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Q2684653 Direito Constitucional
Em relação aos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos constantes da Constituição Federal de 1988, especialmente quanto ao acesso de terceiros ao local de moradia do indivíduo, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q2684652 Noções de Informática

O encarregado de TI precisa gravar diversos arquivos em um dispositivo de armazenamento de dados e pediu ajuda aos seus colaboradores. Cada colaborador ofereceu um dispositivo com as seguintes capacidades:


Colaborador A: 1 TB;


Colaborador B: 1.024 KB;


Colaborador C: 2.048 GB;


Colaborador D: 5.120 MB


Colaborador E: 512 GB


A encarregada precisa do dispositivo com maior capacidade de armazenamento oferecido pelo:

Alternativas
Q2684650 Arquitetura de Computadores
A velocidade dos processadores dos microcomputadores atuais é normalmente medido em:
Alternativas
Q2684649 Noções de Informática
A tecla de atalho utilizado no Windows Explorer para selecionar todos os arquivos contidos numa pasta é: 
Alternativas
Q2684644 História e Geografia de Estados e Municípios
A tradicional encenação da Paixão de Cristo em Mucajaí chega a 40ª edição em 2024. O espetáculo reúne um elenco de 220 atores sendo a maioria moradores da cidade. Este ano o papel de Jesus foi interpretado por:
Alternativas
Q2684641 Conhecimentos Gerais
O Brasil recentemente enfrentou ondas de calor elevando as temperaturas acima de 40º graus em algumas regiões do país. Isso ocorre porque as águas do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais aquecidas devido a uma modificação do padrão de circulação atmosférico sobre o Pacífico. Esse fenômeno é conhecido como?
Alternativas
Q2684640 Conhecimentos Gerais
Segundo Agência Brasil o país se aproxima de 2 milhões de casos de dengue, fazendo com que 11 unidades federativas decretassem situação de emergência em saúde pública. Sobre o Aedes aegypti podemos afirmar que:
Alternativas
Q2684632 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Vítima da fome, da seca e da desigualdade social que assolavam o Nordeste brasileiro no final do século 19, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, tornou-se um dos bandidos mais famosos do país. Liderando um bando de cangaceiros, aterrorizou por mais de 20 anos cidades do sertão nordestino. Promoveu saques, assassinatos, torturas e estupros como forma de vingar as injustiças que sua família sofrera na mão das oligarquias.
Mesmo assim, Lampião ganhou a simpatia de algumas comunidades locais, que o tratavam como herói e justiceiro, e ofereciam abrigo ao bando. Ao mesmo tempo, tornou-se famoso em notícias de jornal e na literatura de cordel. Sua morte em 1938 representou na prática o fim do cangaço — e sua história foi elevada ao status de lenda brasileira.
O cangaço foi um movimento que marcou o Nordeste do Brasil durante o fim do século 19 e início do século 20. Suas raízes remontam ao período colonial, caracterizado pela desigualdade social e a exploração do trabalho nos latifúndios. Um dos principais processos que colaboraram para a formação do cangaço foi a implementação do sistema de sesmarias, em que muitos camponeses foram desapropriados de suas terras, ficando à mercê da pobreza e do abandono.
A seca, fenômeno climático recorrente no sertão nordestino, também contribuiu para que o movimento surgisse. A escassez de recursos e as péssimas condições de vida levaram muitos sertanejos ao desespero, buscando alternativas para sobreviver – entre elas, se organizam em bandos armados para cometer crimes.
Os dois fenômenos, o social e o climático, confluíram no contexto histórico de transformações políticas e sociais no Brasil a partir da República Velha (1889-1930). Nesse período, a organização política no Nordeste era marcada por oligarquias locais que exerciam forte controle sobre as terras.
Nesse cenário surgiu a figura do cangaceiro, uma espécie de “fora da lei’ que encontrava na violência uma forma de enfrentar injustiças e opressões. Liderados por líderes  carismáticos, eles formavam bandos armados que desafiavam a autoridade do Estado e atacavam grandes propriedades rurais.
O mais famoso cangaceiro de todos os tempos foi Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião, que liderou um bando por quase duas décadas. Lampião e seus seguidores se tornaram uma lenda no nordeste brasileiro, e suas ações ousadas e cruéis marcaram o imaginário popular.
Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/historia/noticia/2023/07/heroi-ou-bandido-quem-foi-lampiao-e-o-que-ele-representou-para-o-cangaco.ghtml acesso em março, 2024.
O termo "confluíram", no trecho "Os dois fenômenos, o social e o climático, confluíram no contexto histórico de transformações políticas e sociais no Brasil a partir da  República Velha." apresenta como sinônimo e antônimo, respectivamente:
Alternativas
Q2684631 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Vítima da fome, da seca e da desigualdade social que assolavam o Nordeste brasileiro no final do século 19, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, tornou-se um dos bandidos mais famosos do país. Liderando um bando de cangaceiros, aterrorizou por mais de 20 anos cidades do sertão nordestino. Promoveu saques, assassinatos, torturas e estupros como forma de vingar as injustiças que sua família sofrera na mão das oligarquias.
