Foram encontradas 97.277 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4070870 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


As universidades e o desafio da desigualdade social


Cesar Martins

Vice-reitor da Unesp (Universidade Estadual Paulista)


    Desde o surgimento dos primeiros agrupamentos humanos, a desigualdade tem sido uma marca das sociedades. Embora hoje esteja entre as prioridades de ação de muitos governos, ela persiste como um paradoxo que alimenta a concentração de riquezas. Poucas nações encontraram caminhos capazes de construir sociedades mais igualitárias e com baixa vulnerabilidade socioeconômica.


    Atualmente, a desigualdade é tema de debate em universidades de várias partes do mundo. No entanto, durante boa parte de sua história, essas instituições atenderam a um segmento específico da população, a elite econômica, contribuindo para a estratificação social. No Brasil, não foi diferente. As universidades chegaram tardiamente ao país. A primeira faculdade criada, a Escola de Cirurgia da Bahia, surgiu em 1808, e o acesso ao ensino superior permaneceu, por muito tempo, restrito às elites.


     Embora tardio, o Brasil adotou relativamente cedo o modelo de universidades públicas, em princípio abertas a todos. Na prática, porém, essas instituições continuaram acessíveis a uma parcela reduzida da sociedade, formada por jovens com boa escolarização básica, o que não correspondia à realidade da maior parte da população. Até meados do século 21, as universidades públicas eram poucas, e os cursos noturnos, quase inexistentes, dificultavam o acesso de pessoas de baixa renda que precisavam trabalhar.


    Embora o sistema público de ensino superior tenha crescido na segunda metade do século 20, o padrão elitizado permaneceu. Foi apenas a partir da primeira década do século 21, com políticas como Sisu, Prouni, Fies e a Lei de Cotas, que houve ampliação do acesso de estudantes de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e egressos de escolas públicas, especialmente nas universidades públicas.


    Essas políticas alteraram o perfil do estudante universitário brasileiro. Hoje, a maioria das universidades públicas conta com programas de inclusão, apoio estudantil e permanência, tornando esse espaço historicamente elitista mais diverso e representativo da sociedade brasileira.


    Apesar dos avanços, persistem barreiras importantes: a menor presença de estudantes socialmente vulneráveis nos cursos mais concorridos, como medicina, direito e engenharias; a limitação de recursos para políticas de permanência, como moradia, alimentação, transporte e materiais acadêmicos; e as dificuldades adicionais de acesso e permanência em universidades de maior prestígio.


    Embora ainda haja muito a avançar, as universidades públicas brasileiras têm sido referência, em escala global, na democratização do ensino superior e do conhecimento científico. Ainda assim, é momento de olhar com mais atenção para a estrutura acadêmica. Cursos e disciplinas precisam ser revistos e reinventados em diálogo com as políticas públicas, as novas tecnologias, a sustentabilidade e, sobretudo, a equidade social.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/as-

universidades-e-o-desafio-da-desigualdade-social.shtml. 

Nos trechos: “Embora hoje esteja entre as prioridades de ação de muitos governos, ela persiste como um paradoxo que1 alimenta a concentração de riquezas.” e “Até meados do século 21, as universidades públicas eram poucas, e os cursos noturnos, quase inexistentes, dificultavam o acesso de pessoas de baixa renda que2 precisavam trabalhar.”, os termos enumerados foram empregados, morfologicamente, como:
Alternativas
Q4070869 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


As universidades e o desafio da desigualdade social


Cesar Martins

Vice-reitor da Unesp (Universidade Estadual Paulista)


    Desde o surgimento dos primeiros agrupamentos humanos, a desigualdade tem sido uma marca das sociedades. Embora hoje esteja entre as prioridades de ação de muitos governos, ela persiste como um paradoxo que alimenta a concentração de riquezas. Poucas nações encontraram caminhos capazes de construir sociedades mais igualitárias e com baixa vulnerabilidade socioeconômica.


    Atualmente, a desigualdade é tema de debate em universidades de várias partes do mundo. No entanto, durante boa parte de sua história, essas instituições atenderam a um segmento específico da população, a elite econômica, contribuindo para a estratificação social. No Brasil, não foi diferente. As universidades chegaram tardiamente ao país. A primeira faculdade criada, a Escola de Cirurgia da Bahia, surgiu em 1808, e o acesso ao ensino superior permaneceu, por muito tempo, restrito às elites.


     Embora tardio, o Brasil adotou relativamente cedo o modelo de universidades públicas, em princípio abertas a todos. Na prática, porém, essas instituições continuaram acessíveis a uma parcela reduzida da sociedade, formada por jovens com boa escolarização básica, o que não correspondia à realidade da maior parte da população. Até meados do século 21, as universidades públicas eram poucas, e os cursos noturnos, quase inexistentes, dificultavam o acesso de pessoas de baixa renda que precisavam trabalhar.


    Embora o sistema público de ensino superior tenha crescido na segunda metade do século 20, o padrão elitizado permaneceu. Foi apenas a partir da primeira década do século 21, com políticas como Sisu, Prouni, Fies e a Lei de Cotas, que houve ampliação do acesso de estudantes de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e egressos de escolas públicas, especialmente nas universidades públicas.


    Essas políticas alteraram o perfil do estudante universitário brasileiro. Hoje, a maioria das universidades públicas conta com programas de inclusão, apoio estudantil e permanência, tornando esse espaço historicamente elitista mais diverso e representativo da sociedade brasileira.


    Apesar dos avanços, persistem barreiras importantes: a menor presença de estudantes socialmente vulneráveis nos cursos mais concorridos, como medicina, direito e engenharias; a limitação de recursos para políticas de permanência, como moradia, alimentação, transporte e materiais acadêmicos; e as dificuldades adicionais de acesso e permanência em universidades de maior prestígio.


    Embora ainda haja muito a avançar, as universidades públicas brasileiras têm sido referência, em escala global, na democratização do ensino superior e do conhecimento científico. Ainda assim, é momento de olhar com mais atenção para a estrutura acadêmica. Cursos e disciplinas precisam ser revistos e reinventados em diálogo com as políticas públicas, as novas tecnologias, a sustentabilidade e, sobretudo, a equidade social.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/as-

universidades-e-o-desafio-da-desigualdade-social.shtml. 

No trecho: “As universidades chegaram tardiamente ao país.”, os segmentos destacados exercem, respectivamente, papel sintático de: 
Alternativas
Q4070868 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


As universidades e o desafio da desigualdade social


Cesar Martins

Vice-reitor da Unesp (Universidade Estadual Paulista)


    Desde o surgimento dos primeiros agrupamentos humanos, a desigualdade tem sido uma marca das sociedades. Embora hoje esteja entre as prioridades de ação de muitos governos, ela persiste como um paradoxo que alimenta a concentração de riquezas. Poucas nações encontraram caminhos capazes de construir sociedades mais igualitárias e com baixa vulnerabilidade socioeconômica.


    Atualmente, a desigualdade é tema de debate em universidades de várias partes do mundo. No entanto, durante boa parte de sua história, essas instituições atenderam a um segmento específico da população, a elite econômica, contribuindo para a estratificação social. No Brasil, não foi diferente. As universidades chegaram tardiamente ao país. A primeira faculdade criada, a Escola de Cirurgia da Bahia, surgiu em 1808, e o acesso ao ensino superior permaneceu, por muito tempo, restrito às elites.


     Embora tardio, o Brasil adotou relativamente cedo o modelo de universidades públicas, em princípio abertas a todos. Na prática, porém, essas instituições continuaram acessíveis a uma parcela reduzida da sociedade, formada por jovens com boa escolarização básica, o que não correspondia à realidade da maior parte da população. Até meados do século 21, as universidades públicas eram poucas, e os cursos noturnos, quase inexistentes, dificultavam o acesso de pessoas de baixa renda que precisavam trabalhar.


    Embora o sistema público de ensino superior tenha crescido na segunda metade do século 20, o padrão elitizado permaneceu. Foi apenas a partir da primeira década do século 21, com políticas como Sisu, Prouni, Fies e a Lei de Cotas, que houve ampliação do acesso de estudantes de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e egressos de escolas públicas, especialmente nas universidades públicas.


    Essas políticas alteraram o perfil do estudante universitário brasileiro. Hoje, a maioria das universidades públicas conta com programas de inclusão, apoio estudantil e permanência, tornando esse espaço historicamente elitista mais diverso e representativo da sociedade brasileira.


    Apesar dos avanços, persistem barreiras importantes: a menor presença de estudantes socialmente vulneráveis nos cursos mais concorridos, como medicina, direito e engenharias; a limitação de recursos para políticas de permanência, como moradia, alimentação, transporte e materiais acadêmicos; e as dificuldades adicionais de acesso e permanência em universidades de maior prestígio.


    Embora ainda haja muito a avançar, as universidades públicas brasileiras têm sido referência, em escala global, na democratização do ensino superior e do conhecimento científico. Ainda assim, é momento de olhar com mais atenção para a estrutura acadêmica. Cursos e disciplinas precisam ser revistos e reinventados em diálogo com as políticas públicas, as novas tecnologias, a sustentabilidade e, sobretudo, a equidade social.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/as-

universidades-e-o-desafio-da-desigualdade-social.shtml. 

No trecho: “A primeira faculdade criada, a Escola de Cirurgia da Bahia, surgiu em 1808, e o acesso ao ensino superior permaneceu, por muito tempo, restrito às elites.”, o acento grave indicador de crase em “às elites” se justifica por:
Alternativas
Q4070867 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


As universidades e o desafio da desigualdade social


Cesar Martins

Vice-reitor da Unesp (Universidade Estadual Paulista)


    Desde o surgimento dos primeiros agrupamentos humanos, a desigualdade tem sido uma marca das sociedades. Embora hoje esteja entre as prioridades de ação de muitos governos, ela persiste como um paradoxo que alimenta a concentração de riquezas. Poucas nações encontraram caminhos capazes de construir sociedades mais igualitárias e com baixa vulnerabilidade socioeconômica.


    Atualmente, a desigualdade é tema de debate em universidades de várias partes do mundo. No entanto, durante boa parte de sua história, essas instituições atenderam a um segmento específico da população, a elite econômica, contribuindo para a estratificação social. No Brasil, não foi diferente. As universidades chegaram tardiamente ao país. A primeira faculdade criada, a Escola de Cirurgia da Bahia, surgiu em 1808, e o acesso ao ensino superior permaneceu, por muito tempo, restrito às elites.


     Embora tardio, o Brasil adotou relativamente cedo o modelo de universidades públicas, em princípio abertas a todos. Na prática, porém, essas instituições continuaram acessíveis a uma parcela reduzida da sociedade, formada por jovens com boa escolarização básica, o que não correspondia à realidade da maior parte da população. Até meados do século 21, as universidades públicas eram poucas, e os cursos noturnos, quase inexistentes, dificultavam o acesso de pessoas de baixa renda que precisavam trabalhar.


    Embora o sistema público de ensino superior tenha crescido na segunda metade do século 20, o padrão elitizado permaneceu. Foi apenas a partir da primeira década do século 21, com políticas como Sisu, Prouni, Fies e a Lei de Cotas, que houve ampliação do acesso de estudantes de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e egressos de escolas públicas, especialmente nas universidades públicas.


    Essas políticas alteraram o perfil do estudante universitário brasileiro. Hoje, a maioria das universidades públicas conta com programas de inclusão, apoio estudantil e permanência, tornando esse espaço historicamente elitista mais diverso e representativo da sociedade brasileira.


