Questões de Concurso
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O que define um princípio implícito na Administração Pública?
José Afonso da Silva (2003) ao afirmar que “os atos e provimentos administrativos são imputáveis não ao funcionário que os pratica, mas ao órgão ou entidade administrativa da administração pública”, se posiciona sobre qual dos Princípios da Administração Pública abaixo:
As organizações efetuam contagem física de seus itens em estoque ou/e processamento periodicamente, para comparar a quantidade física com os dados contabilizados em seus registros, a fim de eliminar as discrepâncias que possam existir. Que tipo de procedimento em gestão se trata?
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Receita Federal deflagraram uma operação para desarticular a maior organização criminosa especializada em desmatamento ilegal e grilagem de terras públicas federais na Amazônia brasileira. De acordo com a Receita Federal, a quadrilha movimentou mais de R$ 1 bilhão entre 2012 e 2015.
Batizada de Rios Voadores, a operação foi deflagrada nos municípios de Altamira e Novo Progresso, no Pará, e nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
http://portalamazonia.com/noticias-detalhe/meio-ambiente/operacao-desarticula-maior-quadrilha-de-desmatamento-e-grilagem-da-amazonia/?cHash=1afe437b1f848e5f1422757e7b17c89f. Acesso em 09/08/2016.
A Operação Estatal para combater o desmatamento ilegal na Amazônia usa a expressão “Rios Voadores”, que na Amazônia representam
Ataques terroristas deixam centenas de mortos em 2016
No Iraque, um caminhão-bomba matou 308 pessoas no fim do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos. Na Síria, carros-bomba mataram 184 em áreas controladas pelo governo no fim de maio. A Turquia, vizinha do conflito na Síria e no Iraque, é um alvo frequente. Em junho, atiradores invadiram o aeroporto de Istambul e mataram 44 pessoas. Na Europa, ataques coordenados no aeroporto e metrô de Bruxelas deixaram 32 mortos em março. Na França, em 14 de julho, o motorista de um caminhão matou 84 pessoas em Nice, na França.
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2016/07/ataques-terroristas-deixam-centenas-de-mortos-em-2016.html. acesso em 02/08/2016, com adaptações.
Os atentados terroristas descritos acima têm em comum o fato de
O ajuste das contas públicas é a principal dificuldade na área econômica que o governo precisa enfrentar para superar a crise, segundo avaliação de economistas ouvidos pela Agência Brasil. “O principal problema do Brasil hoje é fiscal. Se não resolver nosso dilema fiscal, a dívida pública, que está em trajetória insustentável, vai continuar e vai contaminar todos os setores da economia brasileira. Então, tem que fazer uma âncora fiscal para mostrar que, na frente, o Brasil vai de novo ter uma dívida pública sob controle”, disse o economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas.
http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-05/ajuste-fiscal-e-o-principal-desafio-dizem-economistas. Acesso em 02/08/2016.
O chamado ajuste fiscal necessário para controlar a dívida pública do Estado não encontra apoio dos segmentos populares da sociedade porque
O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, é conhecido por sua política repressiva e centralizadora. Entre os assuntos que ganharam destaque internacional referente a esse país, no começo de 2016, destaca-se o (a):
Questões de 01 a 05
Texto para as questões de 01 a 05
O Coração Roubado
Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: O coração, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, Best-seller mundial do gênero infanto-juvenil. Na página de abertura lá estava a dedicatória do velho, com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, é tanto que a levava ao grupo escolar da Barra Funda para reler trechos do recreio.
Justamente no último dia de aula, o das despedidas, depois da festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus cadernos e objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava O coração? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em cfasa sem ele. Ia informar a diretoria quando, passando pelas carteiras, vi a lombada do livro, bem escondido sob uma pasta escolar. Mas... era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei. Desmascarar um ídolo? Podia ser até que não acreditassem em mim. Muitos invejavam o Plínio. Peguei o exemplar e o guardei em minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido. Lembro do abraço que Plínio me deu à saída. Parecia estar segurando as lágrimas. Balbuciou algumas palavras emocionadas. Mal pude retribuir, meus braços se recusavam a apertar o cínico.
