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Q2089882 Português
Texto para responder à questão.

As palavras e nós

    A língua é viva e pertence aos usuários. Regras consagradas mudam. A grande questão é que existe um equilíbrio desejável entre a tradição e o uso do Português, por exemplo. Sim, a língua não pertence apenas aos especialistas. É justo supor que ela também não é só minha.
     Shakespeare inventou muitas palavras. Algum tradicionalista que invoque os grandes autores do passado, em relação ao Inglês, deveria imaginar que clássicos eram, também, transgressores. Guimarães Rosa era um gênio da composição de termos não dicionarizados ou de usos linguísticos pouco usuais. Difícil saber se o autor do Grande Sertão: Veredas inventava ou apenas registrava oralidades e falas populares mineiras. Quando alguém me diz que temos de imitar os clássicos, sempre imagino que a pessoa saiba pouco da capacidade inventiva e rebelde de escritores de primeira linha.
     Devo e posso adaptar os usos da língua ao momento atual. “Delivery”, abaixo do Equador, não existia há poucos anos. Hoje, é termo necessário. Profetizo vida longa a “air bag”, “milk shake”, “trailer” e “shopping center”. Num dia, podem vestir trajes adequados à última flor do Lácio. Assim ocorreu com os termos basquete, iate, uísque e xampu (grafo sem aspas ou itálico, porque eram anglicismos que foram adaptados). Eram convidados com passaporte estrangeiro; hoje, pertencem ao time verde e amarelo.
    Os termos de origem francesa ou inglesa interagem sem um debate forte. A língua tropeça quando estamos falando dos novos usos de gênero. Usar o masculino, implicando toda a espécie humana, é norma vigente há séculos. Reconheçamos: a norma nasceu de um mundo patriarcal e misógino. Evita-se o feminino não apenas como prática gramatical, todavia pela exclusão real das mulheres. Gramática tem gênero, ideologia e preconceito. É estranho querer manter uma norma da época de Dom Dinis (1261-1325) lendo um texto no seu smartphone contemporâneo. A língua não é de pedra, nem é de vapor. Ela não me pertence; ela não me ignora.
     Gosto de usar “todas e todos” para abandonar o invisível do feminino. Não tenho raiva, mas ainda não consigo empregar regularmente “todes”. Acho exótico grafar txdxs, deixando o x como incógnita a ser preenchida pela identidade de cada pessoa.
     Vamos refletir. Uma pessoa tem raiva porque vê “todes”. Alega que isso não existe. Se eu escrevi e alguns usam, existe. Porém, a mesma pessoa não apresenta raiva contra as outras mudanças. Vejamos. “Vossa Mercê” era usado apenas para os reis que concediam benefícios, mercês. O “vós” também era exclusivo de altos aristocratas. No fim da Idade Média, pelo uso, grandes comerciantes passaram a usar Vossa Mercê entre si. Na Idade Moderna, Vossa Mercê reduziu-se para “você”. Eclodem formas populares no Brasil como “vosmecê”. Claro: o uso do você encontrou vozes contrárias. Avancemos para o mundo da digitação. A forma sem vogais é quase consagrada: “vc”.
     Que “você” seja uma palavra consagrada sem disputas, mas o uso de “todas e todos” desperte tantos debates é apenas sinal de que os irritados nunca estudaram linguística ou gramática histórica. Volto a dizer: eu estranho “todes”.
     Em 2050, na prova de Redação no Enem, pode existir uma questão sobre os tempos primitivos quando um grupo impunha o masculino, subentendendo o feminino. Lembre-se disto: pelas normas atuais, Camões não seria aprovado em prova de redação.
(KARNAL, Leandro. As palavras e nós. O Estado de S. Paulo. São Paulo, ano 143, nº. 47115, 16 out., 2022. Cultura & Comportamento, p. C12. Adaptado.)
A substituição do elemento destacado pelo pronome correspondente, com os ajustes necessários, NÃO foi feita corretamente em: 
Alternativas
Q2089881 Português
Texto para responder à questão.

As palavras e nós

    A língua é viva e pertence aos usuários. Regras consagradas mudam. A grande questão é que existe um equilíbrio desejável entre a tradição e o uso do Português, por exemplo. Sim, a língua não pertence apenas aos especialistas. É justo supor que ela também não é só minha.
     Shakespeare inventou muitas palavras. Algum tradicionalista que invoque os grandes autores do passado, em relação ao Inglês, deveria imaginar que clássicos eram, também, transgressores. Guimarães Rosa era um gênio da composição de termos não dicionarizados ou de usos linguísticos pouco usuais. Difícil saber se o autor do Grande Sertão: Veredas inventava ou apenas registrava oralidades e falas populares mineiras. Quando alguém me diz que temos de imitar os clássicos, sempre imagino que a pessoa saiba pouco da capacidade inventiva e rebelde de escritores de primeira linha.
     Devo e posso adaptar os usos da língua ao momento atual. “Delivery”, abaixo do Equador, não existia há poucos anos. Hoje, é termo necessário. Profetizo vida longa a “air bag”, “milk shake”, “trailer” e “shopping center”. Num dia, podem vestir trajes adequados à última flor do Lácio. Assim ocorreu com os termos basquete, iate, uísque e xampu (grafo sem aspas ou itálico, porque eram anglicismos que foram adaptados). Eram convidados com passaporte estrangeiro; hoje, pertencem ao time verde e amarelo.
    Os termos de origem francesa ou inglesa interagem sem um debate forte. A língua tropeça quando estamos falando dos novos usos de gênero. Usar o masculino, implicando toda a espécie humana, é norma vigente há séculos. Reconheçamos: a norma nasceu de um mundo patriarcal e misógino. Evita-se o feminino não apenas como prática gramatical, todavia pela exclusão real das mulheres. Gramática tem gênero, ideologia e preconceito. É estranho querer manter uma norma da época de Dom Dinis (1261-1325) lendo um texto no seu smartphone contemporâneo. A língua não é de pedra, nem é de vapor. Ela não me pertence; ela não me ignora.
     Gosto de usar “todas e todos” para abandonar o invisível do feminino. Não tenho raiva, mas ainda não consigo empregar regularmente “todes”. Acho exótico grafar txdxs, deixando o x como incógnita a ser preenchida pela identidade de cada pessoa.
     Vamos refletir. Uma pessoa tem raiva porque vê “todes”. Alega que isso não existe. Se eu escrevi e alguns usam, existe. Porém, a mesma pessoa não apresenta raiva contra as outras mudanças. Vejamos. “Vossa Mercê” era usado apenas para os reis que concediam benefícios, mercês. O “vós” também era exclusivo de altos aristocratas. No fim da Idade Média, pelo uso, grandes comerciantes passaram a usar Vossa Mercê entre si. Na Idade Moderna, Vossa Mercê reduziu-se para “você”. Eclodem formas populares no Brasil como “vosmecê”. Claro: o uso do você encontrou vozes contrárias. Avancemos para o mundo da digitação. A forma sem vogais é quase consagrada: “vc”.
     Que “você” seja uma palavra consagrada sem disputas, mas o uso de “todas e todos” desperte tantos debates é apenas sinal de que os irritados nunca estudaram linguística ou gramática histórica. Volto a dizer: eu estranho “todes”.
     Em 2050, na prova de Redação no Enem, pode existir uma questão sobre os tempos primitivos quando um grupo impunha o masculino, subentendendo o feminino. Lembre-se disto: pelas normas atuais, Camões não seria aprovado em prova de redação.
(KARNAL, Leandro. As palavras e nós. O Estado de S. Paulo. São Paulo, ano 143, nº. 47115, 16 out., 2022. Cultura & Comportamento, p. C12. Adaptado.)
Considerando-se o contexto, o trecho cujo sentido está adequadamente expresso em outras palavras é:
Alternativas
Q2089880 Português
Texto para responder à questão.

