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Q3761506 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.


A revolução das mulheres que dizem não


Mariliz Pereira Jorge


    Sempre fui a mulher do sim. Não porque me disseram, não porque esperavam, mas porque eu quis. Sim para a viagem sem dinheiro, sim para o trabalho que não tinha nada a ver comigo, sim para a festa em plena terça, sim para conversa fiada. O sim, durante anos, foi meu combustível. E que delícia foi. Eu me joguei em situações improváveis, conheci gente que jamais cruzaria meu caminho e acumulei histórias que hoje cabem na pasta «sorrisos» da memória.

    Mas o sim tem um custo. Ele começa como impulso de vida e termina como compulsão. Um medo infantil de perder a piada, o bonde, a oportunidade única que era cilada. O sim vira vício. O sim ocupa espaço. O sim engole.

    De repente, dizia sim sem vontade, sim sem tempo, sim sem energia. Sim para reuniões que não mudavam nada, sim para almoços com o mesmo cardápio de comida e de ideias, sim para favores disfarçados de gentileza, sim para convites que eu aceitava só para não ser antipática. O sim virou piloto automático: responde mensagem, comparece a encontros que rendem mais bocejo do que alegria, faz parte de grupos dos quais queria fugir. Um sim ansioso, medroso, que não queria ficar de fora, mas me deixava de fora de mim.

    Foi aí que o não apareceu, quase sem ser chamado. Primeiro tímido, engasgado, saindo como desculpa esfarrapada. Depois mais limpo, mais curto, quase elegante. O não me libertou das minhas próprias amarras, da obrigação autoimposta de ser sempre a disponível, a interessada, a participante. O não acanhado abriu espaço para o não sem medo que virou não sem culpa.

    O não tem uma qualidade que o sim jamais teve: autoridade. Dizer não me deixa inteira. Não me tira de uma experiência, me devolve a mim mesma. O não não me isola, seleciona. É como se eu tivesse descoberto um superpoder invisível: cortar sem parecer cruel, recusar sem ter que explicar, simplesmente não ir, não estar, não topar.

    E o melhor é que, quando o não entrou na rotina, o sim mudou de valor. O sim ficou caro, seletivo, precioso. O sim ganhou brilho porque deixou de ser moeda de troca barata. Hoje, o sim é dado só ao que me interessa de verdade, ao que me move, ao que não me parece desperdício de vida. Um jantar que sei que vai render gargalhadas, um projeto que me dá frio na barriga, uma viagem que me entorpece. O sim deixou de ser automático e virou escolha.

    Posso parecer temperamental e passiva ao mesmo tempo, desequilibrada e tranquila, mas não ligo. É justamente a prova de que não estou mais refém de agradar. Não sou mais a mulher que diz sim porque tem medo de ser esquecida ou de perder uma festa que seria igual a todas as outras. Sou a mulher que aprendeu a perder sem perder nada, que entendeu que dizer não é tão vital quanto respirar.

    No fim, aprendi que a maior festa é aquela que acontece quando a gente descobre o luxo de dizer não. A música toca mais alto, o espaço fica mais amplo e, principalmente, sobra lugar para quem realmente vale a pena.

    E se isso vale para mim, vale também para todas nós. Imagine a revolução silenciosa, mas implacável, que nasce quando as mulheres param de aceitar o que não lhes cabe: os convites, as obrigações, as cobranças, os papéis que nunca escolheram.

    Cada “não” dito com clareza é uma porta que se fecha para o abuso, para a exploração, para a expectativa alheia. Cada “não” abre espaço para o respeito próprio, para o desejo verdadeiro, para uma vida em que o sim não é compulsão ou obrigação, mas escolha. Uma mulher que aprende a dizer não muda a sua vida. Muitas mulheres dizendo não mudam o mundo.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Considerando a classificação das classes gramaticais, marque a alternativa que apresenta a classificação correta para a palavra em destaque do trecho abaixo:

No período “Eu me joguei em situações improváveis”, o termo destacado, no contexto em que se insere, pertence a qual classe gramatical:
Alternativas
Q3761505 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.


