Foram encontradas 13.229 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3766780 Português

Leia o texto seguinte para responder à questão abaixo:


Dentre


Marcos Bagno


        Se existe algo perfeitamente inútil, no que diz respeito aos usos da língua, é reverter um processo de mudança que já se concluiu. Nenhum brasileiro vai voltar a fazer, por exemplo, a diferença entre mui e muito, que existiu no passado, quando se usava mui diante de adjetivos e advérbios (mui bonita, mui depressa) e muito diante de nomes (muita gente, muitos meninos). Com o tempo, a forma única muito se impôs, transformando o mui em relíquia do passado, que algumas pessoas ainda hoje usam para obter um efeito humorístico. Diversas línguas conservam essa diferença, como o espanhol, por exemplo, em que o uso diferenciado de muy e mucho é obrigatório, causando alguma dificuldade para os aprendizes brasileiros de castelhano.


        Por causa dessa irreversibilidade é que tenho uma dó danada dessa gente que, em livros, jornais, revistas, programas de televisão ou em sites de internet, se esforça por ensinar o emprego supostamente correto de dentre, tentando uma diferença no que diz respeito ao uso dessa palavra em oposição à forma entre. Diferença que – estão aí os milhões de exemplos para confirmar – não existe mais na consciência dos falantes, nem mesmo dos letrados.


        A presença do de em dentre (de + entre) indica que, originalmente, essa palavra, era usada em situações em que o verbo exigia a preposição de, e os puristas sempre alegam que dentre é equivalente a “do meio de”. Por exemplo:


        (a) Margarida foi eleita a mais bonita dentre as alunas da turma


         ➜   Alguém de fora tirou Margarida do meio da turma e elegeu ela como a mais bonita


        (b) Margarida foi eleita a mais bonita entre as alunas da turma

               

         ➜  As próprias alunas, numa decisão interna, elegeram Margarida a mais bonita da turma


        Com isso, estatisticamente, os usos de dentre seriam muito menos frequentes que os de entre, preposição que a gente emprega o tempo todo. No entanto, parece que os falantes decidiram descartar aquela antiga diferença – demasiado sutil – para estabelecer uma nova, talvez mais precisa e fácil de identificar: empregar dentre sempre que se fizer referência a uma multiplicidade de opções, e entre em todos os demais casos.


        Veja que ninguém diz “O Rio Paraíba do Sul serve de divisa dentre o estado do Rio e Minas Gerais”, “Não existe mais amor dentre Ana e José”, “Apareça aqui em casa dentre as 5 e 6 da tarde” etc. Ninguém comete esses erros. Mas todo mundo diz – e escreve – “dentre todas as casas do bairro, esta é a mais antiga”, “dentre os muitos candidatos a prefeito, só um é negro”, “dentre as manias que eu tenho, uma é gostar de você” (...)


        Fica evidente, portanto, que já passou da hora de revisores, corretores de vestibular e outros profissionais que vivem de caçar erros deixarem de lado essa bobagem de querer eliminar os usos supostamente errados de dentre. É trabalho em vão. A velha e inoperante diferença entre as duas palavras se tornou mais um daqueles saberes esotéricos sobre a língua que não têm nenhum respaldo na realidade dos usos e que, quando apresentados ao falante comum, só servem para fazer ele se sentir ignorante, quando a ignorância está mesmo em quem se recusa a ver que a língua muda e que lugar de fóssil é museu. 


(Fonte: BAGNO, Marcos. Não é errado falar assim! Em defesa do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2009, p. 135-136.) 

De acordo com o texto anterior, estão corretos todos os exemplos que demonstram a nova acepção do uso de “dentre” na contemporaneidade, EXCETO: 
Alternativas
Q3766779 Português

Leia o texto seguinte para responder à questão abaixo:


Dentre


Marcos Bagno


        Se existe algo perfeitamente inútil, no que diz respeito aos usos da língua, é reverter um processo de mudança que já se concluiu. Nenhum brasileiro vai voltar a fazer, por exemplo, a diferença entre mui e muito, que existiu no passado, quando se usava mui diante de adjetivos e advérbios (mui bonita, mui depressa) e muito diante de nomes (muita gente, muitos meninos). Com o tempo, a forma única muito se impôs, transformando o mui em relíquia do passado, que algumas pessoas ainda hoje usam para obter um efeito humorístico. Diversas línguas conservam essa diferença, como o espanhol, por exemplo, em que o uso diferenciado de muy e mucho é obrigatório, causando alguma dificuldade para os aprendizes brasileiros de castelhano.


        Por causa dessa irreversibilidade é que tenho uma dó danada dessa gente que, em livros, jornais, revistas, programas de televisão ou em sites de internet, se esforça por ensinar o emprego supostamente correto de dentre, tentando uma diferença no que diz respeito ao uso dessa palavra em oposição à forma entre. Diferença que – estão aí os milhões de exemplos para confirmar – não existe mais na consciência dos falantes, nem mesmo dos letrados.


        A presença do de em dentre (de + entre) indica que, originalmente, essa palavra, era usada em situações em que o verbo exigia a preposição de, e os puristas sempre alegam que dentre é equivalente a “do meio de”. Por exemplo:


        (a) Margarida foi eleita a mais bonita dentre as alunas da turma


         ➜   Alguém de fora tirou Margarida do meio da turma e elegeu ela como a mais bonita


        (b) Margarida foi eleita a mais bonita entre as alunas da turma

               

         ➜  As próprias alunas, numa decisão interna, elegeram Margarida a mais bonita da turma


        Com isso, estatisticamente, os usos de dentre seriam muito menos frequentes que os de entre, preposição que a gente emprega o tempo todo. No entanto, parece que os falantes decidiram descartar aquela antiga diferença – demasiado sutil – para estabelecer uma nova, talvez mais precisa e fácil de identificar: empregar dentre sempre que se fizer referência a uma multiplicidade de opções, e entre em todos os demais casos.


        Veja que ninguém diz “O Rio Paraíba do Sul serve de divisa dentre o estado do Rio e Minas Gerais”, “Não existe mais amor dentre Ana e José”, “Apareça aqui em casa dentre as 5 e 6 da tarde” etc. Ninguém comete esses erros. Mas todo mundo diz – e escreve – “dentre todas as casas do bairro, esta é a mais antiga”, “dentre os muitos candidatos a prefeito, só um é negro”, “dentre as manias que eu tenho, uma é gostar de você” (...)


        Fica evidente, portanto, que já passou da hora de revisores, corretores de vestibular e outros profissionais que vivem de caçar erros deixarem de lado essa bobagem de querer eliminar os usos supostamente errados de dentre. É trabalho em vão. A velha e inoperante diferença entre as duas palavras se tornou mais um daqueles saberes esotéricos sobre a língua que não têm nenhum respaldo na realidade dos usos e que, quando apresentados ao falante comum, só servem para fazer ele se sentir ignorante, quando a ignorância está mesmo em quem se recusa a ver que a língua muda e que lugar de fóssil é museu. 


(Fonte: BAGNO, Marcos. Não é errado falar assim! Em defesa do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2009, p. 135-136.) 

O texto em análise apresenta algumas estratégias que concorrem para provocar e/ou fazer o leitor refletir sobre o tema abordado.
A esse respeito, analise as assertivas seguintes: 
I) A utilização de diversos exemplos atuais e antigos.
II) O recurso a questões retóricas e a estatísticas.
III) A utilização de termos eruditos, para garantir a legitimidade ao texto.
IV) A construção de um texto com entrelaçamento de ideias divergentes e convergentes.
Estão CORRETAS somente as assertivas: 
Alternativas
Q3766778 Português

Leia o texto seguinte para responder à questão abaixo:


Dentre


Marcos Bagno


        Se existe algo perfeitamente inútil, no que diz respeito aos usos da língua, é reverter um processo de mudança que já se concluiu. Nenhum brasileiro vai voltar a fazer, por exemplo, a diferença entre mui e muito, que existiu no passado, quando se usava mui diante de adjetivos e advérbios (mui bonita, mui depressa) e muito diante de nomes (muita gente, muitos meninos). Com o tempo, a forma única muito se impôs, transformando o mui em relíquia do passado, que algumas pessoas ainda hoje usam para obter um efeito humorístico. Diversas línguas conservam essa diferença, como o espanhol, por exemplo, em que o uso diferenciado de muy e mucho é obrigatório, causando alguma dificuldade para os aprendizes brasileiros de castelhano.


