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Q4017241 Português
No trecho “ele encheu sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor”, ao realizar-se a transposição da oração para a voz passiva analítica, o trecho “ele encheu sua coluna” deve ser reescrito como:
Alternativas
Q4017240 Português
Em relação ao emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 01, 07 e 14. 
Alternativas
Q4017239 Português
 Em “ele encheu sua coluna, num jornal paulistano, de impropérios contra o leitor”, a palavra “impropérios” pode ser substituída, mantendo-se o sentido original do trecho em que ocorre, por: 
Alternativas
Q4017238 Português
No trecho “despejou até mesmo pragas de forma tão graciosa, porém, que se tornou impossível abandonar a leitura”, o emprego das vírgulas justifica-se por: 
Alternativas
Q4017237 Português
Considerando o trecho “Sabem os cronistas __ que extremos pode levá-los a obrigação de encher um palmo de jornal ou revista”, assinale a alternativa correta sobre o uso da forma pronominal “los”. 
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Q4017236 Português
Sobre a intertextualidade e a intencionalidade discursiva presentes no texto, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4017235 Português

Considerando a distinção entre fato e hipótese na construção do texto, analise as assertivas a seguir:


I. A afirmação de que o leitor “nem sempre poderia imaginar o pesadelo” vivenciado pelos escritores ao “alinhavar” um texto constitui uma hipótese do autor sobre a percepção e o estado mental do público.

II. O relato sobre Rubem Braga ter publicado uma crônica de autoria de Carlos Drummond de Andrade, originalmente impressa em um jornal de Belo Horizonte, é apresentado como um fato que sustenta a argumentação.

III. A caracterização da crônica de Antônio Maria como “impecável” e a de Paulo Mendes Campos como “deliciosa” são tratadas como fatos linguísticos objetivos, independentes do juízo de valor do narrador.

IV. A sugestão de que o leitor “se regale” com a criatividade de Braga ao buscar a história por conta própria configura uma hipótese ou projeção do autor sobre o efeito que a leitura causará.


Quais estão corretas? 

Alternativas
Q4017234 Português
Assinale a alternativa que apresenta a ideia principal do texto e o recurso argumentativo central empregado pelo autor.
Alternativas
Q4017233 Português
 Assinale a alternativa que apresenta mais diretamente a intencionalidade do autor e os efeitos de sentido produzidos pelo texto.
Alternativas
Q4016549 Português
Sobre variação linguística, fenômeno que foge do escopo de desvio da norma padrão, como preconiza Bagno (2015), analise os textos:

                                                            

Abestado: Apalermado, imbecil, idiota, estúpido, otário. Pessoa que não entende nada. Em notória alusão ao animal, ou seja, uma besta.

Achar graça: Rir, sorrir. Ex.: "A menina achou muita graça da minha piada!".

Aí dento: Resposta a qualquer provocação.

Aluir: Mover-se, mexer-se. Ex.: "Se alui cara, arranja um trabalho!".

Amancebado(a): Pessoa solteira que vive maritalmente com outra. O mesmo que amigado(a).

Amansa-corno: Marca de aguardente produzida no Nordeste que ficou muito famosa pela originalidade do nome. O fabricante aproveitou um dos muitos apelidos desse destilado de cana-de-açúcar, autenticamente brasileiro, para dar nome ao seu produto.

CUNHA, Paulo José. Grande Enciclopédia Internacional de
Piauiês. Teresina: Oficina da Palavra, 2012. 

O “Piauiês” é um dicionário de termos ou expressões características do estado do Piauí. No âmbito dos estudos da Sociolinguística, de Labov, Bagno, Bortoni-Ricardo e outros, o fenômeno da variação linguística é considerado uma importante manifestação da riqueza cultural dos falantes; fatores geográficos, cronológico e sociais, por exemplo, podem influenciar nos diferentes modos de expressão comunicativa. Partindo do exposto, assinale a alternativa que traz o tipo de variação que melhor representa a obra citada:
Alternativas
Q4016548 Português

Lembrei de Nós

João Gomes - (part. Mestrinho e Jota.pê)

Quando o Sol vai, você vem

Pra competir com as estrelas

Do seu amor, sou refém

Você é minha certeza

Hoje eu lembrei de nós

Embaixo dos lençóis

Viajando sem sair do quarto

Sonhando acordado

Você é meu norte

Minha sorte, não me deixe

Me deixa mais forte

A razão do meu corre

Você me envolve

Você me resolve

Você é meu norte

Minha sorte, não me deixe

Me deixa mais forte

A razão dos meus corres

Você me envolve (você me envolve)

Você me resolve (vai)


CARNEIRO, Kaique; COMPOSITOR, Kinho; COMPOSITOR, Luizinho; LUCAS, Rian. Lembrei de nós. Intérprete: João Gomes; Mestrinho e Jota.pê. In: Dominguinho. 2025. Disponível em: https://bfan.link/dominguinho. Acesso em: 01 fev. 2026.

