Questões de Concurso Comentadas para prefeitura de lagarto - se

Foram encontradas 155 questões

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Q3965456 Nutrição
Os transtornos alimentares afetam principalmente adolescentes e jovens adultos. Em relação á bulimia e à anorexia, assinale a opção CORRETA:
Alternativas
Q3965455 Nutrição

O procedimento operacional padronizado, também conhecido como POP, é descrito como:


Alternativas
Q3965454 Nutrição
Congelamento é uma técnica de conservação de alimentos que consiste em reduzir a temperatura de um alimento abaixo do seu ponto de congelamento. Qual o método de congelamento mais utilizado?
Alternativas
Q3965450 Nutrição
Em relação ao pré-preparo e ao preparo de hortaliças é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3965449 Nutrição
A RDC nº 216/2004 dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação e preconiza regras de segurança para o preparo de alimentos. Nesse contexto, é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q3965448 Nutrição
Conforme a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção da Aterosclerose (2017), no que tange o tratamento da hipergliceridemia primária moderada, recomendam-se aproximadamente:
Alternativas
Q3965447 Nutrição
As Leis da Nutrição foram criadas por Pedro Escudero e expressam, de uma forma simples, as orientações para uma prática alimentar saudável. Desse modo, a Adequação é considerada a Lei Universal da Nutrição. Assinale a alternativa que possui os fatores que devem ser considerados para o cumprimento da Lei da Adequação:
Alternativas
Q3259041 Atualidades
“As mudanças climáticas podem ser naturais, como por meio de variações no ciclo solar. Mas, desde 1800, com o advento da Revolução Industrial, as atividades humanas têm sido o principal impulsionador das mudanças climáticas, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás.”
(Disponível: https://brasil.un.org/pt-br/175180-o-ques%C3%A3o-mudan%C3%A7as-clim%C3%A1ticas. Texto adaptado)

Sobre as mudanças climáticas é correto afirmar:
Alternativas
Q3259040 Atualidades
O conflito entre Israel e Palestina é um dos conflitos de mais longa duração da história da humanidade, especialmente na Faixa de Gaza, é marcado por uma série de eventos históricos complexos. A situação na Faixa de Gaza é profundamente enraizada na história e nas tensões que se intensificaram após a criação do Estado de Israel em 1948. Apesar das animosidades entre árabes e judeus terem precedentes mais antigos, o conflito contemporâneo tomou uma forma mais acentuada após a Guerra de Independência de Israel, em 1948, quando países árabes vizinhos invadiram os territórios que haviam sido destinados ao Estado de Israel pela Partilha da Palestina, proposta pela ONU em 1947. Desde então, a Faixa de Gaza, originalmente atribuída ao Estado Árabe que nunca se concretizou, tornando-se um dos epicentros da disputa.
Identifique, dentre as afirmações abaixo, qual informa corretamente uma das principais causas desse conflito.
Alternativas
Q3259039 Atualidades
“Alimentos ultraprocessados: eles não são só ruins para a saúde, como afetam a sua mente. O consumo de alimentos ultraprocessados pode aumentar o risco de ansiedade, de depressão e até do declínio cognitivo. As dietas ricas em alimentos ultraprocessados estão associadas ao aumento da morbidade e da mortalidade, incluindo o aumento do risco de síndrome metabólica, obesidade e depressão.”

(Disponível: www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2023/12/a limentos-ultraprocessados-eles-nao-sao-so-rui nspara-a-saude-como-afetam-a-sua-mente)

De acordo com o Ministério da Saúde alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas inteira ou majoritariamente de substâncias retiradas de alimentos, derivadas de constituintes de alimentos ou sintetizadas em laboratório com base em petróleo e carvão, são nutricionalmente desbalanceados e geralmente são ricos em_____________________________________________.


Assinale a alternativa que complete a sentença corretamente:
Alternativas
Q3259038 Atualidades
“Pantanal sofre o maior crime ambiental de todos os tempos. Fazendeiro de Mato Grosso gasta R$ 25 milhões para desmatar o Pantanal com veneno usado pelos Estados Unidos na Guerra contra o Vietnã. Um crime ambiental de desmatamento de uma área preservada no Pantanal para plantar capim e abrir pastagem para gado.”
(Disponível: https://www.ruraltectv.com.br/pantanalmaior-crime-ambiental/)

Crimes ambientais abrangem uma ampla gama de atividades que agridem o meio ambiente, desde a exploração ilegal de recursos naturais até a poluição de ecossistemas. Indivíduos e organizações podem ser responsabilizados por esses delitos. Sobre o que são considerados crimes ambientais, assinale V (verdadeiro) ou F (falso):

( ) Tráfico de animais silvestres. ( ) Queimadas. ( ) Descarte de resíduos tóxicos em locais inadequados. ( ) Poluição Sonora.


Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q3259037 Atualidades
Leonardo da Vinci ficou conhecido como um indivíduo com conhecimento avançado em várias áreas de conhecimento, entre elas a matemática, engenharia, ciência, anatomia, as artes entre outras. Nascido na Itália, em Florença, viveu no período do Renascimento e desde cedo teve interesse pelas artes ingressando em um ateliê ainda na adolescência. Dentre as obras mais famosas desse pintor temos La Gioconda, a teoria mais aceita entre os historiadores e cientistas da arte, na atualidade, é de que a pessoa retratada foi uma italiana nascida em Florença e seu marido, Francesco del Giocondo, foi quem encomendou a obra para o pintor. Como ficou conhecida mundialmente a obra?
Alternativas
Q3259036 Noções de Informática
Softwares utilitários são desenvolvidos para auxiliar em atividades rotineiras, neste contexto qual software permite criar textos, documentos ofícios, dentre outros de maneira profissional e eficiente. Analise as alternativas que seguem e assinale a opção correta que corresponde a um software de edição de texto. 
Alternativas
Q3259035 Noções de Informática
Os dispositivos de entrada e saída são componentes essenciais em um sistema de computador, permitindo a interação do usuário com o sistema e a apresentação de informações processadas. Considere os conceitos básicos de dispositivos de entrada e saída e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3259034 Noções de Informática
Os softwares utilitários são ferramentas essenciais que ajudam a gerenciar, manter e proteger um sistema de computador. Considere os conceitos básicos de uso de softwares utilitários.

Analise as alternativas e assinale a correta.
Alternativas
Q3259033 Noções de Informática
Analise a informação a seguir e assinale a alternativa que contém a opção que completa corretamente a lacuna que consta no texto que segue.

Na tecnologia, o____________________é um dispositivo computacional do tipo eletroeletrônico formado por um conjunto de componentes eletrônicos que executam variados tipos de tratamento de informações (ou processamento de dados) e de algoritmos. Inicialmente era uma máquina eletrônica que auxiliava na solução de cálculos, mas que passou por processos de atualização. 
Alternativas
Q3259032 Noções de Informática
Software podem ser definidos como uma sequência de instruções escritas para serem interpretadas por um computador para executar tarefas específicas. Neste contexto assinale a alternativa correta que apresenta uma opção de Software para Computador. 
Alternativas
Q3259029 Português
Por que feijão está sumindo do prato dos brasileiros?

Os brasileiros estão perdendo o hábito de comer feijão diariamente, em meio a mudanças culturais, avanço dos alimentos ultraprocessados e aumento de preços do produto.

Seguindo a tendência dos últimos anos, o feijão deixará de ser consumido de forma regular – de 5 a 7 dias na semana – em 2025, conforme estudo do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A partir daquele ano, a maior parte dos brasileiros passará a comer o alimento símbolo nacional com frequência considerada irregular (1 a 4 dias), de acordo com a pesquisa.

A perda de espaço do feijão no prato nacional, e sua substituição por alternativas menos saudáveis, tem consequências para a segurança alimentar e para a saúde da população.

Segundo o levantamento da UFMG, não consumir feijão está associado a uma chance 10% maior de desenvolver excesso de peso e 20% maior de obesidade, em relação à parcela da população que consome o produto com alguma frequência.

A importância histórica, nutricional e social do feijão

"O feijão surgiu de uma miscigenação das nossas heranças culinárias", observa a nutricionista Fernanda Serra Granado, que pesquisou o tema em seu doutorado na UFMG.

Segundo ela, a leguminosa já era um alimento nativo na América, conhecido pelos indígenas, que consumiam os grãos sem caldo, mesmo antes da colonização portuguesa.

Os portugueses acrescentaram o caldo, uma solução encontrada pelas senhoras europeias para umedecer a comida nativa, que elas consideravam muito seca. Trazidos ao Brasil escravizados, os africanos também consumiam o alimento, adicionando seus saberes ao preparo.

Mas a construção do feijão como um símbolo nacional só vai acontecer bem mais para frente, durante o Modernismo Brasileiro dos anos 1920.

 "Aí ele é expresso em poesia, em músicas e é reconhecido como esse símbolo identitário da nossa tradição culinária", diz Granado. Em termos nutricionais, o feijão é rico em proteínas e minerais, incluindo o ferro, além das vitaminas C e do complexo B (à exceção da B12, de origem animal) e fibras solúveis e insolúveis, importantes para o bom funcionamento da digestão.

"Além de ter um excelente perfil nutritivo e ser importante para manutenção da saúde da população, o feijão é um marcador de qualidade da dieta", afirma a pesquisadora.

"Isso porque o indivíduo, quando consome feijão, acaba complementando o prato com outros alimentos saudáveis, como arroz, vegetais, salada e uma proteína animal. Então, em geral, o feijão é um dos componentes de uma refeição nutricionalmente equilibrada."

O que explica a queda de consumo nos últimos anos

Mudanças culturais e o avanço dos ultraprocessados – alimentos calóricos e de baixo valor nutricional – estão no centro da redução do consumo de feijão, segundo a pesquisadora.

"Na década de 1980, há a entrada das grandes transnacionais de alimentos no Brasil e o avanço da participação das mulheres no mercado de trabalho, o que causa uma modificação no perfil de consumo da população, com os ultraprocessados sendo percebidos como uma solução prática para o dia a dia", observa a nutricionista.

"Com o passar do tempo, há também uma perda de práticas culinárias, da habilidade em si de preparar os alimentos, com a tradição de receitas que passavam entre gerações que começa a se perder."

Um terceiro fator que pesa na redução de consumo do feijão é o aumento de preços do produto, observa a especialista.

Em 11 anos, entre janeiro de 2012 e janeiro de 2023, o feijão carioca acumula alta de preços de 122% e o feijão preto, de 186%, comparado a uma inflação geral de 89% no período, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Ou seja, em pouco mais de uma década, o feijão carioca dobrou de preço e o feijão preto, quase triplicou.

Um dos fatores que explica esse encarecimento é a perda de espaço da produção agrícola de feijão para commodities como a soja e o milho, explica Granado.

Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área plantada de feijão no Brasil na safra 2022-2023 deverá ser de apenas 859 mil hectares, a menor da série histórica com início em 1976. O número representa uma redução de 65% em relação ao momento de auge, na safra 1981/1982.

"O produtor acaba abandonando a produção de feijão e outros alimentos que possuem valor agregado menor em comparação a commodities como soja e milho, que têm safras muito mais lucrativas, com demanda internacional", observa Granado.

Por fim, com relação à queda maior do consumo entre as mulheres, a especialista avalia que isso pode ser fruto da dupla jornada, que pode estar fazendo com que elas optem com mais frequência pela conveniência dos ultraprocessados.



(Por Thais Carrança - BBC News Brasil em São Paulo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c90935j2k8 go).
Com base no texto "Por que feijão está sumindo do prato dos brasileiros?" de Thais Carrança, assinale a alternativa que completa corretamente as frases abaixo utilizando as formas adequadas de "porquê", "por que", "porque" e "por quê":

1. O consumo de feijão está diminuindo ______ as pessoas estão optando por alimentos ultraprocessados.
2. O feijão é um alimento importante ______ possui um excelente perfil nutritivo. 3. Muitas pessoas não sabem o ______ do preço do feijão ter aumentado tanto nos últimos anos.
4. A produção de feijão no Brasil diminuiu, ______?
5.As mulheres têm consumido menos feijão ______ preferem a praticidade dos alimentos ultraprocessados.


A alternativa que responde corretamente à questão é:
Alternativas
Q3259028 Português
Por que feijão está sumindo do prato dos brasileiros?

Os brasileiros estão perdendo o hábito de comer feijão diariamente, em meio a mudanças culturais, avanço dos alimentos ultraprocessados e aumento de preços do produto.

Seguindo a tendência dos últimos anos, o feijão deixará de ser consumido de forma regular – de 5 a 7 dias na semana – em 2025, conforme estudo do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A partir daquele ano, a maior parte dos brasileiros passará a comer o alimento símbolo nacional com frequência considerada irregular (1 a 4 dias), de acordo com a pesquisa.

A perda de espaço do feijão no prato nacional, e sua substituição por alternativas menos saudáveis, tem consequências para a segurança alimentar e para a saúde da população.

Segundo o levantamento da UFMG, não consumir feijão está associado a uma chance 10% maior de desenvolver excesso de peso e 20% maior de obesidade, em relação à parcela da população que consome o produto com alguma frequência.

