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Os pneus irreversíveis descartados de forma errada contribuem para o entupimento de redes de esgoto e enchentes, poluição de rios, ocupam enorme volume nos aterros sanitários e podem, ainda, ser foco para o mosquito da dengue. Se queimados de forma errada, eles geram poluição atmosférica. Sobre os pneus irreversíveis e o seu destino, analise as seguintes considerações:
I. Reaproveitados como combustível alternativo para as indústrias de cimento.
II. Fabricação de solados de sapato.
III. Borrachas de vedação.
IV. Dutos pluviais.
V. Pisos para quadras poliesportivas.
Quais as destinações anteriores dos pneus irreversíveis no Brasil são aprovadas pelo IBAMA?
Ao longo do século XX, as mulheres conquistaram espaços em outros redutos antes de exclusividade masculina. Sobre o empoderamento das mulheres são apresentadas as seguintes considerações
I. Engenheiras, arquitetas, administradoras, cientistas: as mulheres conquistaram o direito de exercer as mais diversas profissões na busca da realização profissional.
II. Hoje as mulheres ocupam cargos de liderança em todas as áreas, como grandes executivas de empresas multinacionais, gestoras de empresas familiares, chefes de governo ou de pequenos negócios.
III. Há mais mulheres entrando na força de trabalho, mas, na parte da liderança, ainda há desequilíbrios.
IV. Houve aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho, mas ainda existe desequilíbrio na questão salarial, como no resto do mundo.
Apesar do empoderamento das mulheres no mercado do trabalho, ainda existem desequilíbrios que precisam ser superados. Quais alternativas expressam esses desequilíbrios?
Em relação aos solos no domínio amazônico, analise as afirmativas a seguir.
I. Há um predomínio de latossolos e argissolos, poucos arenosos, pois apresentam mais de 15% de argila em suas composições.
II. Somente 7% dos solos são classificados como arenosos.
III. Boa parte dos solos (86%) que compõe essa área apresenta alta fertilidade, com muito nutrientes para satisfazer as necessidades das plantas locais.
IV. Com o desmatamento e, consequentemente, a exposição do solo, o processo erosivo pode destruir a camada de matéria orgânica decomposta e tornar o solo, ao longo do tempo impróprio para o cultivo.
Após a análise das inferências, sobre características dos solos predominantes no domínio amazônico, estão corretas as afirmativas
Sobre a proposta de construção de uma cidade planejada no centro-oeste brasileiro (Brasília), analise as afirmativas seguir.
I. Levar o progresso para o interior.
II. Criar uma cidade mais adequada às necessidades do poder.
III. Servir de referência para uma maior integração nacional.
IV. Afastar o poder central da turba, das manifestações populares.
São justificativas para a construção de Brasília as afirmativas

É a primeira vez que os jogos olímpicos serão sediados na América do Sul. O Brasil está ansioso para receber todas as
atenções, principalmente para o Rio de Janeiro. A cada edição das Olimpíadas ou Copas do Mundo de Futebol, por
exemplo, são criados mascotes das competições. Em relação aos mascotes deste ano, é correto afirmar que:
“O documentário ‘Cinema Novo’, sobre o movimento cinematográfico nascido no Brasil que revolucionou a criação artística nos anos 1960 e 1970, ganhou neste sábado (21/05/16) o ‘Olho de Ouro’ do Festival de Cannes, anunciaram os organizadores. ‘Cinema Novo é um filme-manifesto sobre a vigência de um movimento cinematográfico quase esquecido dos anos 1960’, indicou o júri do prêmio, disputado pelos documentários apresentados em Cannes. O filme brasileiro premiado, de 90 minutos, é um ensaio poético sobre o movimento cinematográfico, e inclui trechos de filmes da época e depoimentos de seus principais expoentes.”
Disponível em: http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2016/05/filme-brasileiro-cinema-novo-ganha-premio-em-cannes.html.)
O Cinema Novo, movimento artístico de fundamental importância para o cinema nacional, tinha entre seus expoentes:
Refugiados chegam à Alemanha e são recebidos com faixas de boas-vindas
País abriu fronteiras para receber imigrantes de países em crise. Entre sábado e
domingo, foram mais de 13 mil pessoas transportadas.

“Um grupo de refugiados foi recebido com faixas de boas-vindas ao chegar à estação ferroviária de Dortmund, na Alemanha, neste domingo (6/09/15). Em dois dias, o número de refugiados acolhidos por países europeus já passa de 13 mil.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/09/refugiados-chegam-alemanha-e-sao-recebidos-com-faixas-de-boas-vindas.html.)
Sobre os migrantes e refugiados, principalmente originários da Síria, que se dirigem em massa à Europa, é correto
afirmar que:
“Na avaliação inclusiva, democrática e amorosa não há exclusão, mas, sim, diagnóstico e construção. Não há submissão, mas, sim, liberdade. Não há medo, mas, sim, espontaneidade e busca. Não há chegada definitiva, mas, sim, travessia permanente em busca do melhor, sempre!”