A revolução das mulheres que dizem não


Mariliz Pereira Jorge


    Sempre fui a mulher do sim. Não porque me disseram, não porque esperavam, mas porque eu quis. Sim para a viagem sem dinheiro, sim para o trabalho que não tinha nada a ver comigo, sim para a festa em plena terça, sim para conversa fiada. O sim, durante anos, foi meu combustível. E que delícia foi. Eu me joguei em situações improváveis, conheci gente que jamais cruzaria meu caminho e acumulei histórias que hoje cabem na pasta «sorrisos» da memória.

    Mas o sim tem um custo. Ele começa como impulso de vida e termina como compulsão. Um medo infantil de perder a piada, o bonde, a oportunidade única que era cilada. O sim vira vício. O sim ocupa espaço. O sim engole.

    De repente, dizia sim sem vontade, sim sem tempo, sim sem energia. Sim para reuniões que não mudavam nada, sim para almoços com o mesmo cardápio de comida e de ideias, sim para favores disfarçados de gentileza, sim para convites que eu aceitava só para não ser antipática. O sim virou piloto automático: responde mensagem, comparece a encontros que rendem mais bocejo do que alegria, faz parte de grupos dos quais queria fugir. Um sim ansioso, medroso, que não queria ficar de fora, mas me deixava de fora de mim.

    Foi aí que o não apareceu, quase sem ser chamado. Primeiro tímido, engasgado, saindo como desculpa esfarrapada. Depois mais limpo, mais curto, quase elegante. O não me libertou das minhas próprias amarras, da obrigação autoimposta de ser sempre a disponível, a interessada, a participante. O não acanhado abriu espaço para o não sem medo que virou não sem culpa.

    O não tem uma qualidade que o sim jamais teve: autoridade. Dizer não me deixa inteira. Não me tira de uma experiência, me devolve a mim mesma. O não não me isola, seleciona. É como se eu tivesse descoberto um superpoder invisível: cortar sem parecer cruel, recusar sem ter que explicar, simplesmente não ir, não estar, não topar.

    E o melhor é que, quando o não entrou na rotina, o sim mudou de valor. O sim ficou caro, seletivo, precioso. O sim ganhou brilho porque deixou de ser moeda de troca barata. Hoje, o sim é dado só ao que me interessa de verdade, ao que me move, ao que não me parece desperdício de vida. Um jantar que sei que vai render gargalhadas, um projeto que me dá frio na barriga, uma viagem que me entorpece. O sim deixou de ser automático e virou escolha.

    Posso parecer temperamental e passiva ao mesmo tempo, desequilibrada e tranquila, mas não ligo. É justamente a prova de que não estou mais refém de agradar. Não sou mais a mulher que diz sim porque tem medo de ser esquecida ou de perder uma festa que seria igual a todas as outras. Sou a mulher que aprendeu a perder sem perder nada, que entendeu que dizer não é tão vital quanto respirar.

    No fim, aprendi que a maior festa é aquela que acontece quando a gente descobre o luxo de dizer não. A música toca mais alto, o espaço fica mais amplo e, principalmente, sobra lugar para quem realmente vale a pena.

    E se isso vale para mim, vale também para todas nós. Imagine a revolução silenciosa, mas implacável, que nasce quando as mulheres param de aceitar o que não lhes cabe: os convites, as obrigações, as cobranças, os papéis que nunca escolheram.

    Cada “não” dito com clareza é uma porta que se fecha para o abuso, para a exploração, para a expectativa alheia. Cada “não” abre espaço para o respeito próprio, para o desejo verdadeiro, para uma vida em que o sim não é compulsão ou obrigação, mas escolha. Uma mulher que aprende a dizer não muda a sua vida. Muitas mulheres dizendo não mudam o mundo.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Analise as palavras das alternativas abaixo, extraídas do texto, e identifique a única que apresenta um substantivo abstrato.
Alternativas
Q3761504 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.


A revolução das mulheres que dizem não


Mariliz Pereira Jorge


    Sempre fui a mulher do sim. Não porque me disseram, não porque esperavam, mas porque eu quis. Sim para a viagem sem dinheiro, sim para o trabalho que não tinha nada a ver comigo, sim para a festa em plena terça, sim para conversa fiada. O sim, durante anos, foi meu combustível. E que delícia foi. Eu me joguei em situações improváveis, conheci gente que jamais cruzaria meu caminho e acumulei histórias que hoje cabem na pasta «sorrisos» da memória.

    Mas o sim tem um custo. Ele começa como impulso de vida e termina como compulsão. Um medo infantil de perder a piada, o bonde, a oportunidade única que era cilada. O sim vira vício. O sim ocupa espaço. O sim engole.

    De repente, dizia sim sem vontade, sim sem tempo, sim sem energia. Sim para reuniões que não mudavam nada, sim para almoços com o mesmo cardápio de comida e de ideias, sim para favores disfarçados de gentileza, sim para convites que eu aceitava só para não ser antipática. O sim virou piloto automático: responde mensagem, comparece a encontros que rendem mais bocejo do que alegria, faz parte de grupos dos quais queria fugir. Um sim ansioso, medroso, que não queria ficar de fora, mas me deixava de fora de mim.

    Foi aí que o não apareceu, quase sem ser chamado. Primeiro tímido, engasgado, saindo como desculpa esfarrapada. Depois mais limpo, mais curto, quase elegante. O não me libertou das minhas próprias amarras, da obrigação autoimposta de ser sempre a disponível, a interessada, a participante. O não acanhado abriu espaço para o não sem medo que virou não sem culpa.

    O não tem uma qualidade que o sim jamais teve: autoridade. Dizer não me deixa inteira. Não me tira de uma experiência, me devolve a mim mesma. O não não me isola, seleciona. É como se eu tivesse descoberto um superpoder invisível: cortar sem parecer cruel, recusar sem ter que explicar, simplesmente não ir, não estar, não topar.

    E o melhor é que, quando o não entrou na rotina, o sim mudou de valor. O sim ficou caro, seletivo, precioso. O sim ganhou brilho porque deixou de ser moeda de troca barata. Hoje, o sim é dado só ao que me interessa de verdade, ao que me move, ao que não me parece desperdício de vida. Um jantar que sei que vai render gargalhadas, um projeto que me dá frio na barriga, uma viagem que me entorpece. O sim deixou de ser automático e virou escolha.

    Posso parecer temperamental e passiva ao mesmo tempo, desequilibrada e tranquila, mas não ligo. É justamente a prova de que não estou mais refém de agradar. Não sou mais a mulher que diz sim porque tem medo de ser esquecida ou de perder uma festa que seria igual a todas as outras. Sou a mulher que aprendeu a perder sem perder nada, que entendeu que dizer não é tão vital quanto respirar.

    No fim, aprendi que a maior festa é aquela que acontece quando a gente descobre o luxo de dizer não. A música toca mais alto, o espaço fica mais amplo e, principalmente, sobra lugar para quem realmente vale a pena.

    E se isso vale para mim, vale também para todas nós. Imagine a revolução silenciosa, mas implacável, que nasce quando as mulheres param de aceitar o que não lhes cabe: os convites, as obrigações, as cobranças, os papéis que nunca escolheram.

    Cada “não” dito com clareza é uma porta que se fecha para o abuso, para a exploração, para a expectativa alheia. Cada “não” abre espaço para o respeito próprio, para o desejo verdadeiro, para uma vida em que o sim não é compulsão ou obrigação, mas escolha. Uma mulher que aprende a dizer não muda a sua vida. Muitas mulheres dizendo não mudam o mundo.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Conforme Bechara (2024, p. 117) “A divisão silábica de qualquer vocábulo, assinalada pelo hífen, em regra se faz pela soletração, e não pelos seus elementos constitutivos segundo a etimologia. Fundadas neste princípio geral, cumpre respeitar as seguintes normas: [...]”. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a separação silábica das palavras abaixo, extraídas do texto.
Alternativas
Q3761503 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.


A revolução das mulheres que dizem não


Mariliz Pereira Jorge


    Sempre fui a mulher do sim. Não porque me disseram, não porque esperavam, mas porque eu quis. Sim para a viagem sem dinheiro, sim para o trabalho que não tinha nada a ver comigo, sim para a festa em plena terça, sim para conversa fiada. O sim, durante anos, foi meu combustível. E que delícia foi. Eu me joguei em situações improváveis, conheci gente que jamais cruzaria meu caminho e acumulei histórias que hoje cabem na pasta «sorrisos» da memória.

