Questões de Concurso Comentadas para nosso rumo

Foram encontradas 927 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3370139 História e Geografia de Estados e Municípios
Sobre o Tratado de Petrópolis, é correto afirmar que
Alternativas
Q3370138 Geografia
Assinale a alternativa que apresenta qual fato favoreceu a entrada do capital especulativo, desarticulando a economia tradicional extrativista, expandiu a pecuária extensiva e, aliado aos conflitos pela posse da terra, redundou em um fluxo migratório do campo para os centros urbanos. 
Alternativas
Q3370137 História e Geografia de Estados e Municípios
Quanto às comemorações cívicas do estado do Acre, assinale a alternativa que apresenta a data em que é comemorado o Tratado de Petrópolis.
Alternativas
Q3370135 História
Sobre o processo de ocupação das terras acreanas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3370128 Português
Conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa INCORRETA em relação à regência do adjetivo “ansioso”.
Alternativas
Q3370127 Português
Assinale a alternativa correta quanto à ocorrência de crase, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3370126 Português
Assinale a alternativa em que a(s) vírgula(s) são usadas para separar o aposto, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q3370125 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


A menininha e o gerente



— Não, paizinho, não! Quero ir com você!

— Mas meu bem, não posso levar você lá. O lugar não é próprio. Não vou demorar nada, só dez minutos. Seja boazinha, fique me esperando aqui.

— Não, não! — a garotinha soluçava. Agarrou-se à calça do pai como quem se agarra a uma prancha no mar. Ele insistia:

— Que bobagem, uma menina de sua idade fazendo um papelão desses. 

— Você não volta!

— Volto, ora essa, juro que volto, meu amor.

 Prometendo, ele passeava o olhar pela rua, impaciente. Ela baixara a cabeça, chorando. Estavam diante da papelaria. O gerente assistia à cena. O homem aproximou-se dele:

— Faz-me o obséquio de tomar conta de minha filha por alguns instantes? Vou a um lugar desagradável, não posso levála comigo.

— Mas…

— Quinze minutos no máximo. É ali adiante. Muito obrigado, hem?

 E sumiu. A garotinha continuava de olhos baixos, imóvel, o dorso da mão esquerda junto à boca. O gerente passou-lhe a mão nos cabelos, de leve.

— Vem cá.

 Ela não se mexeu.

— Como é que você se chama? Carmen? Luísa? Marlene?

 Como não respondesse, o gerente foi desfiando nomes, sem esperança de acertar. Mas ao dizer “Estela”, a cabecinha moveu-se, confirmando.

— Estela, você sabe que está com um vestido muito bonito?

Estela tirou a mão dos olhos, examinou o próprio vestido e não disse nada. Mas o gelo fora rompido. Daí a pouco o gerente mostrava-lhe a caixa registradora e autorizava-a a marcar uma venda de duzentos cruzeiros.

 — Olha um gatinho. Ele mora aqui?

— Mora.

 — E que é que ele come?

— Papel.

O gato acordou, deixou-se afagar e tornou a dormir, desta vez nos braços de Estela.

O gerente olhou o relógio; tinham se passado quinze minutos, o homem não aparecia. “Bonito se ele não vier mais. Que vou fazer com esta garotinha, na hora de fechar?”

 Tentou lembrar o rosto do desconhecido; impossível. Já pensava em telefonar para a polícia, quando Estela o puxou pela perna:

— Além da máquina e do gatinho, você não tem mais nada para me mostrar?

 Ele abarcou com a vista a loja toda e sentiu-a mal sortida, pobre. “Eu devia ter aberto uma loja de brinquedos, pelo menos um bazar.” Experimentou com Estela o apontador de lápis, o grampeador. E o homem não vinha. É, não vem mais. Estela andava de um lado para outro, dona do negócio. Ele, inquieto.

— Não mexa nas gavetas, filhinha.

  — Não sou sua filhinha.

— Desculpe.

— Desculpo se você deixar eu abrir.

— Então deixo.

Dentro havia balões, estrelinhas, saldo do último Natal. E ele que não se lembrava daquilo. Estela riu de sua ignorância, e o homem não vinha. O movimento de fregueses declinava. Na calçada, as filas de lotação iam crescendo. Daí a pouco, a noite.

 Estela soprou um balão, outro, quis soprar dois ao mesmo tempo. Um estourou. Ela assustou-se. Ele riu.