        Por causa dessa irreversibilidade é que tenho uma dó danada dessa gente que, em livros, jornais, revistas, programas de televisão ou em sites de internet, se esforça por ensinar o emprego supostamente correto de dentre, tentando uma diferença no que diz respeito ao uso dessa palavra em oposição à forma entre. Diferença que – estão aí os milhões de exemplos para confirmar – não existe mais na consciência dos falantes, nem mesmo dos letrados.


        A presença do de em dentre (de + entre) indica que, originalmente, essa palavra, era usada em situações em que o verbo exigia a preposição de, e os puristas sempre alegam que dentre é equivalente a “do meio de”. Por exemplo:


        (a) Margarida foi eleita a mais bonita dentre as alunas da turma


         ➜   Alguém de fora tirou Margarida do meio da turma e elegeu ela como a mais bonita


        (b) Margarida foi eleita a mais bonita entre as alunas da turma

               

         ➜  As próprias alunas, numa decisão interna, elegeram Margarida a mais bonita da turma


        Com isso, estatisticamente, os usos de dentre seriam muito menos frequentes que os de entre, preposição que a gente emprega o tempo todo. No entanto, parece que os falantes decidiram descartar aquela antiga diferença – demasiado sutil – para estabelecer uma nova, talvez mais precisa e fácil de identificar: empregar dentre sempre que se fizer referência a uma multiplicidade de opções, e entre em todos os demais casos.


        Veja que ninguém diz “O Rio Paraíba do Sul serve de divisa dentre o estado do Rio e Minas Gerais”, “Não existe mais amor dentre Ana e José”, “Apareça aqui em casa dentre as 5 e 6 da tarde” etc. Ninguém comete esses erros. Mas todo mundo diz – e escreve – “dentre todas as casas do bairro, esta é a mais antiga”, “dentre os muitos candidatos a prefeito, só um é negro”, “dentre as manias que eu tenho, uma é gostar de você” (...)


        Fica evidente, portanto, que já passou da hora de revisores, corretores de vestibular e outros profissionais que vivem de caçar erros deixarem de lado essa bobagem de querer eliminar os usos supostamente errados de dentre. É trabalho em vão. A velha e inoperante diferença entre as duas palavras se tornou mais um daqueles saberes esotéricos sobre a língua que não têm nenhum respaldo na realidade dos usos e que, quando apresentados ao falante comum, só servem para fazer ele se sentir ignorante, quando a ignorância está mesmo em quem se recusa a ver que a língua muda e que lugar de fóssil é museu. 


(Fonte: BAGNO, Marcos. Não é errado falar assim! Em defesa do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2009, p. 135-136.) 

Em relação ao texto “Dentre”, analise as assertivas a seguir:
I) Em função da acepção mais antiga sobre o uso de “dentre” e “entre”, estatisticamente a última forma seria a mais recorrente, pois não teria a preposição que ocorre na primeira forma.
II) A nova acepção de “dentre” é empregada quando se indica uma grande quantidade de opções, configurando-se, portanto, uma mudança linguística.
III) Os defensores do uso original de “dentre” e “entre” lograrão êxito se as escolas usarem com mais recorrência os sentidos originais de tais palavras.
IV) Quando se tem uma variação linguística, oscilando entre duas ou mais formas, até chegar ao ponto de haver a mudança, é de difícil reversibilidade.
Estão CORRETAS: 
Alternativas
Q3766777 Português

Leia o texto seguinte para responder à questão abaixo:


Dentre


Marcos Bagno


        Se existe algo perfeitamente inútil, no que diz respeito aos usos da língua, é reverter um processo de mudança que já se concluiu. Nenhum brasileiro vai voltar a fazer, por exemplo, a diferença entre mui e muito, que existiu no passado, quando se usava mui diante de adjetivos e advérbios (mui bonita, mui depressa) e muito diante de nomes (muita gente, muitos meninos). Com o tempo, a forma única muito se impôs, transformando o mui em relíquia do passado, que algumas pessoas ainda hoje usam para obter um efeito humorístico. Diversas línguas conservam essa diferença, como o espanhol, por exemplo, em que o uso diferenciado de muy e mucho é obrigatório, causando alguma dificuldade para os aprendizes brasileiros de castelhano.