Leia, analise e assinale a alternativa INCORRETA, sobre o texto:
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Q4016545 Português
Madama Carlota havia acertado tudo. Macabéa estava espantada. Só então vira que sua vida era uma miséria. Teve vontade de chorar ao ver o seu lado oposto, ela que, como disse, até então se julgava feliz.

Saiu da casa da cartomante aos tropeços e parou no beco escurecido pelo crepúsculo — crepúsculo que é hora de ninguém. Mas ela de olhos ofuscados como se o último final da tarde fosse mancha de sangue e ouro quase negro. Tanta riqueza de atmosfera a recebeu e o primeiro esgar da noite que, sim, sim, era funda e faustosa. Macabéa ficou um pouco aturdida sem saber se atravessaria a rua pois sua vida já estava mudada. E mudada por palavras — desde Moisés se sabe que a palavra é divina. Até para atravessar a rua ela já era outra pessoa. Uma pessoa grávida de futuro. Sentia em si uma esperança tão violenta como jamais sentira tamanho desespero. Se ela não era mais ela mesma, isso significava uma perda que valia por um ganho. Assim como havia sentença de morte, a cartomante lhe decretara sentença de vida. Tudo de repente era muito e muito e tão amplo que ela sentiu vontade de chorar. Mas não chorou: seus olhos faiscavam como o sol que morria.

Então ao dar o passo de descida da calçada para atravessar a rua, o Destino (explosão) sussurrou veloz e guloso: é agora é já, chegou a minha vez! E enorme como um transatlântico o Mercedes amarelo pegou-a — e neste mesmo instante em algum único lugar do mundo um cavalo como resposta empinou-se em gargalhada de relincho.

Macabéa ao cair ainda teve tempo de ver, antes que o carro fugisse, que já começavam a ser cumpridas as predições de madama Carlota, pois o carro era de alto luxo. Sua queda não era nada, pensou ela, apenas um empurrão. Batera com a cabeça na quina da calçada e ficara caída, a cara mansamente voltada para a sarjeta. E da cabeça um fio de sangue inesperadamente vermelho e rico. O que queria dizer que apesar de tudo ela pertencia a uma resistente raça anã teimosa que um dia vai talvez reivindicar o direito ao grito.

LISPECTOR, C. A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. p.79-80.
Em qual dos trechos a seguir o narrador insere Macabéa como representativa de um grupo social?
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Q4016544 Português
Os provérbios, enquanto ditados populares, apresentam, em sua constituição, figuras de linguagem das mais variadas. Leia, atentamente, os provérbios a seguir e marque a única opção em que a associação NÃO está correta.
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Q4016543 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO



Insensivelmente, ele parou para verificar quem o chamava. De dentro da taverna, com passo apressado, veio ao seu encontro uma negra suja, carapinha desgrenhada, com um caco de pente atravessado no alto da cabeça, calçando umas remendadas chinelas de tapete. Estava meio embriagada. Cassi espantou-se com aquele conhecimento; fazendo um ar de contrariedade, perguntou amuado:


- Que é que você quer?


A negra, bamboleando, pôs as mãos nas cadeiras e fez com olhar de desafio:


- Então, você não me conhece mais, “seu canaia”? Então você não “si” lembra da Inês, aquela crioulinha que sua mãe criou e você...


Lembrou-se, então, Cassi, de quem se tratava. Era a sua primeira vítima, que sua mãe, sem nenhuma consideração, tinha expulsado de casa em adiantado estado de gravidez. Reconhecendo-a e se lembrando disso, Cassi quis fugir. A rapariga pegou-o pelo braço:


- Não fuja, não, "seu" patife! Você tem que "ouvi" uma "pouca" mas de "sustança".


A esse tempo, já os frequentadores habituais do lugar tinham acorrido das tascas e hospedarias e formavam roda, em torno dos dois. Havia homens e mulheres, que perguntavam:


- O que há, Inês?


- O que te fez esse moço?


