero textual/discursivo incorporado a outro gênero, uma vez que no conto há uma carta cujo objetivo é estabelecer uma comunicação entre um remetente e um destinatário.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4389444 Português
A pronúncia cuidada de um texto revela camadas de organização que vão muito além da simples sucessão de sons: a forma como as sílabas se agrupam, se contraem ou se separam, e a maneira como a intensidade da voz se distribui sobre elas, constituem fenômenos estudados pela fonética e pela fonologia. Compreender esses mecanismos, dos encontros vocálicos estáveis e instáveis à distinção entre acento afetivo e intelectual, é essencial para a análise da língua falada em toda a sua expressividade.
Sobre fonética e fonologia, analise as afirmativas a seguir e assinale a CORRETA.
Alternativas
Q4389442 Português
A pontuação, embora muitas vezes tratada como mero detalhe formal, exerce papel fundamental na organização sintática e na construção de sentido de um período.
Considerando as funções dos sinais de pontuação nos enunciados a seguir, analise as proposições a seguir.
I. Em "O gerente perguntou — havia algum problema com o pedido? — e aguardou em silêncio", o travessão foi empregado para introduzir a fala de um interlocutor diferente, isolando-a do restante do período.
II. Em "A empresa atende a demanda internacional (sobretudo a de países latino-americanos) com estoque próprio", os parênteses isolam um comentário acessório do narrador, inserido para acrescentar uma informação complementar sem interromper a estrutura sintática principal da oração.
III. Em "Ele hesitou antes de responder... talvez não devesse revelar tudo naquele momento", as reticências indicam a interrupção da fala, demonstrando que o personagem desistiu de responder.
IV. Em "O professor repetia: 'Quem havia escrito aquelas palavras na lousa?', o emprego de dois-pontos serve para introduzir uma explicação para a informação apresentada anteriormente.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4389441 Português
A coesão e a coerência são elementos fundamentais para a organização textual e para o estabelecimento de relações entre as ideias, contribuindo para a construção de sentidos no texto.
Considerando os conceitos de coesão e coerência textual, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4389440 Português
"Não me haviam oferecido um bom emprego de professor."
"Haviam me oferecido um bom emprego de professor."
A colocação dos pronomes átonos em construções com locuções verbais é um dos aspectos da norma-padrão que pode gerar dúvidas entre os falantes do português, especialmente em razão das diferentes possibilidades de posicionamento do pronome em relação aos verbos que compõem a locução. Considerando as regras de colocação pronominal aplicáveis às construções apresentadas, analise as asserções a seguir.
I. A colocação pronominal está adequada nas duas construções.
PORQUE
II. Na primeira frase, o advérbio de negação 'não' favorece a próclise, levando o pronome a anteceder o verbo auxiliar; na segunda, na ausência de palavra atrativa, o pronome pode ser colocado após o verbo auxiliar, antes do verbo principal no particípio.
A respeito das asserções, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4389439 Português

"Segundo o relatório apresentado à direção da escola, a decisão de adiar o início das atividades implica em atrasos na organização do calendário escolar. Durante a reunião, os professores focaram em três temas centrais: a reorganização das turmas, a distribuição dos materiais e o atendimento aos novos alunos. Ainda me lembro daquela tarde perfeitamente, quando a resposta do professor não agradou aos estudantes que aguardavam uma definição. Quando chegamos no escritório da direção, já era tarde para modificar o cronograma previsto. Da janela da sala, os alunos assistiram o desfile organizado pela escola e encerraram o dia.