Mesmo assim, Lampião ganhou a simpatia de algumas comunidades locais, que o tratavam como herói e justiceiro, e ofereciam abrigo ao bando. Ao mesmo tempo, tornou-se famoso em notícias de jornal e na literatura de cordel. Sua morte em 1938 representou na prática o fim do cangaço — e sua história foi elevada ao status de lenda brasileira.
O cangaço foi um movimento que marcou o Nordeste do Brasil durante o fim do século 19 e início do século 20. Suas raízes remontam ao período colonial, caracterizado pela desigualdade social e a exploração do trabalho nos latifúndios. Um dos principais processos que colaboraram para a formação do cangaço foi a implementação do sistema de sesmarias, em que muitos camponeses foram desapropriados de suas terras, ficando à mercê da pobreza e do abandono.
A seca, fenômeno climático recorrente no sertão nordestino, também contribuiu para que o movimento surgisse. A escassez de recursos e as péssimas condições de vida levaram muitos sertanejos ao desespero, buscando alternativas para sobreviver – entre elas, se organizam em bandos armados para cometer crimes.
Os dois fenômenos, o social e o climático, confluíram no contexto histórico de transformações políticas e sociais no Brasil a partir da República Velha (1889-1930). Nesse período, a organização política no Nordeste era marcada por oligarquias locais que exerciam forte controle sobre as terras.
Nesse cenário surgiu a figura do cangaceiro, uma espécie de “fora da lei’ que encontrava na violência uma forma de enfrentar injustiças e opressões. Liderados por líderes  carismáticos, eles formavam bandos armados que desafiavam a autoridade do Estado e atacavam grandes propriedades rurais.
O mais famoso cangaceiro de todos os tempos foi Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião, que liderou um bando por quase duas décadas. Lampião e seus seguidores se tornaram uma lenda no nordeste brasileiro, e suas ações ousadas e cruéis marcaram o imaginário popular.
Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/historia/noticia/2023/07/heroi-ou-bandido-quem-foi-lampiao-e-o-que-ele-representou-para-o-cangaco.ghtml acesso em março, 2024.
No trecho "Liderando um bando de cangaceiros, aterrorizou por mais de 20 anos cidades do sertão nordestino.", nota-se a presença de:
Alternativas
Q2684629 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.
Vítima da fome, da seca e da desigualdade social que assolavam o Nordeste brasileiro no final do século 19, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, tornou-se um dos bandidos mais famosos do país. Liderando um bando de cangaceiros, aterrorizou por mais de 20 anos cidades do sertão nordestino. Promoveu saques, assassinatos, torturas e estupros como forma de vingar as injustiças que sua família sofrera na mão das oligarquias.
Mesmo assim, Lampião ganhou a simpatia de algumas comunidades locais, que o tratavam como herói e justiceiro, e ofereciam abrigo ao bando. Ao mesmo tempo, tornou-se famoso em notícias de jornal e na literatura de cordel. Sua morte em 1938 representou na prática o fim do cangaço — e sua história foi elevada ao status de lenda brasileira.
O cangaço foi um movimento que marcou o Nordeste do Brasil durante o fim do século 19 e início do século 20. Suas raízes remontam ao período colonial, caracterizado pela desigualdade social e a exploração do trabalho nos latifúndios. Um dos principais processos que colaboraram para a formação do cangaço foi a implementação do sistema de sesmarias, em que muitos camponeses foram desapropriados de suas terras, ficando à mercê da pobreza e do abandono.
A seca, fenômeno climático recorrente no sertão nordestino, também contribuiu para que o movimento surgisse. A escassez de recursos e as péssimas condições de vida levaram muitos sertanejos ao desespero, buscando alternativas para sobreviver – entre elas, se organizam em bandos armados para cometer crimes.
Os dois fenômenos, o social e o climático, confluíram no contexto histórico de transformações políticas e sociais no Brasil a partir da República Velha (1889-1930). Nesse período, a organização política no Nordeste era marcada por oligarquias locais que exerciam forte controle sobre as terras.
Nesse cenário surgiu a figura do cangaceiro, uma espécie de “fora da lei’ que encontrava na violência uma forma de enfrentar injustiças e opressões. Liderados por líderes  carismáticos, eles formavam bandos armados que desafiavam a autoridade do Estado e atacavam grandes propriedades rurais.
O mais famoso cangaceiro de todos os tempos foi Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião, que liderou um bando por quase duas décadas. Lampião e seus seguidores se tornaram uma lenda no nordeste brasileiro, e suas ações ousadas e cruéis marcaram o imaginário popular.
Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/sociedade/historia/noticia/2023/07/heroi-ou-bandido-quem-foi-lampiao-e-o-que-ele-representou-para-o-cangaco.ghtml acesso em março, 2024.
Sobre o trecho, é correto afirmar: 
Alternativas
Q2684628 Português
Selecione a alternativa em que o hífen foi corretamente empregado. 
Alternativas
Q2684627 Português
Selecione a alternativa que apresenta palavras com a mesma regra de acentuação do vocábulo baiuca.
Alternativas
Q2684625 Português
Leia as frases abaixo.

I. O pai de família tem medo da fome.
II. Na Páscoa, as pessoas gostam de comprar ovos de chocolate.
III. Na igreja, aprendemos a amar a Deus sobre todas as coisas.
IV. Meus amigos, que noite maravilhosa!
V. Não sabemos tudo, aliás, atrevo-me a dizer que não sabemos nada.

Os termos destacados nas frases são, respectivamente:
Alternativas
Q2684623 Português
Selecione a alternativa que apresenta problema de regência de acordo com a norma culta da língua portuguesa. 
Alternativas
Q2684620 Português
Assinale a alternativa em que o termo “se” está corretamente justificado pelos parênteses. 
Alternativas
Q2684619 Português
Existem termos na língua portuguesa que apresentam sentidos distintos quando são colocados em contextos diversos. Selecione a alternativa que apresenta o termo "que" na função sintática de pronome relativo. 
Alternativas
Q2588656 Português

Há desvio da norma culta em:

Alternativas
Q2588655 Português

Em apenas um ano, Rio Grande do Sul enfrentou dez episódios de chuvas extremas, analisa especialista em recursos hídricos da Unesp.

Rodrigo Manzione diz que construção de cidades próximas a rios teve por base sensação de segurança da população que se revelou equivocada, e explica os fatores atmosféricos e geográficos que contribuíram para os estragos que as chuvas e as cheias têm causado no estado desde 2023. "Políticos precisam aceitar que o Brasil necessita de investimentos pesados na área de contenção de riscos e desastres”, diz.

Em 08/05/2024

Renato Coelho

[...]

O governo do RS afirmou que 790 escolas de 216 municípios foram afetadas: 388 sofreram danos e 52 servem de abrigo. Também foram registrados problemas de transporte e de acesso, e estima-se que 273 mil estudantes foram impactados. As regiões de Porto Alegre, São Leopoldo, Estrela, Guaíba, Cachoeira do Sul e Canoas não têm previsão de retomada das aulas.

O governo decretou estado de calamidade, situação que foi reconhecida pelo governo federal. Dessa forma, o estado fica apto a solicitar recursos federais para ações de defesa civil como assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e restabelecimento de serviços essenciais. A Defesa Civil colocou a maior parte das bacias hidrográficas do estado com risco de elevação das águas acima da cota de inundação.