(Luckesi.)
Segundo o autor, no que se refere às funções da avaliação da aprendizagem, é importante estar atento à sua função ontológica, que é de:
Organicamente articuladas, a base comum nacional e a parte diversificada são organizadas e geridas de tal modo que também as tecnologias de informação e comunicação perpassem transversalmente a proposta curricular desde a Educação Infantil até o Ensino Médio, imprimindo direção aos Projetos Político-Pedagógicos (DCNs). Ambas possuem como referência geral o compromisso com saberes de dimensão planetária para que, ao cuidar e educar, seja possível à escola conseguir:
I. Ampliar a compreensão sobre as relações entre o indivíduo, o trabalho, a sociedade e a espécie humana, seus limites e suas potencialidades, em outras palavras, sua identidade terrena.
II. Adotar estratégias para que seja possível, ao longo da Educação Básica, desenvolver o letramento emocional, social e ecológico; o conhecimento científico pertinente aos diferentes tempos, espaços e sentidos; a compreensão do significado das ciências, das letras, das artes, do esporte e do lazer.
III. Viver situações práticas a partir das quais seja possível perceber que não há uma única visão de mundo, portanto, um fenômeno, um problema, uma experiência podem ser descritos e analisados segundo diferentes perspectivas e correntes de pensamento, que variam no tempo, no espaço, na intencionalidade.
IV. Compreender os efeitos da “infoera”, sabendo que estes atuam, cada vez mais, na vida das crianças, dos adolescentes e adultos, para que se reconheçam, de um lado, os estudantes, de outro, os profissionais da educação e a família, mas reconhecendo que os recursos midiáticos não necessitam permear todas as atividades de aprendizagem.
Estão corretas as afirmativas

Julgue a atitude do aluno:
“Precisamos pôr na ética nossas mãos e nosso coração (...) uma ética que, tecendo-se nos confrontos e se desenhando a partir da diversidade de vida comum não abdica nunca de si mesma (...) trata-se pois de uma nova forma didática política (...) uma ética que concretiza, assim, sua ligação visceral com a educação.” (Kramer, 1993.)
Acerca da ética do professor, é INCORRETO afirmar que:
Paciência de Jó
Nesses tempos modernos, andamos muito impacientes.
Durante os anos que passei fora do Brasil, comunicava-me por cartas. Toda noite, sentava na minha escrivaninha e colocava a correspondência em dia. Ia até altas horas respondendo uma a uma, aquelas cartas que chegavam em envelopes verde-amarelos.
Depois de colocada no correio, uma carta levava de sete a dez dias pra chegar ao Brasil. Se a pessoa respondesse na hora, eram mais sete a dez dias pra chegar até Paris. E eu esperava, pacientemente.
Todo dia, acordava de madrugada para ir trabalhar. Meu trabalho era preparar o café da manhã para um batalhão de estudantes num restaurante universitário. Quando voltava pra casa, a primeira coisa que fazia era bater os olhos na caixa de cartas que ficava na portaria do meu prédio. Ela tinha quatro furos na parte inferior e, de longe, já dava pra enxergar se haviam chegado envelopes verde-amarelos.
Era um tempo em que não havia internet, não havia Skype, não havia WhatsApp, e-mail e um telefonema DDD custava os olhos da cara.
Lembro-me bem que quando o meu primeiro filho nasceu, poucas horas depois dei a primeira clicada no seu rostinho com uma Pentax Trip 33. Levei o filme pra revelar numa loja que ficava na Rue Soufflot e esperei cinco dias úteis para que as fotos ficassem prontas.
Fotografias na mão, coloquei dentro de um envelope pardo e despachei, pelo correio, pros meus pais, em Belo Horizonte. Quando eles abriram e viram o Julião pela primeira vez, o menino já tinha mais de vinte dias. Eles esperaram pacientemente a hora de ver a carinha do neto francês, uma grande novidade na família.
O meu pai vivia dizendo que, para levar a vida, era preciso ter uma paciência de Jó. Um dia, fui lá na Bíblia da minha mãe saber quem era o tal Jó.
Fiquei sabendo que, além de ser o mais paciente da turma, Jó tinha sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de boi e quinhentas jumentas. Imagine que só pra contar essa bicharada, é preciso mesmo ter uma paciência de Jó.
Ninguém tem mais paciência pra nada nesses tempos modernos. Se nos anos 70 eu esperava vinte dias a resposta de uma carta, hoje, se alguém não me responde um e-mail em segundos, já começo a perder a paciência.
Aqui em casa, a nossa empregada coloca qualquer coisa 30 segundos no micro-ondas, e fica lá com a mão na porta, impaciente, contando nos dedos a hora de apitar. No elevador do meu prédio, os moradores apertam o botão, a luzinha acende mas, mesmo assim, eles voltam lá umas três vezes e apertam de novo, impacientes.
