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Q3951479 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.

   Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

  Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

   Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

  Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

   No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Analise os comportamentos a seguir, tendo em vista aqueles que vão de encontro à anestesia emocional.

I- Encontrar sentido para a vida.
II- Sair dos padrões habituais.
III- Proteger-se do sofrimento.
IV- Viver com intensidade.
V- Evitar a frustração.

Estão CORRETOS os comportamentos apresentados em
Alternativas
Q3951476 Saúde Pública
“O único remédio infalível contra todas as doenças é não ficar doente. Um caminho seguro para buscar esse objetivo é garantir que as pessoas tenham acesso aos serviços de atenção básica, como se dá na Estratégia Saúde da Família (ESF): pela promoção da saúde, assistência básica e prevenção, cada pessoa da comunidade é assistida antes que os problemas se agravem, no seu surgimento, ou antes mesmo que eles apareçam”.

Fonte: BRASIL. Guia prático do programa saúde da família. Brasília: Ministério da Saúde, 2001.

A Saúde da Família é a estratégia que o Ministério da Saúde do Brasil escolheu para reorientar o modelo assistencial do Sistema Único de Saúde (SUS), a partir da atenção básica.
Analise as afirmativas a seguir sobre os objetivos da implantação do modelo saúde da família e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas:

( ) Prestar assistência integral, alternada e de boa qualidade às necessidades de saúde da população.
( ) Humanizar as práticas de saúde por meio do estabelecimento de um vínculo entre os profissionais da saúde e a população.
( ) Intervir apenas nos fatores de risco a que a população esteja exposta.
( ) Fazer com que a saúde seja reconhecida como um direito de cidadania.
( ) Estimular a comunidade para o efetivo exercício do controle social.

Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando afirmativas de cima para baixo:
Alternativas
Q3951475 Odontologia
‘’Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem esses olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
               [...]
Eu não dei por conta desta mudança
tão simples, tão certa, tão fácil
- Em que espelho ficou perdida a minha face?

Fonte: MEIRELLES, Cecília. Retrato. In: ____. Viagem. São Paulo: Global Editora, 2012. Adaptado.

A boca humana pode ser vista apenas como um órgão com múltiplas funções e um vestíbulo que dá passagem aos sistemas estomatognático e respiratório. No entanto, quando ultrapassamos a literatura médico-odontológica, encontramos outros sentidos e significados que extrapolam aquelas funções privilegiadas nos manuais de Anatomia e Fisiologia.
A bucalidade, como categoria de análise do corpo do idoso, conceitua-se, no contexto da Saúde Coletiva, relativamente à dimensão civilizatória da propriedade daquilo que é bucal.
Analise as abordagens a seguir para as dimensões da bucalidade, e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.

( ) Manducação.
( ) Linguagem.
( ) Erotismo.
( ) Boca apenas funcional.
( ) Modelo curativista tradicional.

Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as abordagens de cima para baixo:
Alternativas
Q3951474 Psicologia
Leia o caso clínico a seguir para responder a esta questão.

Caso clínico: Paciente Andrea, 34 anos, casada, do lar, mãe de três filhos: Lucas, de 14 anos, Luciana, de 12 anos, e Caio, de 2 anos, vem à consulta por sentir-se muito cansada e triste. Refere que, em algumas situações, perdeu a paciência com Caio e sabe que às vezes exagera ao corrigi-lo. Relata que esses sintomas começaram quando a família se mudou para Porto Alegre – vieram morar, em alguns cômodos, na casa de sua sogra, dona Ana. O pai de Caio trabalha na construção civil. Andrea conta que ele costuma chegar em casa muito cansado e que, por esse motivo, não consegue ajudar nas tarefas. Refere, também, que, após o trabalho, frequentemente ele vai direto para a casa de seus pais, onde tem um papel importante na resolução dos problemas da sua família de origem.