Um professor de língua portuguesa apresentou o texto acima para que os alunos identificassem a regência dos verbos presentes e explicassem as eventuais incorreções encontradas. Após a análise, os alunos apresentaram suas conclusões.
O aluno Arthur afirmou que o verbo 'implicar' foi empregado corretamente, pois esse verbo no sentido de 'acarretar' exige a preposição 'em'; da mesma forma, o verbo 'agradar' está correto com o emprego da preposição 'a', pois no sentido de 'ser agradável' exige a preposição 'a'.
A aluna Júlia afirmou que o verbo 'implicar' foi empregado incorretamente, pois, no sentido de 'acarretar', é transitivo direto. Assim, considerando a regência tradicional, a forma recomendada seria 'implica atrasos'.
O aluno Rafael afirmou que o verbo 'lembrar' foi empregado corretamente, pois, empregado pronominalmente, 'lembrar-se' exige a preposição 'de'. Já o verbo 'agradar' está incorreto, pois quando empregado no sentido de 'ser agradável' é transitivo direto e não admite a preposição 'a' (forma correta: 'agradou os novos alunos').
A aluna Luíza afirmou que o verbo 'chegar' admite a preposição 'em' sempre que o complemento indicar um lugar físico determinado, assim como quando indica tempo, como em 'Cheguei na hora certa'
O aluno Matheus afirmou que o verbo 'assistir' está correto, pois quando empregado no sentido de presenciar, é transitivo direto e exige objeto direto, sem necessidade de preposição
Assinale a alternativa CORRETA, que apresenta o(s) aluno(s) que identificou(aram) a regência dos verbos de forma adequada.
Alternativas
Q4389438 Português
A organização sintática de um texto revela muito sobre a maneira como o autor articula suas ideias. Períodos simples, formados por uma única oração, tendem a transmitir informações de forma direta e objetiva. Já períodos compostos — construídos pela coordenação ou pela subordinação de orações — permitem estabelecer relações mais complexas entre os enunciados, seja por meio da justaposição de ideias de igual valor sintático, seja pela hierarquização de uma oração em relação a outra, da qual depende gramaticalmente. Considerando os conceitos de oração, período, coordenação e subordinação, analise as afirmativas a seguir.
I. Nas construções 'Decidiu-se que você continue na liderança' e 'Foi decidido que você continue na liderança', a oração iniciada por 'que' classifica-se, em ambos os casos, como oração subordinada substantiva subjetiva.
II. Na frase 'Os médicos que são profissionais conscientes merecem nosso respeito', a oração iniciada pelo pronome relativo 'que' é subordinada adjetiva, indicando que todos os médicos são considerados profissionais conscientes.
III. A oração 'À proporção que juntávamos algum dinheiro, comprávamos o material escolar para os alunos carentes' classifica-se como oração subordinada adverbial proporcional, podendo a expressão 'à proporção que' ser substituída por 'quanto mais', desde que a oração principal também seja ajustada para incluir o correlato 'mais', sem alteração do sentido essencial de proporcionalidade entre as duas ações.
IV. A oração 'Cuide bem do jardim, porque as plantas estão secando' classifica-se como subordinada adverbial causal, apresentando a causa/motivo para a recomendação.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4389436 Português
A língua portuguesa herdou do latim um repertório extenso de adjetivos cultos, muitas vezes empregados no lugar da locução 'relativo a + substantivo'. Essa herança, porém, nem sempre é intuitiva: a proximidade sonora entre certas palavras pode induzir o falante a associações etimológicas equivocadas, atribuindo a um substantivo um adjetivo que, na verdade, pertence a outro campo semântico e a outra raiz latina. Com base nisso, analise as correspondências entre os substantivos e os adjetivos destacados nas frases a seguir.
I. A primavera costuma ser associada ao florescimento das plantas, e por isso muitos poemas descrevem esse período com o adjetivo vernal.
II. Como a região sofre com a falta de chuva, o governo anunciou um plano fluvial para captação de água na estação seca.
III. O réu apresentou um pedido de revisão sem qualquer razão jurídica, com argumentos mal arrazoados e pouco convincentes.
IV. No outono, as folhas das árvores começam a cair, fenômeno que os biólogos também descrevem como mudança autunal na vegetação. 
V.O soldado surpreendeu os superiores pelo seu temor, por isso foi descrito nos relatórios como um militar intimorato.
Assinale a alternativa CORRETA que apresenta a correspondência etimológica adequada entre o substantivo e o adjetivo destacados.
Alternativas
Q4389435 Português
Considerando os conceitos de tipologia textual e gênero textual na perspectiva da Linguística Textual, analise as proposições a seguir.
I. Tipologia textual e gênero textual são conceitos equivalentes, diferindo apenas quanto à nomenclatura adotada por diferentes autores da área.
II. Os tipos textuais caracterizam-se por sua composição sócio-histórica e por estarem vinculados a esferas específicas de circulação social, ao passo que os gêneros textuais se definem por sua estrutura linguística relativamente estável (predomínio de sequências narrativas, descritivas, argumentativas, entre outras).
III. ''Jornalístico' não corresponde a um tipo textual, mas a um domínio discursivo que abriga diversos gêneros textuais, como notícia, reportagem, editorial e crônica, os quais podem, por sua vez, mobilizar diferentes sequências tipológicas — narrativa, descritiva, argumentativa — dentro de um mesmo texto concreto.
IV. Narrativo, descritivo, dissertativo, injuntivo e jornalístico constituem, em conjunto, os cinco tipos textuais reconhecidos pela tipologia textual, caracterizados por sua estrutura linguística relativamente estável.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4389434 Português
Um professor de Língua Portuguesa trabalhou em sala de aula a seguinte manchete de jornal:
"Chega a Guarulhos nova linha de transporte público"
Em uma primeira atividade, solicitou aos alunos apenas que classificassem o sujeito da oração como simples, composto ou oculto. Em uma segunda atividade, propôs a seguinte reflexão: "Por que o jornalista optou por iniciar a manchete pelo verbo 'chega', deixando o sujeito 'nova linha de transporte público' para o final da frase? Que efeito isso produz na leitura da notícia?"
Considerando as duas atividades propostas pelo professor, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4389433 Português
"Ah! cidade maliciosa de olhos de ressaca que das índias guardou a vontade de andar nua."
(Ferreira Gullar)
Considerando a figura de linguagem predominante no trecho acima, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4389432 Português
A linguagem formal e a informal constituem diferentes formas de uso da língua, adequadas às situações comunicativas e aos interlocutores envolvidos. A linguagem informal é mais comum em situações de maior proximidade, como nas interações com familiares e amigos, enquanto a linguagem formal é geralmente empregada em contextos profissionais e em situações que exigem maior grau de formalidade. Assim, a escolha da variedade linguística deve considerar o contexto em que ocorre a comunicação. Com base nisso, analise as afirmativas a seguir.
I. Na frase 'Eu comprava mais, se dispusesse de dinheiro e tempo disponíveis para ir às lojas', observa-se linguagem formal.
II. Em 'A gente não deve terminar a prova antes do tempo solicitado', observa-se a linguagem informal, embora a concordância esteja adequada.
III. Em 'Meus tios conseguiram que visassem os seus passaportes', observa-se linguagem formal.
IV. Em 'As madrinhas do casamento chegaram trajando vestidos cinzas', observa-se linguagem informal.
Assinale a alternativa que apresenta apenas as proposições CORRETAS.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC Provas: FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Auxiliar de Educação Básica - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Arte - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ciências - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor -Educação Digital - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial (AEE) - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial – Intérprete de Libras - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Física - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ensino Religioso - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Geografia - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - História - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico I - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico II - Língua Portuguesa - Anos Finais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico II - Matemática - Anos Finais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Espanhola - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Portuguesa - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Literatura Dramatizada - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Matemática - Edital nº 5 |
Q4389308 Português
Conselho veta uso de IA sem supervisão para alunos até o 5º ano do fundamental


— Ministério da Educação precisa referendar diretrizes, que criam primeiro marco para adoção da tecnologia


— Texto define quatro categorias de risco para aplicação da inteligência artificial nas atividades escolares


O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou na tarde desta terça-feira (1º) a primeira regulamentação oficial para o uso de inteligência artificial no ensino brasileiro. Entre as regras está o veto do uso dessas ferramentas sem supervisão para alunos até o 5º ano do ensino fundamental.


O texto ainda precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini. Quando oficializadas, as normas valerão para todas as redes de ensino, escolas e universidades públicas e privadas do país. As instituições terão 12 meses para adequar políticas e práticas.


O documento estabelece que essas ferramentas devem ser usadas para ampliar as capacidades humanas e educacionais, sem substituir a responsabilidade, a mediação pedagógica e o julgamento das pessoas. Para o conselho, as regras buscam orientar as escolas e sistemas de ensino diante de um dos “fenômenos mais relevantes” que já incidiram sobre a educação.


Crianças até o 5º ano (com idade de 10 anos) do ensino fundamental só poderão ter contato com a inteligência artificial sob cuidado de professores ou em atividades pedagógicas previamente planejadas.


“Na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, compreendidos até o 5º ano, não deverá ser permitido o acesso direto, autônomo, individual ou não supervisionado dos estudantes a ferramentas de Inteligência Artificial, especialmente aquelas de caráter generativo, conversacional, preditivo ou adaptativo”, diz o texto.


“Nessa etapa, a eventual utilização de recursos baseados em Inteligência Artificial deverá ocorrer exclusivamente por meio de atividades pedagógicas planejadas, conduzidas e mediadas por profissionais da educação, sem interação direta livre da criança com a ferramenta e sem coleta desnecessária de dados pessoais dos estudantes”, continua.


O texto ainda define que, mesmo quando houver o uso dessas ferramentas em atividades pedagógicas, a escola deve reforçar a proteção de dados das crianças e avisar as famílias.


Segundo o documento, em toda a educação básica (ou seja, da educação infantil ao ensino médio), a IA deve ser tratada como objeto de aprendizagem e recurso pedagógico. As escolas devem ajudar os estudantes a compreender o funcionamento dessas ferramentas, o papel dos dados, riscos e vieses, cidadania digital, ética, honestidade acadêmica e metacognição.


[…]


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/conselho-veta-uso-de-ia-sem-supervisao-para-alunos-ate-o-5o-ano-do-fundamental.shtml
Leia o trecho a seguir:

“O projeto de pesquisa reuniu uma linguista belo-horizontina, um historiador norte-americano e um sociólogo porto-riquenho para debater os impactos das novas políticas de imigração.”

De acordo com as regras estabelecidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa vigente, assinale a alternativa que apresenta a correta justificativa para o emprego do hífen nos vocábulos destacados.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC Provas: FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Auxiliar de Educação Básica - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Arte - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ciências - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor -Educação Digital - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial (AEE) - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial – Intérprete de Libras - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Física - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ensino Religioso - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Geografia - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - História - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico I - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico II - Língua Portuguesa - Anos Finais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico II - Matemática - Anos Finais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Espanhola - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Portuguesa - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Literatura Dramatizada - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Matemática - Edital nº 5 |
Q4389307 Português
Conselho veta uso de IA sem supervisão para alunos até o 5º ano do fundamental


— Ministério da Educação precisa referendar diretrizes, que criam primeiro marco para adoção da tecnologia


— Texto define quatro categorias de risco para aplicação da inteligência artificial nas atividades escolares


O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou na tarde desta terça-feira (1º) a primeira regulamentação oficial para o uso de inteligência artificial no ensino brasileiro. Entre as regras está o veto do uso dessas ferramentas sem supervisão para alunos até o 5º ano do ensino fundamental.


O texto ainda precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini. Quando oficializadas, as normas valerão para todas as redes de ensino, escolas e universidades públicas e privadas do país. As instituições terão 12 meses para adequar políticas e práticas.