Chegando em casa minha mãe estranhou que eu não estivesse muito feliz. Não, eu amargava minha primeira decepção. Afinal, Plínio era um colega que devíamos imitar pela vida afora, como costumava dizer a professora. Seria mais difícil sobreviver sem o seu exemplo. Por outro lado, considerava se não errara em não delatá-lo. “Vocês estão todos enganados, e a senhora também, sobre o caráter de Plínio. Ele roubou meu livro e depois ainda foi me abraçar...”
Passados muitos anos reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça. Recebia cumprimentos. Brrr. Magistrado de futuro o tal que furtara meu presente de fim de ano! Que toldara muito cedo minha crença na humanidade! Decidi falar a verdade. Caso alguém se referisse a ele, o que passou a acontecer, eu garantia que se tratava de um ladrão. Se roubava já no curso primário, imaginem agora... Sempre que o rumo de uma conversa levava às grandes decepções, aos enganos de falsas amizades, eu contava, a quem quisesse ouvir, o episódio do embusteiro do Grupo Escolar Conselheiro Antônio Prado, em breve desembargador ou secretário de Justiça.
– Não piche assim o homem – advertiu-me minha mulher.
– Por que não? É um ladrão!
– Mas quando pegou seu livro era criança.
– O menino é o pai do homem – rebatia, vigorosamente.
Plínio fixara-se como um marco para mim. Toda vez que o procedimento de alguém me surpreendia, a face oculta de uma pessoa era revelada, lembrava-me irremediavelmente dele. Limpinho. Penteadinho. E com a mão de gato se apoderando de meu livro.
Certa vez tomaram a sua defesa:
– Plínio, um ladrão? Calúnia! Retire-se da minha presença!
Quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles O coração, de Amicis. Saudades. Havia quantos anos que não o abria? Quarenta ou mais? Lembrei da dedicatória de meu falecido pai. Ele tinha boa letra. Procurei-a na página de rosto. Não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna:
“Ao meu querido filho Plínio, com todo amor e carinho de seu pai.”
In: REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. Ática: São Paulo, 1994.
O emprego da crase em “Lembro do abraço que Plínio me deu à saída.” segue a mesma regra presente em
Questões de 01 a 05
Texto para as questões de 01 a 05
O Coração Roubado
Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: O coração, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, Best-seller mundial do gênero infanto-juvenil. Na página de abertura lá estava a dedicatória do velho, com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, é tanto que a levava ao grupo escolar da Barra Funda para reler trechos do recreio.
Justamente no último dia de aula, o das despedidas, depois da festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus cadernos e objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava O coração? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em cfasa sem ele. Ia informar a diretoria quando, passando pelas carteiras, vi a lombada do livro, bem escondido sob uma pasta escolar. Mas... era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei. Desmascarar um ídolo? Podia ser até que não acreditassem em mim. Muitos invejavam o Plínio. Peguei o exemplar e o guardei em minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido. Lembro do abraço que Plínio me deu à saída. Parecia estar segurando as lágrimas. Balbuciou algumas palavras emocionadas. Mal pude retribuir, meus braços se recusavam a apertar o cínico.
Chegando em casa minha mãe estranhou que eu não estivesse muito feliz. Não, eu amargava minha primeira decepção. Afinal, Plínio era um colega que devíamos imitar pela vida afora, como costumava dizer a professora. Seria mais difícil sobreviver sem o seu exemplo. Por outro lado, considerava se não errara em não delatá-lo. “Vocês estão todos enganados, e a senhora também, sobre o caráter de Plínio. Ele roubou meu livro e depois ainda foi me abraçar...”
Passados muitos anos reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça. Recebia cumprimentos. Brrr. Magistrado de futuro o tal que furtara meu presente de fim de ano! Que toldara muito cedo minha crença na humanidade! Decidi falar a verdade. Caso alguém se referisse a ele, o que passou a acontecer, eu garantia que se tratava de um ladrão. Se roubava já no curso primário, imaginem agora... Sempre que o rumo de uma conversa levava às grandes decepções, aos enganos de falsas amizades, eu contava, a quem quisesse ouvir, o episódio do embusteiro do Grupo Escolar Conselheiro Antônio Prado, em breve desembargador ou secretário de Justiça.