    Apesar dos avanços, persistem barreiras importantes: a menor presença de estudantes socialmente vulneráveis nos cursos mais concorridos, como medicina, direito e engenharias; a limitação de recursos para políticas de permanência, como moradia, alimentação, transporte e materiais acadêmicos; e as dificuldades adicionais de acesso e permanência em universidades de maior prestígio.


    Embora ainda haja muito a avançar, as universidades públicas brasileiras têm sido referência, em escala global, na democratização do ensino superior e do conhecimento científico. Ainda assim, é momento de olhar com mais atenção para a estrutura acadêmica. Cursos e disciplinas precisam ser revistos e reinventados em diálogo com as políticas públicas, as novas tecnologias, a sustentabilidade e, sobretudo, a equidade social.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/as-

universidades-e-o-desafio-da-desigualdade-social.shtml. 

Analise o trecho a seguir:


“Desde o surgimento dos primeiros agrupamentos humanos, a desigualdade tem sido uma marca das sociedades. Embora hoje esteja entre as prioridades de ação de muitos governos, ela persiste como um paradoxo que alimenta a concentração de riquezas.”.


Sobre o elemento conector destacado no trecho, é correto afirmar que: 

Alternativas
Q4070866 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


As universidades e o desafio da desigualdade social


Cesar Martins

Vice-reitor da Unesp (Universidade Estadual Paulista)


    Desde o surgimento dos primeiros agrupamentos humanos, a desigualdade tem sido uma marca das sociedades. Embora hoje esteja entre as prioridades de ação de muitos governos, ela persiste como um paradoxo que alimenta a concentração de riquezas. Poucas nações encontraram caminhos capazes de construir sociedades mais igualitárias e com baixa vulnerabilidade socioeconômica.


    Atualmente, a desigualdade é tema de debate em universidades de várias partes do mundo. No entanto, durante boa parte de sua história, essas instituições atenderam a um segmento específico da população, a elite econômica, contribuindo para a estratificação social. No Brasil, não foi diferente. As universidades chegaram tardiamente ao país. A primeira faculdade criada, a Escola de Cirurgia da Bahia, surgiu em 1808, e o acesso ao ensino superior permaneceu, por muito tempo, restrito às elites.


     Embora tardio, o Brasil adotou relativamente cedo o modelo de universidades públicas, em princípio abertas a todos. Na prática, porém, essas instituições continuaram acessíveis a uma parcela reduzida da sociedade, formada por jovens com boa escolarização básica, o que não correspondia à realidade da maior parte da população. Até meados do século 21, as universidades públicas eram poucas, e os cursos noturnos, quase inexistentes, dificultavam o acesso de pessoas de baixa renda que precisavam trabalhar.


    Embora o sistema público de ensino superior tenha crescido na segunda metade do século 20, o padrão elitizado permaneceu. Foi apenas a partir da primeira década do século 21, com políticas como Sisu, Prouni, Fies e a Lei de Cotas, que houve ampliação do acesso de estudantes de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e egressos de escolas públicas, especialmente nas universidades públicas.


    Essas políticas alteraram o perfil do estudante universitário brasileiro. Hoje, a maioria das universidades públicas conta com programas de inclusão, apoio estudantil e permanência, tornando esse espaço historicamente elitista mais diverso e representativo da sociedade brasileira.


    Apesar dos avanços, persistem barreiras importantes: a menor presença de estudantes socialmente vulneráveis nos cursos mais concorridos, como medicina, direito e engenharias; a limitação de recursos para políticas de permanência, como moradia, alimentação, transporte e materiais acadêmicos; e as dificuldades adicionais de acesso e permanência em universidades de maior prestígio.


    Embora ainda haja muito a avançar, as universidades públicas brasileiras têm sido referência, em escala global, na democratização do ensino superior e do conhecimento científico. Ainda assim, é momento de olhar com mais atenção para a estrutura acadêmica. Cursos e disciplinas precisam ser revistos e reinventados em diálogo com as políticas públicas, as novas tecnologias, a sustentabilidade e, sobretudo, a equidade social.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/04/as-

universidades-e-o-desafio-da-desigualdade-social.shtml. 

O texto foca na importância das universidades na promoção da equidade social, ampliando o acesso e reduzindo desigualdades. Assinale a alternativa correta de acordo com o texto.
Alternativas
Q4070790 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estudos mostram que crianças que desenham com frequência desenvolvem melhor memória e habilidades de aprendizado.


 O ato de desenhar representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cognitivo durante a infância, estimulando conexões neurais fundamentais para o crescimento. Quando os pequenos utilizam cores e formas para expressar o mundo ao redor, eles fortalecem a retenção de informações e a criatividade. Essa prática lúdica transforma o processo de aprendizado em algo natural e muito mais prazeroso.

 Criar imagens no papel exige que o cérebro recupere detalhes visuais guardados no subconsciente, fortalecendo a capacidade de lembrança. Esse exercício constante de observação e reprodução ajuda a fixar conceitos complexos de forma visual e intuitiva. Ao exercitar a memória visual, a criança desenvolve uma facilidade maior para organizar pensamentos e recordar eventos importantes da sua própria vida familiar.

A repetição de traços e a escolha de cores específicas funcionam como um treino mental que aprimora a atenção seletiva. Essa concentração profunda permite que as informações sejam processadas com mais clareza, facilitando o armazenamento de dados no longo prazo. O desenvolvimento cognitivo flui melhor quando o aprendizado está associado a atividades que envolvem a expressão artística e pessoal.

A arte funciona como uma ponte entre a imaginação e a lógica, permitindo que conceitos abstratos ganhem formas concretas. Ao ilustrar o que ouve em sala de aula, o estudante consegue visualizar o conteúdo, o que torna a compreensão muito mais profunda e duradoura. Essa habilidade de traduzir ideias em imagens é um diferencial importante para o sucesso escolar.