As palavras e nós

    A língua é viva e pertence aos usuários. Regras consagradas mudam. A grande questão é que existe um equilíbrio desejável entre a tradição e o uso do Português, por exemplo. Sim, a língua não pertence apenas aos especialistas. É justo supor que ela também não é só minha.
     Shakespeare inventou muitas palavras. Algum tradicionalista que invoque os grandes autores do passado, em relação ao Inglês, deveria imaginar que clássicos eram, também, transgressores. Guimarães Rosa era um gênio da composição de termos não dicionarizados ou de usos linguísticos pouco usuais. Difícil saber se o autor do Grande Sertão: Veredas inventava ou apenas registrava oralidades e falas populares mineiras. Quando alguém me diz que temos de imitar os clássicos, sempre imagino que a pessoa saiba pouco da capacidade inventiva e rebelde de escritores de primeira linha.
     Devo e posso adaptar os usos da língua ao momento atual. “Delivery”, abaixo do Equador, não existia há poucos anos. Hoje, é termo necessário. Profetizo vida longa a “air bag”, “milk shake”, “trailer” e “shopping center”. Num dia, podem vestir trajes adequados à última flor do Lácio. Assim ocorreu com os termos basquete, iate, uísque e xampu (grafo sem aspas ou itálico, porque eram anglicismos que foram adaptados). Eram convidados com passaporte estrangeiro; hoje, pertencem ao time verde e amarelo.
    Os termos de origem francesa ou inglesa interagem sem um debate forte. A língua tropeça quando estamos falando dos novos usos de gênero. Usar o masculino, implicando toda a espécie humana, é norma vigente há séculos. Reconheçamos: a norma nasceu de um mundo patriarcal e misógino. Evita-se o feminino não apenas como prática gramatical, todavia pela exclusão real das mulheres. Gramática tem gênero, ideologia e preconceito. É estranho querer manter uma norma da época de Dom Dinis (1261-1325) lendo um texto no seu smartphone contemporâneo. A língua não é de pedra, nem é de vapor. Ela não me pertence; ela não me ignora.
     Gosto de usar “todas e todos” para abandonar o invisível do feminino. Não tenho raiva, mas ainda não consigo empregar regularmente “todes”. Acho exótico grafar txdxs, deixando o x como incógnita a ser preenchida pela identidade de cada pessoa.
     Vamos refletir. Uma pessoa tem raiva porque vê “todes”. Alega que isso não existe. Se eu escrevi e alguns usam, existe. Porém, a mesma pessoa não apresenta raiva contra as outras mudanças. Vejamos. “Vossa Mercê” era usado apenas para os reis que concediam benefícios, mercês. O “vós” também era exclusivo de altos aristocratas. No fim da Idade Média, pelo uso, grandes comerciantes passaram a usar Vossa Mercê entre si. Na Idade Moderna, Vossa Mercê reduziu-se para “você”. Eclodem formas populares no Brasil como “vosmecê”. Claro: o uso do você encontrou vozes contrárias. Avancemos para o mundo da digitação. A forma sem vogais é quase consagrada: “vc”.
     Que “você” seja uma palavra consagrada sem disputas, mas o uso de “todas e todos” desperte tantos debates é apenas sinal de que os irritados nunca estudaram linguística ou gramática histórica. Volto a dizer: eu estranho “todes”.
     Em 2050, na prova de Redação no Enem, pode existir uma questão sobre os tempos primitivos quando um grupo impunha o masculino, subentendendo o feminino. Lembre-se disto: pelas normas atuais, Camões não seria aprovado em prova de redação.
(KARNAL, Leandro. As palavras e nós. O Estado de S. Paulo. São Paulo, ano 143, nº. 47115, 16 out., 2022. Cultura & Comportamento, p. C12. Adaptado.)
“[...] existe um equilíbrio desejável entre a tradição e o uso do Português, [...].” (1º§) O sintagma destacado exerce a mesma função sintática que o sintagma também destacado em: 
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Q2089879 Português
Texto para responder à questão.