Rodrigo Lilla Manzione, professor e especialista em gestão de recursos hídricos da Unesp em Ourinhos, faz um panorama do estado de devastação que o Rio Grande do Sul enfrenta, e aponta aspectos geográficos, climáticos e administrativos que geram desastres dessa magnitude.

Manzione relata que o Rio Grande do Sul, especificamente, sofreu dez eventos de chuvas extremas apenas no último ano, entre junho de 23 e maio de 24, sendo um em junho, um em julho, dois em setembro, um em outubro, dois em novembro, um em janeiro e outro agora em abril / maio. Porém, as centenas de municípios afetados na última semana equivalem a três vezes o montante impactado pelo evento ocorrido em setembro, que já foi catastrófico.

"Existem cidades que estão passando pela quarta vez consecutiva por eventos como esse, de chuvas extremas e consequentes alagamentos. Os eventos citados primeiro ocorreram em regiões específicas, alguns mais concentrados. Mas, o que chama atenção nesse evento que está ocorrendo agora é a dimensão. Ele se espalhou por vários municípios. Já são, infelizmente, quase 100 óbitos segundo números oficiais, e muitos desaparecidos. Esses óbitos são por diferentes razões: soterramento, afogamento, choque elétrico. É realmente uma barbaridade o que está acontecendo no RS. Sem contar as 12 barragens sob pressão, duas em estado de emergência, cinco em estado de alerta e cinco em atenção. Uma delas, a Barragem 14 de Julho, rompeu parcialmente, e houve necessidade de evacuar dez municípios.”

De acordo com o pesquisador da Unesp, a calamidade ocorre porque a região possui muitos rios meandrantes e também muitos rios de serra. Essas características acabam dando uma velocidade para essas águas maior do que rios de planície. E quando eles encontram a planície, ali próximo da Baía dos Patos, na região de Porto Alegre, a água para, pois os rios de planície têm uma vazão menor. E quando a água para, a tendência é que ela se espalhe.

"Vários municípios do Rio Grande do Sul acabaram sendo criados nas curvas desses rios. Com as barragens e as benfeitorias ao longo do tempo, foi passada uma falsa sensação de segurança para a população. E esses municípios foram aumentando sem que medidas próprias e adequadas para a contenção das cheias fossem feitas. E, nesse evento específico, é possível ver um daqueles cenários em que vários componentes se unem para aumentar sua potência”, explica. [...]

O pesquisador compara os acontecimentos no estado gaúcho à destruição ocasionada pelo furacão Katrina nos EUA, em Nova Orleans, em 2005. "Só que o Katrina teve em torno de 2000 óbitos oficiais e foi concentrado numa região. Esse evento no Rio Grande do Sul, embora não tenha causado tantas vítimas fatais, acabou destruindo a infraestrutura do Estado. Devido ao imenso impacto gerado na economia, agricultura e indústria, as cidades vão demorar para serem reconstruídas, e o custo será muito alto", diz.

[...]

Adaptado - https://jornal.unesp.br

"Rodrigo Manzione diz que construção de cidades próximas a rios teve por base [...]." (Subtítulo)


Os verbos nesse período estão no seguinte modo e tempo:

Alternativas
Q2588648 Português

Em apenas um ano, Rio Grande do Sul enfrentou dez episódios de chuvas extremas, analisa especialista em recursos hídricos da Unesp.

Rodrigo Manzione diz que construção de cidades próximas a rios teve por base sensação de segurança da população que se revelou equivocada, e explica os fatores atmosféricos e geográficos que contribuíram para os estragos que as chuvas e as cheias têm causado no estado desde 2023. "Políticos precisam aceitar que o Brasil necessita de investimentos pesados na área de contenção de riscos e desastres”, diz.

Em 08/05/2024

Renato Coelho

[...]

O governo do RS afirmou que 790 escolas de 216 municípios foram afetadas: 388 sofreram danos e 52 servem de abrigo. Também foram registrados problemas de transporte e de acesso, e estima-se que 273 mil estudantes foram impactados. As regiões de Porto Alegre, São Leopoldo, Estrela, Guaíba, Cachoeira do Sul e Canoas não têm previsão de retomada das aulas.

