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Q1674200 Medicina
Uma paciente de 60 anos de idade, tabagista, previamente hígida, relata que, há aproximadamente oito horas, apresentou cefaleia súbita de severa intensidade enquanto evacuava. Relata cervicalgia associada nas últimas quatro horas e nega outras queixas. Ao exame físico, observaram-se AC = RR2T com BNF; FC = 92 bpm; AP = MVF sem RA; FR = 14 irpm; PA = 162 mmHg x 87 mmHg; SatO2 (ar ambiente) = 96%; Glasgow 15; pupilas isofotorreagentes; sem deficits focais; e meningismo associado. A tomografia computadorizada (TC) evidencia hiperdensidade < 1 mm em cisternas da base, com inundação da fissura sylviana à direita. Sem evidência de hidrocefalia. 
Quanto a esse caso clínico e considerando os conhecimentos médicos correlatos, julgue o item a seguir.
Segundo a classificação da World Federation of Neurological Societies (WFNS), a paciente seria classificada como grau 2.
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Gabarito: E) errado

1. Tema central: Classificação da gravidade da Hemorragia Subaracnoide (HSA) espontânea pela escala da World Federation of Neurosurgical Societies (WFNS). Essa escala fundamenta-se, principalmente, no nível de consciência do paciente (Escala de Coma de Glasgow, GCS) e na presença de déficits motores.

2. Raciocínio Clínico: No caso, a paciente apresenta GCS 15 (máximo da escala), sem déficit motor. Segundo a WFNS, isso a enquadra em Grau I:

  • Grau I: GCS 15, sem déficit motor.
  • Grau II: GCS 13-14, sem déficit motor.
  • Grau III: GCS 13-14, com déficit motor.
  • Grau IV: GCS 7-12, com ou sem déficit motor.
  • Grau V: GCS 3-6, com ou sem déficit motor.

Portanto: A alternativa está errada, pois a paciente se enquadra no Grau I e não no Grau II pela escala WFNS.

3. Justificativa baseada em evidências:

De acordo com o Manual MSD para Profissionais de Saúde e consensos das principais sociedades de neurocirurgia, “A escala da WFNS utiliza o escore de Glasgow e a presença/ausência de déficit motor para estratificar o risco em pacientes com HSA espontânea”.

Além disso, a diretriz reforça: pacientes com GCS 15 sem déficit motor são Grau I, e pacientes com GCS 13-14 sem déficit motor são Grau II.

4. Análise crítica:

  • Por que a alternativa está errada?
    - A alternativa sugere Grau II, mas o critério de Grau II exige GCS 13-14, o que não se aplica à paciente (que tem GCS 15).

5. Estratégias para provas:

Nessas questões, atente-se aos detalhes do exame físico (nível de consciência, déficit motor) e relacione com as escalas oficiais. Cuidado com pegadinhas: não confunda sinais meníngeos (meningismo) com déficit motor!

6. Diretriz relevante:

“A escala WFNS é recomendada internacionalmente na avaliação inicial do paciente com HSA.” – Manual MSD, UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine (20ª ed., Cap. 382).

Em resumo, GCS 15 sem déficit motor = WFNS grau I.

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Comentários

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A questão está aferindo o conhecimento sobre a aplicação da classificação da World Federation of Neurological Societies (WFNS) para hemorragia subaracnóidea, que é uma condição médica grave que acontece quando há um sangramento no espaço entre o cérebro e o tecido que o cobre. Na descrição do caso, a paciente apresentou cefaléia súbita de severa intensidade e cervicalgia, que são sintomas clássicos de hemorragia subaracnóidea. A tomografia computadorizada mostrou hiperdensidade em cisternas da base, o que indica a presença de sangue nesse local. Segundo a classificação da WFNS, a escala de avaliação vai de 1 a 5, e é baseada no estado mental do paciente (avaliado pela escala de Glasgow) e a presença de déficits neurológicos focais. No caso, a paciente tem Glasgow 15 (que é o máximo e indica que o paciente está respondendo normalmente) e não apresenta déficits neurológicos focais, portanto, pela classificação da WFNS, a paciente seria classificada como grau 1 e não 2 como afirma o item. Portanto, o item está errado.

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