Atividades criativas reduzem a ansiedade e promovem um estado de relaxamento que favorece a absorção de novos conhecimentos técnicos. Quando a mente está tranquila e engajada em uma tarefa prazerosa, a resistência ao aprendizado diminui significativamente, abrindo espaço para a curiosidade natural. Estimular o lado artístico ajuda a formar indivíduos mais seguros e preparados para enfrentar novos desafios.



https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/estudos-mostram-que-cri ancas-que-desenham-com-frequencia-desenvolvem-melhor-memoria-e -habilidades-de-aprendizado/fragmento 

"Atividades criativas reduzem a ansiedade e promovem um estado de relaxamento que favorece a absorção de novos conhecimentos técnicos."
Com base nos significados que as palavras adquirem no contexto de uso, julgue as afirmativas a seguir:
I.A forma verbal 'reduzem' pode ser substituída por 'diminuem', sem prejuízo de sentido no contexto.
II.O substantivo 'ansiedade', no contexto, possui como antônimo o termo 'tranquilidade'.
III.A forma verbal 'favorece' pode ser substituída por 'prejudica', mantendo-se a coerência da ideia original.
IV.O termo 'absorção' pode ser substituído por 'assimilação', sem alteração significativa de sentido.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições corretas. 
Alternativas
Q4070789 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estudos mostram que crianças que desenham com frequência desenvolvem melhor memória e habilidades de aprendizado.


 O ato de desenhar representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cognitivo durante a infância, estimulando conexões neurais fundamentais para o crescimento. Quando os pequenos utilizam cores e formas para expressar o mundo ao redor, eles fortalecem a retenção de informações e a criatividade. Essa prática lúdica transforma o processo de aprendizado em algo natural e muito mais prazeroso.

 Criar imagens no papel exige que o cérebro recupere detalhes visuais guardados no subconsciente, fortalecendo a capacidade de lembrança. Esse exercício constante de observação e reprodução ajuda a fixar conceitos complexos de forma visual e intuitiva. Ao exercitar a memória visual, a criança desenvolve uma facilidade maior para organizar pensamentos e recordar eventos importantes da sua própria vida familiar.

A repetição de traços e a escolha de cores específicas funcionam como um treino mental que aprimora a atenção seletiva. Essa concentração profunda permite que as informações sejam processadas com mais clareza, facilitando o armazenamento de dados no longo prazo. O desenvolvimento cognitivo flui melhor quando o aprendizado está associado a atividades que envolvem a expressão artística e pessoal.

A arte funciona como uma ponte entre a imaginação e a lógica, permitindo que conceitos abstratos ganhem formas concretas. Ao ilustrar o que ouve em sala de aula, o estudante consegue visualizar o conteúdo, o que torna a compreensão muito mais profunda e duradoura. Essa habilidade de traduzir ideias em imagens é um diferencial importante para o sucesso escolar.

Atividades criativas reduzem a ansiedade e promovem um estado de relaxamento que favorece a absorção de novos conhecimentos técnicos. Quando a mente está tranquila e engajada em uma tarefa prazerosa, a resistência ao aprendizado diminui significativamente, abrindo espaço para a curiosidade natural. Estimular o lado artístico ajuda a formar indivíduos mais seguros e preparados para enfrentar novos desafios.



https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/estudos-mostram-que-cri ancas-que-desenham-com-frequencia-desenvolvem-melhor-memoria-e -habilidades-de-aprendizado/fragmento 

Considerando o texto apresentado, que discute os efeitos da prática do desenho no desenvolvimento infantil e na aprendizagem, assinale com V as afirmativas verdadeiras e com F as falsas.
(__)A inserção sistemática de atividades artísticas no currículo escolar poderia reduzir casos de evasão escolar, uma vez que tais atividades seriam suficientes para suprimir dificuldades cognitivas mais complexas e garantir o pleno rendimento acadêmico dos alunos.
(__)A arte favorece o aprendizado porque aumenta a concentração, melhora o processamento das informações e fortalece a memória de longo prazo, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo.
(__)A capacidade de converter ideias em imagens ajuda o aluno a compreender melhor os conteúdos e contribui para o fortalecimento da aprendizagem significativa.
(__)O texto defende que o estímulo artístico facilita a aprendizagem e contribui para a redução da ansiedade, favorecendo o bem-estar e a maior segurança na realização de atividades escolares.
Assinale a alternativa CORRETA que apresenta a sequência dos itens acima. 
Alternativas
Q4070788 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estudos mostram que crianças que desenham com frequência desenvolvem melhor memória e habilidades de aprendizado.


 O ato de desenhar representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cognitivo durante a infância, estimulando conexões neurais fundamentais para o crescimento. Quando os pequenos utilizam cores e formas para expressar o mundo ao redor, eles fortalecem a retenção de informações e a criatividade. Essa prática lúdica transforma o processo de aprendizado em algo natural e muito mais prazeroso.

 Criar imagens no papel exige que o cérebro recupere detalhes visuais guardados no subconsciente, fortalecendo a capacidade de lembrança. Esse exercício constante de observação e reprodução ajuda a fixar conceitos complexos de forma visual e intuitiva. Ao exercitar a memória visual, a criança desenvolve uma facilidade maior para organizar pensamentos e recordar eventos importantes da sua própria vida familiar.

A repetição de traços e a escolha de cores específicas funcionam como um treino mental que aprimora a atenção seletiva. Essa concentração profunda permite que as informações sejam processadas com mais clareza, facilitando o armazenamento de dados no longo prazo. O desenvolvimento cognitivo flui melhor quando o aprendizado está associado a atividades que envolvem a expressão artística e pessoal.