Cassi estava atarantado no meio daquelas caras antipáticas de sujeitos afeitos a brigas e assassinatos. Quis falar:


- Eu não conheço essa mulher. Juro...


- "Muié", não! - fez a tal Inês, gingando. - Quando você "mi" fazia "festa", "mi" beijava e "mi" abraçava, eu não era "muié", era outra coisa, seu "cosa" ruim!


Um negro esguio, de olhar afoito, com um ar decidido de capoeira, interveio:


- Mas, Inês, quem é afi nal esse moço?


- É o "home qui mi" fez mal; que "mi" desonrou, "mi pois" nesta "disgraça".


- Eu! - exclamou Cassi.


- Sim! Você "memo", "seu" caradura! "Mi alembro" bem... Foi até no quarto de sua mãe...


Estava arrumando a casa.


Uma outra mulher, mas esta branca, com uns lindos cabelos castanhos, em que se viam lêndeas, comentou:- É sempre assim. Esses "nhonhôs gostosos" desgraçam a gente, deixam a gente com o filho e vão-se. A mulher que se fomente... Malvados!


Cassi ouvia tudo isso sem saber que alvitre tornar. Estava amarelo e olhava, por baixo das pálpebras, todas as faces daquele ajuntamento. Esperava a polícia, um socorro qualquer. A preta continuava:


- Você sabe onde "tá" teu "fio"? "Tá" na detenção, fique você sabendo. "Si" meteu com ladrão, é "pivete" e foi “pra chacr’a". Eis aí que você fez, "seu marvado", "home mardiçoado". Pior do que você só aquela galinha-d'angola de "tua" mãe, "seu" sem-vergonha!


BARRETO, L. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Autêntica, 2023. p.150-151.

Sobre o uso da variação linguística na fala da personagem Inês, podemos AFIRMAR que:
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Q4016542 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO



Insensivelmente, ele parou para verificar quem o chamava. De dentro da taverna, com passo apressado, veio ao seu encontro uma negra suja, carapinha desgrenhada, com um caco de pente atravessado no alto da cabeça, calçando umas remendadas chinelas de tapete. Estava meio embriagada. Cassi espantou-se com aquele conhecimento; fazendo um ar de contrariedade, perguntou amuado:


- Que é que você quer?


A negra, bamboleando, pôs as mãos nas cadeiras e fez com olhar de desafio:


- Então, você não me conhece mais, “seu canaia”? Então você não “si” lembra da Inês, aquela crioulinha que sua mãe criou e você...


Lembrou-se, então, Cassi, de quem se tratava. Era a sua primeira vítima, que sua mãe, sem nenhuma consideração, tinha expulsado de casa em adiantado estado de gravidez. Reconhecendo-a e se lembrando disso, Cassi quis fugir. A rapariga pegou-o pelo braço:


- Não fuja, não, "seu" patife! Você tem que "ouvi" uma "pouca" mas de "sustança".


A esse tempo, já os frequentadores habituais do lugar tinham acorrido das tascas e hospedarias e formavam roda, em torno dos dois. Havia homens e mulheres, que perguntavam:


- O que há, Inês?


- O que te fez esse moço?


Cassi estava atarantado no meio daquelas caras antipáticas de sujeitos afeitos a brigas e assassinatos. Quis falar:


- Eu não conheço essa mulher. Juro...


- "Muié", não! - fez a tal Inês, gingando. - Quando você "mi" fazia "festa", "mi" beijava e "mi" abraçava, eu não era "muié", era outra coisa, seu "cosa" ruim!


Um negro esguio, de olhar afoito, com um ar decidido de capoeira, interveio:


- Mas, Inês, quem é afi nal esse moço?


- É o "home qui mi" fez mal; que "mi" desonrou, "mi pois" nesta "disgraça".


- Eu! - exclamou Cassi.


- Sim! Você "memo", "seu" caradura! "Mi alembro" bem... Foi até no quarto de sua mãe...


Estava arrumando a casa.


Uma outra mulher, mas esta branca, com uns lindos cabelos castanhos, em que se viam lêndeas, comentou:- É sempre assim. Esses "nhonhôs gostosos" desgraçam a gente, deixam a gente com o filho e vão-se. A mulher que se fomente... Malvados!