“Se o homem não aparecesse mais, que bom! Aliás a cara dele era de calhorda. Ainda bem que me escolheu.” Levaria Estela para casa, a mulher não ia estranhar, fariam dela uma filha — a filha que praticamente não tinham mais, pois casara e morava longe, no Peru. E se o pai reclamasse depois? Ora, quem entrega sua filha a um estranho, diz que vai demorar quinze minutos, passa uma hora e não volta, merece ter filha?

 O empregado arriava a cortina de aço quando apareceram duas pernas, um tronco inclinado, uma cabeça.

— Dá licença? Demorei mais do que pensava, desculpe. Muito obrigado ao senhor. Vamos, filhinha.

O gerente virou o rosto, para não ver, mas chegou até ele a despedida de Estela:

 — Até logo, homem do balão!

E a filha ficou mais longe ainda, no Peru.


Andrade, Carlos Drummond de, 1902-1987. 70 historinhas.1ª ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

Leia o trecho abaixo, retirado do texto.


“Ela não se mexeu.


—Como é que você se chama? Carmen? Luísa? Marlene?

Como não respondesse, o gerente foi desfiando nomes, sem esperança de acertar. Mas ao dizer “Estela”, a cabecinha moveu-se, confirmando.”


De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, a respeito do verbo “respondesse” em destaque acima, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3370124 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


A menininha e o gerente



— Não, paizinho, não! Quero ir com você!

— Mas meu bem, não posso levar você lá. O lugar não é próprio. Não vou demorar nada, só dez minutos. Seja boazinha, fique me esperando aqui.

— Não, não! — a garotinha soluçava. Agarrou-se à calça do pai como quem se agarra a uma prancha no mar. Ele insistia:

— Que bobagem, uma menina de sua idade fazendo um papelão desses. 

— Você não volta!

— Volto, ora essa, juro que volto, meu amor.

 Prometendo, ele passeava o olhar pela rua, impaciente. Ela baixara a cabeça, chorando. Estavam diante da papelaria. O gerente assistia à cena. O homem aproximou-se dele:

— Faz-me o obséquio de tomar conta de minha filha por alguns instantes? Vou a um lugar desagradável, não posso levála comigo.

— Mas…

— Quinze minutos no máximo. É ali adiante. Muito obrigado, hem?

 E sumiu. A garotinha continuava de olhos baixos, imóvel, o dorso da mão esquerda junto à boca. O gerente passou-lhe a mão nos cabelos, de leve.

— Vem cá.

 Ela não se mexeu.

— Como é que você se chama? Carmen? Luísa? Marlene?

 Como não respondesse, o gerente foi desfiando nomes, sem esperança de acertar. Mas ao dizer “Estela”, a cabecinha moveu-se, confirmando.

— Estela, você sabe que está com um vestido muito bonito?

Estela tirou a mão dos olhos, examinou o próprio vestido e não disse nada. Mas o gelo fora rompido. Daí a pouco o gerente mostrava-lhe a caixa registradora e autorizava-a a marcar uma venda de duzentos cruzeiros.

 — Olha um gatinho. Ele mora aqui?

— Mora.

 — E que é que ele come?

— Papel.

O gato acordou, deixou-se afagar e tornou a dormir, desta vez nos braços de Estela.

O gerente olhou o relógio; tinham se passado quinze minutos, o homem não aparecia. “Bonito se ele não vier mais. Que vou fazer com esta garotinha, na hora de fechar?”

 Tentou lembrar o rosto do desconhecido; impossível. Já pensava em telefonar para a polícia, quando Estela o puxou pela perna:

— Além da máquina e do gatinho, você não tem mais nada para me mostrar?

 Ele abarcou com a vista a loja toda e sentiu-a mal sortida, pobre. “Eu devia ter aberto uma loja de brinquedos, pelo menos um bazar.” Experimentou com Estela o apontador de lápis, o grampeador. E o homem não vinha. É, não vem mais. Estela andava de um lado para outro, dona do negócio. Ele, inquieto.

— Não mexa nas gavetas, filhinha.

  — Não sou sua filhinha.

— Desculpe.

— Desculpo se você deixar eu abrir.

— Então deixo.

Dentro havia balões, estrelinhas, saldo do último Natal. E ele que não se lembrava daquilo. Estela riu de sua ignorância, e o homem não vinha. O movimento de fregueses declinava. Na calçada, as filas de lotação iam crescendo. Daí a pouco, a noite.

 Estela soprou um balão, outro, quis soprar dois ao mesmo tempo. Um estourou. Ela assustou-se. Ele riu.