A arte funciona como uma ponte entre a imaginação e a lógica, permitindo que conceitos abstratos ganhem formas concretas. Ao ilustrar o que ouve em sala de aula, o estudante consegue visualizar o conteúdo, o que torna a compreensão muito mais profunda e duradoura. Essa habilidade de traduzir ideias em imagens é um diferencial importante para o sucesso escolar.

Atividades criativas reduzem a ansiedade e promovem um estado de relaxamento que favorece a absorção de novos conhecimentos técnicos. Quando a mente está tranquila e engajada em uma tarefa prazerosa, a resistência ao aprendizado diminui significativamente, abrindo espaço para a curiosidade natural. Estimular o lado artístico ajuda a formar indivíduos mais seguros e preparados para enfrentar novos desafios.



https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/estudos-mostram-que-cri ancas-que-desenham-com-frequencia-desenvolvem-melhor-memoria-e -habilidades-de-aprendizado/fragmento 

"Ao exercitar a memória visual, a criança desenvolve uma facilidade maior para organizar pensamentos e recordar eventos importantes da sua própria vida familiar."
Analise as reescritas a seguir e identifique a alternativa CORRETA em que a pontuação mantém o sentido original do enunciado.
Alternativas
Q4070787 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estudos mostram que crianças que desenham com frequência desenvolvem melhor memória e habilidades de aprendizado.


 O ato de desenhar representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cognitivo durante a infância, estimulando conexões neurais fundamentais para o crescimento. Quando os pequenos utilizam cores e formas para expressar o mundo ao redor, eles fortalecem a retenção de informações e a criatividade. Essa prática lúdica transforma o processo de aprendizado em algo natural e muito mais prazeroso.

 Criar imagens no papel exige que o cérebro recupere detalhes visuais guardados no subconsciente, fortalecendo a capacidade de lembrança. Esse exercício constante de observação e reprodução ajuda a fixar conceitos complexos de forma visual e intuitiva. Ao exercitar a memória visual, a criança desenvolve uma facilidade maior para organizar pensamentos e recordar eventos importantes da sua própria vida familiar.

A repetição de traços e a escolha de cores específicas funcionam como um treino mental que aprimora a atenção seletiva. Essa concentração profunda permite que as informações sejam processadas com mais clareza, facilitando o armazenamento de dados no longo prazo. O desenvolvimento cognitivo flui melhor quando o aprendizado está associado a atividades que envolvem a expressão artística e pessoal.

A arte funciona como uma ponte entre a imaginação e a lógica, permitindo que conceitos abstratos ganhem formas concretas. Ao ilustrar o que ouve em sala de aula, o estudante consegue visualizar o conteúdo, o que torna a compreensão muito mais profunda e duradoura. Essa habilidade de traduzir ideias em imagens é um diferencial importante para o sucesso escolar.

Atividades criativas reduzem a ansiedade e promovem um estado de relaxamento que favorece a absorção de novos conhecimentos técnicos. Quando a mente está tranquila e engajada em uma tarefa prazerosa, a resistência ao aprendizado diminui significativamente, abrindo espaço para a curiosidade natural. Estimular o lado artístico ajuda a formar indivíduos mais seguros e preparados para enfrentar novos desafios.



https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/estudos-mostram-que-cri ancas-que-desenham-com-frequencia-desenvolvem-melhor-memoria-e -habilidades-de-aprendizado/fragmento 

Com base no texto, analise as afirmativas a seguir:
I.O desenho não é apenas uma atividade recreativa, mas um recurso importante para o desenvolvimento intelectual, emocional e criativo das crianças. II.Ao desenhar, a criança precisa buscar na memória imagens e informações já armazenadas no cérebro para reproduzi-las no papel. III.O desenho, ao envolver repetição e escolhas, fortalece a habilidade de concentrar-se em detalhes relevantes, melhorando a atenção seletiva e o controle mental. IV.O estímulo contínuo à criatividade na infância pode influenciar o desempenho profissional futuro, favorecendo carreiras que exigem inovação, resolução de problemas e pensamento flexível.
Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q4070786 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Estudos mostram que crianças que desenham com frequência desenvolvem melhor memória e habilidades de aprendizado.


 O ato de desenhar representa uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento cognitivo durante a infância, estimulando conexões neurais fundamentais para o crescimento. Quando os pequenos utilizam cores e formas para expressar o mundo ao redor, eles fortalecem a retenção de informações e a criatividade. Essa prática lúdica transforma o processo de aprendizado em algo natural e muito mais prazeroso.

 Criar imagens no papel exige que o cérebro recupere detalhes visuais guardados no subconsciente, fortalecendo a capacidade de lembrança. Esse exercício constante de observação e reprodução ajuda a fixar conceitos complexos de forma visual e intuitiva. Ao exercitar a memória visual, a criança desenvolve uma facilidade maior para organizar pensamentos e recordar eventos importantes da sua própria vida familiar.

A repetição de traços e a escolha de cores específicas funcionam como um treino mental que aprimora a atenção seletiva. Essa concentração profunda permite que as informações sejam processadas com mais clareza, facilitando o armazenamento de dados no longo prazo. O desenvolvimento cognitivo flui melhor quando o aprendizado está associado a atividades que envolvem a expressão artística e pessoal.

A arte funciona como uma ponte entre a imaginação e a lógica, permitindo que conceitos abstratos ganhem formas concretas. Ao ilustrar o que ouve em sala de aula, o estudante consegue visualizar o conteúdo, o que torna a compreensão muito mais profunda e duradoura. Essa habilidade de traduzir ideias em imagens é um diferencial importante para o sucesso escolar.