    Mas o sim tem um custo. Ele começa como impulso de vida e termina como compulsão. Um medo infantil de perder a piada, o bonde, a oportunidade única que era cilada. O sim vira vício. O sim ocupa espaço. O sim engole.

    De repente, dizia sim sem vontade, sim sem tempo, sim sem energia. Sim para reuniões que não mudavam nada, sim para almoços com o mesmo cardápio de comida e de ideias, sim para favores disfarçados de gentileza, sim para convites que eu aceitava só para não ser antipática. O sim virou piloto automático: responde mensagem, comparece a encontros que rendem mais bocejo do que alegria, faz parte de grupos dos quais queria fugir. Um sim ansioso, medroso, que não queria ficar de fora, mas me deixava de fora de mim.

    Foi aí que o não apareceu, quase sem ser chamado. Primeiro tímido, engasgado, saindo como desculpa esfarrapada. Depois mais limpo, mais curto, quase elegante. O não me libertou das minhas próprias amarras, da obrigação autoimposta de ser sempre a disponível, a interessada, a participante. O não acanhado abriu espaço para o não sem medo que virou não sem culpa.

    O não tem uma qualidade que o sim jamais teve: autoridade. Dizer não me deixa inteira. Não me tira de uma experiência, me devolve a mim mesma. O não não me isola, seleciona. É como se eu tivesse descoberto um superpoder invisível: cortar sem parecer cruel, recusar sem ter que explicar, simplesmente não ir, não estar, não topar.

    E o melhor é que, quando o não entrou na rotina, o sim mudou de valor. O sim ficou caro, seletivo, precioso. O sim ganhou brilho porque deixou de ser moeda de troca barata. Hoje, o sim é dado só ao que me interessa de verdade, ao que me move, ao que não me parece desperdício de vida. Um jantar que sei que vai render gargalhadas, um projeto que me dá frio na barriga, uma viagem que me entorpece. O sim deixou de ser automático e virou escolha.

    Posso parecer temperamental e passiva ao mesmo tempo, desequilibrada e tranquila, mas não ligo. É justamente a prova de que não estou mais refém de agradar. Não sou mais a mulher que diz sim porque tem medo de ser esquecida ou de perder uma festa que seria igual a todas as outras. Sou a mulher que aprendeu a perder sem perder nada, que entendeu que dizer não é tão vital quanto respirar.

    No fim, aprendi que a maior festa é aquela que acontece quando a gente descobre o luxo de dizer não. A música toca mais alto, o espaço fica mais amplo e, principalmente, sobra lugar para quem realmente vale a pena.

    E se isso vale para mim, vale também para todas nós. Imagine a revolução silenciosa, mas implacável, que nasce quando as mulheres param de aceitar o que não lhes cabe: os convites, as obrigações, as cobranças, os papéis que nunca escolheram.

    Cada “não” dito com clareza é uma porta que se fecha para o abuso, para a exploração, para a expectativa alheia. Cada “não” abre espaço para o respeito próprio, para o desejo verdadeiro, para uma vida em que o sim não é compulsão ou obrigação, mas escolha. Uma mulher que aprende a dizer não muda a sua vida. Muitas mulheres dizendo não mudam o mundo.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Ao analisar as palavras destacadas no trecho abaixo e conforme as regras de acentuação, é correto afirmar que:

“Primeiro tímido, engasgado, saindo como desculpa esfarrapada. Depois mais limpo, mais curto, quase elegante. O não me libertou das minhas próprias amarras, da obrigação autoimposta de ser sempre a disponível, a interessada, a participante.”
Alternativas
Q3761502 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.


A revolução das mulheres que dizem não


Mariliz Pereira Jorge


    Sempre fui a mulher do sim. Não porque me disseram, não porque esperavam, mas porque eu quis. Sim para a viagem sem dinheiro, sim para o trabalho que não tinha nada a ver comigo, sim para a festa em plena terça, sim para conversa fiada. O sim, durante anos, foi meu combustível. E que delícia foi. Eu me joguei em situações improváveis, conheci gente que jamais cruzaria meu caminho e acumulei histórias que hoje cabem na pasta «sorrisos» da memória.

    Mas o sim tem um custo. Ele começa como impulso de vida e termina como compulsão. Um medo infantil de perder a piada, o bonde, a oportunidade única que era cilada. O sim vira vício. O sim ocupa espaço. O sim engole.

