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Q4301963 Direito Financeiro
Compete à Câmara Municipal elaborar e encaminhar ao Prefeito a proposta orçamentária da entidade, a ser incluída na proposta do Município, até a seguinte data: 
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Q4301962 Legislação dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro
É atributo do Município expresso no Capítulo I de sua Lei Orgânica:  
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Q4301961 História e Geografia de Estados e Municípios
O Centro de Desenvolvimento de Voleibol – Saquarema ENEL, da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), foi inaugurado em agosto de:
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Q4301960 História e Geografia de Estados e Municípios
Na casa de Cultura Walmir Ayala funciona a biblioteca municipal cujo nome homenageia o criador do hino do Município, que é: 
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Q4301959 Geografia
A estação ferroviária de Bacaxá contribuiu expressivamente para o fortalecimento da função do distrito como centro: 
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Q4301958 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
Nos termos do artigo 27 da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, a educação da pessoa com deficiência deve assegurar sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, com a finalidade de: 
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Q4301957 Pedagogia
Segundo a Resolução CNE/CEB nº 3, de 8 de abril de 2025, que institui as Diretrizes Operacionais Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos, a oferta da EJA poderá ser realizada:
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Q4301956 Pedagogia
Em conformidade com o Plano Nacional de Educação, uma das estratégias voltadas à melhoria da qualidade da educação básica consiste em:  
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Q4301955 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
De acordo com o artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente, compete aos pais, além de zelar pelos direitos dos filhos, prestar-lhes assistência afetiva, por meio de convívio ou visitação periódica, que permita: 
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Q4301954 Pedagogia
Segundo o artigo 4º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, é dever do Estado com educação escolar pública a garantia de: 
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Q4301953 Português
Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social. (7º parágrafo)  
A oração sublinhada se classifica como subordinada substantiva do seguinte tipo: 
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Q4301952 Português
Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social. (7º parágrafo)  
O sujeito do verbo “restar” se classifica como:  
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Q4301951 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. (7º parágrafo)
Na frase, há uma relação de oposição estabelecida entre dois termos principais, que são: 
Alternativas
Q4301950 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. (6º parágrafo)
Considerando o paralelismo entre as duas frases que compõem o trecho, a seguinte expressão poderia ser usada, entre vírgulas, após a palavra “professores”:  
Alternativas
Q4301949 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.

No 5º parágrafo, alude-se às ações dos adultos de “bancar algo” ou “render-se a algo”, ao se depararem com uma nova conjuntura social.


Nesse sentido, tais ações se aproximam ou se afastam, respectivamente, da seguinte postura: 

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Q4301948 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. (4º parágrafo)
O uso do travessão produz, na frase acima, efeito de:
Alternativas
Q4301947 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
No 3º parágrafo, a descrição da relação de pais com seus filhos, diante de questões de educação contemporâneas, pode ser associada à seguinte figura de linguagem: 
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Q4301946 Pedagogia
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
Hoje, não as aplicar é que soa absurdo. (1º parágrafo)
Mantendo coesão com a frase citada, as frases interrogativas presentes no 2º parágrafo são um recurso de:
Alternativas
Q4301945 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
O recurso principal utilizado pela autora para organizar o conjunto de sua argumentação é: 
Alternativas
Q4301944 Português
Texto: ESCOLA SEM CELULAR E O QUE MAIS?


    Guardadas as devidas proporções, a abolição do celular na escola lembra o fim do cigarro em ambientes fechados e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos carros. Ambas causaram estardalhaço, pareciam impossíveis de implementar. Hoje, não as aplicar é que soa absurdo.
    Como as pessoas fumavam dentro do claustrofóbico espaço de um avião, empesteando o ar no qual se fica confinado durante horas? E o fumante passivo que trabalha ou circula em bares e restaurantes? Ou, ainda, como alguém podia ser contra um acessório que salva a vida de milhões de pessoas em acidentes de carro todos os anos?
    Para os fumantes, no entanto, a ideia de ter seu prazer restringido foi brutal, e aí reside uma boa reflexão sobre a experiência de privar as crianças de seus celulares na escola. Também elas se encontram viciadas no produto com a maior capacidade de recompensa cerebral de que se tem notícia, comparável às drogas a que os pais tanto temem que seus filhos tenham acesso. A diferença é que são os próprios pais que fornecem o produto.
    Crises de abstinência que decorrem da retirada dos celulares estão registradas em vídeos – e são assustadoras e deprimentes. Ao contrário do tabaco, ao assumirmos a proibição, não estaremos apenas preservando a saúde física das crianças, mas também a própria formação de sua personalidade, o desenvolvimento de sua inteligência, a sociabilidade, a sexualidade, a autoimagem, a saúde mental e uma lista de capacidades psicossociais que pesquisadores provaram serem diretamente afetadas pelo uso do aparelho.
     A lei dá a chancela que faltava aos pais e aos educadores para bancarem coletivamente o que individualmente não conseguiam bancar. Em parte, porque impor limites tem se tornado cada vez mais desafiador, diante dos imperativos de performance e felicidade aos quais adultos têm se rendido e têm imposto às instituições de ensino.
     Pais passaram a acreditar que fazia parte de suas funções monitorar a vida dos filhos dentro e fora do espaço escolar. Professores tentando se adaptar às novas exigências e permanecer relevantes, diante da sedução desleal das redes, procuraram usar as mídias a seu favor, incluindo-as no dia a dia escolar. Afinal, trata-se de uma ferramenta espetacular que, se não fosse feita exclusivamente para venda de produtos, seria um recurso inestimável. Mas não há mais ingenuidade possível diante do aumento das depressões, automutilações, rebaixamento de QI, acesso irrestrito à pornografia e violência, distorção da autoimagem, evitação social e outras mazelas que já foram mapeadas pelos estudos.
     É de se esperar choro e ranger de dentes durante o processo de reversão de parte do estrago que foi impingido a essa geração nos últimos vinte anos. Nesse caso, não se trata só das crianças, mas também dos adultos responsáveis por elas, que sequer podem contar com uma lei de regulamentação de uso que os ajudaria a lidar com a cooptação nas redes. Teremos trabalho nesse começo, mas motivados pelo desejo de que a época na qual se podia entrar na escola com o celular seja reconhecida como absurda. Resta a esperança de que a experiência diária das crianças, menos oprimidas por esse vício, inspire adultos a se livrarem dele dentro de casa e nos espaços de interação social.


VERA IACONELLI Adaptado de folha.uol.com.br, 18/11/2024.
Com base na leitura global do texto, pode-se concluir que a psicanalista Vera Iaconelli escreve com o objetivo de manifestar um ponto de vista sobre um acontecimento na sociedade.
Tal acontecimento e o ponto de vista da autora estão apresentados em:  
Alternativas
Respostas
41: B
42: D
43: C
44: A
45: C
46: C
47: B
48: D
49: A
50: A
51: D
52: B
53: B
54: C
55: D
56: A
57: B
58: D
59: A
60: C