– Não piche assim o homem – advertiu-me minha mulher.
– Por que não? É um ladrão!
– Mas quando pegou seu livro era criança.
– O menino é o pai do homem – rebatia, vigorosamente.
Plínio fixara-se como um marco para mim. Toda vez que o procedimento de alguém me surpreendia, a face oculta de uma pessoa era revelada, lembrava-me irremediavelmente dele. Limpinho. Penteadinho. E com a mão de gato se apoderando de meu livro.
Certa vez tomaram a sua defesa:
– Plínio, um ladrão? Calúnia! Retire-se da minha presença!
Quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles O coração, de Amicis. Saudades. Havia quantos anos que não o abria? Quarenta ou mais? Lembrei da dedicatória de meu falecido pai. Ele tinha boa letra. Procurei-a na página de rosto. Não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna:
“Ao meu querido filho Plínio, com todo amor e carinho de seu pai.”
In: REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. Ática: São Paulo, 1994.
Em “[...] meu pai me deu um presente muito cobiçado [...]”, a análise morfológica correta e respectiva das palavras é:
Questões de 01 a 05
Texto para as questões de 01 a 05
O Coração Roubado
Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: O coração, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, Best-seller mundial do gênero infanto-juvenil. Na página de abertura lá estava a dedicatória do velho, com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, é tanto que a levava ao grupo escolar da Barra Funda para reler trechos do recreio.
Justamente no último dia de aula, o das despedidas, depois da festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus cadernos e objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava O coração? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em cfasa sem ele. Ia informar a diretoria quando, passando pelas carteiras, vi a lombada do livro, bem escondido sob uma pasta escolar. Mas... era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei. Desmascarar um ídolo? Podia ser até que não acreditassem em mim. Muitos invejavam o Plínio. Peguei o exemplar e o guardei em minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido. Lembro do abraço que Plínio me deu à saída. Parecia estar segurando as lágrimas. Balbuciou algumas palavras emocionadas. Mal pude retribuir, meus braços se recusavam a apertar o cínico.
Chegando em casa minha mãe estranhou que eu não estivesse muito feliz. Não, eu amargava minha primeira decepção. Afinal, Plínio era um colega que devíamos imitar pela vida afora, como costumava dizer a professora. Seria mais difícil sobreviver sem o seu exemplo. Por outro lado, considerava se não errara em não delatá-lo. “Vocês estão todos enganados, e a senhora também, sobre o caráter de Plínio. Ele roubou meu livro e depois ainda foi me abraçar...”
Passados muitos anos reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça. Recebia cumprimentos. Brrr. Magistrado de futuro o tal que furtara meu presente de fim de ano! Que toldara muito cedo minha crença na humanidade! Decidi falar a verdade. Caso alguém se referisse a ele, o que passou a acontecer, eu garantia que se tratava de um ladrão. Se roubava já no curso primário, imaginem agora... Sempre que o rumo de uma conversa levava às grandes decepções, aos enganos de falsas amizades, eu contava, a quem quisesse ouvir, o episódio do embusteiro do Grupo Escolar Conselheiro Antônio Prado, em breve desembargador ou secretário de Justiça.
– Não piche assim o homem – advertiu-me minha mulher.
– Por que não? É um ladrão!
– Mas quando pegou seu livro era criança.
– O menino é o pai do homem – rebatia, vigorosamente.
Plínio fixara-se como um marco para mim. Toda vez que o procedimento de alguém me surpreendia, a face oculta de uma pessoa era revelada, lembrava-me irremediavelmente dele. Limpinho. Penteadinho. E com a mão de gato se apoderando de meu livro.
Certa vez tomaram a sua defesa:
– Plínio, um ladrão? Calúnia! Retire-se da minha presença!
Quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles O coração, de Amicis. Saudades. Havia quantos anos que não o abria? Quarenta ou mais? Lembrei da dedicatória de meu falecido pai. Ele tinha boa letra. Procurei-a na página de rosto. Não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna:
“Ao meu querido filho Plínio, com todo amor e carinho de seu pai.”
In: REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. Ática: São Paulo, 1994.