    De repente, dizia sim sem vontade, sim sem tempo, sim sem energia. Sim para reuniões que não mudavam nada, sim para almoços com o mesmo cardápio de comida e de ideias, sim para favores disfarçados de gentileza, sim para convites que eu aceitava só para não ser antipática. O sim virou piloto automático: responde mensagem, comparece a encontros que rendem mais bocejo do que alegria, faz parte de grupos dos quais queria fugir. Um sim ansioso, medroso, que não queria ficar de fora, mas me deixava de fora de mim.

    Foi aí que o não apareceu, quase sem ser chamado. Primeiro tímido, engasgado, saindo como desculpa esfarrapada. Depois mais limpo, mais curto, quase elegante. O não me libertou das minhas próprias amarras, da obrigação autoimposta de ser sempre a disponível, a interessada, a participante. O não acanhado abriu espaço para o não sem medo que virou não sem culpa.

    O não tem uma qualidade que o sim jamais teve: autoridade. Dizer não me deixa inteira. Não me tira de uma experiência, me devolve a mim mesma. O não não me isola, seleciona. É como se eu tivesse descoberto um superpoder invisível: cortar sem parecer cruel, recusar sem ter que explicar, simplesmente não ir, não estar, não topar.

    E o melhor é que, quando o não entrou na rotina, o sim mudou de valor. O sim ficou caro, seletivo, precioso. O sim ganhou brilho porque deixou de ser moeda de troca barata. Hoje, o sim é dado só ao que me interessa de verdade, ao que me move, ao que não me parece desperdício de vida. Um jantar que sei que vai render gargalhadas, um projeto que me dá frio na barriga, uma viagem que me entorpece. O sim deixou de ser automático e virou escolha.

    Posso parecer temperamental e passiva ao mesmo tempo, desequilibrada e tranquila, mas não ligo. É justamente a prova de que não estou mais refém de agradar. Não sou mais a mulher que diz sim porque tem medo de ser esquecida ou de perder uma festa que seria igual a todas as outras. Sou a mulher que aprendeu a perder sem perder nada, que entendeu que dizer não é tão vital quanto respirar.

    No fim, aprendi que a maior festa é aquela que acontece quando a gente descobre o luxo de dizer não. A música toca mais alto, o espaço fica mais amplo e, principalmente, sobra lugar para quem realmente vale a pena.

    E se isso vale para mim, vale também para todas nós. Imagine a revolução silenciosa, mas implacável, que nasce quando as mulheres param de aceitar o que não lhes cabe: os convites, as obrigações, as cobranças, os papéis que nunca escolheram.

    Cada “não” dito com clareza é uma porta que se fecha para o abuso, para a exploração, para a expectativa alheia. Cada “não” abre espaço para o respeito próprio, para o desejo verdadeiro, para uma vida em que o sim não é compulsão ou obrigação, mas escolha. Uma mulher que aprende a dizer não muda a sua vida. Muitas mulheres dizendo não mudam o mundo.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Quanto ao número de sílabas, as palavras classificam-se em: monossílabas, dissílabas, trissílabas e polissílabas. Analise o trecho a seguir, extraído do texto (1º parágrafo), e identifique a alternativa que apresenta, respectivamente, a correta classificação para as palavras destacadas: 

[...] conheci gente que jamais cruzaria meu caminho e acumulei histórias que hoje cabem na pasta “sorrisos” da memória
Alternativas
Q3761501 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.


A revolução das mulheres que dizem não


Mariliz Pereira Jorge


    Sempre fui a mulher do sim. Não porque me disseram, não porque esperavam, mas porque eu quis. Sim para a viagem sem dinheiro, sim para o trabalho que não tinha nada a ver comigo, sim para a festa em plena terça, sim para conversa fiada. O sim, durante anos, foi meu combustível. E que delícia foi. Eu me joguei em situações improváveis, conheci gente que jamais cruzaria meu caminho e acumulei histórias que hoje cabem na pasta «sorrisos» da memória.

    Mas o sim tem um custo. Ele começa como impulso de vida e termina como compulsão. Um medo infantil de perder a piada, o bonde, a oportunidade única que era cilada. O sim vira vício. O sim ocupa espaço. O sim engole.