O documento estabelece que essas ferramentas devem ser usadas para ampliar as capacidades humanas e educacionais, sem substituir a responsabilidade, a mediação pedagógica e o julgamento das pessoas. Para o conselho, as regras buscam orientar as escolas e sistemas de ensino diante de um dos “fenômenos mais relevantes” que já incidiram sobre a educação.


Crianças até o 5º ano (com idade de 10 anos) do ensino fundamental só poderão ter contato com a inteligência artificial sob cuidado de professores ou em atividades pedagógicas previamente planejadas.


“Na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, compreendidos até o 5º ano, não deverá ser permitido o acesso direto, autônomo, individual ou não supervisionado dos estudantes a ferramentas de Inteligência Artificial, especialmente aquelas de caráter generativo, conversacional, preditivo ou adaptativo”, diz o texto.


“Nessa etapa, a eventual utilização de recursos baseados em Inteligência Artificial deverá ocorrer exclusivamente por meio de atividades pedagógicas planejadas, conduzidas e mediadas por profissionais da educação, sem interação direta livre da criança com a ferramenta e sem coleta desnecessária de dados pessoais dos estudantes”, continua.


O texto ainda define que, mesmo quando houver o uso dessas ferramentas em atividades pedagógicas, a escola deve reforçar a proteção de dados das crianças e avisar as famílias.


Segundo o documento, em toda a educação básica (ou seja, da educação infantil ao ensino médio), a IA deve ser tratada como objeto de aprendizagem e recurso pedagógico. As escolas devem ajudar os estudantes a compreender o funcionamento dessas ferramentas, o papel dos dados, riscos e vieses, cidadania digital, ética, honestidade acadêmica e metacognição.


[…]


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/conselho-veta-uso-de-ia-sem-supervisao-para-alunos-ate-o-5o-ano-do-fundamental.shtml
Assinale a alternativa em que o uso das formas a e há atende inteiramente à norma-padrão da língua portuguesa quanto à marcação temporal.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC Provas: FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Auxiliar de Educação Básica - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Arte - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ciências - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor -Educação Digital - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial (AEE) - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial – Intérprete de Libras - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Física - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ensino Religioso - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Geografia - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - História - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico I - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico II - Língua Portuguesa - Anos Finais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico II - Matemática - Anos Finais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Espanhola - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Portuguesa - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Literatura Dramatizada - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Matemática - Edital nº 5 |
Q4389306 Português
Conselho veta uso de IA sem supervisão para alunos até o 5º ano do fundamental


— Ministério da Educação precisa referendar diretrizes, que criam primeiro marco para adoção da tecnologia


— Texto define quatro categorias de risco para aplicação da inteligência artificial nas atividades escolares


O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou na tarde desta terça-feira (1º) a primeira regulamentação oficial para o uso de inteligência artificial no ensino brasileiro. Entre as regras está o veto do uso dessas ferramentas sem supervisão para alunos até o 5º ano do ensino fundamental.


O texto ainda precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini. Quando oficializadas, as normas valerão para todas as redes de ensino, escolas e universidades públicas e privadas do país. As instituições terão 12 meses para adequar políticas e práticas.


O documento estabelece que essas ferramentas devem ser usadas para ampliar as capacidades humanas e educacionais, sem substituir a responsabilidade, a mediação pedagógica e o julgamento das pessoas. Para o conselho, as regras buscam orientar as escolas e sistemas de ensino diante de um dos “fenômenos mais relevantes” que já incidiram sobre a educação.


Crianças até o 5º ano (com idade de 10 anos) do ensino fundamental só poderão ter contato com a inteligência artificial sob cuidado de professores ou em atividades pedagógicas previamente planejadas.


“Na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, compreendidos até o 5º ano, não deverá ser permitido o acesso direto, autônomo, individual ou não supervisionado dos estudantes a ferramentas de Inteligência Artificial, especialmente aquelas de caráter generativo, conversacional, preditivo ou adaptativo”, diz o texto.