Analise as abordagens a seguir para a realização da intervenção profissional nesse caso, e marque V para as verdadeiras e F para as falsas:

( ) Segregação do companheiro.
( ) Avaliação da relação parental com os filhos mais velhos.
( ) Avaliação da intervenção psicoterápica.
( ) Desconexão emocional.
( ) Busca do fortalecimento da paciente.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as abordagens de cima para baixo.
Alternativas
Q3951473 Saúde Pública
No Brasil, a institucionalização da promoção de saúde ganhou impulso em 1998, com a criação da Secretaria de Políticas de Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde. Em 2000-2001, acreditava-se que a promoção de saúde não somente contribuiria para a restruturação do conhecimento dos determinantes sociais da saúde, mas também daria pistas de caminhos de ação que envolviam outros setores governamentais e a sociedade para solução dos problemas. Isso pôde ser constatado, principalmente, em alguns municípios que desenvolviam projetos de cidades saudáveis, e passou também a influenciar ações de educação para a saúde crítico-reflexivas, focalizando os determinantes sócio-históricos do processo saúde-doença. Destacaram-se, nessa perspectiva, a abordagem político-pedagógica de 
Alternativas
Q3951471 Odontologia
A Medicina do Estilo de Vida ressalta que a saúde bucal é um componente vital do bem-estar geral e está intrinsecamente ligada a diversas condições sistêmicas, incluindo várias doenças. Assinale a alternativa que apresenta a síndrome bucal relacionada ao estilo de vida moderno.
Alternativas
Q3951468 Odontologia
O conhecimento das alterações sistêmicas relacionadas à gravidez e saúde do bebê prepara o cirurgião-dentista para a realização de procedimentos clínicos, deixando a mulher gestante tranquila e confiante.
Analise as afirmativas a seguir sobre questões e mitos relacionados à gravidez e assinale V para as verdadeiras e F para as falsas.

( ) A gestante pode ser anestesiada.
( ) A gestante pode realizar exame radiográfico.
( ) A gestante pode se submeter a tratamento endodôntico.
( ) A gestação enfraquece os dentes porque a mãe perde cálcio para o bebê.
( ) A gestação propicia uma maior incidência de cárie dentária.

Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo:
Alternativas
Q3951390 Noções de Informática
No recurso Pincel de Formatação do Microsoft Office, qual das alternativas a seguir apresenta corretamente a sua função principal? 
Alternativas
Q3951389 Noções de Informática
O gerenciador de tarefas do Windows é uma ferramenta administrativa que 
Alternativas
Q3951387 Segurança da Informação
As técnicas de segurança na internet são utilizadas para reduzir os riscos relacionados ao acesso não autorizado, perda de dados e ataques cibernéticos. Considerando práticas e mecanismos amplamente adotados para aumentar a segurança durante o uso da internet, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3951386 Sistemas Operacionais
O sistema operacional Linux é conhecido amplamente pelos usuários por ser comum a prática do uso de linhas de comandos para realizar tarefas em geral, das mais simples às mais complexas. Assinale a alternativa que apresenta a ferramenta que permite ao usuário executar um comando como superusuário.
Alternativas
Q3951378 Português
Texto 01


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, o verbo “ver”, flexionado no plural, assume a forma “veem” (ve + e + m). Analise os verbos a seguir, tendo em vista aqueles que, no plural, seguem essa mesma estrutura.
I- Crer. II- Ler. III- Dar. IV- Ter V- Vir.

Estão CORRETOS os verbos 
Alternativas
Q3951377 Português
Texto 01


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Na passagem “Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir.”, os verbos do último período formam uma figura de linguagem denominada 
Alternativas
Q3951376 Português
Texto 01


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, a presença das aspas indica que a expressão “dá certo” foi usada
Alternativas
Q3951375 Português
Texto 01


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Considere a passagem “’A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’”.
De acordo com o texto, a pessoa funcional é aquela que consegue 
I- seguir uma rotina, mesmo passando por instabilidade emocional. II- realizar atividades, desde que esteja equilibrado emocionalmente. III- cumprir responsabilidades, mesmo diante de problemas emocionais. IV- enfrentar corajosamente a frustação e o sofrimento inerentes à vida. V- ter uma vida intensa, mesmo estando anestesiado emocionalmente.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3951374 Psicologia
Texto 01


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
Analise os comportamentos a seguir, tendo em vista aqueles que vão de encontro à anestesia emocional.

I- Encontrar sentido para a vida. II- Sair dos padrões habituais. III- Proteger-se do sofrimento. IV- Viver com intensidade. V- Evitar a frustração.

Estão CORRETOS os comportamentos apresentados em
Alternativas
Q3951373 Português
Texto 01


A vida em “fogo baixo”


    Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.
    Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.
     Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.
     Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.
    Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”
     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado.
De acordo com o texto, a anestesia emocional é um transtorno que
Alternativas
Q3951372 Serviço Social
Com base nos princípios previstos pelo Código de Ética Profissional do Assistente Social, examine a seguinte situação: 

Um assistente social trabalha em uma instituição pública, só que a equipe tanto possui como recebe diferentes orientações, fundamentadas em perspectivas teóricas e visões de mundo distintas. Isso tem gerado tensões no cotidiano profissional. Ao mesmo tempo que vivenciam tais disparidades, também se deparam com sujeitos concretos que, cotidianamente, apresentam demandas relacionadas à violência e a suas experiências de discriminação. É possível afirmar, com base nos aportes teórico-metodológicos, ético-políticos e técnico-operativos, que o exercício profissional dos assistentes sociais exige posicionamento ético, domínio técnico e reconhecimento da diversidade de sujeitos e concepções presentes no espaço sócio-ocupacional. 


Considerando esses princípios e valores, marque a alternativa que expressa a conduta mais coerente com a ética profissional.
Alternativas
Q3951371 Serviço Social
José Paulo Netto (2009), no livro “Capitalismo monopolista e serviço social”, situa a constituição do mercado de trabalho do assistente social no interior das políticas sociais implementadas pelo Estado burguês. O autor elabora reflexões atinentes à natureza executiva e assalariada do trabalho profissional e à inserção de assistentes sociais nas estratégias de reprodução da força de trabalho. Considerando a funcionalidade simbólica e ideopolítica dessa profissão, marque a alternativa que apresenta a interpretação mais crítica e teoricamente consistente sobre a inserção sócio-ocupacional do Serviço Social, nesse contexto histórico.
Alternativas
Q3951370 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
As crianças e os adolescentes, independentemente de quaisquer características, são sujeitos de direitos a terem direitos. Considerando essa afirmativa, os princípios e os direitos assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei n.º 8.069/1990, bem como as suas alterações posteriores, examine as afirmativas a seguir:

I- A criança, segundo o ECA, é a pessoa com até 12 anos incompletos, e o adolescente é aquela pessoa entre 12 e 18 anos de idade. Contudo, existe uma aplicação excepcional quanto à idade, conforme a lei vigente, sobre a possibilidade de aplicação de medida socioeducativa a pessoas entre 18 e 21 anos.

II- A prioridade, assegurada pelo ECA, às crianças e aos adolescentes está restrita ao atendimento preferencial em serviços públicos, não abrangendo a elaboração de políticas específicas nem a destinação privilegiada de recursos orçamentários nos municípios.

III- A responsabilidade pela garantia dos direitos fundamentais de crianças e adolescentes é solidária, pois deve ser compartilhada entre família, sociedade, comunidade e poder público, devendo assegurar proteção integral e condições adequadas ao desenvolvimento.

IV- A aplicação de castigos diversos pelos pais ou responsáveis é admitido como prática educativa, desde que não resulte em lesão grave e seja justificado como forma de disciplina. Não é a palmada que faz mal à criança e ao adolescente, mas toda ação que impulsiona uma força física maior capaz de provocar sequelas físicas.

V- A comunicação ao Conselho Tutelar é obrigatória, em caso de suspeita ou confirmação de maus-tratos, castigo físico ou tratamento cruel ou degradante, ou outras formas de opressões e violências, sem prejuízo das demais medidas legais cabíveis.

VI- A permanência da criança e do adolescente em programas que objetivam promover o acolhimento institucional não pode ser prolongada por mais de 2 (dois) anos. Essa situação só pode ser modificada se for comprovada a necessidade que atenda ao seu superior interesse, devendo essa decisão ser fundamentada pela autoridade judiciária.


Estão CORRETAS apenas as afirmativas
Alternativas
Respostas
121: B
122: A
123: C
124: B
125: E
126: A
127: B
128: B
129: A
130: C
131: D
132: A
133: C
134: D
135: B
136: B
137: D
138: C
139: D
140: B