O governo decretou estado de calamidade, situação que foi reconhecida pelo governo federal. Dessa forma, o estado fica apto a solicitar recursos federais para ações de defesa civil como assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e restabelecimento de serviços essenciais. A Defesa Civil colocou a maior parte das bacias hidrográficas do estado com risco de elevação das águas acima da cota de inundação.

Rodrigo Lilla Manzione, professor e especialista em gestão de recursos hídricos da Unesp em Ourinhos, faz um panorama do estado de devastação que o Rio Grande do Sul enfrenta, e aponta aspectos geográficos, climáticos e administrativos que geram desastres dessa magnitude.

Manzione relata que o Rio Grande do Sul, especificamente, sofreu dez eventos de chuvas extremas apenas no último ano, entre junho de 23 e maio de 24, sendo um em junho, um em julho, dois em setembro, um em outubro, dois em novembro, um em janeiro e outro agora em abril / maio. Porém, as centenas de municípios afetados na última semana equivalem a três vezes o montante impactado pelo evento ocorrido em setembro, que já foi catastrófico.

"Existem cidades que estão passando pela quarta vez consecutiva por eventos como esse, de chuvas extremas e consequentes alagamentos. Os eventos citados primeiro ocorreram em regiões específicas, alguns mais concentrados. Mas, o que chama atenção nesse evento que está ocorrendo agora é a dimensão. Ele se espalhou por vários municípios. Já são, infelizmente, quase 100 óbitos segundo números oficiais, e muitos desaparecidos. Esses óbitos são por diferentes razões: soterramento, afogamento, choque elétrico. É realmente uma barbaridade o que está acontecendo no RS. Sem contar as 12 barragens sob pressão, duas em estado de emergência, cinco em estado de alerta e cinco em atenção. Uma delas, a Barragem 14 de Julho, rompeu parcialmente, e houve necessidade de evacuar dez municípios.”

De acordo com o pesquisador da Unesp, a calamidade ocorre porque a região possui muitos rios meandrantes e também muitos rios de serra. Essas características acabam dando uma velocidade para essas águas maior do que rios de planície. E quando eles encontram a planície, ali próximo da Baía dos Patos, na região de Porto Alegre, a água para, pois os rios de planície têm uma vazão menor. E quando a água para, a tendência é que ela se espalhe.

"Vários municípios do Rio Grande do Sul acabaram sendo criados nas curvas desses rios. Com as barragens e as benfeitorias ao longo do tempo, foi passada uma falsa sensação de segurança para a população. E esses municípios foram aumentando sem que medidas próprias e adequadas para a contenção das cheias fossem feitas. E, nesse evento específico, é possível ver um daqueles cenários em que vários componentes se unem para aumentar sua potência”, explica. [...]

O pesquisador compara os acontecimentos no estado gaúcho à destruição ocasionada pelo furacão Katrina nos EUA, em Nova Orleans, em 2005. "Só que o Katrina teve em torno de 2000 óbitos oficiais e foi concentrado numa região. Esse evento no Rio Grande do Sul, embora não tenha causado tantas vítimas fatais, acabou destruindo a infraestrutura do Estado. Devido ao imenso impacto gerado na economia, agricultura e indústria, as cidades vão demorar para serem reconstruídas, e o custo será muito alto", diz.

[...]

Adaptado - https://jornal.unesp.br

É CORRETO afirmar que prevalece no texto a seguinte linguagem:

Alternativas
Q2588646 Português

Em apenas um ano, Rio Grande do Sul enfrentou dez episódios de chuvas extremas, analisa especialista em recursos hídricos da Unesp.

Rodrigo Manzione diz que construção de cidades próximas a rios teve por base sensação de segurança da população que se revelou equivocada, e explica os fatores atmosféricos e geográficos que contribuíram para os estragos que as chuvas e as cheias têm causado no estado desde 2023. "Políticos precisam aceitar que o Brasil necessita de investimentos pesados na área de contenção de riscos e desastres”, diz.

Em 08/05/2024

Renato Coelho

[...]