“Nessa etapa, a eventual utilização de recursos baseados em Inteligência Artificial deverá ocorrer exclusivamente por meio de atividades pedagógicas planejadas, conduzidas e mediadas por profissionais da educação, sem interação direta livre da criança com a ferramenta e sem coleta desnecessária de dados pessoais dos estudantes”, continua.


O texto ainda define que, mesmo quando houver o uso dessas ferramentas em atividades pedagógicas, a escola deve reforçar a proteção de dados das crianças e avisar as famílias.


Segundo o documento, em toda a educação básica (ou seja, da educação infantil ao ensino médio), a IA deve ser tratada como objeto de aprendizagem e recurso pedagógico. As escolas devem ajudar os estudantes a compreender o funcionamento dessas ferramentas, o papel dos dados, riscos e vieses, cidadania digital, ética, honestidade acadêmica e metacognição.


[…]


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/conselho-veta-uso-de-ia-sem-supervisao-para-alunos-ate-o-5o-ano-do-fundamental.shtml
Considere a correta grafia e o emprego de vocábulos na norma-padrão da língua portuguesa para preencher as lacunas dos trechos a seguir, respeitando seus sentidos semânticos:

• O cartório agilizou a ..................... de direitos possessórios da propriedade rural.
• A assembleia extraordinária ocorreu durante uma longa ................. extraordinária do conselho.
• O chefe encaminhou o processo administrativo diretamente à ..................... de finanças.
• É necessário ..................... o feijão na panela de pressão antes de temperá-lo.
• A costureira precisou ..................... o acabamento do vestido à mão.

Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas do texto.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC Provas: FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Auxiliar de Educação Básica - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Arte - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ciências - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor -Educação Digital - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial (AEE) - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Especial – Intérprete de Libras - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Educação Física - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Ensino Religioso - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Geografia - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - História - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico I - Anos Iniciais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico II - Língua Portuguesa - Anos Finais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Laboratório Pedagógico II - Matemática - Anos Finais do Ensino Fundamental - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Espanhola - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Língua Portuguesa - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Literatura Dramatizada - Edital nº 5 | FEPESE - 2026 - Prefeitura de Concórdia - SC - Professor - Matemática - Edital nº 5 |
Q4389305 Português
Conselho veta uso de IA sem supervisão para alunos até o 5º ano do fundamental


— Ministério da Educação precisa referendar diretrizes, que criam primeiro marco para adoção da tecnologia


— Texto define quatro categorias de risco para aplicação da inteligência artificial nas atividades escolares


O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou na tarde desta terça-feira (1º) a primeira regulamentação oficial para o uso de inteligência artificial no ensino brasileiro. Entre as regras está o veto do uso dessas ferramentas sem supervisão para alunos até o 5º ano do ensino fundamental.


O texto ainda precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini. Quando oficializadas, as normas valerão para todas as redes de ensino, escolas e universidades públicas e privadas do país. As instituições terão 12 meses para adequar políticas e práticas.


O documento estabelece que essas ferramentas devem ser usadas para ampliar as capacidades humanas e educacionais, sem substituir a responsabilidade, a mediação pedagógica e o julgamento das pessoas. Para o conselho, as regras buscam orientar as escolas e sistemas de ensino diante de um dos “fenômenos mais relevantes” que já incidiram sobre a educação.


Crianças até o 5º ano (com idade de 10 anos) do ensino fundamental só poderão ter contato com a inteligência artificial sob cuidado de professores ou em atividades pedagógicas previamente planejadas.


“Na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental, compreendidos até o 5º ano, não deverá ser permitido o acesso direto, autônomo, individual ou não supervisionado dos estudantes a ferramentas de Inteligência Artificial, especialmente aquelas de caráter generativo, conversacional, preditivo ou adaptativo”, diz o texto.