As palavras e nós

    A língua é viva e pertence aos usuários. Regras consagradas mudam. A grande questão é que existe um equilíbrio desejável entre a tradição e o uso do Português, por exemplo. Sim, a língua não pertence apenas aos especialistas. É justo supor que ela também não é só minha.
     Shakespeare inventou muitas palavras. Algum tradicionalista que invoque os grandes autores do passado, em relação ao Inglês, deveria imaginar que clássicos eram, também, transgressores. Guimarães Rosa era um gênio da composição de termos não dicionarizados ou de usos linguísticos pouco usuais. Difícil saber se o autor do Grande Sertão: Veredas inventava ou apenas registrava oralidades e falas populares mineiras. Quando alguém me diz que temos de imitar os clássicos, sempre imagino que a pessoa saiba pouco da capacidade inventiva e rebelde de escritores de primeira linha.
     Devo e posso adaptar os usos da língua ao momento atual. “Delivery”, abaixo do Equador, não existia há poucos anos. Hoje, é termo necessário. Profetizo vida longa a “air bag”, “milk shake”, “trailer” e “shopping center”. Num dia, podem vestir trajes adequados à última flor do Lácio. Assim ocorreu com os termos basquete, iate, uísque e xampu (grafo sem aspas ou itálico, porque eram anglicismos que foram adaptados). Eram convidados com passaporte estrangeiro; hoje, pertencem ao time verde e amarelo.
    Os termos de origem francesa ou inglesa interagem sem um debate forte. A língua tropeça quando estamos falando dos novos usos de gênero. Usar o masculino, implicando toda a espécie humana, é norma vigente há séculos. Reconheçamos: a norma nasceu de um mundo patriarcal e misógino. Evita-se o feminino não apenas como prática gramatical, todavia pela exclusão real das mulheres. Gramática tem gênero, ideologia e preconceito. É estranho querer manter uma norma da época de Dom Dinis (1261-1325) lendo um texto no seu smartphone contemporâneo. A língua não é de pedra, nem é de vapor. Ela não me pertence; ela não me ignora.
     Gosto de usar “todas e todos” para abandonar o invisível do feminino. Não tenho raiva, mas ainda não consigo empregar regularmente “todes”. Acho exótico grafar txdxs, deixando o x como incógnita a ser preenchida pela identidade de cada pessoa.
     Vamos refletir. Uma pessoa tem raiva porque vê “todes”. Alega que isso não existe. Se eu escrevi e alguns usam, existe. Porém, a mesma pessoa não apresenta raiva contra as outras mudanças. Vejamos. “Vossa Mercê” era usado apenas para os reis que concediam benefícios, mercês. O “vós” também era exclusivo de altos aristocratas. No fim da Idade Média, pelo uso, grandes comerciantes passaram a usar Vossa Mercê entre si. Na Idade Moderna, Vossa Mercê reduziu-se para “você”. Eclodem formas populares no Brasil como “vosmecê”. Claro: o uso do você encontrou vozes contrárias. Avancemos para o mundo da digitação. A forma sem vogais é quase consagrada: “vc”.
     Que “você” seja uma palavra consagrada sem disputas, mas o uso de “todas e todos” desperte tantos debates é apenas sinal de que os irritados nunca estudaram linguística ou gramática histórica. Volto a dizer: eu estranho “todes”.
     Em 2050, na prova de Redação no Enem, pode existir uma questão sobre os tempos primitivos quando um grupo impunha o masculino, subentendendo o feminino. Lembre-se disto: pelas normas atuais, Camões não seria aprovado em prova de redação.
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De acordo com o texto, no Brasil, os usuários da língua integralizam termos estrangeiros e os novos usos de gêneros
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Q2089878 Português
Texto para responder à questão.

As palavras e nós

    A língua é viva e pertence aos usuários. Regras consagradas mudam. A grande questão é que existe um equilíbrio desejável entre a tradição e o uso do Português, por exemplo. Sim, a língua não pertence apenas aos especialistas. É justo supor que ela também não é só minha.
