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Q3890761 Direito Administrativo
A gestão do plano de carreira dos servidores da educação básica municipal demanda estrutura específica para garantir a adequada aplicação das normas estatutárias e a observância dos direitos funcionais. Considerando as disposições legais sobre a Comissão de Gestão do Plano de Carreira, marque a alternativa correta. 
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Q3890760 Legislação dos Municípios do Estado da Bahia
A cessão de servidores do magistério público do município de Jequié constitui mecanismo de mobilidade funcional que deve observar requisitos e condições específicas estabelecidas na Lei Complementar nº 007/2025, a qual dispõe sobre o estatuto do magistério público municipal. Sobre o instituto da cessão e seus efeitos no regime jurídico do servidor cedido, indique a opção correta.
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Q3890758 Direito Administrativo
Após processo disciplinar regular, Carla, servidora pública efetiva do Município de Jequié, lotada na Secretaria de Administração, recebeu a penalidade de suspensão por 45 dias, em razão de falta grave cometida no exercício de suas funções. Ocorre que o ato punitivo foi assinado apenas pelo chefe imediato da repartição, levando Carla a questionar a validade da sanção por vício de competência. À luz do Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Jequié, Lei nº 485, de 29 de outubro de 1962, é correto afirmar que a autoridade competente para aplicar tal penalidade é o(a):
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Q3890757 Legislação dos Municípios do Estado da Bahia
De acordo com a Lei nº 1.130, de 5 de abril de 1990 (Lei Orgânica do Município de Jequié), a iniciativa de leis complementares e ordinárias que tratem de assuntos de interesse específico do Município, da cidade ou de seus bairros é atribuída a determinados legitimados. Considerando tais disposições, é correto afirmar que:
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Q3890747 Raciocínio Lógico
Considere a seguinte proposição:

Se Gustavo é astronauta, então Cristiano é mergulhador.

A negação da proposição acima está corretamente indicada na seguinte alternativa:
Alternativas
Q3890737 Português
O vocábulo “que” é o morfema gramatical mais difícil de se analisar na língua portuguesa, em virtude dos seus múltiplos valores e funções sintáticas. Marque a opção em que a palavra “que” é substantivo.
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Q3890735 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
No trecho: “Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida”, marque o item correto quanto à concordância nominal.
Alternativas
Q3890734 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
No trecho: “Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: ‘É impossível.’”, a conjunção “embora” introduz uma oração que estabelece, em relação à oração principal, a seguinte relação lógico-discursiva:
Alternativas
Q3890733 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
O trecho selecionado contém a seguinte passagem: “Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível”. Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incómodo.”
Considerando as regras de uso da vírgula e da pontuação na norma-padrão, identifique a opção correta.
Alternativas
Q3890732 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
 No trecho: “Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa.”, assinale a alternativa correta quanto à concordância verbal.
Alternativas
Q3890730 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
No trecho: “Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.” No fragmento existem duas palavras esdrúxulas. Assinale a alternativa que a palavra deveria ser acentuada pela mesma regra.
Alternativas
Q3890729 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
Considerando o trecho selecionado, é possível afirmar que ele desenvolve centralmente um tema que:
Alternativas
Q3890728 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
Apesar do tom objetivo dos diálogos, o narrador deixa entrever a percepção de K. sobre os homens que invadiram o ambiente. Com base nas pistas dadas, é possível inferir que:
Alternativas
Q3890727 Português
Trecho de “O Processo” – Franz Kafka


       Alguém devia ter caluniado Josef K., porque foi preso uma manhã, sem que ele houvesse feito alguma coisa de mal. A cozinheira da Senhora Grubach, a dona da pensão, que lhe levava o pequeno-almoço todos os dias por volta das oito horas, não apareceu desta vez. Isto nunca tinha acontecido. K. aguardou mais um pouco; apoiado na almofada da cama, viu a velha senhora que morava em frente da sua casa a observá-lo com uma curiosidade completamente desacostumada; mas depois, sob o efeito simultâneo da surpresa e da fome, tocou a campainha.

     Bateram logo à porta e entrou um homem que ele nunca vira naquela casa. Era esbelto e, no entanto, de constituição sólida, trajava um fato preto muito justo que, à semelhança dos fatos de viagem, possuía diversas pregas, algibeiras, botões e um cinto, em consequência do que, sem que se conseguisse designar-lhe o uso, parecia particularmente prático.

      “Quem é o senhor?”, perguntou K., erguendo-se na cama. Mas o homem ignorou a pergunta e limitou-se a perguntar: “Chamou alguém?” K. respondeu que esperava Anna com o pequeno-almoço, mas o intruso abriu a porta e repetiu para alguém que parecia estar ao lado: “Ele quer que Anna lhe traga o pequeno-almoço.” Um breve riso ecoou na sala contígua.

        Embora o desconhecido não tivesse dito nada que ele já não soubesse, insistiu: “É impossível.” Isso irritou K., que então saltou da cama, vestiu-se apressadamente e afirmou que queria ver que gente era aquela e como a Senhora Grubach explicaria semelhante incômodo. Mas o homem apenas sugeriu que ele permanecesse no quarto.

        K., no entanto, decidiu atravessar a porta. Na sala ao lado, encontrou outro homem sentado junto à janela aberta, com um livro na mão, que imediatamente o repreendeu: “Deveria ter permanecido no seu quarto! Franz não lho disse?” K. perguntou novamente quem eram, mas recebeu a resposta seca: estava detido. “Por quê?”, perguntou. “Não fomos encarregados de lho dizer. Vá para o seu quarto e espere. O processo judicial acaba de ser instaurado”, respondeu o homem, levantando-se.

    K. percebeu que a sala estava arrumada como sempre, com móveis antigos, porcelanas e fotografias — tudo no seu devido lugar, exceto pela presença desses homens estranhos. Ao olhar pela janela, a velha senhora ainda o observava com grande curiosidade. O segundo homem avisou que ele não tinha o direito de sair, pois estava detido. Quando K. insistiu em saber o motivo, ouviu apenas que as autoridades superiores já tinham se informado devidamente sobre a sua pessoa, e que erros eram impossíveis.

      K. tentou manter a calma, mas o absurdo da situação o enervava profundamente. Não sabia quem eram aqueles homens, nem que autoridade possuíam. Estava certo, porém, de que não permitiria que se aproveitassem dele tão facilmente. Afinal, como poderia alguém ser preso sem culpa, sem acusação clara e sem explicação alguma? Ainda assim, diante de tanta irracionalidade, percebeu que precisava manter a presença de espírito — seria esse, talvez, o único modo de recuperar o controle da situação.


Fonte: KAFKA, Franz. O Processo. Tradução de Guimarães Editores. Publicações Dom Quixote / LeYa, 2009. p.5-7.
No início do trecho, Josef K. estranha a ausência de Anna, responsável por levar-lhe o café da manhã diariamente. Enquanto tenta entender o que está acontecendo, ele observa, pela janela, a atitude da vizinha idosa. Sobre esse momento inicial, de acordo com o texto, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3364701 Educação Física
Os fundamentos do judô são importantes para a compreensão e a prática dessa arte marcial e esporte. Qual dos seguintes fundamentos do judô significa amortecimento de quedas ou rolamentos?
Alternativas
Q3364700 Pedagogia
A Educação para a Diversidade é muito importante para a construção de uma sociedade democrática e inclusiva. No ambiente escolar, ela busca promover o respeito às diferenças e combater todas as formas de discriminação e preconceito. Esse tema é especialmente relevante no contexto da educação básica, em que a escola deve se constituir como um espaço de acolhimento, inclusão e formação dos cidadãos. Com base no Documento Curricular Referencial da Bahia sobre Educação para a Diversidade, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3364699 Educação Física
O judô é uma arte marcial originária do Japão que se desenvolveu no final do século XIX. O esporte evoluiu ao longo dos anos e se espalhou por todo o mundo, tornando-se uma modalidade olímpica. No Brasil, o judô tem uma história rica e marcada por conquistas expressivas em competições internacionais. A respeito da história do judô no Brasil e no mundo, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3364698 Educação Física
O judô é uma arte marcial, um esporte de combate que possui um conjunto de regras específicas para garantir a segurança dos praticantes e a justiça nas competições. As regras do judô abrangem desde a vestimenta adequada até os critérios para a pontuação e técnicas permitidas durante as lutas. De acordo com as regras oficiais do judô, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q3364697 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
A Lei nº 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) visa garantir os direitos e a inclusão das pessoas com deficiência em todos os âmbitos da sociedade. O Art. 9º do Estatuto estabelece o direito a atendimento prioritário, especificando diversas situações e serviços onde essa prioridade deve ser assegurada. De acordo com o Art. 9º do Estatuto da Pessoa com Deficiência, são consideradas finalidades do atendimento prioritário, EXCETO:
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Q3364696 Direito Constitucional
De acordo com o Art. 208 da Constituição da República Federativa do Brasil, são garantias de dever do Estado com a educação, EXCETO:
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Respostas
1: A
2: C
3: B
4: A
5: D
6: A
7: A
8: D
9: B
10: C
11: B
12: C
13: D
14: A
15: B
16: A
17: D
18: C
19: B
20: A