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No SUS, o processo de planejamento da saúde é conduzido de forma ascendente e integrada, começando no nível local e chegando ao federal, com a participação dos respectivos conselhos de saúde.
Com base nesse contexto, assinale a alternativa correta.
As conferências de saúde correspondem a um mecanismo de participação da comunidade no SUS. Elas contam com a participação de representantes do governo, prestadores de serviço, profissionais de saúde e usuários, com o objetivo de avaliar a situação de saúde e propor as diretrizes para a formulação da política de saúde nos níveis correspondentes.
De acordo com a Lei no 8.142/1990, as conferências de saúde
Assinale a alternativa correta sobre os princípios e as diretrizes do SUS estabelecidos na Lei no 8.080/1990.
A Constituição Federal (CF) de 1988 consolidou a saúde como parte fundamental da seguridade social no Brasil. A partir dela, foram definidos os princípios que sustentam o acesso universal e igualitário aos serviços de saúde.
De acordo com a CF, a saúde é tratada como
Roupa em fase de crescimento
Não me impressiona tanto a notícia de que uns alemães puseram para andar no mercado um sapato capaz de acompanhar, até o limite de dois centímetros, o crescimento dos pés da garotada. Se me permitem, minha mãe fez melhor, ou fez antes, sem a pretensão de revolucionar o que quer que fosse.
Naquele tempo, a década de 50 (do século 20, por favor), não se usava comprar roupa pronta. Não que não existissem lojas de roupa. Era mais econômico mandar fazer.
Havia sempre na cidade uma pessoa jeitosa que costurava “para fora” e à qual se podia encomendar quase todo o guarda-roupa familiar a ser acondicionado, aliás, num guarda-roupa, trambolho que provinha, esse sim, de alguma loja, pois não se disseminara ainda a prática de embutir armários. Acontecia também de se convocar a tal pessoa para se instalar, de mala, cuia, tesoura e agulha, na residência da família, e ali pedalar, dias a fio, uma máquina de costura.
Em nossa casa costumava pousar a bem-humorada Noésia, exímia na arte de produzir himalaias de roupa. Foi Noésia quem confeccionou as prodigiosas calças que não paravam de espichar. Mas foi mamãe quem garimpou, sabe Deus em que atacadista, a peça de linho cinzento com que elas foram feitas. Deixa que eu dou jeito, dona Wanda, dizia Noésia a cada nova temporada em casa e, pela enésima vez, tome encurtar as barras.
(Humberto Werneck, O espalhador de passarinhos & outras crônicas. Adaptado)
Roupa em fase de crescimento
Não me impressiona tanto a notícia de que uns alemães puseram para andar no mercado um sapato capaz de acompanhar, até o limite de dois centímetros, o crescimento dos pés da garotada. Se me permitem, minha mãe fez melhor, ou fez antes, sem a pretensão de revolucionar o que quer que fosse.
Naquele tempo, a década de 50 (do século 20, por favor), não se usava comprar roupa pronta. Não que não existissem lojas de roupa. Era mais econômico mandar fazer.
Havia sempre na cidade uma pessoa jeitosa que costurava “para fora” e à qual se podia encomendar quase todo o guarda-roupa familiar a ser acondicionado, aliás, num guarda-roupa, trambolho que provinha, esse sim, de alguma loja, pois não se disseminara ainda a prática de embutir armários. Acontecia também de se convocar a tal pessoa para se instalar, de mala, cuia, tesoura e agulha, na residência da família, e ali pedalar, dias a fio, uma máquina de costura.
Em nossa casa costumava pousar a bem-humorada Noésia, exímia na arte de produzir himalaias de roupa. Foi Noésia quem confeccionou as prodigiosas calças que não paravam de espichar. Mas foi mamãe quem garimpou, sabe Deus em que atacadista, a peça de linho cinzento com que elas foram feitas. Deixa que eu dou jeito, dona Wanda, dizia Noésia a cada nova temporada em casa e, pela enésima vez, tome encurtar as barras.