Sem contar o carro de trás que sempre buzina assim que o sinal fica verde, o motorista que começa a acelerar quando percebe que já passaram os minutos e que o sinal já vai sair do vermelho e aquele que passa na sua frente e enfia o carro na vaga do shopping porque não tem paciência de ficar procurando um lugar pra estacionar.
Isso, sem contar que, no restaurante, quando alguém pede uma coca ao garçom e ele demora mais de um minuto, a gente sempre ouve um... “acho que ele esqueceu!”
Sinto que muitas pessoas não têm mais paciência pra ler um texto com mais de cinco linhas. Se você chegou até aqui, considero uma vitória!
Já percebeu que ninguém tem mais paciência de sentar-se na poltrona para ouvir música, pra procurar as três Marias no céu, pra plantar um grão de feijão no algodão e esperar ele crescer. Ninguém tem saco nem mesmo pra jogar paciência.
Já se foi o tempo em que tínhamos paciência até para decorar latim. Quem não se lembra do famoso Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia mostra? Que, em bom português, quer dizer Até quando abusarás, Catilina, da nossa paciência?
(Alberto Villas. Carta Capital, 24 de abril de 2016.)
Paciência de Jó
Nesses tempos modernos, andamos muito impacientes.
Durante os anos que passei fora do Brasil, comunicava-me por cartas. Toda noite, sentava na minha escrivaninha e colocava a correspondência em dia. Ia até altas horas respondendo uma a uma, aquelas cartas que chegavam em envelopes verde-amarelos.
Depois de colocada no correio, uma carta levava de sete a dez dias pra chegar ao Brasil. Se a pessoa respondesse na hora, eram mais sete a dez dias pra chegar até Paris. E eu esperava, pacientemente.
Todo dia, acordava de madrugada para ir trabalhar. Meu trabalho era preparar o café da manhã para um batalhão de estudantes num restaurante universitário. Quando voltava pra casa, a primeira coisa que fazia era bater os olhos na caixa de cartas que ficava na portaria do meu prédio. Ela tinha quatro furos na parte inferior e, de longe, já dava pra enxergar se haviam chegado envelopes verde-amarelos.
Era um tempo em que não havia internet, não havia Skype, não havia WhatsApp, e-mail e um telefonema DDD custava os olhos da cara.
Lembro-me bem que quando o meu primeiro filho nasceu, poucas horas depois dei a primeira clicada no seu rostinho com uma Pentax Trip 33. Levei o filme pra revelar numa loja que ficava na Rue Soufflot e esperei cinco dias úteis para que as fotos ficassem prontas.
Fotografias na mão, coloquei dentro de um envelope pardo e despachei, pelo correio, pros meus pais, em Belo Horizonte. Quando eles abriram e viram o Julião pela primeira vez, o menino já tinha mais de vinte dias. Eles esperaram pacientemente a hora de ver a carinha do neto francês, uma grande novidade na família.
O meu pai vivia dizendo que, para levar a vida, era preciso ter uma paciência de Jó. Um dia, fui lá na Bíblia da minha mãe saber quem era o tal Jó.
Fiquei sabendo que, além de ser o mais paciente da turma, Jó tinha sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de boi e quinhentas jumentas. Imagine que só pra contar essa bicharada, é preciso mesmo ter uma paciência de Jó.
Ninguém tem mais paciência pra nada nesses tempos modernos. Se nos anos 70 eu esperava vinte dias a resposta de uma carta, hoje, se alguém não me responde um e-mail em segundos, já começo a perder a paciência.
Aqui em casa, a nossa empregada coloca qualquer coisa 30 segundos no micro-ondas, e fica lá com a mão na porta, impaciente, contando nos dedos a hora de apitar. No elevador do meu prédio, os moradores apertam o botão, a luzinha acende mas, mesmo assim, eles voltam lá umas três vezes e apertam de novo, impacientes.
Sem contar o carro de trás que sempre buzina assim que o sinal fica verde, o motorista que começa a acelerar quando percebe que já passaram os minutos e que o sinal já vai sair do vermelho e aquele que passa na sua frente e enfia o carro na vaga do shopping porque não tem paciência de ficar procurando um lugar pra estacionar.
Isso, sem contar que, no restaurante, quando alguém pede uma coca ao garçom e ele demora mais de um minuto, a gente sempre ouve um... “acho que ele esqueceu!”
Sinto que muitas pessoas não têm mais paciência pra ler um texto com mais de cinco linhas. Se você chegou até aqui, considero uma vitória!
Já percebeu que ninguém tem mais paciência de sentar-se na poltrona para ouvir música, pra procurar as três Marias no céu, pra plantar um grão de feijão no algodão e esperar ele crescer. Ninguém tem saco nem mesmo pra jogar paciência.
Já se foi o tempo em que tínhamos paciência até para decorar latim. Quem não se lembra do famoso Quo usque tandem abutere, Catilina, patientia mostra? Que, em bom português, quer dizer Até quando abusarás, Catilina, da nossa paciência?
(Alberto Villas. Carta Capital, 24 de abril de 2016.)