        Por causa dessa irreversibilidade é que tenho uma dó danada dessa gente que, em livros, jornais, revistas, programas de televisão ou em sites de internet, se esforça por ensinar o emprego supostamente correto de dentre, tentando uma diferença no que diz respeito ao uso dessa palavra em oposição à forma entre. Diferença que – estão aí os milhões de exemplos para confirmar – não existe mais na consciência dos falantes, nem mesmo dos letrados.


        A presença do de em dentre (de + entre) indica que, originalmente, essa palavra, era usada em situações em que o verbo exigia a preposição de, e os puristas sempre alegam que dentre é equivalente a “do meio de”. Por exemplo:


        (a) Margarida foi eleita a mais bonita dentre as alunas da turma


         ➜   Alguém de fora tirou Margarida do meio da turma e elegeu ela como a mais bonita


        (b) Margarida foi eleita a mais bonita entre as alunas da turma

               

         ➜  As próprias alunas, numa decisão interna, elegeram Margarida a mais bonita da turma


        Com isso, estatisticamente, os usos de dentre seriam muito menos frequentes que os de entre, preposição que a gente emprega o tempo todo. No entanto, parece que os falantes decidiram descartar aquela antiga diferença – demasiado sutil – para estabelecer uma nova, talvez mais precisa e fácil de identificar: empregar dentre sempre que se fizer referência a uma multiplicidade de opções, e entre em todos os demais casos.


        Veja que ninguém diz “O Rio Paraíba do Sul serve de divisa dentre o estado do Rio e Minas Gerais”, “Não existe mais amor dentre Ana e José”, “Apareça aqui em casa dentre as 5 e 6 da tarde” etc. Ninguém comete esses erros. Mas todo mundo diz – e escreve – “dentre todas as casas do bairro, esta é a mais antiga”, “dentre os muitos candidatos a prefeito, só um é negro”, “dentre as manias que eu tenho, uma é gostar de você” (...)


        Fica evidente, portanto, que já passou da hora de revisores, corretores de vestibular e outros profissionais que vivem de caçar erros deixarem de lado essa bobagem de querer eliminar os usos supostamente errados de dentre. É trabalho em vão. A velha e inoperante diferença entre as duas palavras se tornou mais um daqueles saberes esotéricos sobre a língua que não têm nenhum respaldo na realidade dos usos e que, quando apresentados ao falante comum, só servem para fazer ele se sentir ignorante, quando a ignorância está mesmo em quem se recusa a ver que a língua muda e que lugar de fóssil é museu. 


(Fonte: BAGNO, Marcos. Não é errado falar assim! Em defesa do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2009, p. 135-136.) 

No texto denominado “Dentre”, há manifestações de opiniões do produtor do texto que podem influenciar o leitor, levando-o à adesão do ponto de vista apresentado.
Em todos os trechos sublinhados a seguir, verificamos esse recurso, EXCETO em:
Alternativas
Q3701957 Matemática
Pedro comprou ações de certa empresa a R$ 2,60 cada uma. Ele investiu R$ 3.120,00 na compra de várias ações dessa empresa. Cada uma das ações, após um ano, subiu para R$ 4,80. Pedro resolveu vender um determinado número de ações a este preço, de forma que reembolsasse o valor inicial investido. O restante ele decidiu manter aplicado.
Sendo assim, após a venda das ações, Pedro ainda ficará com 
Alternativas
Q3701956 Matemática
Em uma compra que totaliza R$ 237,40, para o pagamento, Pedro entrega ao caixa 2 notas de R$ 100,00 e uma nota de R$50,00. Para facilitar o troco, entrega também mais duas notas de R$ 2,00, uma moeda de 25 centavos, uma moeda de 10 centavos, uma moeda de 5 centavos e mais três moedas de R$ 1,00.
Qual o troco que ele deve receber do caixa? 
Alternativas
Q3701955 Matemática
Ana encontrou uma blusa em sua loja favorita com desconto de 30% sobre o valor anunciado. Por ser cliente com cartão fidelidade, ganhou um desconto adicional de 20% sobre o que iria pagar pela blusa.
Sendo assim, ela obteve um único desconto de 
Alternativas
Q3701954 Matemática
A paróquia local decidiu arrecadar material escolar para distribuir às crianças carentes da região. Foram arrecadados um total de 144 cadernos, 192 borrachas e 216 lápis. A divisão foi feita de modo que o maior número possível de crianças fosse contemplado e todas recebessem um kit com o mesmo número cadernos, o mesmo número de borrachas e o mesmo número de lápis, sem haver sobra de qualquer material.
Nesse caso, o número de borrachas que cada criança ganhou foi igual a 
Alternativas
Q3701953 Matemática Financeira
Davi quebrou seu cofrinho e pediu para que seu pai guardasse todo o dinheiro para ele. Satisfeito com a decisão do filho, o pai decidiu devolver ao filho todo o dinheiro corrigido a juros simples de 2,5% ao mês. O tempo mínimo que esse capital deverá ser aplicado, de maneira que seu valor duplique, deverá ser de 
Alternativas
Q3701952 Matemática
Senhor Antônio possui uma pequena área em seu terreno e pretende construir um cercado em sua horta para que o seu cachorro não danifique a sua plantação. A sua horta ocupa uma área quadrada de 25 m2. Para cercar a horta, vai dar cinco voltas completas com arame que custa R$ 2,50 o metro linear.
Qual o custo do Senhor Antônio, com arame, para cercar a horta de acordo com as informações dadas? 
Alternativas
Q3701951 Matemática
Sabe-se que Pedro e Olavo são servidores públicos e que, juntos, têm 104 anos. A razão entre a idade de Pedro e a idade de Olavo é igual a 3/5 .
Sendo assim, qual a diferença de idade entre eles, em anos? 
Alternativas
Q3701950 Matemática
Em um grupo de 6 funcionários, a média salarial é de R$ 2.500,00. Um desses funcionários, com salário mensal de R$ 4.000,00, será transferido e deixará o grupo. Quando isso acontecer, a média salarial do grupo com os funcionários restantes será igual a 
Alternativas
Q3701949 Matemática
Pedro resolveu controlar os seus gastos mensais e, para isso, anotou em uma folha de papel todos os seus gastos em um período de 30 dias. Ao analisar os dados obtidos, verificou que 30% da sua receita mensal são destinados à prestação de seu imóvel, 25% são destinados à alimentação, 10% ao lazer, 15% ao transporte e o restante ele aplica para um fundo de reserva.
Sendo assim, qual a fração de seu salário destinada para a aplicação no fundo de reserva?
Alternativas
Q3701948 Raciocínio Lógico
Carla está organizando sua rotina de caminhadas e corridas para otimizar seu tempo durante a semana. Ela faz caminhada a cada 12 dias e corrida a cada 18 dias. Hoje, ela fez os dois exercícios no mesmo dia. Ela quer saber em quantos dias as atividades voltarão a coincidir no mesmo dia.

Em quantos dias Carla novamente fará caminhada e corrida no mesmo dia? 
Alternativas
Q3701947 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
Em: “O estopim para tanta raiva foi um único evento.”, o infinitivo do verbo destacado é 
Alternativas
Q3701946 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
A divisão silábica (indicada por pontos) de todas as palavras está CORRETA em: 
Alternativas
Q3701945 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
A concordância verbal está INCORRETA em:
Alternativas
Q3701944 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
Há ERRO de ortografia em: 
Alternativas
Q3701943 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
As palavras sublinhadas qualificam ou caracterizam outro termo, EXCETO em: 
Alternativas
Q3701942 Português
CORVOS GUARDAM RANCOR DE HUMANOS

Esses pássaros são conhecidos pela inteligência e podem memorizar o rosto de quem os causar mal – e revidar com ataques violentos

Manuela Mourão


    O consenso geral é que o melhor amigo do homem é o cachorro (ou o gato, ou qualquer outro pet). Mas qual o maior inimigo?