    De repente, dizia sim sem vontade, sim sem tempo, sim sem energia. Sim para reuniões que não mudavam nada, sim para almoços com o mesmo cardápio de comida e de ideias, sim para favores disfarçados de gentileza, sim para convites que eu aceitava só para não ser antipática. O sim virou piloto automático: responde mensagem, comparece a encontros que rendem mais bocejo do que alegria, faz parte de grupos dos quais queria fugir. Um sim ansioso, medroso, que não queria ficar de fora, mas me deixava de fora de mim.

    Foi aí que o não apareceu, quase sem ser chamado. Primeiro tímido, engasgado, saindo como desculpa esfarrapada. Depois mais limpo, mais curto, quase elegante. O não me libertou das minhas próprias amarras, da obrigação autoimposta de ser sempre a disponível, a interessada, a participante. O não acanhado abriu espaço para o não sem medo que virou não sem culpa.

    O não tem uma qualidade que o sim jamais teve: autoridade. Dizer não me deixa inteira. Não me tira de uma experiência, me devolve a mim mesma. O não não me isola, seleciona. É como se eu tivesse descoberto um superpoder invisível: cortar sem parecer cruel, recusar sem ter que explicar, simplesmente não ir, não estar, não topar.

    E o melhor é que, quando o não entrou na rotina, o sim mudou de valor. O sim ficou caro, seletivo, precioso. O sim ganhou brilho porque deixou de ser moeda de troca barata. Hoje, o sim é dado só ao que me interessa de verdade, ao que me move, ao que não me parece desperdício de vida. Um jantar que sei que vai render gargalhadas, um projeto que me dá frio na barriga, uma viagem que me entorpece. O sim deixou de ser automático e virou escolha.

    Posso parecer temperamental e passiva ao mesmo tempo, desequilibrada e tranquila, mas não ligo. É justamente a prova de que não estou mais refém de agradar. Não sou mais a mulher que diz sim porque tem medo de ser esquecida ou de perder uma festa que seria igual a todas as outras. Sou a mulher que aprendeu a perder sem perder nada, que entendeu que dizer não é tão vital quanto respirar.

    No fim, aprendi que a maior festa é aquela que acontece quando a gente descobre o luxo de dizer não. A música toca mais alto, o espaço fica mais amplo e, principalmente, sobra lugar para quem realmente vale a pena.

    E se isso vale para mim, vale também para todas nós. Imagine a revolução silenciosa, mas implacável, que nasce quando as mulheres param de aceitar o que não lhes cabe: os convites, as obrigações, as cobranças, os papéis que nunca escolheram.

    Cada “não” dito com clareza é uma porta que se fecha para o abuso, para a exploração, para a expectativa alheia. Cada “não” abre espaço para o respeito próprio, para o desejo verdadeiro, para uma vida em que o sim não é compulsão ou obrigação, mas escolha. Uma mulher que aprende a dizer não muda a sua vida. Muitas mulheres dizendo não mudam o mundo.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
A partir da leitura do texto, percebe-se que Mariliz Pereira Jorge:
Alternativas
Q3760315 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
A política de atendimento dos direitos da criança e do adolescente far-se-á através de um conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais, da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios. Constitui-se uma das linhas de ação da política de atendimento:
Alternativas
Q3760314 Psicologia
A saúde mental é definida como uma área do conhecimento e de atuação técnica no âmbito das políticas de saúde, que não pode ser reduzida ao tratamento de doenças mentais (Amarante, 2007). Esse entendimento foi construído através de processos sociais complexos, envolvendo o entrelaçamento de dimensões simultâneas. Com base na obra de Paulo Amarante, assinale a alternativa correta sobre as dimensões centrais para a Reforma Psiquiátrica Brasileira: 
Alternativas
Q3760313 Psicologia

O documento Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Atenção Básica à Saúde, do Conselho Federal de Psicologia (CFP, 2019) destaca a clínica ampliada como uma estratégia que visa a construção de “vínculos positivos e intervenções clínica e sanitariamente efetivas, centrada na pessoa, na perspectiva de ampliação dos graus de autonomia dos indivíduos e grupos sociais” (Brasil, 2017). Com base nas referências técnicas do CFP, julgue as alternativas a seguir:



I. Na ideia de saúde ampliada podemos pensar que não há saúde sem saúde mental; não há saúde mental sem um trabalho que organize o cuidado em rede e, nesse sentido, é dada maior responsabilidade ao profissional de psicologia para a sua construção e para que possam produzir cuidado.