Atividades criativas reduzem a ansiedade e promovem um estado de relaxamento que favorece a absorção de novos conhecimentos técnicos. Quando a mente está tranquila e engajada em uma tarefa prazerosa, a resistência ao aprendizado diminui significativamente, abrindo espaço para a curiosidade natural. Estimular o lado artístico ajuda a formar indivíduos mais seguros e preparados para enfrentar novos desafios.



https://www.correiobraziliense.com.br/cbradar/estudos-mostram-que-cri ancas-que-desenham-com-frequencia-desenvolvem-melhor-memoria-e -habilidades-de-aprendizado/fragmento 

 "A arte funciona como uma ponte entre a imaginação e a lógica, permitindo que conceitos abstratos ganhem formas concretas. Ao ilustrar o que ouve em sala de aula, o estudante consegue visualizar o conteúdo, o que torna a compreensão mais profunda." 
Com base no sentido próprio e figurado, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas.
(__)A palavra 'ponte', no trecho, foi empregada em sentido figurado, indicando uma conexão entre ideias. (__)O termo 'visualizar' foi utilizado em sentido próprio, referindo-se ao ato físico de enxergar imagens reais. (__)O vocábulo 'arte' foi utilizado em sentido figurado, uma vez que indica uma forma de atividade humana irracional e puramente utilitária, sem regras ou organização. (__)O vocábulo 'profunda', no contexto, possui sentido figurado, indicando maior nível de compreensão.
Assinale a alternativa que preenche os itens acima de forma CORRETA.
Alternativas
Q4070395 Português
O Monitor acompanha as rotinas dos alunos, colaborando com o planejamento e o desenvolvimento integral infantil. Para uma aprendizagem                , a criança deve relacionar as novas informações com os conhecimentos                      que já possui. Ao auxiliar no recreio e na alimentação, o Monitor atua de maneira                        , pois os cuidados diários são ações educativas.

Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
Alternativas
Q4067701 Português
Na fala do segundo balão, ao afirmar que o juros vieram e devoraram eles, ocorre a atribuição de ações instintivas e predatorias (próprias de animais ferozes) a um conceito matemático e financeiro inanimado (os juros).

Do ponto de vista estilístico, qual figura de linguagem baseia essa construção?
Alternativas
Q4067700 Português

A conjunção MAS, presente no segundo balão, atua como articulador sintático do período composto. 



Considerando a coerência e as relações lógico-semânticas estabelecidas por esse conectivo, é CORRETO afirmar que ele expressa uma ideia de:

Alternativas
Q4067699 Português
No segundo balão, o personagem fala a seguinte Írase: JÁ, MAS O JUROS VIERAM. Avaliando as relaçoes morfossintáticas e as reqras de concordância exigidas, analise a estrutura empregada na charge e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4067698 Português
No primeiro balão da charge, encontra-se a seguinte interrogação: JÁ TENTOU CONTAR CARNEIRINHOS?. Analisando as relações morfossintáticas e a função estrutural do termo CARNEIRINHOS na oração em que se insere, qual e a sua CORRETA classificação? 
Alternativas
Q4067697 Português
O texto na parte superior da charge afirma que o endividamento e inadimplência tiram o sono de brasileiros. No segundo balão, a resposta do personagem constrói uma rede de informações implícitas e metaforicas em resposta ao conselho do colega. Assim, qual é o eÍeito de sentido pretendido pelo uso da expressão os juros vieram e devoraram eles nesse contexto de interlocução? 
Alternativas
Q4067612 Português
A difícil arte de viver entre eras


      Apanhei de novo da tecnologia. Tive que trocar o aparelho celular — e se digo “tive” é porque resisti o quanto pude a isso — e, nesse processo, terminei perdendo todas as conversas e contatos do WhatsApp, o conhecido zap. Nunca tinha me importado em baixar os dados que a cada dia iam se acumulando no aplicativo, na ilusão de que tudo estaria sempre ali. Mas, ó tolinho, não existe sempre na voracidade tecnológica de nosso tempo. Se a coisa não foi para a tal nuvem, não há como chover em outro aparelho. Perdeste, coroa!

      Pior que não é a primeira vez que fico com cara de guri diante do brinquedo quebrado. Bem lá atrás, quando a novidade era poder baixar discos raros em vinil vertidos para o digital, fiz um acervo daqueles com músicas dos meus sonhos de colecionador. Só que a festa acabou quando o computador “deu pau”, como se diz hoje, e eu perdi tudinho. Depois disso, apelei para o velho modo analógico e venho guardando em discos físicos o que tem valor afetivo. Mas pensam que tive sossego?

      Meu antigo computador, que tinha uma providencial entrada para CD e DVD, já ficou para trás, tombado pelo tempo do mercado e das inovações. E o novo, todo cheio de memórias e quetais, não aceita essa mídia. Ou seja, já não posso gravar mais nada em discos. Sim, há pendrives e HDs externos para isso, mas que graça tem essas engenhocas quando a memória nos remete aos doces rituais de pegar um disco e já antecipar a experiência sonora nele contida? Até hoje reajo mal a streamings de música. Sou dos que gostam de saber tudo: título, compositores e até arranjo de cada faixa. E jamais entregarei a nenhuma Alexa a tarefa de escolher o que quero ouvir.

     Reacionário tecnológico, eu? Creio que não. Aprecio demais as novidades e as facilidades que a tecnologia traz. A cada fatura que pago pelo celular, em casa, lembro de quando enfrentava longas filas num banco para quitar uma reles conta de luz. Zero saudade daquele tempo. Minha bronca é com a obrigação de me “atualizar” de acordo com o descaramento do mercado, que decreta a obsolescência precoce do que ainda tem muito gás para dar. Então, como na famosa canção espanhola, “¡resistiré, resistiré!”.

     A atendente da loja onde comprei o novo celular espantouse ao ver que o meu aparelho antigo já ia completar cinco anos. Os olhos dela pareciam dizer: cinco anos! Onde já se viu? E ainda por cima não fez o armazenamento na nuvem! Tome tento, meu senhor! Ok, assumo que vacilei. É que eu quero usufruir das facilidades da era virtual sem ter que ceder o precioso tempo que insisto em dedicar a hábitos antigos. Já basta o sequestro que as famigeradas redes sociais fazem de nossa atenção.

   Dia desses vi numa rede um vídeo de um cara — ou melhor, um coroa — se orgulhando de pertencer à geração — a mesma que a minha — que viveu o analógico e soube se adaptar ao virtual, isso como uma grande vantagem. Sei não, irmão. É mais um fardo essa condição de viver no limiar entre eras. Por isso, para seguir leve na vida, vez em quando cometo desatinos, como esse de peitar os imperativos do mercado tecnológico.


Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).
No trecho “É mais um fardo essa condição de viver no limiar entre eras”, a palavra destacada foi empregada com o sentido de:
Alternativas
Q4067611 Português
A difícil arte de viver entre eras


      Apanhei de novo da tecnologia. Tive que trocar o aparelho celular — e se digo “tive” é porque resisti o quanto pude a isso — e, nesse processo, terminei perdendo todas as conversas e contatos do WhatsApp, o conhecido zap. Nunca tinha me importado em baixar os dados que a cada dia iam se acumulando no aplicativo, na ilusão de que tudo estaria sempre ali. Mas, ó tolinho, não existe sempre na voracidade tecnológica de nosso tempo. Se a coisa não foi para a tal nuvem, não há como chover em outro aparelho. Perdeste, coroa!

      Pior que não é a primeira vez que fico com cara de guri diante do brinquedo quebrado. Bem lá atrás, quando a novidade era poder baixar discos raros em vinil vertidos para o digital, fiz um acervo daqueles com músicas dos meus sonhos de colecionador. Só que a festa acabou quando o computador “deu pau”, como se diz hoje, e eu perdi tudinho. Depois disso, apelei para o velho modo analógico e venho guardando em discos físicos o que tem valor afetivo. Mas pensam que tive sossego?

      Meu antigo computador, que tinha uma providencial entrada para CD e DVD, já ficou para trás, tombado pelo tempo do mercado e das inovações. E o novo, todo cheio de memórias e quetais, não aceita essa mídia. Ou seja, já não posso gravar mais nada em discos. Sim, há pendrives e HDs externos para isso, mas que graça tem essas engenhocas quando a memória nos remete aos doces rituais de pegar um disco e já antecipar a experiência sonora nele contida? Até hoje reajo mal a streamings de música. Sou dos que gostam de saber tudo: título, compositores e até arranjo de cada faixa. E jamais entregarei a nenhuma Alexa a tarefa de escolher o que quero ouvir.

     Reacionário tecnológico, eu? Creio que não. Aprecio demais as novidades e as facilidades que a tecnologia traz. A cada fatura que pago pelo celular, em casa, lembro de quando enfrentava longas filas num banco para quitar uma reles conta de luz. Zero saudade daquele tempo. Minha bronca é com a obrigação de me “atualizar” de acordo com o descaramento do mercado, que decreta a obsolescência precoce do que ainda tem muito gás para dar. Então, como na famosa canção espanhola, “¡resistiré, resistiré!”.

     A atendente da loja onde comprei o novo celular espantouse ao ver que o meu aparelho antigo já ia completar cinco anos. Os olhos dela pareciam dizer: cinco anos! Onde já se viu? E ainda por cima não fez o armazenamento na nuvem! Tome tento, meu senhor! Ok, assumo que vacilei. É que eu quero usufruir das facilidades da era virtual sem ter que ceder o precioso tempo que insisto em dedicar a hábitos antigos. Já basta o sequestro que as famigeradas redes sociais fazem de nossa atenção.

   Dia desses vi numa rede um vídeo de um cara — ou melhor, um coroa — se orgulhando de pertencer à geração — a mesma que a minha — que viveu o analógico e soube se adaptar ao virtual, isso como uma grande vantagem. Sei não, irmão. É mais um fardo essa condição de viver no limiar entre eras. Por isso, para seguir leve na vida, vez em quando cometo desatinos, como esse de peitar os imperativos do mercado tecnológico.


Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).
Na primeira oração do texto, Apanhei de novo da tecnologia, o sujeito é classificado como: 
Alternativas
Q4067610 Português
A difícil arte de viver entre eras


      Apanhei de novo da tecnologia. Tive que trocar o aparelho celular — e se digo “tive” é porque resisti o quanto pude a isso — e, nesse processo, terminei perdendo todas as conversas e contatos do WhatsApp, o conhecido zap. Nunca tinha me importado em baixar os dados que a cada dia iam se acumulando no aplicativo, na ilusão de que tudo estaria sempre ali. Mas, ó tolinho, não existe sempre na voracidade tecnológica de nosso tempo. Se a coisa não foi para a tal nuvem, não há como chover em outro aparelho. Perdeste, coroa!

      Pior que não é a primeira vez que fico com cara de guri diante do brinquedo quebrado. Bem lá atrás, quando a novidade era poder baixar discos raros em vinil vertidos para o digital, fiz um acervo daqueles com músicas dos meus sonhos de colecionador. Só que a festa acabou quando o computador “deu pau”, como se diz hoje, e eu perdi tudinho. Depois disso, apelei para o velho modo analógico e venho guardando em discos físicos o que tem valor afetivo. Mas pensam que tive sossego?

      Meu antigo computador, que tinha uma providencial entrada para CD e DVD, já ficou para trás, tombado pelo tempo do mercado e das inovações. E o novo, todo cheio de memórias e quetais, não aceita essa mídia. Ou seja, já não posso gravar mais nada em discos. Sim, há pendrives e HDs externos para isso, mas que graça tem essas engenhocas quando a memória nos remete aos doces rituais de pegar um disco e já antecipar a experiência sonora nele contida? Até hoje reajo mal a streamings de música. Sou dos que gostam de saber tudo: título, compositores e até arranjo de cada faixa. E jamais entregarei a nenhuma Alexa a tarefa de escolher o que quero ouvir.

