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I. Em um sistema de ensino superior amplamente dominado, em termos quantitativos, por instituições privadas, a pós-graduação tem se concentrado desde o seu início fundamentalmente em universidades públicas.
II. Criou-se, no interior da pós-graduação, um sistema nacional de avaliação dos programas, realizado pelos pares, que se transformou em um dos mecanismos responsáveis pelo seu êxito.
III. O desenvolvimento da pós-graduação permitiu uma profunda renovação no ensino superior brasileiro, na medida em que propiciou a institucionalização da atividade de pesquisa nas universidades brasileiras, uma vez que as instituições que existiam até meados da década de 1960 desenvolviam fundamentalmente atividades de ensino.
IV. A pós-graduação foi institucionalizada por meio da Reforma Universitária de 1968, que modernizou o sistema de ensino superior no Brasil, criando um padrão de instituições públicas integradas, e reduzindo o papel do setor privado na área.
São verdadeiras as informações:
I. Recursos federais que envolvem o orçamento do MEC, repassado às universidades federais e outros programas como Fies, Prouni, entre outros.
II. Recursos estaduais e municipais que financiam as respectivas Instituições de Ensino Superior.
III. Recursos oriundos das agências de fomento como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além das fundações estaduais de amparo à pesquisa.
IV. Recursos privados, oriundos das famílias e/ou alunos (mensalidades) e das empresas.
São verdadeiras as seguintes informações:
I. Universidades, que têm como função o ensino, a pesquisa e a extensão e que devem ter um terço dos professores com título de mestre ou doutor e um terço trabalhando em regime de dedicação exclusiva.
II. Centros universitários, que se caracterizam pela oferta qualificada do ensino, não precisando manter atividades de pesquisa e extensão e gozando de autonomia para criar cursos ou vagas.
III. IES não universitárias, que compreendem as faculdades e os centros e institutos tecnológicos, voltados basicamente para as atividades de ensino, não gozando de autonomia e que dependem do Conselho Nacional de Educação (CNE) para aprovação de novos cursos e vagas.
Estão corretas as informações:
I. Na educação a distância, existe a separação dos professores e alunos no espaço e/ou no tempo. Esta modalidade de educação demanda uso intenso de tecnologias de informação e comunicação, não apresentando momentos presenciais.
II. Uma das críticas que podem ser feitas à educação a distância, em especial no processo de formação de professores, trata do potencial prejuízo causado pela ausência da convivência em sala de aula, para os profissionais que, futuramente, ocuparão esse espaço de interação com alunos.
III. Quando se utiliza o termo “Ensino a distância”, a ênfase recai sobre o papel do professor, que, no caso, deve “ensinar” remotamente. Já ao utilizar-se o termo “Educação a distância”, tem-se uma abordagem mais abrangente, que permite pensar melhor a participação dos diferentes agentes no processo.
IV. O desenvolvimento da Educação a Distância pode ser entendido como parte de um processo de inovação educacional mais amplo que é a integração das novas tecnologias de informação e comunicação nos processos educacionais, visando atingir o percentual mínimo de 30% de todo o sistema da Educação Superior.
Estão incorretas as afirmativas:
I. A contribuição das ações extensionistas para a produção do conhecimento e a formação de estudantes, professores e técnicos administrativos e sua efetividade para a transformação da Universidade e da sociedade, deve ser considerada no processo de avaliação institucional e da educação superior nacional como um todo.
II. A avaliação da extensão universitária deve considerar aspectos referentes à política de gestão, infraestrutura, relação universidade – sociedade, plano acadêmico e produção acadêmica.
III. No processo de avaliação, a Extensão Universitária deve ser entendida como processo formativo, prospectivo e qualitativo, a ser mensurado por critérios objetivos (relatório, trabalho escrito, publicação ou comunicação) e subjetivos (compromisso, dedicação).
IV. A avaliação da Extensão Universitária deve se basear apenas em critérios objetivos, mensuráveis, como recursos aplicados, bolsas concedidas e público atendido.
São verdadeiras:
“Enfrentam a necessidade de inovar para atender às justas necessidades surgidas no seio da sociedade por força de sua complexificação, modernização e desenvolvimento, ao mesmo tempo que se veem constrangidas a resistir às induções e determinações que lhe são feitas pela política neoliberal imperante, o que, muitas vezes, leva seus defensores a ter de assumir uma posição vista como conservadora.”
(SEVERINO, A. J. O ensino superior brasileiro: novas configurações e velhos desafios. Educ. rev. [online]. n. 31, p. 73-89, 2008)
Qual conclusão a que chega Severino sobre a problemática da modernização da educação?
I. O ponto fundamental da avaliação é atestar a capacidade de aprendizado e o nível de absorção de conteúdo por parte dos estudantes.
II. A avaliação pode ser considerada um processo complexo, que envolve todas as etapas e fatores envolvidos no contexto educacional.
III. Na educação superior, uma das ferramentas de avaliação externa é o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), aplicado aos estudantes ingressantes e concluintes de cursos selecionados.
IV. A avaliação, por sua natureza, só pode ser aplicada após a finalização de um determinado processo.
São falsas:
I. Considerar as atividades voltadas para o desenvolvimento, produção e preservação cultural e artística como relevantes para a afirmação do caráter nacional e de suas manifestações regionais, embora de interesse secundário para realização pela Universidade.
II. Estimular atividades de Extensão cujo desenvolvimento implique relações multi, inter e ou transdisciplinares e interprofissionais de setores da Universidade e da sociedade.
III. Criar condições para a participação da Universidade na elaboração das políticas públicas voltadas para a maioria da população, bem como para que ela se constitua como organismo legítimo para acompanhar e avaliar a implantação das mesmas.
IV. Priorizar práticas voltadas para o atendimento de necessidades sociais, exclusivamente relacionadas com as áreas de Comunicação, Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção, Trabalho.
Entre essas informações, quais são os objetivos da Política Nacional de Extensão Universitária?
“Art. 5º Estruturam a concepção e a prática das Diretrizes da Extensão na Educação Superior:
I - a interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade por meio da troca de conhecimentos, da participação e do contato com as questões complexas contemporâneas presentes no contexto social;
II - a formação cidadã dos estudantes, marcada e constituída pela vivência dos seus conhecimentos, que, de modo interprofissional e interdisciplinar, seja valorizada e integrada à matriz curricular;
III - a produção de mudanças na própria instituição superior e nos demais setores da sociedade, a partir da construção e aplicação de conhecimentos, bem como por outras atividades acadêmicas e sociais;
IV - a articulação entre ensino/extensão/pesquisa, ancorada em processo pedagógico único, interdisciplinar, político educacional, cultural, científico e tecnológico.”
Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=10425 1- rces007-18&category_slug=dezembro-2018-pdf&Itemid=30192>. Acesso em 09/11/2021. Com adaptações
Qual informação está inadequada sobre a Extensão Universitária?