“Se o homem não aparecesse mais, que bom! Aliás a cara dele era de calhorda. Ainda bem que me escolheu.” Levaria Estela para casa, a mulher não ia estranhar, fariam dela uma filha — a filha que praticamente não tinham mais, pois casara e morava longe, no Peru. E se o pai reclamasse depois? Ora, quem entrega sua filha a um estranho, diz que vai demorar quinze minutos, passa uma hora e não volta, merece ter filha?

 O empregado arriava a cortina de aço quando apareceram duas pernas, um tronco inclinado, uma cabeça.

— Dá licença? Demorei mais do que pensava, desculpe. Muito obrigado ao senhor. Vamos, filhinha.

O gerente virou o rosto, para não ver, mas chegou até ele a despedida de Estela:

 — Até logo, homem do balão!

E a filha ficou mais longe ainda, no Peru.


Andrade, Carlos Drummond de, 1902-1987. 70 historinhas.1ª ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

Analise a sentença abaixo, retirada do texto


“— Então pergunte a ele.


Conforme a norma-padrão da Língua Portuguesa, sintaticamente, o trecho em destaque corresponde a um

Alternativas
Q3370123 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.


A menininha e o gerente



— Não, paizinho, não! Quero ir com você!

— Mas meu bem, não posso levar você lá. O lugar não é próprio. Não vou demorar nada, só dez minutos. Seja boazinha, fique me esperando aqui.

— Não, não! — a garotinha soluçava. Agarrou-se à calça do pai como quem se agarra a uma prancha no mar. Ele insistia:

— Que bobagem, uma menina de sua idade fazendo um papelão desses. 

— Você não volta!

— Volto, ora essa, juro que volto, meu amor.

 Prometendo, ele passeava o olhar pela rua, impaciente. Ela baixara a cabeça, chorando. Estavam diante da papelaria. O gerente assistia à cena. O homem aproximou-se dele:

— Faz-me o obséquio de tomar conta de minha filha por alguns instantes? Vou a um lugar desagradável, não posso levála comigo.

— Mas…

— Quinze minutos no máximo. É ali adiante. Muito obrigado, hem?

 E sumiu. A garotinha continuava de olhos baixos, imóvel, o dorso da mão esquerda junto à boca. O gerente passou-lhe a mão nos cabelos, de leve.

— Vem cá.

 Ela não se mexeu.

— Como é que você se chama? Carmen? Luísa? Marlene?

 Como não respondesse, o gerente foi desfiando nomes, sem esperança de acertar. Mas ao dizer “Estela”, a cabecinha moveu-se, confirmando.

— Estela, você sabe que está com um vestido muito bonito?

Estela tirou a mão dos olhos, examinou o próprio vestido e não disse nada. Mas o gelo fora rompido. Daí a pouco o gerente mostrava-lhe a caixa registradora e autorizava-a a marcar uma venda de duzentos cruzeiros.

 — Olha um gatinho. Ele mora aqui?

— Mora.

 — E que é que ele come?

— Papel.

O gato acordou, deixou-se afagar e tornou a dormir, desta vez nos braços de Estela.

O gerente olhou o relógio; tinham se passado quinze minutos, o homem não aparecia. “Bonito se ele não vier mais. Que vou fazer com esta garotinha, na hora de fechar?”

 Tentou lembrar o rosto do desconhecido; impossível. Já pensava em telefonar para a polícia, quando Estela o puxou pela perna:

— Além da máquina e do gatinho, você não tem mais nada para me mostrar?

 Ele abarcou com a vista a loja toda e sentiu-a mal sortida, pobre. “Eu devia ter aberto uma loja de brinquedos, pelo menos um bazar.” Experimentou com Estela o apontador de lápis, o grampeador. E o homem não vinha. É, não vem mais. Estela andava de um lado para outro, dona do negócio. Ele, inquieto.

— Não mexa nas gavetas, filhinha.

  — Não sou sua filhinha.

— Desculpe.

— Desculpo se você deixar eu abrir.

— Então deixo.

Dentro havia balões, estrelinhas, saldo do último Natal. E ele que não se lembrava daquilo. Estela riu de sua ignorância, e o homem não vinha. O movimento de fregueses declinava. Na calçada, as filas de lotação iam crescendo. Daí a pouco, a noite.

 Estela soprou um balão, outro, quis soprar dois ao mesmo tempo. Um estourou. Ela assustou-se. Ele riu.