    Você pode responder os grandes predadores, como os tubarões ou crocodilos, que são temidos ao redor do globo. Mas esses animais raramente causam ataques fatais: no mundo inteiro tubarões são responsáveis por uma média de 63 ataques anuais, dos quais só cinco ou seis resultam em mortes. Os crocodilos são mais perigosos: nos Estados Unidos, por exemplo, a média é de oito mordidas assassinas na conta deles. Mesmo assim, os verdadeiros líderes do ranking de animais que mais matam são os mosquitos.

    Mas, quando o critério é guardar rancor e ser vingativo, nenhum animal chega nem aos pés dos corvos.

    Esses pássaros sabem revidar ofensas como ninguém. Em 2019, o site CrowTrax, criado para monitorar os ataques de corvos ao redor do mundo, recebeu mais de 5 mil registros de ataques dessas aves. Só em Vancouver, cidade canadense onde a ferramenta nasceu, 8 mil ataques foram registrados desde o início do monitoramento, em 2016. 

    Parece até a história do filme de terror “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock, em que os corvos atacavam violentamente os moradores de uma cidade na Califórnia, mas é vida real.

    Gene Carter, especialista em computação que vive em Seattle, nos EUA, foi alvo por quase um ano. Os pássaros se empoleiravam nas janelas de sua casa, e de lá acompanhavam todos os movimentos que ele fazia.

    “Os corvos me encaravam na cozinha”, contou em entrevista para o The New York Times. “Se eu me levantasse e me movesse pela casa, eles encontravam um lugar onde podiam se empoleirar e gritar para mim. Se eu saísse para o carro, mergulhavam sobre mim, chegando a poucos centímetros da minha cabeça.”

    O estopim para tanta raiva foi um único evento: Carter jogou um ancinho para espantar o bando de perto de um ninho de outro pássaro. A perseguição só acabou quando a especialista se mudou de casa.

    Quando um bando – nome dado ao coletivo dessas aves – escolhe um alvo, o resultado não é nada bonito. A perseguição inclui ataques de ira que podem durar mais que uma dúzia de anos, além de ser capaz de virar um rancor multigeracional – ou seja, a raiva é passada de pai para filho.

    Corvos ofendidos podem se mostrar investidos a manter uma punição incessante a quem vacilou com eles. E o ódio não é nem um pouco aleatório: eles têm a habilidade de decorar e reconhecer rostos – mesmo em meio a grandes multidões.

    John Marzluff, professor da Universidade de Washington em Seattle, dedicou sua vida para estudar a interação entre humanos e corvos. Ele carinhosamente apelidou esses animais como “macacos voadores”, por causa da sua inteligência avançada e o tamanho de seus cérebros em relação ao corpo – que é consideravelmente grande.

    Em “A Inteligência das Aves”, a escritora Jennifer Ackerman defende que a expressão “cérebro de passarinho”, usada como uma analogia à burrice, não tem lógica. Exemplo disso são os corvos. Os pássaros pretos são verdadeiros gênios. A inteligência desses pássaros vai além de tramar vinganças contra quem cruza seu caminho. Eles conseguem imitar a fala humana, usar ferramentas, realizar desafios lógicos e até fazer ‘funerais’ para membros do bando.


Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/corvos-guardam-rancor-de-humanos-e-podem-se-vingar-ate-17-anos-depois/ Acesso em: 10 out. 2024 (Adaptado)
“Os pássaros pretos são verdadeiros gênios.” A palavra destacada é acentuada pelo mesmo motivo em: 
Alternativas
Respostas
361: A
362: C
363: B
364: A
365: A
366: C
367: A
368: B
369: A
370: C
371: D
372: D
373: B
374: D
375: D
376: B
377: C
378: D
379: A
380: D