(Humberto Werneck, O espalhador de passarinhos & outras crônicas. Adaptado)
A leitura nos convida a conhecer a experiência de homens e mulheres, de nossa época ou de épocas passadas, de diferentes lugares, transcrita em palavras que podem nos ensinar muito sobre nós mesmos. E os textos que alguém nos passa, e que também passamos a outros, representam uma abertura para círculos de pertencimento mais amplos, que se estendem para além do parentesco e da localidade.
Vou citar Albert Camus, um escritor que conhecia bem a pobreza e que escreveu: “A pobreza e a ignorância tornavam a vida mais difícil, mais insípida, fechada em si mesma; a miséria é uma fortaleza sem ponte levadiça”. A imagem de uma fortaleza sem ponte levadiça nos lembra o quanto a reclusão e o isolamento são, em geral, o destino que cabe aos pobres. Pois o que também distingue as categorias sociais, não esqueçamos isso, é o horizonte, o espaço de referência daqueles que as compõem. Alguns podem ver mais longe que outros, pensar suas vidas em uma outra escala. E o horizonte de muitos habitantes da zona rural, de condição modesta, como também o horizonte popular urbano, foi, por muito tempo, e ainda o é com frequência, a família, os vizinhos, “nós”. Enquanto o resto do mundo é visto como “eles”, com traços bem mal definidos.
Mas, às vezes, existem pontes levadiças. Camus, assim como outros escritores nascidos em famílias pobres, expressou sua gratidão por um professor e por uma biblioteca municipal que o haviam ajudado a descobrir que existia algo além do espaço familiar. Para ele as pontes levadiças foram esse professor e essa biblioteca. Cito-o novamente: “No fundo, o conteúdo dos livros pouco importava. O importante era o que sentiam ao entrar na biblioteca, onde não viam a parede de livros negros mas sim um espaço e horizontes múltiplos que, desde a entrada, lhes tiravam da vida estreita do bairro”.
(Michèle Petit, Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. Adaptado)
A leitura nos convida a conhecer a experiência de homens e mulheres, de nossa época ou de épocas passadas, de diferentes lugares, transcrita em palavras que podem nos ensinar muito sobre nós mesmos. E os textos que alguém nos passa, e que também passamos a outros, representam uma abertura para círculos de pertencimento mais amplos, que se estendem para além do parentesco e da localidade.
Vou citar Albert Camus, um escritor que conhecia bem a pobreza e que escreveu: “A pobreza e a ignorância tornavam a vida mais difícil, mais insípida, fechada em si mesma; a miséria é uma fortaleza sem ponte levadiça”. A imagem de uma fortaleza sem ponte levadiça nos lembra o quanto a reclusão e o isolamento são, em geral, o destino que cabe aos pobres. Pois o que também distingue as categorias sociais, não esqueçamos isso, é o horizonte, o espaço de referência daqueles que as compõem. Alguns podem ver mais longe que outros, pensar suas vidas em uma outra escala. E o horizonte de muitos habitantes da zona rural, de condição modesta, como também o horizonte popular urbano, foi, por muito tempo, e ainda o é com frequência, a família, os vizinhos, “nós”. Enquanto o resto do mundo é visto como “eles”, com traços bem mal definidos.
Mas, às vezes, existem pontes levadiças. Camus, assim como outros escritores nascidos em famílias pobres, expressou sua gratidão por um professor e por uma biblioteca municipal que o haviam ajudado a descobrir que existia algo além do espaço familiar. Para ele as pontes levadiças foram esse professor e essa biblioteca. Cito-o novamente: “No fundo, o conteúdo dos livros pouco importava. O importante era o que sentiam ao entrar na biblioteca, onde não viam a parede de livros negros mas sim um espaço e horizontes múltiplos que, desde a entrada, lhes tiravam da vida estreita do bairro”.
(Michèle Petit, Os jovens e a leitura: uma nova perspectiva. Adaptado)
I- Conviver harmoniosamente com amigos e familiares.