“Se o homem não aparecesse mais, que bom! Aliás a cara dele era de calhorda. Ainda bem que me escolheu.” Levaria Estela para casa, a mulher não ia estranhar, fariam dela uma filha — a filha que praticamente não tinham mais, pois casara e morava longe, no Peru. E se o pai reclamasse depois? Ora, quem entrega sua filha a um estranho, diz que vai demorar quinze minutos, passa uma hora e não volta, merece ter filha?

 O empregado arriava a cortina de aço quando apareceram duas pernas, um tronco inclinado, uma cabeça.

— Dá licença? Demorei mais do que pensava, desculpe. Muito obrigado ao senhor. Vamos, filhinha.

O gerente virou o rosto, para não ver, mas chegou até ele a despedida de Estela:

 — Até logo, homem do balão!

E a filha ficou mais longe ainda, no Peru.


Andrade, Carlos Drummond de, 1902-1987. 70 historinhas.1ª ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

Com base na leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3304361 Noções de Informática
Assinale a alternativa que NÃO menciona um uso correto do computador no ambiente de trabalho.
Alternativas
Q3304360 Arquivologia
No que concerne aos conceitos fundamentais da arquivologia, assinale a alternativa que menciona o conceito com a sua correta descrição. 
Alternativas
Q3304359 Redação Oficial
A carta é o instrumento usual da correspondência social do administrador e altas chefias, sendo empregada nas comunicações de caráter social decorrentes do cargo ou função públicos. Em relação aos seus componentes, é correto afirmar que o timbre
Alternativas
Q3304358 Pedagogia
Assinale a alternativa correta sobre a ficha individual do aluno.
Alternativas
Q3304357 Comunicação Social
Os meios de comunicação podem ser categorizados em dois diferentes tipos, de acordo com a plataforma, por meio da qual se dá a propagação de informações e também o seu público receptor. São os meios de comunicação individual e em massa ou social. Acerca desses tipos, marque com I para Individual ou M para em Massa e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) Telefone
( ) Celular
( ) Rádio
( ) Internet
Alternativas
Q3304356 Administração Pública
Leia o trecho abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que menciona a correspondência oficial descrita.
      É a descrição de fatos passados, analisados com o objetivo de orientar o servidor interessado ou o superior imediato, para determinada ação. Do ponto de vista da administração pública, é um documento oficial no qual uma autoridade expõe a atividade de uma repartição, ou presta conta de seus atos a uma autoridade de nível superior. É a exposição ou narração de atividades ou fatos, com a discriminação de todos os aspectos ou elementos que lhe são inerentes.
Alternativas
Q3304355 Pedagogia
O Censo Escolar é a principal pesquisa estatística educacional brasileira da educação básica, realizado anualmente e dividido em duas etapas. O período de coleta é definido por meio de Portaria de cronograma, e o início da coleta ocorre sempre na última __________ do mês de __________, instituído como o Dia Nacional do Censo Escolar.

Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas acima. 
Alternativas
Q3304354 Arquivologia
A gestão documental se divide em três fases: produção, utilização e destinação. A segunda fase, de utilização dos documentos, abrange medidas para assegurar, entre outros, o(a):
Alternativas
Q3304353 Atendimento ao Público
Muitas vezes, o atendimento telefônico acontece quando o cliente quer fazer uma reclamação do produto ou serviço adquirido. A reclamação é uma boa oportunidade para mostrar as qualidades do serviço da empresa e, o mais importante, para manter o cliente. Nos casos de atendimento a reclamações, o profissional de atendimento deve:

I. demonstrar compreensão, ouvir com interesse e deixar o cliente falar, principalmente quando ele estiver insatisfeito;
II. saber dizer não sem agressividade, explicando as razões e evitando que se formem barreiras intransponíveis para a solução do problema;
III. lembrar-se de que as críticas da pessoa que liga não são pessoais, mas dizem respeito à empresa ou ao serviço;
IV. ter em mente que problemas pessoais e problemas da empresa interessam ao cliente.

Está correto o que se apresenta em
Alternativas
Q3304352 Redação Oficial
A ata não pode ser rasurada, e, dessa forma, quando um erro ocorrer, deve-se utilizar o termo __________ seguido da informação correta. Porém, caso a ata já tenha sido concluída, deve-se utilizar a expressão _________ seguida da correção ao final.

Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas.
Alternativas
Respostas
41: E
42: A
43: E
44: C
45: A
46: B
47: C
48: D
49: B
50: E
51: B
52: D
53: B
54: A
55: C
56: E
57: A
58: B
59: B
60: E