A importância histórica, nutricional e social do feijão

"O feijão surgiu de uma miscigenação das nossas heranças culinárias", observa a nutricionista Fernanda Serra Granado, que pesquisou o tema em seu doutorado na UFMG.

Segundo ela, a leguminosa já era um alimento nativo na América, conhecido pelos indígenas, que consumiam os grãos sem caldo, mesmo antes da colonização portuguesa.

Os portugueses acrescentaram o caldo, uma solução encontrada pelas senhoras europeias para umedecer a comida nativa, que elas consideravam muito seca. Trazidos ao Brasil escravizados, os africanos também consumiam o alimento, adicionando seus saberes ao preparo.

Mas a construção do feijão como um símbolo nacional só vai acontecer bem mais para frente, durante o Modernismo Brasileiro dos anos 1920.

 "Aí ele é expresso em poesia, em músicas e é reconhecido como esse símbolo identitário da nossa tradição culinária", diz Granado. Em termos nutricionais, o feijão é rico em proteínas e minerais, incluindo o ferro, além das vitaminas C e do complexo B (à exceção da B12, de origem animal) e fibras solúveis e insolúveis, importantes para o bom funcionamento da digestão.

"Além de ter um excelente perfil nutritivo e ser importante para manutenção da saúde da população, o feijão é um marcador de qualidade da dieta", afirma a pesquisadora.

"Isso porque o indivíduo, quando consome feijão, acaba complementando o prato com outros alimentos saudáveis, como arroz, vegetais, salada e uma proteína animal. Então, em geral, o feijão é um dos componentes de uma refeição nutricionalmente equilibrada."

O que explica a queda de consumo nos últimos anos

Mudanças culturais e o avanço dos ultraprocessados – alimentos calóricos e de baixo valor nutricional – estão no centro da redução do consumo de feijão, segundo a pesquisadora.

"Na década de 1980, há a entrada das grandes transnacionais de alimentos no Brasil e o avanço da participação das mulheres no mercado de trabalho, o que causa uma modificação no perfil de consumo da população, com os ultraprocessados sendo percebidos como uma solução prática para o dia a dia", observa a nutricionista.

"Com o passar do tempo, há também uma perda de práticas culinárias, da habilidade em si de preparar os alimentos, com a tradição de receitas que passavam entre gerações que começa a se perder."

Um terceiro fator que pesa na redução de consumo do feijão é o aumento de preços do produto, observa a especialista.

Em 11 anos, entre janeiro de 2012 e janeiro de 2023, o feijão carioca acumula alta de preços de 122% e o feijão preto, de 186%, comparado a uma inflação geral de 89% no período, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Ou seja, em pouco mais de uma década, o feijão carioca dobrou de preço e o feijão preto, quase triplicou.

Um dos fatores que explica esse encarecimento é a perda de espaço da produção agrícola de feijão para commodities como a soja e o milho, explica Granado.

Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área plantada de feijão no Brasil na safra 2022-2023 deverá ser de apenas 859 mil hectares, a menor da série histórica com início em 1976. O número representa uma redução de 65% em relação ao momento de auge, na safra 1981/1982.

"O produtor acaba abandonando a produção de feijão e outros alimentos que possuem valor agregado menor em comparação a commodities como soja e milho, que têm safras muito mais lucrativas, com demanda internacional", observa Granado.

Por fim, com relação à queda maior do consumo entre as mulheres, a especialista avalia que isso pode ser fruto da dupla jornada, que pode estar fazendo com que elas optem com mais frequência pela conveniência dos ultraprocessados.



(Por Thais Carrança - BBC News Brasil em São Paulo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c90935j2k8 go).
Analise a estrutura sintática do primeiro parágrafo do texto e marque a alternativa que traz a análise correta dos termos destacados:

“Os brasileiros estão perdendo o hábito de comer feijão diariamente, em meio a mudanças culturais, avanço dos alimentos ultraprocessados e aumento de preços do produto."
Alternativas
Q3259027 Português
Por que feijão está sumindo do prato dos brasileiros?

Os brasileiros estão perdendo o hábito de comer feijão diariamente, em meio a mudanças culturais, avanço dos alimentos ultraprocessados e aumento de preços do produto.

Seguindo a tendência dos últimos anos, o feijão deixará de ser consumido de forma regular – de 5 a 7 dias na semana – em 2025, conforme estudo do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A partir daquele ano, a maior parte dos brasileiros passará a comer o alimento símbolo nacional com frequência considerada irregular (1 a 4 dias), de acordo com a pesquisa.

A perda de espaço do feijão no prato nacional, e sua substituição por alternativas menos saudáveis, tem consequências para a segurança alimentar e para a saúde da população.

Segundo o levantamento da UFMG, não consumir feijão está associado a uma chance 10% maior de desenvolver excesso de peso e 20% maior de obesidade, em relação à parcela da população que consome o produto com alguma frequência.

A importância histórica, nutricional e social do feijão

"O feijão surgiu de uma miscigenação das nossas heranças culinárias", observa a nutricionista Fernanda Serra Granado, que pesquisou o tema em seu doutorado na UFMG.

Segundo ela, a leguminosa já era um alimento nativo na América, conhecido pelos indígenas, que consumiam os grãos sem caldo, mesmo antes da colonização portuguesa.

Os portugueses acrescentaram o caldo, uma solução encontrada pelas senhoras europeias para umedecer a comida nativa, que elas consideravam muito seca. Trazidos ao Brasil escravizados, os africanos também consumiam o alimento, adicionando seus saberes ao preparo.

Mas a construção do feijão como um símbolo nacional só vai acontecer bem mais para frente, durante o Modernismo Brasileiro dos anos 1920.

 "Aí ele é expresso em poesia, em músicas e é reconhecido como esse símbolo identitário da nossa tradição culinária", diz Granado. Em termos nutricionais, o feijão é rico em proteínas e minerais, incluindo o ferro, além das vitaminas C e do complexo B (à exceção da B12, de origem animal) e fibras solúveis e insolúveis, importantes para o bom funcionamento da digestão.

"Além de ter um excelente perfil nutritivo e ser importante para manutenção da saúde da população, o feijão é um marcador de qualidade da dieta", afirma a pesquisadora.

"Isso porque o indivíduo, quando consome feijão, acaba complementando o prato com outros alimentos saudáveis, como arroz, vegetais, salada e uma proteína animal. Então, em geral, o feijão é um dos componentes de uma refeição nutricionalmente equilibrada."

O que explica a queda de consumo nos últimos anos

Mudanças culturais e o avanço dos ultraprocessados – alimentos calóricos e de baixo valor nutricional – estão no centro da redução do consumo de feijão, segundo a pesquisadora.

"Na década de 1980, há a entrada das grandes transnacionais de alimentos no Brasil e o avanço da participação das mulheres no mercado de trabalho, o que causa uma modificação no perfil de consumo da população, com os ultraprocessados sendo percebidos como uma solução prática para o dia a dia", observa a nutricionista.

"Com o passar do tempo, há também uma perda de práticas culinárias, da habilidade em si de preparar os alimentos, com a tradição de receitas que passavam entre gerações que começa a se perder."

Um terceiro fator que pesa na redução de consumo do feijão é o aumento de preços do produto, observa a especialista.

Em 11 anos, entre janeiro de 2012 e janeiro de 2023, o feijão carioca acumula alta de preços de 122% e o feijão preto, de 186%, comparado a uma inflação geral de 89% no período, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Ou seja, em pouco mais de uma década, o feijão carioca dobrou de preço e o feijão preto, quase triplicou.

Um dos fatores que explica esse encarecimento é a perda de espaço da produção agrícola de feijão para commodities como a soja e o milho, explica Granado.

Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área plantada de feijão no Brasil na safra 2022-2023 deverá ser de apenas 859 mil hectares, a menor da série histórica com início em 1976. O número representa uma redução de 65% em relação ao momento de auge, na safra 1981/1982.

"O produtor acaba abandonando a produção de feijão e outros alimentos que possuem valor agregado menor em comparação a commodities como soja e milho, que têm safras muito mais lucrativas, com demanda internacional", observa Granado.

Por fim, com relação à queda maior do consumo entre as mulheres, a especialista avalia que isso pode ser fruto da dupla jornada, que pode estar fazendo com que elas optem com mais frequência pela conveniência dos ultraprocessados.



(Por Thais Carrança - BBC News Brasil em São Paulo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c90935j2k8 go).
Com base no texto, analise e identifique os fatores que contribuem para a redução do consumo de feijão entre os brasileiros e selecione a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
1: A
2: C
3: A
4: A
5: D
6: A
7: A
8: D
9: C
10: A
11: D
12: C
13: D
14: D
15: B
16: A
17: C
18: C
19: A
20: E