     Shakespeare inventou muitas palavras. Algum tradicionalista que invoque os grandes autores do passado, em relação ao Inglês, deveria imaginar que clássicos eram, também, transgressores. Guimarães Rosa era um gênio da composição de termos não dicionarizados ou de usos linguísticos pouco usuais. Difícil saber se o autor do Grande Sertão: Veredas inventava ou apenas registrava oralidades e falas populares mineiras. Quando alguém me diz que temos de imitar os clássicos, sempre imagino que a pessoa saiba pouco da capacidade inventiva e rebelde de escritores de primeira linha.
     Devo e posso adaptar os usos da língua ao momento atual. “Delivery”, abaixo do Equador, não existia há poucos anos. Hoje, é termo necessário. Profetizo vida longa a “air bag”, “milk shake”, “trailer” e “shopping center”. Num dia, podem vestir trajes adequados à última flor do Lácio. Assim ocorreu com os termos basquete, iate, uísque e xampu (grafo sem aspas ou itálico, porque eram anglicismos que foram adaptados). Eram convidados com passaporte estrangeiro; hoje, pertencem ao time verde e amarelo.
    Os termos de origem francesa ou inglesa interagem sem um debate forte. A língua tropeça quando estamos falando dos novos usos de gênero. Usar o masculino, implicando toda a espécie humana, é norma vigente há séculos. Reconheçamos: a norma nasceu de um mundo patriarcal e misógino. Evita-se o feminino não apenas como prática gramatical, todavia pela exclusão real das mulheres. Gramática tem gênero, ideologia e preconceito. É estranho querer manter uma norma da época de Dom Dinis (1261-1325) lendo um texto no seu smartphone contemporâneo. A língua não é de pedra, nem é de vapor. Ela não me pertence; ela não me ignora.
     Gosto de usar “todas e todos” para abandonar o invisível do feminino. Não tenho raiva, mas ainda não consigo empregar regularmente “todes”. Acho exótico grafar txdxs, deixando o x como incógnita a ser preenchida pela identidade de cada pessoa.
     Vamos refletir. Uma pessoa tem raiva porque vê “todes”. Alega que isso não existe. Se eu escrevi e alguns usam, existe. Porém, a mesma pessoa não apresenta raiva contra as outras mudanças. Vejamos. “Vossa Mercê” era usado apenas para os reis que concediam benefícios, mercês. O “vós” também era exclusivo de altos aristocratas. No fim da Idade Média, pelo uso, grandes comerciantes passaram a usar Vossa Mercê entre si. Na Idade Moderna, Vossa Mercê reduziu-se para “você”. Eclodem formas populares no Brasil como “vosmecê”. Claro: o uso do você encontrou vozes contrárias. Avancemos para o mundo da digitação. A forma sem vogais é quase consagrada: “vc”.
     Que “você” seja uma palavra consagrada sem disputas, mas o uso de “todas e todos” desperte tantos debates é apenas sinal de que os irritados nunca estudaram linguística ou gramática histórica. Volto a dizer: eu estranho “todes”.
     Em 2050, na prova de Redação no Enem, pode existir uma questão sobre os tempos primitivos quando um grupo impunha o masculino, subentendendo o feminino. Lembre-se disto: pelas normas atuais, Camões não seria aprovado em prova de redação.
(KARNAL, Leandro. As palavras e nós. O Estado de S. Paulo. São Paulo, ano 143, nº. 47115, 16 out., 2022. Cultura & Comportamento, p. C12. Adaptado.)
No texto, o autor 
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Q2089687 Fonoaudiologia
A atuação do fonoaudiólogo relacionada à amamentação envolve as orientações para as mães, a identificação de padrões orais inadequados do bebê e a terapia fonoaudiológica. A avaliação e a intervenção precoce podem ser definitivas para o estabelecimento do aleitamento materno exclusivo. Considerando a fisiologia da sucção na amamentação, é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q2089686 Fonoaudiologia
O maior desafio no atendimento fonoaudiológico em âmbito hospitalar para o atendimento dos pacientes disfágicos tem sido evitar intercorrências, principalmente respiratórias e desmamar precocemente as vias alternativas de alimentação, diminuindo os custos hospitalares. Dessa forma, é fundamental uma avaliação adequada para a elaboração de um processo de reabilitação assertivo. Considerando a avaliação à beira leito da deglutição, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2089685 Fonoaudiologia
A atuação fonoaudiológica em hospitais com o objetivo de gerenciamento da deglutição de pacientes à beira leito é essencial para a minimização de riscos decorrentes de complicações por broncoaspiração. Considerando a fisiologia da deglutição, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q2089684 Fonoaudiologia
A audiometria vocal é um procedimento complementar à audiometria tonal que avalia a audição de forma qualitativa, ou seja, a qualidade do som que está sendo percebido pelo paciente. Diante do exposto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2089683 Fonoaudiologia
As Redes de Atenção à Saúde são uma importante estratégia para atender às necessidades do usuário viabilizando o cuidado integral e de qualidade, em uma rede regionalizada e integrada, sendo essenciais o compartilhamento do cuidado e a interação entre os diversos níveis de complexidade de assistência à saúde. Considerando a articulação dos diferentes níveis de atenção à saúde em uma linha de cuidado e a atuação fonoaudiológica, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2089682 Fonoaudiologia
A saúde compreende dimensões para além da saúde física, mental e das relações sociais no cotidiano. A Atenção Primária à Saúde é concebida como um conjunto de práticas individuais e coletivas orientadas para a construção de um modelo assistencial centrado no sujeito. Considerando as políticas públicas de saúde e a atuação fonoaudiológica na Atenção Primária à Saúde, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2089681 Linguística
Encontrar uma representação lexical invoca um processo que é tanto ortográfico quanto fonológico, porque ambas as informações são intrínsecas da representação da palavra. O nível do vocabulário seria preditivo do posterior desempenho na leitura e na escrita. Um dos aspectos importantes da aquisição da linguagem envolve a habilidade de criar associações entre a forma fonológica e seu referente, como resultado de mecanismos atencionais gerais para as regularidades fonotáticas, sintáticas e semânticas do ambiente linguístico. Considerando o tema, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A capacidade metafonológica é importante para a aprendizagem da linguagem escrita, uma vez que a escrita alfabética codifica entradas lexicais no nível fonêmico.
( ) O desenvolvimento da sensibilidade para níveis mais profundos de estruturas fonológicas, o acesso lexical mais rápido e o uso eficiente da alça fonológica para codificar informações na memória operacional não têm relação com a reestruturação progressiva das palavras no léxico, em resposta à aquisição de um maior número de palavras fonologicamente semelhantes.
( ) A rede de conexões semânticas continua seu desenvolvimento durante os anos escolares. Por volta dos nove anos, ocorre uma mudança em direção ao domínio conceitual das relações taxonômicas.
( ) Após o aumento inicial do vocabulário ocorre o refinamento no nível semântico, pelas frequentes exposições às palavras por períodos de semanas, meses ou anos. Trata-se de um processo lento, que envolve a formação de uma rede de relações entre as palavras, por meio de categorizações semânticas.
A sequência está correta em
Alternativas
Q2089680 Fonoaudiologia
Anomalias craniofaciais podem ser consideradas como quaisquer defeitos ou lesões de estruturas anatômicas que ocorrem na face e/ou crânio durante o período de formação do bebê, sendo as fissuras labiopalatinas as mais prevalentes. Sobre os tipos de fissuraslabiopalatinas, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q2089679 Fonoaudiologia
Na bateria de avaliação audiológica, a audiometria é considerada o exame padrão-ouro para avaliação da audição, sendo o único exame que possibilita afirmar categoricamente qual o tipo e o grau de perda auditiva que o paciente apresenta. Sobre a audiometria tonal, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2089678 Linguística
Os processos fonológicos são estratégias que ocorrem na fala da criança para facilitar a produção de fonemas que consistem em mudanças sistemáticas que afetam uma classe ou sequência de sons. À medida que o desenvolvimento linguístico da criança ocorre, ela adquire sua língua e os processos fonológicos são superados. Corresponde à produção de uma criança que apresenta o processo fonológico de simplificação de consoante final:
Alternativas
Q2089677 Fonoaudiologia
O diagnóstico precoce da perda auditiva constitui-se em estratégia fundamental para o planejamento e a introdução de medidas terapêuticas. Não detectar precocemente a perda auditiva influencia na aquisição da linguagem e na socialização da criança, uma vez que o desenvolvimento da linguagem tem como pré-requisito a integridade anatomofisiológica do sistema auditivo periférico e central. Diagnosticar a perda auditiva no primeiro ano de vida, período de maturação e plasticidade funcional do sistema nervoso central, possibilita a intervenção precoce e um prognóstico mais favorável. Sobre as Emissões Otoacústicas (EOA), assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2089675 Fonoaudiologia
Durante a aquisição fonológica, as crianças devem aprender quais os sons usados na sua língua e de que maneira eles são organizados. Os processos fonológicos resultam em adaptações dos padrões de fala às restrições naturais da capacidade humana, sendo, então, observadas as trocas fonêmicas. Quando a criança apresenta produção inadequada dos sons e consequente uso inapropriado das regras e processos fonológicos, caracteriza-se o desvio fonológico. Sobre a terapia fonoaudiológica para os desvios fonológicos, analise as afirmativas a seguir.
I. O modelo de ciclos modificado é composto de ciclos de terapia, sendo que, em cada ciclo, dois processos-alvo são trabalhados, através de um som-alvo. O objetivo principal é facilitar a emergência de padrões fonológicos por meio do treino articulatório de segmentos fonêmicos.
II. O modelo metaphon visa promover mudanças no sistema fonológico pelo desenvolvimento e utilização da consciência metalinguística, maximizando as oportunidades de aprendizagem oferecidas à criança.
III. O modelo de pares mínimos é indicado quando há poucos processos fonológicos. A ênfase ocorre em relação à função dos fonemas e tem os seguintes níveis de treinamento: percepção; imitação; nomeação independente; pares mínimos; e, sentenças.
IV. Na hierarquia implicacional, considera-se que a ocorrência de uma fricativa implica necessariamente na ocorrência de uma plosiva ou líquida, assim como a ocorrência de uma distinção de sonoridade implica na ocorrência de uma distinção coronal entre as obstruintes posteriores e glides.
Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2089674 Fonoaudiologia
A audição humana é um fenômeno complexo que envolve a ação integrada de estruturas que trabalham em conjunto para captar e conduzir o estímulo sonoro do ambiente e transformá-lo em estímulo para ser percebido e interpretado pelo cérebro. Sobre a anatomofisiologia da audição, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2089673 Linguística
As habilidades pragmáticas representam a forma como a linguagem é utilizada no contexto comunicativo e o seu conjunto de regras. Esse tipo de competência compreende as pistas sociais utilizadas pelos interlocutores e pode incluir as habilidades verbais e não verbais da comunicação. Dessa forma, a pragmática se refere ao uso eficaz da linguagem para interagir em contextos sociais. Sobre as habilidades pragmáticas, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q2089672 Fonoaudiologia
O tipo de voz está relacionado à seleção de ajustes motores tanto em nível de pregas vocais e laringe quanto em nível do sistema de ressonância, especialmente em relação à dimensão biológica da voz. Considerando que além de informações anatômicas, o tipo de voz também inclui elementos das dimensões psicológica e socioeducacional, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Respostas
14301: E
14302: D
14303: C
14304: B
14305: C
14306: A
14307: A
14308: D
14309: C
14310: E
14311: B
14312: D
14313: A
14314: A
14315: B
14316: C
14317: B
14318: B
14319: D
14320: E