Leia o caso clínico a seguir para responder a esta questão. ...
Caso clínico: Paciente Andrea, 34 anos, casada, do lar, mãe de três filhos: Lucas, de 14 anos, Luciana, de 12 anos, e Caio, de 2 anos, vem à consulta por sentir-se muito cansada e triste. Refere que, em algumas situações, perdeu a paciência com Caio e sabe que às vezes exagera ao corrigi-lo. Relata que esses sintomas começaram quando a família se mudou para Porto Alegre – vieram morar, em alguns cômodos, na casa de sua sogra, dona Ana. O pai de Caio trabalha na construção civil. Andrea conta que ele costuma chegar em casa muito cansado e que, por esse motivo, não consegue ajudar nas tarefas. Refere, também, que, após o trabalho, frequentemente ele vai direto para a casa de seus pais, onde tem um papel importante na resolução dos problemas da sua família de origem.
Analise as abordagens a seguir para a realização da intervenção profissional nesse caso, e marque V para as verdadeiras e F para as falsas:
( ) Segregação do companheiro.
( ) Avaliação da relação parental com os filhos mais velhos.
( ) Avaliação da intervenção psicoterápica.
( ) Desconexão emocional.
( ) Busca do fortalecimento da paciente.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as abordagens de cima para baixo.
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: B
O que precisava saber: Era necessário identificar que a intervenção deve focalizar a dinâmica familiar relevante ao sofrimento apresentado: sobrecarga da paciente, apoio conjugal insuficiente, influência da família extensa, relação parental e necessidade de fortalecimento de recursos da própria paciente. Nessa lógica, são pertinentes a avaliação da relação parental com os filhos mais velhos, a avaliação da intervenção psicoterápica e a busca do fortalecimento da paciente; não são indicadas como estratégia a segregação do companheiro nem a desconexão emocional.
Critério decisivo: A intervenção adequada deve priorizar avaliação das relações familiares relevantes e fortalecimento da paciente; não se orienta por segregação do companheiro nem por desconexão emocional como estratégia terapêutica direta no caso.
- Em casos com sofrimento emocional associado à rotina familiar, verifique se a proposta de intervenção avalia vínculos conjugais, parentais e a influência da família extensa.
- Desconfie de opções que proponham segregação do companheiro ou desconexão emocional como estratégia direta, quando a base do caso aponta para fortalecimento de vínculos e ampliação de suporte.
- Quando houver sobrecarga, tristeza e dificuldade de manejo com os filhos, considere como pertinentes tanto a avaliação psicoterápica quanto o fortalecimento de recursos da paciente.
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
Gab B
( F ) Segregação do companheiro.
Não é uma abordagem adequada. A intervenção não deve afastar o companheiro, mas sim buscar compreender e, se possível, integrar sua participação no cuidado familiar.
( F ) Desconexão emocional.
Não é uma estratégia terapêutica adequada. Pelo contrário, busca-se promover maior conexão emocional e compreensão dos vínculos familiares.
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo