Questões de Concurso
Comentadas para servente
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(__)A favor da sustentabilidade, é adequado utilizar o mesmo balde de água para a limpeza de diferentes ambientes, mesmo quando a água já apresenta sujidade visível.
(__)O pano utilizado na limpeza de superfícies internas deve estar excessivamente úmido, a fim de facilitar a remoção de sujeiras.
(__)A limpeza de superfícies deve seguir o princípio de iniciar pelas áreas mais altas e finalizar nas mais baixas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA de cima para baixo.
I.Equipamento de Proteção Individual (EPI) corresponde a todo dispositivo ou produto de uso individual utilizado pelo trabalhador, com a finalidade de protegê-lo contra riscos à saúde e à segurança no exercício de suas atividades.
II.O uso de EPIs, como luvas, máscaras e aventais, contribui para a proteção do servente de limpeza durante a manipulação de produtos químicos e resíduos, devendo ser utilizado de acordo com orientação e finalidade específica.
III.O trabalhador deve utilizar o EPI apenas quando julgar necessário, podendo dispensá-lo em atividades rotineiras de limpeza sem risco aparente.
Assinale a alternativa CORRETA:
I. A sinalização de piso molhado deve ser usada enquanto houver risco de escorregamento, mesmo que a limpeza já tenha sido concluída.
II. Os produtos de limpeza podem ser misturados quando têm finalidade semelhante, desde que sejam usados em pequena quantidade.
III. O uso de luvas, calçado adequado e atenção aos rótulos dos produtos contribui para prevenir acidentes durante a rotina de limpeza.
Está(ão) CORRETA(S):
A NR-32 estabelece medidas de segurança e saúde no trabalho em serviços de saúde. Em uma unidade de atendimento, o Servente realiza limpeza em áreas internas e auxilia no recolhimento de resíduos. Sobre cuidados aplicáveis a essa rotina, analise as assertivas a seguir.
I. A capacitação do trabalhador deve envolver noções de higiene pessoal, riscos biológicos e químicos, sinalização, rotulagem, uso de EPI e procedimentos em situações de emergência.
II. A varrição seca em áreas internas pode ser realizada quando o local estiver sem circulação de pacientes e o trabalhador estiver utilizando luvas.
III. O transporte manual de recipiente de resíduos deve ser feito de modo que não haja contato com outras partes do corpo, sendo vedado o arrasto.
Está(ão) CORRETA(S):
Às vezes a vida parece desenhar símbolos repetidos. Quem olha com atenção percebe que certas imagens atravessam a poesia, a música, os mitos e até os ditados populares. Uma dessas imagens é a pedra.
Na canção Águas de março, de Tom Jobim, ela aparece quase casualmente: “é pau, é pedra, é o fim do caminho”. No meio de tantas coisas simples: tocos, restos, pedaços do cotidiano. A pedra está ali, como parte natural da paisagem da vida.
Mas a pedra também ganhou lugar definitivo na poesia de Carlos Drummond de Andrade. No poema No meio do caminho, ela interrompe a passagem e insiste na memória. Drummond repete sua presença tantas vezes que aquela pedra deixa de ser apenas um objeto. Ela se transforma no próprio símbolo do obstáculo inevitável.
Antes mesmo da poesia moderna, os mitos já falavam de pedras. A mais famosa talvez seja a de Sísifo, condenado a empurrar eternamente uma rocha montanha acima, apenas para vê-la rolar de volta. Uma imagem antiga que lembra o esforço humano de todos os dias: trabalhar, recomeçar, tentar outra vez.
Mas há também outra pedra, menos pesada e mais sonhada: a lendária Pedra Filosofal, buscada pelos alquimistas como capaz de transformar metais comuns em ouro. Uma pedra que representa a esperança de transformação, a possibilidade de que aquilo que parece simples ou bruto esconda algo precioso.
Entre tantas pedras, a do caminho, a do esforço, a da transformação, aparece ainda a sabedoria tranquila do povo: água mole em pedra dura tanto bate até que fura.
Talvez seja essa a verdadeira constelação de pedras da existência. Algumas nos fazem tropeçar. Outras exigem esforço diário. Outras ainda prometem mudança.
E então chegam as águas de março. Elas correm sobre todas as pedras. Passam por cima, contornam, insistem. Não derrubam tudo de uma vez, mas lembram que o tempo também trabalha devagar.
Talvez viver seja isso: caminhar entre pedras e águas. E aprender, pouco a pouco, que até as pedras mais antigas acabam fazendo parte do caminho.
Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado).