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Q4156286 Português
 Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto a seguir.  


As ruas abertas à livre circulação de pessoas e veículos representam uma das imagens mais vivas da cidade moderna. Apesar de as cidades ocidentais incorporarem várias e até contraditórias versões da modernidade, há um grande consenso a respeito de quais são os elementos básicos da experiência moderna de vida pública urbana: a primazia e a abertura de ruas; a circulação livre; os encontros impessoais e anônimos de pedestres; o uso público e espontâneo das ruas e praças; e a presença de pessoas de diferentes grupos sociais passeando e observando os outros que passam, olhando vitrines, fazendo compras, sentando nos cafés, participando de manifestações políticas, apropriando as ruas para seus festivais e comemorações, ou usando os espaços especialmente designados para o lazer das massas. Esses elementos são associados à vida moderna em cidades capitalistas pelo menos desde a reforma de Paris promovida pelo barão de Haussmann na segunda metade do século XIX. No cerne da concepção de vida pública urbana incorporada na Paris moderna estavam as noções de que o espaço da cidade é aberto para ser usado e usufruído por qualquer um e de que a sociedade de consumo que ele abriga poderia tornar-se acessível a todos. É claro que esse nunca foi exatamente o caso, em Paris ou em qualquer outro lugar. As cidades modernas foram sempre marcadas por desigualdades sociais e segregação espacial e nunca deixaram de ser apropriadas de formas bastante diferentes por diversos grupos, dependendo de sua posição social e de seu poder.

   No entanto, a despeito das persistentes desigualdades e injustiças sociais, as cidades ocidentais modernas sempre mantiveram vários sinais de abertura, sobretudo no que diz respeito à circulação e ao consumo. Esses sinais contribuíram para manter o valor positivo associado à ideia de um espaço público aberto, acessível a todos e a qualquer um.

   As cidades modernas têm servido de cenário para todo tipo de manifestação política. Na verdade, a promessa de incorporação à sociedade moderna incluía não só a cidade e o consumo, mas também a ordem política. As imagens da cidade moderna são análogas àquelas da ordem liberal-democrática, consolidada  a partir da ficção do contrato social entre pessoas livres e iguais e que moldou a esfera política moderna. Essa ficção, tão radical quanto aquela da cidade aberta, ajudou a destruir a ordem social estamental que a precedeu. No entanto, foi só depois de muitas lutas que as definições de quem poderia ser considerado "livre e igual" foram pouco a pouco expandidas. Tanto a cidade aberta e sem exclusões quanto a ordem política incorporando todos os cidadãos como iguais nunca existiram, mas seus ideais fundadores e suas promessas de incorporação mantiveram seu poder por pelo menos dois séculos, dando forma a experiências de cidadania e de vida urbana e legitimando as ações de vários grupos excluídos em suas reivindicações por incorporação.

(Adaptado de: CALDEIRA, Teresa Pires do Rio. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34; Edusp, 2011, pp 302 a 305) 
Considere as frases a seguir:
É claro que esse nunca foi exatamente o caso, em Paris ou em qualquer outro lugar. As cidades modernas foram sempre marcadas por desigualdades sociais e segregação espacial e nunca deixaram de ser apropriadas de formas bastante diferentes por diversos grupos, dependendo de sua posição social e de seu poder. (2º parágrafo)
Essa ficção, tão radical quanto aquela da cidade aberta, ajudou a destruir a ordem social estamental que a precedeu. (3º parágrafo)
Os termos sublinhados referem-se, respectivamente, a
Alternativas
Q4156285 Português
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As ruas abertas à livre circulação de pessoas e veículos representam uma das imagens mais vivas da cidade moderna. Apesar de as cidades ocidentais incorporarem várias e até contraditórias versões da modernidade, há um grande consenso a respeito de quais são os elementos básicos da experiência moderna de vida pública urbana: a primazia e a abertura de ruas; a circulação livre; os encontros impessoais e anônimos de pedestres; o uso público e espontâneo das ruas e praças; e a presença de pessoas de diferentes grupos sociais passeando e observando os outros que passam, olhando vitrines, fazendo compras, sentando nos cafés, participando de manifestações políticas, apropriando as ruas para seus festivais e comemorações, ou usando os espaços especialmente designados para o lazer das massas. Esses elementos são associados à vida moderna em cidades capitalistas pelo menos desde a reforma de Paris promovida pelo barão de Haussmann na segunda metade do século XIX. No cerne da concepção de vida pública urbana incorporada na Paris moderna estavam as noções de que o espaço da cidade é aberto para ser usado e usufruído por qualquer um e de que a sociedade de consumo que ele abriga poderia tornar-se acessível a todos. É claro que esse nunca foi exatamente o caso, em Paris ou em qualquer outro lugar. As cidades modernas foram sempre marcadas por desigualdades sociais e segregação espacial e nunca deixaram de ser apropriadas de formas bastante diferentes por diversos grupos, dependendo de sua posição social e de seu poder.

   No entanto, a despeito das persistentes desigualdades e injustiças sociais, as cidades ocidentais modernas sempre mantiveram vários sinais de abertura, sobretudo no que diz respeito à circulação e ao consumo. Esses sinais contribuíram para manter o valor positivo associado à ideia de um espaço público aberto, acessível a todos e a qualquer um.

   As cidades modernas têm servido de cenário para todo tipo de manifestação política. Na verdade, a promessa de incorporação à sociedade moderna incluía não só a cidade e o consumo, mas também a ordem política. As imagens da cidade moderna são análogas àquelas da ordem liberal-democrática, consolidada  a partir da ficção do contrato social entre pessoas livres e iguais e que moldou a esfera política moderna. Essa ficção, tão radical quanto aquela da cidade aberta, ajudou a destruir a ordem social estamental que a precedeu. No entanto, foi só depois de muitas lutas que as definições de quem poderia ser considerado "livre e igual" foram pouco a pouco expandidas. Tanto a cidade aberta e sem exclusões quanto a ordem política incorporando todos os cidadãos como iguais nunca existiram, mas seus ideais fundadores e suas promessas de incorporação mantiveram seu poder por pelo menos dois séculos, dando forma a experiências de cidadania e de vida urbana e legitimando as ações de vários grupos excluídos em suas reivindicações por incorporação.

(Adaptado de: CALDEIRA, Teresa Pires do Rio. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34; Edusp, 2011, pp 302 a 305) 
Essa ficção, tão radical quanto aquela da cidade aberta, ajudou a destruir a ordem social estamental que a precedeu. No entanto, foi só depois de muitas lutas que as definições de quem poderia ser considerado "livre e igual" foram pouco pouco expandidas. (3º parágrafo)
O termo sublinhado no trecho acima indica a
Alternativas
Q4156283 Português
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As ruas abertas à livre circulação de pessoas e veículos representam uma das imagens mais vivas da cidade moderna. Apesar de as cidades ocidentais incorporarem várias e até contraditórias versões da modernidade, há um grande consenso a respeito de quais são os elementos básicos da experiência moderna de vida pública urbana: a primazia e a abertura de ruas; a circulação livre; os encontros impessoais e anônimos de pedestres; o uso público e espontâneo das ruas e praças; e a presença de pessoas de diferentes grupos sociais passeando e observando os outros que passam, olhando vitrines, fazendo compras, sentando nos cafés, participando de manifestações políticas, apropriando as ruas para seus festivais e comemorações, ou usando os espaços especialmente designados para o lazer das massas. Esses elementos são associados à vida moderna em cidades capitalistas pelo menos desde a reforma de Paris promovida pelo barão de Haussmann na segunda metade do século XIX. No cerne da concepção de vida pública urbana incorporada na Paris moderna estavam as noções de que o espaço da cidade é aberto para ser usado e usufruído por qualquer um e de que a sociedade de consumo que ele abriga poderia tornar-se acessível a todos. É claro que esse nunca foi exatamente o caso, em Paris ou em qualquer outro lugar. As cidades modernas foram sempre marcadas por desigualdades sociais e segregação espacial e nunca deixaram de ser apropriadas de formas bastante diferentes por diversos grupos, dependendo de sua posição social e de seu poder.

   No entanto, a despeito das persistentes desigualdades e injustiças sociais, as cidades ocidentais modernas sempre mantiveram vários sinais de abertura, sobretudo no que diz respeito à circulação e ao consumo. Esses sinais contribuíram para manter o valor positivo associado à ideia de um espaço público aberto, acessível a todos e a qualquer um.

   As cidades modernas têm servido de cenário para todo tipo de manifestação política. Na verdade, a promessa de incorporação à sociedade moderna incluía não só a cidade e o consumo, mas também a ordem política. As imagens da cidade moderna são análogas àquelas da ordem liberal-democrática, consolidada  a partir da ficção do contrato social entre pessoas livres e iguais e que moldou a esfera política moderna. Essa ficção, tão radical quanto aquela da cidade aberta, ajudou a destruir a ordem social estamental que a precedeu. No entanto, foi só depois de muitas lutas que as definições de quem poderia ser considerado "livre e igual" foram pouco a pouco expandidas. Tanto a cidade aberta e sem exclusões quanto a ordem política incorporando todos os cidadãos como iguais nunca existiram, mas seus ideais fundadores e suas promessas de incorporação mantiveram seu poder por pelo menos dois séculos, dando forma a experiências de cidadania e de vida urbana e legitimando as ações de vários grupos excluídos em suas reivindicações por incorporação.