II- Ter tempo para refletir sobre os próprios sentimentos.
III- Ter projetos de vida e agir conforme esses projetos.
IV- Negar vivenciar momentos de adversidades e tristezas.
V- Estar, permanentemente, vivendo momentos de alegria.
Estão CORRETOS
I- O significado do que é ser feliz pode variar de pessoa para pessoa.
II- A demonstração de felicidade é inadmissível quando incomoda o outro.
III- A felicidade de alguém pode deixar algumas pessoas incomodadas.
IV- O sentimento de felicidade está relacionado à transitoriedade.
V- A felicidade como um sentimento permanente é uma meta a ser buscada.
Estão CORRETAS as afirmativas
Uma das mais importantes descobertas na investigação etiológica de câncer nos últimos 30 anos foi a demonstração da relação entre o papilomavírus humano (HPV) e o câncer do colo do útero, mortalidade ajustada por idade, pela população mundial, de 4,8/100 mil mulheres.
A atuação das equipes de saúde da Atenção Básica é decisiva na prevenção, detecção precoce e encaminhamento dos casos relacionados ao câncer do colo do útero. A compreensão clínica dos estágios da infecção pelo HPV, das lesões precursoras e das manifestações do câncer invasor é essencial para conduzir ações baseadas em evidências. Tais ações vão além da coleta do exame citopatológico, exigindo a sua articulação com exames complementares e avaliação clínica. A análise dos sinais e sintomas permite diferenciar quadros precoces de lesões mais avançadas.
Com base no exposto e nas diretrizes do Ministério da Saúde, assinale a alternativa CORRETA.
Diante desse cenário, espera-se que o profissional compreenda seus direitos éticos, as condições que autorizam a suspensão das atividades e as medidas legais e administrativas corretas a serem tomadas, analisando criticamente os limites da atuação ética frente a situações de risco assistencial e institucional.
Analise as alternativas a seguir, com base na Resolução Cofen n.º 564/2017 (Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem), e assinale a CORRETA, quanto à conduta ética do técnico de enfermagem Carlos diante da situação descrita.
Entre os direitos dos profissionais de enfermagem, estabelecidos pelo Código de Ética, publicado na Resolução Cofen n.º 564/2017, estão:
I- Exercer a enfermagem com liberdade, segurança técnica, científica e ambiental, autonomia, e ser tratado sem discriminação de qualquer natureza, segundo os princípios e pressupostos legais, éticos e dos direitos humanos.
II- Exercer atividades em locais de trabalho livre de riscos e danos e violências física e psicológica à saúde do trabalhador, em respeito à dignidade humana e à proteção dos direitos dos profissionais de enfermagem.
III- Apoiar e/ou participar de movimentos de defesa da dignidade profissional, do exercício da cidadania e das reivindicações por melhores condições de assistência, trabalho e remuneração, observados os parâmetros e os limites da legislação vigente.
IV- Liderar, coordenar e delimitar a prática multiprofissional, interdisciplinar e transdisciplinar com responsabilidade, autonomia e liberdade, observando os preceitos éticos e legais de cada profissão.
V- Associar-se, exercer cargos e participar de Organizações das Categorias Multiprofissionais e Órgãos de Fiscalização do Exercício Multiprofissional, atendidos os requisitos legais.
Estão CORRETAS as afirmativas
Considere as assertivas a seguir sobre esse assunto:
I. Feridas agudas são aquelas em que a cicatrização fica estagnada no processo inflamatório e proliferativo e demandam mais de quatro semanas para fechar, caracterizada pela presença de células senescentes, com baixa capacidade mitótica, alta produção de citocinas inflamatórias e proteases de serina. PORQUE
II. Feridas crônicas têm o processo de cicatrização bem definido e ocorre em tempo adequado, cerca de quatro semanas, sem complicações, geralmente originadas de cirurgias (intencionais) ou traumas (não intencionais) e caracterizadas pela presença de células com alta atividade mitótica, baixa produção de citocinas inflamatórias e proteases de serina.
