Questões de Concurso
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A neuralgia do trigêmeo é a síndrome de compressão neurovascular mais comum.
O espasmo hemifacial e o mioclônus palatal são os únicos distúrbios motores involuntários que persistem durante o sono.
Pacientes epilépticos cujas crises possuem origem temporal não possuem indicação de tratamento cirúrgico em caso de refratariedade ao tratamento medicamentoso.
Em uma fase mais tardia, a paciente pode evoluir para abscesso cerebral ou trombose venosa cerebral por causa da progressão da infecção.
Após a coleta dos exames culturais, deve-se realizar o escalonamento da antibioticoterapia em uso, em razão do comprometimento do sistema nervoso central.
A coleta de líquor para análises de rotina e culturais não está indicada, visto que se trata de uma mastoidite complicada.
O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 96 horas após o ictus, com vistas a diminuir o risco de ressangramento e de complicações referentes ao período do vasoespasmo.
É provável que a arteriografia evidencie um aneurisma fusiforme na artéria cerebral média direita.
Nessa paciente, o uso de corticoide está indicado para ajudar a diminuir o edema e prevenir vasoespasmo.
Independentemente do Fisher ou dos níveis pressóricos da paciente, está indicado o uso de nimodipina 60 mg, de quatro em quatro horas, devendo ser iniciado preferencialmente em até 96 horas do ictus.
Do ponto de vista tomográfico, classifica-se o caso como Fisher 2.
Segundo a classificação da World Federation of Neurological Societies (WFNS), a paciente seria classificada como grau 2.
Espera-se que, em caso de realização de ressonância nessa paciente, seja apresentada uma hipointensidade do seio em relação ao córtex em T2WI e FLAIR.
Se a ressonância evidenciar uma hipointensidade no T2/FLAIR no parênquima e junto aos giros, esse pode ser um achado sugestivo de congestão venosa e edema secundário ao fluxo interrompido.
A trombectomia mecânica por via endovascular, se disponível, é indicada como primeira linha de tratamento nesse caso.
O atraso no diagnóstico e no início do tratamento pode fazer com que a paciente evolua para algum grau de paresia em hemicorpo esquerdo, alteração visual, coma ou, até mesmo, óbito.
O início da anticoagulação plena não deve ser postergado para a realização de exames complementares de imagem.
Como a paciente está estável e o início dos sintomas já tem mais de 48 horas, é correto optar-se por iniciar anticoagulação oral, corticoide e acompanhamento ambulatorial.
Trata-se de um quadro de provável trombose venosa do seio sagital superior.
Devem ser investigados medicamentos em uso para descartar intoxicação medicamentosa.