“Nessa etapa, a eventual utilização de recursos baseados em Inteligência Artificial deverá ocorrer exclusivamente por meio de atividades pedagógicas planejadas, conduzidas e mediadas por profissionais da educação, sem interação direta livre da criança com a ferramenta e sem coleta desnecessária de dados pessoais dos estudantes”, continua.


O texto ainda define que, mesmo quando houver o uso dessas ferramentas em atividades pedagógicas, a escola deve reforçar a proteção de dados das crianças e avisar as famílias.


Segundo o documento, em toda a educação básica (ou seja, da educação infantil ao ensino médio), a IA deve ser tratada como objeto de aprendizagem e recurso pedagógico. As escolas devem ajudar os estudantes a compreender o funcionamento dessas ferramentas, o papel dos dados, riscos e vieses, cidadania digital, ética, honestidade acadêmica e metacognição.


[…]


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/conselho-veta-uso-de-ia-sem-supervisao-para-alunos-ate-o-5o-ano-do-fundamental.shtml
Leia o período:

“Segundo o documento, em toda a educação básica (ou seja, da educação infantil ao ensino médio), a IA deve ser tratada como objeto de aprendizagem e recurso pedagógico.”

A expressão “Segundo o documento” está isolada por vírgula porque:
Alternativas
Q4389107 Português
O texto a seguir é uma crônica de autoria de Clarice Lispector. Leia-o atentamente para resolver a questão a ele referente.

Escrever (II)

Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.

Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.

Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.

Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.

Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.

LISPECTOR, Clarice. Crônicas para jovens: de escrita e vida. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010. p. 91-92.
Leia com atenção:

“Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.”

Com base na leitura do trecho acima, assinale a alternativa que interpreta corretamente a distinção estabelecida pela autora sobre o ato de escrever:
Alternativas
Q4389106 Português
O texto a seguir é uma crônica de autoria de Clarice Lispector. Leia-o atentamente para resolver a questão a ele referente.

Escrever (II)

Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.

Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.

Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.

Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.

Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.

LISPECTOR, Clarice. Crônicas para jovens: de escrita e vida. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010. p. 91-92.
No trecho “Fico assim à mercê do tempo”, a expressão “à mercê de” atua como locução.

Contudo, analisada isoladamente (fora do contexto da frase em questão), a palavra “mercê” é classificada morfologicamente como:
Alternativas
Q4389105 Português
O texto a seguir é uma crônica de autoria de Clarice Lispector. Leia-o atentamente para resolver a questão a ele referente.

Escrever (II)

Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.

Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.

Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.

Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.

Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.

LISPECTOR, Clarice. Crônicas para jovens: de escrita e vida. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010. p. 91-92.
Considere o terceiro parágrafo da crônica:

“Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.”

Assinale a alternativa correta quanto à estrutura sintática das orações e à classificação do sujeito no fragmento lido.
Alternativas
Q4389104 Português
O texto a seguir é uma crônica de autoria de Clarice Lispector. Leia-o atentamente para resolver a questão a ele referente.

Escrever (II)

Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Não me lembro por que exatamente eu o disse, e com sinceridade. Hoje repito: é uma maldição, mas uma maldição que salva.

Não estou me referindo muito a escrever para jornal. Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance. É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui. E é uma salvação.

Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende a menos que se escreva. Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada.

Que pena que só sei escrever quando espontaneamente a “coisa” vem. Fico assim à mercê do tempo. E, entre um verdadeiro escrever e outro, podem-se passar anos.

Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.

LISPECTOR, Clarice. Crônicas para jovens: de escrita e vida. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010. p. 91-92.
Ao afirmar que “escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível”, a autora sugere que a literatura tem, para ela, uma finalidade principal.

Assinale a alternativa que contempla essa finalidade:
Alternativas
Respostas
361: B
362: E
363: B
364: A
365: B
366: A
367: A
368: C
369: E
370: C
371: E
372: E
373: E
374: B
375: D
376: E
377: D
378: B
379: C
380: B