Assinale a alternativa CORRETA sobre essas duas assertivas:
Para a avaliação de uma ferida cutânea, existem quatro componentes na observação do leito da ferida e cada um deles enfoca uma diferente anomalia fisiopatológica que compromete a cicatrização e eles formam um esquema que oferece aos enfermeiros uma abordagem global do tratamento das lesões, amparada nos termos do acrônimo TIME – T: tissue (tecido inviável); I: infection (infecção/inflamação); M: moisture (manutenção do meio úmido); E: edge (não avanço das bordas da ferida).
Caso: Durante avaliação de rotina em unidade de internação, o enfermeiro identifica em um paciente, restrito ao leito, uma lesão por pressão em região trocantérica direita, com presença de esfacelos, bordas irregulares sem sinais de epitelização, exsudato purulento em grande quantidade, acompanhado de odor fétido e áreas de fibrina por ressecamento. O curativo havia sido trocado, entretanto, não havia registro de avaliação prévia ou prescrição profissional.
Considerando a Resolução Cofen n.º 567/2018 e os princípios do modelo TIME para avaliação sistemática de feridas, assinale a alternativa que apresenta a conduta tecnicamente CORRETA e legalmente respaldada, para o caso:
I- A quantidade prescrita de aminofilina para o paciente é de 49,2 mg por dose.
II- O profissional, para administrar a dose prescrita, deve aspirar 2,05 mL da ampola e completar com 20 mL de SF 0,9%, totalizando 22,05 mL a ser administrado.
III- O gotejamento do soro deve ser ajustado para 42 gotas por minuto.
IV- A infusão da aminofilina, com o volume total da solução diluída, deve ocorrer em uma taxa de 44 gotas por minuto.
Estão CORRETAS as afirmativas
Diagnósticos de enfermagem: A - Perfusão tissular ineficaz associada à hipovolemia e sepse, evidenciada por hipotensão, taquicardia e débito urinário diminuído. B - Risco de instabilidade glicêmica relacionado ao estresse metabólico e uso de drogas vasoativas e sedação contínua.
Analise as assertivas a seguir sobre esse caso:
I. O diagnóstico de enfermagem A é adequado à paciente considerando as características definidoras identificadas nos períodos pré e pós-operatórios. PORQUE
II. Esse diagnóstico envolve alteração na oxigenação celular resultante da incapacidade do corpo de suprir as necessidades teciduais, sendo justificada por evidências como alterações hemodinâmicas e sinais de hipoperfusão.
Assinale a alternativa CORRETA sobre as duas assertivas:
O processo de enfermagem organiza-se em cinco etapas inter-relacionadas, interdependentes, recorrentes e cíclicas, descritas a seguir:
I- Avaliação de enfermagem – coleta de dados subjetivos e objetivos pertinentes à saúde da pessoa, da família, coletividade e grupos especiais, realizada mediante auxílio de técnicas (laboratoriais e de imagem, testes clínicos, escalas de avaliação validadas, protocolos institucionais e outros).
II- Diagnóstico de enfermagem – compreende a identificação de problemas existentes, condições de vulnerabilidades ou disposições para melhorar comportamentos de saúde que representam o julgamento clínico das informações obtidas sobre as necessidades do cuidado à pessoa, família, coletividade ou grupos especiais.
III- Planejamento de enfermagem – desenvolvimento de um plano assistencial direcionado à pessoa, família, coletividade, grupos especiais, envolvendo determinação de resultados, tomada de decisão terapêutica e protocolos assistenciais.
IV- Implementação de enfermagem – realização das intervenções, ações e atividades, respeitando as resoluções, por meio da colaboração e comunicação contínua, inclusive com a checagem quanto à execução da prescrição de enfermagem.
V- Evolução de enfermagem – compreende a avaliação dos resultados alcançados de enfermagem e saúde da pessoa, família, coletividade e de grupos especiais. Essa etapa permite a análise e a revisão de todo o processo de enfermagem.
Estão CORRETAS as afirmativas