Em “Que toldara muito cedo minha crença na humanidade!”, o termo destacado pode ser substituído, sem prejuízo de sentido ao texto, por
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O Coração Roubado
Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: O coração, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, Best-seller mundial do gênero infanto-juvenil. Na página de abertura lá estava a dedicatória do velho, com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, é tanto que a levava ao grupo escolar da Barra Funda para reler trechos do recreio.
Justamente no último dia de aula, o das despedidas, depois da festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus cadernos e objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava O coração? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em cfasa sem ele. Ia informar a diretoria quando, passando pelas carteiras, vi a lombada do livro, bem escondido sob uma pasta escolar. Mas... era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei. Desmascarar um ídolo? Podia ser até que não acreditassem em mim. Muitos invejavam o Plínio. Peguei o exemplar e o guardei em minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido. Lembro do abraço que Plínio me deu à saída. Parecia estar segurando as lágrimas. Balbuciou algumas palavras emocionadas. Mal pude retribuir, meus braços se recusavam a apertar o cínico.
Chegando em casa minha mãe estranhou que eu não estivesse muito feliz. Não, eu amargava minha primeira decepção. Afinal, Plínio era um colega que devíamos imitar pela vida afora, como costumava dizer a professora. Seria mais difícil sobreviver sem o seu exemplo. Por outro lado, considerava se não errara em não delatá-lo. “Vocês estão todos enganados, e a senhora também, sobre o caráter de Plínio. Ele roubou meu livro e depois ainda foi me abraçar...”
Passados muitos anos reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça. Recebia cumprimentos. Brrr. Magistrado de futuro o tal que furtara meu presente de fim de ano! Que toldara muito cedo minha crença na humanidade! Decidi falar a verdade. Caso alguém se referisse a ele, o que passou a acontecer, eu garantia que se tratava de um ladrão. Se roubava já no curso primário, imaginem agora... Sempre que o rumo de uma conversa levava às grandes decepções, aos enganos de falsas amizades, eu contava, a quem quisesse ouvir, o episódio do embusteiro do Grupo Escolar Conselheiro Antônio Prado, em breve desembargador ou secretário de Justiça.
– Não piche assim o homem – advertiu-me minha mulher.
– Por que não? É um ladrão!
– Mas quando pegou seu livro era criança.
– O menino é o pai do homem – rebatia, vigorosamente.
Plínio fixara-se como um marco para mim. Toda vez que o procedimento de alguém me surpreendia, a face oculta de uma pessoa era revelada, lembrava-me irremediavelmente dele. Limpinho. Penteadinho. E com a mão de gato se apoderando de meu livro.
Certa vez tomaram a sua defesa:
– Plínio, um ladrão? Calúnia! Retire-se da minha presença!
Quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles O coração, de Amicis. Saudades. Havia quantos anos que não o abria? Quarenta ou mais? Lembrei da dedicatória de meu falecido pai. Ele tinha boa letra. Procurei-a na página de rosto. Não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna:
“Ao meu querido filho Plínio, com todo amor e carinho de seu pai.”
In: REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. Ática: São Paulo, 1994.
A frase no texto “O menino é o pai do homem” sugere, sobretudo
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O Coração Roubado
Eu cursava o último ano do primário e como já estava com o diplominha garantido, meu pai me deu um presente muito cobiçado: O coração, famoso livro do escritor italiano Edmondo de Amicis, Best-seller mundial do gênero infanto-juvenil. Na página de abertura lá estava a dedicatória do velho, com sua inconfundível letra esparramada. Como todos os garotos da época, apaixonei-me por aquela obra-prima, é tanto que a levava ao grupo escolar da Barra Funda para reler trechos do recreio.