(Adaptado de: CALDEIRA, Teresa Pires do Rio. Cidade de muros: crime, segregação e cidadania em São Paulo. São Paulo: Editora 34; Edusp, 2011, pp 302 a 305) 
Conforme o texto, ilustra fatores concretos da experiência de vida pública urbana no Ocidente, ao menos nos últimos dois séculos, o que se encontra em:
Alternativas
Q4155356 Enfermagem
O papilomavírus em atividades de trabalho é um agente e/ou fator de risco para a seguinte doença relacionada ao trabalho:
Alternativas
Q4155355 Enfermagem
Dentre os sinais e sintomas que caracterizam a malária grave, de acordo com o Ministério da Saúde, está 
Alternativas
Q4155354 Enfermagem
A principal atualização na Lista de Doenças de Notificação Compulsória em 2025, oficializada pela Portaria GM/MS nº 6.734/2025 de 18 de março, foi a inclusão da Esporotricose Humana, que é uma doença causada por
Alternativas
Q4155353 Enfermagem
Ao administrar ventilações em um paciente adulto em parada respiratória, de acordo com a American Heart Association, 2025, é aceitável que o profissional de saúde administre 1 ventilação a cada
Alternativas
Q4155352 Enfermagem
O acidente de trabalho com exposição a material biológico, de acordo com a Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública prevista na Portaria GM/MS nº 10.175/2026, deve ser notificado
Alternativas
Q4155351 Enfermagem
O enfermeiro responsável pelo gerenciamento de um serviço de saúde adotou ferramentas da qualidade para apoiar suas atividades gerenciais. A ferramenta que consiste em uma planilha ou formulário simples para facilitar a coleta de dados é 
Alternativas
Q4155350 Enfermagem
Em caso de um acidente de trabalho, de acordo com o Guia de Análise de Acidentes de Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, 2010, ao relatar o evento adverso à pessoa responsável pela segurança e saúde ou ao responsável pela área, a empresa está adotando o procedimento de
Alternativas
Q4155349 Enfermagem
Durante a assistência de enfermagem, o enfermeiro, ao identificar problemas existentes, condições de vulnerabilidades ou disposições para melhorar comportamentos de saúde que representam o julgamento clínico das informações obtidas sobre as necessidades do cuidado de Enfermagem e saúde da pessoa, família, coletividade ou grupos especiais, está realizando a etapa do Processo de Enfermagem de
Alternativas
Q4155348 Enfermagem
Considerando as etapas do Processo de Enfermagem, a etapa de Implementação de Enfermagem de cuidados prescritos pelo enfermeiro de forma independente, e realizados pelo Enfermeiro, por Técnico de Enfermagem ou por Auxiliar de Enfermagem, observadas as competências técnicas de cada profissional, está apoiada nos padrões de cuidados
Alternativas
Q4155347 Enfermagem
O enfermeiro que cometer infração, em conformidade com o que está previsto no Artigo 26 "Conhecer, cumprir e fazer cumprir o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e demais normativos do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem", do Capítulo I I dos Deveres da Resolução Cofen nº 564/2017, está sujeito à pena de
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Q4155346 Enfermagem
O enfermeiro ao abster-se de revelar informações confidenciais de que tenha conhecimento em razão de seu exercício profissional, de acordo com a Resolução Cofen nº 564/2017, está exercendo sua atividade conforme
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Q4155345 Enfermagem
Considerando as condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho, de acordo com a Norma Regulamentadora NR-24, os locais para tomada de refeições para atender até 30 trabalhadores devem
Alternativas
Q4155344 Enfermagem
O documento que retrata as atividades internas no âmbito do Serviço de Enfermagem, define a finalidade, estabelece a estrutura organizacional, requisitos, competências e atribuições do quadro funcional e normatizações é o
Alternativas
Q4155343 Enfermagem
De acordo com a Cartilha de Ergonomia do Ministério da Saúde, 2020, a temperatura do ambiente de trabalho deve ser regulada, conforme a ISO 9241, entre
Alternativas
Q4155342 Enfermagem
Dentre as estratégias da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora está a identificação das atividades produtivas e do perfil da população trabalhadora no território, em conjunto com a atenção
Alternativas
Q4155341 Segurança e Saúde no Trabalho
Os Serviços Especializados em Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), de acordo com a Norma Regulamentadora NR-4,
Alternativas
Q4155340 Segurança e Saúde no Trabalho
De acordo com a Norma Regulamentadora NR-17 sobre Ergonomia, a avaliação ergonômica preliminar das situações de trabalho
Alternativas
Respostas
261: B
262: A
263: B
264: C
265: D
266: B
267: A
268: D
269: B
270: E
271: C
272: A
273: B
274: D
275: A
276: E
277: E
278: B
279: D
280: C