O governo do RS afirmou que 790 escolas de 216 municípios foram afetadas: 388 sofreram danos e 52 servem de abrigo. Também foram registrados problemas de transporte e de acesso, e estima-se que 273 mil estudantes foram impactados. As regiões de Porto Alegre, São Leopoldo, Estrela, Guaíba, Cachoeira do Sul e Canoas não têm previsão de retomada das aulas.

O governo decretou estado de calamidade, situação que foi reconhecida pelo governo federal. Dessa forma, o estado fica apto a solicitar recursos federais para ações de defesa civil como assistência humanitária, reconstrução de infraestruturas e restabelecimento de serviços essenciais. A Defesa Civil colocou a maior parte das bacias hidrográficas do estado com risco de elevação das águas acima da cota de inundação.

Rodrigo Lilla Manzione, professor e especialista em gestão de recursos hídricos da Unesp em Ourinhos, faz um panorama do estado de devastação que o Rio Grande do Sul enfrenta, e aponta aspectos geográficos, climáticos e administrativos que geram desastres dessa magnitude.

Manzione relata que o Rio Grande do Sul, especificamente, sofreu dez eventos de chuvas extremas apenas no último ano, entre junho de 23 e maio de 24, sendo um em junho, um em julho, dois em setembro, um em outubro, dois em novembro, um em janeiro e outro agora em abril / maio. Porém, as centenas de municípios afetados na última semana equivalem a três vezes o montante impactado pelo evento ocorrido em setembro, que já foi catastrófico.

"Existem cidades que estão passando pela quarta vez consecutiva por eventos como esse, de chuvas extremas e consequentes alagamentos. Os eventos citados primeiro ocorreram em regiões específicas, alguns mais concentrados. Mas, o que chama atenção nesse evento que está ocorrendo agora é a dimensão. Ele se espalhou por vários municípios. Já são, infelizmente, quase 100 óbitos segundo números oficiais, e muitos desaparecidos. Esses óbitos são por diferentes razões: soterramento, afogamento, choque elétrico. É realmente uma barbaridade o que está acontecendo no RS. Sem contar as 12 barragens sob pressão, duas em estado de emergência, cinco em estado de alerta e cinco em atenção. Uma delas, a Barragem 14 de Julho, rompeu parcialmente, e houve necessidade de evacuar dez municípios.”

De acordo com o pesquisador da Unesp, a calamidade ocorre porque a região possui muitos rios meandrantes e também muitos rios de serra. Essas características acabam dando uma velocidade para essas águas maior do que rios de planície. E quando eles encontram a planície, ali próximo da Baía dos Patos, na região de Porto Alegre, a água para, pois os rios de planície têm uma vazão menor. E quando a água para, a tendência é que ela se espalhe.

"Vários municípios do Rio Grande do Sul acabaram sendo criados nas curvas desses rios. Com as barragens e as benfeitorias ao longo do tempo, foi passada uma falsa sensação de segurança para a população. E esses municípios foram aumentando sem que medidas próprias e adequadas para a contenção das cheias fossem feitas. E, nesse evento específico, é possível ver um daqueles cenários em que vários componentes se unem para aumentar sua potência”, explica. [...]

O pesquisador compara os acontecimentos no estado gaúcho à destruição ocasionada pelo furacão Katrina nos EUA, em Nova Orleans, em 2005. "Só que o Katrina teve em torno de 2000 óbitos oficiais e foi concentrado numa região. Esse evento no Rio Grande do Sul, embora não tenha causado tantas vítimas fatais, acabou destruindo a infraestrutura do Estado. Devido ao imenso impacto gerado na economia, agricultura e indústria, as cidades vão demorar para serem reconstruídas, e o custo será muito alto", diz.

[...]

Adaptado - https://jornal.unesp.br

"Políticos precisam aceitar que o Brasil necessita de investimentos pesados na área de contenção de riscos e desastres." (subtítulo)


A tipologia textual predominante nesse fragmento do texto é:

Alternativas
Respostas
1761: C
1762: B
1763: B
1764: C
1765: B
1766: B
1767: A
1768: B
1769: E
1770: E
1771: E
1772: D
1773: D
1774: A
1775: C
1776: C
1777: B
1778: B
1779: D
1780: C