Justamente no último dia de aula, o das despedidas, depois da festinha de formatura, voltei para a classe a fim de reunir meus cadernos e objetos escolares, antes do adeus. Mas onde estava O coração? Onde? Desaparecera. Tremendo choque. Algum colega na certa o furtara. Não teria coragem de aparecer em cfasa sem ele. Ia informar a diretoria quando, passando pelas carteiras, vi a lombada do livro, bem escondido sob uma pasta escolar. Mas... era lá que se sentava o Plínio, não era? Plínio, o primeiro da classe em aplicação e comportamento, o exemplo para todos nós. Inclusive o mais limpinho, o mais bem penteadinho, o mais tudo. Confesso, hesitei. Desmascarar um ídolo? Podia ser até que não acreditassem em mim. Muitos invejavam o Plínio. Peguei o exemplar e o guardei em minha pasta. Caladão. Sem revelar a ninguém o acontecido. Lembro do abraço que Plínio me deu à saída. Parecia estar segurando as lágrimas. Balbuciou algumas palavras emocionadas. Mal pude retribuir, meus braços se recusavam a apertar o cínico.
Chegando em casa minha mãe estranhou que eu não estivesse muito feliz. Não, eu amargava minha primeira decepção. Afinal, Plínio era um colega que devíamos imitar pela vida afora, como costumava dizer a professora. Seria mais difícil sobreviver sem o seu exemplo. Por outro lado, considerava se não errara em não delatá-lo. “Vocês estão todos enganados, e a senhora também, sobre o caráter de Plínio. Ele roubou meu livro e depois ainda foi me abraçar...”
Passados muitos anos reconheci o retrato de Plínio num jornal. Advogado, fazia rápida carreira na Justiça. Recebia cumprimentos. Brrr. Magistrado de futuro o tal que furtara meu presente de fim de ano! Que toldara muito cedo minha crença na humanidade! Decidi falar a verdade. Caso alguém se referisse a ele, o que passou a acontecer, eu garantia que se tratava de um ladrão. Se roubava já no curso primário, imaginem agora... Sempre que o rumo de uma conversa levava às grandes decepções, aos enganos de falsas amizades, eu contava, a quem quisesse ouvir, o episódio do embusteiro do Grupo Escolar Conselheiro Antônio Prado, em breve desembargador ou secretário de Justiça.
– Não piche assim o homem – advertiu-me minha mulher.
– Por que não? É um ladrão!
– Mas quando pegou seu livro era criança.
– O menino é o pai do homem – rebatia, vigorosamente.
Plínio fixara-se como um marco para mim. Toda vez que o procedimento de alguém me surpreendia, a face oculta de uma pessoa era revelada, lembrava-me irremediavelmente dele. Limpinho. Penteadinho. E com a mão de gato se apoderando de meu livro.
Certa vez tomaram a sua defesa:
– Plínio, um ladrão? Calúnia! Retire-se da minha presença!
Quando o desembargador Plínio já estava aposentado, mudei-me para meu endereço atual. Durante a mudança alguns livros despencaram de uma estante improvisada. Um deles O coração, de Amicis. Saudades. Havia quantos anos que não o abria? Quarenta ou mais? Lembrei da dedicatória de meu falecido pai. Ele tinha boa letra. Procurei-a na página de rosto. Não a encontrei. Teria a tinta se apagado? Na página seguinte havia uma dedicatória. Mas não reconheci a caligrafia paterna:
“Ao meu querido filho Plínio, com todo amor e carinho de seu pai.”
In: REY, Marcos. O coração roubado e outras crônicas. Ática: São Paulo, 1994.
A leitura do texto permite afirmar, de forma correta, que
A higienização na indústria Vitivinícola não está mais sendo vista como um processo distinto ao processo de produção, mas sim diretamente ligado à qualidade dos alimentos. Embora o ambiente e a bebida não sejam favoráveis ao desenvolvimento de microrganismos patológicos, existe propensão ao desenvolvimento de bactérias acidófilas e fungos, que uma vez presentes no meio, degradarão o produto, diminuindo sua qualidade organoléptica ou mesmo tornando-o impróprio ao consumo. Quanto aos requisitos de higiene e sanitização da cantina marque a alternativa incorreta:
Atenção: Para responder às questões de números 59 e 60, considere o texto abaixo.
Um funcionário, por ordem do Engenheiro de Segurança do Trabalho, atendeu à convocação e compareceu à usina para auxiliar na manobra da subestação e na desmontagem de equipamentos destinados à dosagem de materiais provenientes dos silos e posteriormente à recepção de ensacados, denominada moega. Ao chegar à subestação, após confirmar com seu superior o desligamento do sistema de alimentação de energia, atravessou a tela de proteção para retirar as muflas poliméricas de proteção do disjuntor e sofreu um choque elétrico, vindo a cair em uma valeta no interior do cubículo da subestação.