     Reacionário tecnológico, eu? Creio que não. Aprecio demais as novidades e as facilidades que a tecnologia traz. A cada fatura que pago pelo celular, em casa, lembro de quando enfrentava longas filas num banco para quitar uma reles conta de luz. Zero saudade daquele tempo. Minha bronca é com a obrigação de me “atualizar” de acordo com o descaramento do mercado, que decreta a obsolescência precoce do que ainda tem muito gás para dar. Então, como na famosa canção espanhola, “¡resistiré, resistiré!”.

     A atendente da loja onde comprei o novo celular espantouse ao ver que o meu aparelho antigo já ia completar cinco anos. Os olhos dela pareciam dizer: cinco anos! Onde já se viu? E ainda por cima não fez o armazenamento na nuvem! Tome tento, meu senhor! Ok, assumo que vacilei. É que eu quero usufruir das facilidades da era virtual sem ter que ceder o precioso tempo que insisto em dedicar a hábitos antigos. Já basta o sequestro que as famigeradas redes sociais fazem de nossa atenção.

   Dia desses vi numa rede um vídeo de um cara — ou melhor, um coroa — se orgulhando de pertencer à geração — a mesma que a minha — que viveu o analógico e soube se adaptar ao virtual, isso como uma grande vantagem. Sei não, irmão. É mais um fardo essa condição de viver no limiar entre eras. Por isso, para seguir leve na vida, vez em quando cometo desatinos, como esse de peitar os imperativos do mercado tecnológico.


Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).
Em trechos do texto, a escolha das palavras e a organização sintática contribuem para expressar a relação conflituosa do narrador com a tecnologia. Considerando essas relações morfossintáticas, avalie as assertivas:

I. Em “Apanhei de novo da tecnologia”, a expressão “da tecnologia” funciona como complemento da forma verbal “apanhei”.
II. Em “Meu antigo computador, que tinha uma providencial entrada para CD e DVD, já ficou para trás”, a oração “que tinha uma providencial entrada para CD e DVD” caracteriza “computador”, acrescentando uma informação sobre esse termo.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4067609 Português
A difícil arte de viver entre eras


      Apanhei de novo da tecnologia. Tive que trocar o aparelho celular — e se digo “tive” é porque resisti o quanto pude a isso — e, nesse processo, terminei perdendo todas as conversas e contatos do WhatsApp, o conhecido zap. Nunca tinha me importado em baixar os dados que a cada dia iam se acumulando no aplicativo, na ilusão de que tudo estaria sempre ali. Mas, ó tolinho, não existe sempre na voracidade tecnológica de nosso tempo. Se a coisa não foi para a tal nuvem, não há como chover em outro aparelho. Perdeste, coroa!

      Pior que não é a primeira vez que fico com cara de guri diante do brinquedo quebrado. Bem lá atrás, quando a novidade era poder baixar discos raros em vinil vertidos para o digital, fiz um acervo daqueles com músicas dos meus sonhos de colecionador. Só que a festa acabou quando o computador “deu pau”, como se diz hoje, e eu perdi tudinho. Depois disso, apelei para o velho modo analógico e venho guardando em discos físicos o que tem valor afetivo. Mas pensam que tive sossego?

      Meu antigo computador, que tinha uma providencial entrada para CD e DVD, já ficou para trás, tombado pelo tempo do mercado e das inovações. E o novo, todo cheio de memórias e quetais, não aceita essa mídia. Ou seja, já não posso gravar mais nada em discos. Sim, há pendrives e HDs externos para isso, mas que graça tem essas engenhocas quando a memória nos remete aos doces rituais de pegar um disco e já antecipar a experiência sonora nele contida? Até hoje reajo mal a streamings de música. Sou dos que gostam de saber tudo: título, compositores e até arranjo de cada faixa. E jamais entregarei a nenhuma Alexa a tarefa de escolher o que quero ouvir.

     Reacionário tecnológico, eu? Creio que não. Aprecio demais as novidades e as facilidades que a tecnologia traz. A cada fatura que pago pelo celular, em casa, lembro de quando enfrentava longas filas num banco para quitar uma reles conta de luz. Zero saudade daquele tempo. Minha bronca é com a obrigação de me “atualizar” de acordo com o descaramento do mercado, que decreta a obsolescência precoce do que ainda tem muito gás para dar. Então, como na famosa canção espanhola, “¡resistiré, resistiré!”.

     A atendente da loja onde comprei o novo celular espantouse ao ver que o meu aparelho antigo já ia completar cinco anos. Os olhos dela pareciam dizer: cinco anos! Onde já se viu? E ainda por cima não fez o armazenamento na nuvem! Tome tento, meu senhor! Ok, assumo que vacilei. É que eu quero usufruir das facilidades da era virtual sem ter que ceder o precioso tempo que insisto em dedicar a hábitos antigos. Já basta o sequestro que as famigeradas redes sociais fazem de nossa atenção.

   Dia desses vi numa rede um vídeo de um cara — ou melhor, um coroa — se orgulhando de pertencer à geração — a mesma que a minha — que viveu o analógico e soube se adaptar ao virtual, isso como uma grande vantagem. Sei não, irmão. É mais um fardo essa condição de viver no limiar entre eras. Por isso, para seguir leve na vida, vez em quando cometo desatinos, como esse de peitar os imperativos do mercado tecnológico.


Autor: Nivaldo Pereira - GZH (adaptado).
No último parágrafo, ao afirmar que viver entre o analógico e o virtual é “mais um fardo” do que uma vantagem, o autor relativiza a ideia de adaptação geracional porque:
Alternativas
Respostas
1521: D
1522: A
1523: E
1524: B
1525: C
1526: C
1527: B
1528: D
1529: A
1530: C
1531: C
1532: B
1533: D
1534: B
1535: C
1536: C
1537: A
1538: B
1539: D
1540: B