II. A atuação profissional orientada pela perspectiva da clínica ampliada engloba e não se limita à Psicologia ou à ESF, mas envolve a integralidade, compreendendo a construção compartilhada de diagnósticos e terapêuticas como plano de cuidado direcionado à doença.



III. Na clínica ampliada o compartilhamento deve ser feito também com o próprio usuário. É certo que a proposta não é sempre tudo informar, sendo sensível quanto à necessidade de sigilo quando necessário, sem justificar com essa estratégia a não comunicação com a equipe.



IV. Essa forma de atuação pode trazer desconfortos para a(o) psicóloga(o) e se mostrar muito desafiadora, ao apresentar as incertezas que regem o campo da saúde e uma prática ligada a um território.



Estão corretas as afirmativas:

Alternativas
Q3760312 Psicologia
De acordo com Friedman e Schustack (2004) “a psicologia da personalidade pode ser definida como o estudo científico das forças psicológicas que tornam as pessoas únicas” (pág. 2). Sobre as teorias da teorias da personalidade, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3760310 Psicologia
Um psicólogo precisa avaliar um paciente com histórico de comportamento instável, explosões de raiva, manipulação emocional e episódios de relações interpessoais intensas e instáveis. Considerando o DSM-5-TR, assinale a alternativa que corretamente indica o transtorno de personalidade desse paciente e seu grupo correspondente:
Alternativas
Q3760308 Psicologia
Em relação às manifestações psicopatológicas da esquizofrenia, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3760307 Psicologia

Sobre o Projeto Terapêutico Singular (PTS) no âmbito da Atenção Básica, analise as afirmações abaixo:



( ) O PTS é um conjunto de propostas terapêuticas construído de forma coletiva por equipe multiprofissional, envolvendo o usuário e sua rede de apoio.



( ) O PTS é padronizado e aplicado igualmente a todos os usuários com diagnósticos semelhantes, favorecendo a uniformização das condutas terapêuticas.



( ) O PTS não é indicado para casos de maior complexidade, visto que a singularidade da pessoa e de seu contexto demandam intervenções específicas. 



Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q3760306 Estatuto da Pessoa Idosa - Lei nº 10.741 de 2003
De acordo com o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003), sobre a atenção à saúde e prioridade no atendimento, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3760304 Psicologia
A concepção de Clínica Ampliada, no âmbito da Psicologia nas Políticas Públicas, rompe com a lógica tradicional da clínica individualizante e propõe novas formas de intervenção. Sobre essa perspectiva, assinale a alternativa correta:  
Alternativas
Q3760303 Psicologia

Sobre a Avaliação Psicológica e o Psicodiagnóstico, analise as afirmativas a seguir:



( ) A avaliação psicológica é um processo amplo que pode incluir entrevistas, observações, testes psicológicos e outras técnicas, enquanto o psicodiagnóstico é uma de suas modalidades, voltado especificamente para a identificação de hipóteses diagnósticas.



( ) O psicodiagnóstico deve sempre ter como foco exclusivo a determinação de um transtorno mental, não podendo contemplar aspectos adaptativos, de personalidade ou de funcionamento global do sujeito.



( ) A utilização de testes psicológicos no Brasil é regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP), o qual estabelece critérios técnicos e éticos para garantir a validade científica e a aplicação adequada desses instrumentos.



Assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q3760302 Psicologia
As teorias da personalidade buscam compreender como se estruturam, se desenvolvem e se expressam as características psicológicas de cada indivíduo. De acordo com o Modelo dos Cinco Grandes Fatores (Big Five), as características “instabilidade emocional e suscetibilidade a emoções negativas” são apresentadas na dimensão :  
Alternativas
Q3760301 Psicologia

A criação do Código de Ética Profissional do Psicólogo (CEPP) no Brasil surgiu da necessidade de regulamentar e orientar a prática da Psicologia, garantindo não apenas a qualidade dos serviços prestados, mas também a proteção dos direitos das pessoas atendidas. De acordo com o CEPP (2005), são deveres fundamentais do psicólogos:



I. Prestar serviços profissionais em situações de calamidade pública ou de emergência, sem visar benefício pessoal.



II. Fornecer, a quem de direito, na prestação de serviços psicológicos, informações concernentes ao trabalho a ser realizado e ao seu objetivo profissional.



III. Orientar a quem de direito sobre os encaminhamentos apropriados, a partir da prestação de serviços psicológicos, e se abster, sempre que solicitado, os documentos pertinentes ao bom termo do trabalho.



IV. Sugerir serviços de outros psicólogos, sempre que, por motivos justificáveis, não puderem ser continuados pelo profissional que os assumiu inicialmente, fornecendo ao seu substituto as informações necessárias à continuidade do trabalho.



É correto o que se afirma em:  

Alternativas
Q3760295 Psicologia

O(a) psicólogo(a) oferece importantes contribuições ao contexto hospitalar, tendo em vista que a dimensão subjetiva e a saúde mental das pessoas assistidas em hospitais são aspectos imprescindíveis durante o tratamento. Essa atuação envolve também discussões sobre o processo de adoecimento, o luto e a assistência aos familiares.



De acordo com o documento Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) nos Serviços Hospitalares do SUS (CFP, 2009), julgue as afirmativas a seguir:



I. Cabe ao profissional de psicologia inserido no contexto hospitalar dedicar atenção ao que acontece com o paciente e também com seus familiares na situação de perda da saúde, identificando reações emocionais próprias do adoecimento, como inconformismo, negação, passividade ou regressão, por exemplo.



II. No âmbito hospitalar, e sobretudo no contexto das doenças crônicas a(o) psicóloga(o) desenvolverá seu trabalho de acompanhamento psicológico prolongado apenas aos familiares e encaminhará o paciente a serviço clínico da rede tendo em vista o caráter indeterminado do tratamento no caso de doenças crônicas. 



III. O setting terapêutico criado pela(o) psicóloga(o) na atenção aos familiares tem por princípio garantir um espaço para a escuta do sofrimento psíquico ocasionado pela demanda atual de saúde. Nesse sentido, a abordagem de processos biológicos e socioculturais paralelos devem ser evitados a fim de que sejam alcançados melhores resultados diante da situação vivenciada.



IV. A rotina de trabalho da(o) psicóloga(o) deve situar a demanda do paciente e estabelecer rotinas nítidas, com protocolos de atendimentos com registros psicológicos escritos nos prontuários com coerência e indicativo do estado emocional e tipo de intervenção. No entanto, detalhes como as ações desenvolvidas junto a equipe e familiares não precisam ser registradas a fim de garantir a objetividade das informações.



Estão corretas: 

Alternativas
Q3760292 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990

A lei n° 13.431 de 2017 estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência, a fim de normatizar e organizar o sistema de garantia de direitos e criar mecanismos para prevenir e coibir a violência. Com base nessa lei, assinale a alternativa correta:



I. A violência sexual é qualquer conduta que constranja a criança ou o adolescente a praticar ou presenciar conjunção carnal ou qualquer outro ato libidinoso, inclusive exposição do corpo em foto ou vídeo por meio eletrônico ou não.



II. Violência física é qualquer conduta que exponha a criança ou o adolescente, direta ou indiretamente, a crime violento contra membro de sua família ou de sua rede de apoio, independentemente do ambiente em que cometido, particularmente quando isto a torna testemunha.



III. Violência institucional é entendida como a praticada por instituição pública ou conveniada, inclusive quando gerar revitimização.



IV. Exploração sexual é entendido como toda ação que se utiliza da criança ou do adolescente para fins sexuais, seja conjunção carnal ou outro ato libidinoso, realizado de modo presencial ou por meio eletrônico, para estimulação sexual do agente ou de terceiro.



Com base na Lei em questão, é correto o que se afirma em:

Alternativas
Respostas
2821: E
2822: B
2823: C
2824: A
2825: D
2826: A
2827: E
2828: E
2829: A
2830: B
2831: D
2832: E
2833: D
2834: D
2835: C
2836: C
2837: A
2838: B
2839: E
2840: B