Com relação ao acidente ocorrido na subestação, quanto à Comunicação de Acidente de Trabalho − CAT, considere:
I. é um documento emitido para reconhecer o acidente típico de trabalho ou uma doença ocupacional.
II. deverá ser emitida em 3 vias: uma via ao INSS, uma ao segurado e outra à empresa.
III. se a empresa não fizer o registro da CAT, o dependente do trabalhador, a entidade sindical ou o médico poderão efetivar a qualquer tempo o registro deste instrumento junto à Previdência Social.
IV. só pode ser elaborada por um médico, com carimbo e atestado, contendo o número do Conselho Regional de Medicina − CRM, podendo ser particular, de convênio ou do SUS.
Está correto o que se afirma APENAS em
Atenção: Para responder às questões de números 59 e 60, considere o texto abaixo.
Um funcionário, por ordem do Engenheiro de Segurança do Trabalho, atendeu à convocação e compareceu à usina para auxiliar na manobra da subestação e na desmontagem de equipamentos destinados à dosagem de materiais provenientes dos silos e posteriormente à recepção de ensacados, denominada moega. Ao chegar à subestação, após confirmar com seu superior o desligamento do sistema de alimentação de energia, atravessou a tela de proteção para retirar as muflas poliméricas de proteção do disjuntor e sofreu um choque elétrico, vindo a cair em uma valeta no interior do cubículo da subestação.
Considerando que o acidentado não possuía formação de nível técnico ou superior, e era apenas capacitado, considere as afirmações abaixo.
I. A desenergização elétrica é caracterizada como uma medida de proteção coletiva, neste caso, como não houve, deveria ter sido adotada a técnica de tensão de segurança ou constatar a ausência de tensão.
II. Sendo apenas capacitado, esse funcionário não poderia trabalhar sozinho.
III. Se a medida de proteção coletiva é tecnicamente inviável, conforme descreve a NR 10, deve-se controlar somente o risco de acidente adotando Equipamento de Proteção Individual específico à atividade desenvolvida.
IV. De acordo com a NR 10, só serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho mediante os procedimentos de seccionamento e impedimento de reenergização.
Está correto o que se afirma APENAS em
Considere as afirmações abaixo com foco nas atribuições da CIPA:
I. Analisar e registrar, em documentos específicos, todos os acidentes ocorridos na empresa.
II. Promover o cumprimento das Normas Regulamentadoras.
III. Participar de Campanhas de Prevenção da AIDS.
IV. Esclarecer e conscientizar os empregadores sobre acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.
V. Participar da implementação e do controle da qualidade das medidas de prevenção.
São atribuições da CIPA as que constam APENAS em
Um torneiro mecânico tem uma jornada de trabalho diária de 8 horas e a condição do ambiente de trabalho com relação à pressão sonora é de 90 dB(A) durante 2 horas, 84 dB(A) durante 3 horas e 85 dB(A) durante 3 horas. De acordo com o anexo 1 da NR 15, o valor da dose (%) resulta em
Conforme Portaria nº 25/1994, no que diz respeito à classificação dos principais riscos ocupacionais em grupos, quanto à sua natureza, os: animais peçonhentos, a iluminação inadequada e os fumos metálicos são classificados, respectivamente, como riscos
Um profissional está exposto a vibrações, caracterizada tal insalubridade em decorrência de inspeção realizada no local de trabalho de acordo com os graus de insalubridade estipulados pelo Ministério do Trabalho e Emprego − MTE. A NR 15 assegura a este trabalhador a recepção de adicional, incidente sobre o salário mínimo regional, equivalente a
Em uma avaliação da exposição ocupacional ao calor de um trabalhador do campo rural, foram obtidos os seguintes índices de IBUTG: TBN = 28,3 ºC, TBG = 30,2 ºC e TBS = 29,4 ºC. O Índice de Bulbo Termômetro de Globo − IBUTG médio, conforme anexo 3 da NR 15, resulta em