Cassi ouvia tudo isso sem saber que alvitre tornar. Estava amarelo e olhava, por baixo das pálpebras, todas as faces daquele ajuntamento. Esperava a polícia, um socorro qualquer. A preta continuava:


- Você sabe onde "tá" teu "fio"? "Tá" na detenção, fique você sabendo. "Si" meteu com ladrão, é "pivete" e foi “pra chacr’a". Eis aí que você fez, "seu marvado", "home mardiçoado". Pior do que você só aquela galinha-d'angola de "tua" mãe, "seu" sem-vergonha!


BARRETO, L. Clara dos Anjos. Belo Horizonte: Autêntica, 2023. p.150-151.

A obra Clara dos Anjos (1948) retrata várias críticas sociais, dentre elas podemos citar CORRETAMENTE:
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Q4016540 Português
O texto a seguir refere-se ao trecho de uma fala de Ataliba Castilho, linguista brasileiro, que concedeu uma entrevista a Carlos Fioravante.


O r caipira tem 500 anos?


Ninguém sabe ao certo. Uns dizem que índios do Vale do Paraíba teriam esse r, mas a explicação só vale se se provar que essa tribo se estendeu sobre São Paulo e foi com os bandeirantes para o interior. Outros fonólogos acham que o r caipira é um traço que não se desenvolveu na fonologia portuguesa, mas poderia ter surgido naturalmente, como uma consequência do sistema fonológico, e não do contato com os índios. Sistema fonológico quer dizer sistema de sons. Sempre existem tendências para combinações de sons que explicam essas mudanças. Uma tendência do português brasileiro é a forma de tratar os sons sibilantes, é o que faz a diferença entre nós, paulistas, e os moradores do Rio de Janeiro, do Sul e do Nordeste. De onde veio o s chiado, como em “ach criançach”? Foi uma tendência palatizar o som sibilante. Agora essa mudança deu outro passo, porque a vogal em contexto palatal está se ditongando, como em “aichs pessoaisch”. 

FIORAVANTI, C. Ataliba Teixeira de Castilho: o linguista libertário. Entrevistado: Ataliba Teixeira de Castilho. Pesquisa Fapesp, São Paulo, n.259, set 2017. Disponível em: https:// revistapesquisa.fapesp.br/ataliba-teixeira-de-castilho-o-linguista-libertario/. Acesso em: 30 jan. 2026.
Ao longo da entrevista, o linguista reflete sobre as variações linguísticas e seus diferentes aspectos. Ao se referir à diferença entre sons sibilantes falados entre paulistas, moradores do Rio, do Sul e do Nordeste, Castilho demonstra que:
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Q4016539 Português

TEXTOS I E II PARA A QUESTÃO



TEXTO I


Uma revolução sem gramática



Professor honorário de linguística da Universidade do País de Gales, David Crystal é uma das maiores autoridades em linguagem. Autor de A Revolução da Linguagem, falou à VEJA, em 2007, sobre os impactos da internet no uso da língua e sobre o desaparecimento de línguas no mundo.


A internet está mudando o caráter das línguas?


Em cinquenta ou cem anos, todas as línguas que usam a internet serão diferentes. Surge o netspeak, ou comunicação mediada pelo computador. Ainda é cedo para prever a extensão dessa mudança, pois transformações linguísticas levam tempo. A distância entre Chaucer e Shakespeare, separados por duzentos anos, ilustra isso. O e-mail é recente. Há novidades gráficas e no uso de emoticons, mas não uma nova gramática. Poucas palavras foram incorporadas ao inglês por causa da internet, sem alterar seu caráter.


A informalidade é uma característica do netspeak?


Sim, por enquanto. O fenômeno começou com os nerds da internet, que viam a rede como alternativa à comunicação formal. Ignoravam pontuação e ortografia. Com a popularização da internet, essa informalidade se espalhou, especialmente nos e-mails. Hoje, com usuários mais velhos, a comunicação tende a se tornar novamente mais formal.


Por que tantas línguas estão desaparecendo?


O principal motivo é a assimilação cultural causada pela globalização. Línguas majoritárias suprimem idiomas menores. Não apenas o inglês, mas também chinês, russo, hindi e suahili ameaçam línguas de pequenas comunidades. A preservação depende de políticas regionais que valorizem a diversidade.


O que se perde quando uma língua morre?


Perde-se uma forma única de ver o mundo. Cada língua expressa uma visão própria, ligada à história, ao ambiente e ao modo de pensar de uma comunidade. A linguagem é o meio fundamental de comunicar essa experiência humana.


O inglês ameaça o português?


Não. Todas as línguas incorporam palavras estrangeiras. O inglês tomou empréstimos de mais de 350 línguas, o que ampliou sua expressividade. Palavras estrangeiras não substituem as existentes, coexistem com elas. Assim, a língua evolui e se enriquece.


MARINHO, Janice Helena Chaves; DACONTI, Geruza Corrêa; CUNHA, Gustavo Ximenes. O texto e sua tipologia: fundamentos e aplicações. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2012, p. 42–44. Adaptado.




                          TEXTO II


                                                              

Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-geracao-internet/ . Acesso em: 05 fev. 2026.

Na charge apresentada, os termos “coronavírus” e “viralizar” articulam campos semânticos distintos e mobilizam processos produtivos de formação de palavras no português contemporâneo.
Considerando os conceitos de radical, base morfológica, derivação prefixal, derivação sufixal e parassíntese, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4016538 Português

TEXTOS I E II PARA A QUESTÃO



TEXTO I


Uma revolução sem gramática



Professor honorário de linguística da Universidade do País de Gales, David Crystal é uma das maiores autoridades em linguagem. Autor de A Revolução da Linguagem, falou à VEJA, em 2007, sobre os impactos da internet no uso da língua e sobre o desaparecimento de línguas no mundo.


A internet está mudando o caráter das línguas?


Em cinquenta ou cem anos, todas as línguas que usam a internet serão diferentes. Surge o netspeak, ou comunicação mediada pelo computador. Ainda é cedo para prever a extensão dessa mudança, pois transformações linguísticas levam tempo. A distância entre Chaucer e Shakespeare, separados por duzentos anos, ilustra isso. O e-mail é recente. Há novidades gráficas e no uso de emoticons, mas não uma nova gramática. Poucas palavras foram incorporadas ao inglês por causa da internet, sem alterar seu caráter.


A informalidade é uma característica do netspeak?


Sim, por enquanto. O fenômeno começou com os nerds da internet, que viam a rede como alternativa à comunicação formal. Ignoravam pontuação e ortografia. Com a popularização da internet, essa informalidade se espalhou, especialmente nos e-mails. Hoje, com usuários mais velhos, a comunicação tende a se tornar novamente mais formal.


Por que tantas línguas estão desaparecendo?


O principal motivo é a assimilação cultural causada pela globalização. Línguas majoritárias suprimem idiomas menores. Não apenas o inglês, mas também chinês, russo, hindi e suahili ameaçam línguas de pequenas comunidades. A preservação depende de políticas regionais que valorizem a diversidade.


O que se perde quando uma língua morre?


Perde-se uma forma única de ver o mundo. Cada língua expressa uma visão própria, ligada à história, ao ambiente e ao modo de pensar de uma comunidade. A linguagem é o meio fundamental de comunicar essa experiência humana.


O inglês ameaça o português?


Não. Todas as línguas incorporam palavras estrangeiras. O inglês tomou empréstimos de mais de 350 línguas, o que ampliou sua expressividade. Palavras estrangeiras não substituem as existentes, coexistem com elas. Assim, a língua evolui e se enriquece.


MARINHO, Janice Helena Chaves; DACONTI, Geruza Corrêa; CUNHA, Gustavo Ximenes. O texto e sua tipologia: fundamentos e aplicações. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2012, p. 42–44. Adaptado.




                          TEXTO II


                                                              

Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-geracao-internet/ . Acesso em: 05 fev. 2026.

No texto “Uma revolução sem gramática”, afirma-se que o inglês incorporou palavras de mais de 350 línguas ao longo de sua história. Processo semelhante ocorre no português contemporâneo, por meio de diferentes mecanismos de incorporação lexical.
Analise os exemplos a seguir:
I. Futebol, bife, estresse, líder
II. Arranha-céu, fim de semana, carta branca
III. Aplicação (no sentido de programa digital), rede (no sentido informacional)
IV. Printar, deletar, downloadar
V. USB, Wi-Fi, CEO, HTML
VI. Delivery → entrega, mouse → rato
Assinale a alternativa que associa CORRETAMENTE cada conjunto ao respectivo mecanismo linguístico.
Alternativas
Q4016537 Português

TEXTOS I E II PARA A QUESTÃO



TEXTO I


Uma revolução sem gramática



Professor honorário de linguística da Universidade do País de Gales, David Crystal é uma das maiores autoridades em linguagem. Autor de A Revolução da Linguagem, falou à VEJA, em 2007, sobre os impactos da internet no uso da língua e sobre o desaparecimento de línguas no mundo.


A internet está mudando o caráter das línguas?


Em cinquenta ou cem anos, todas as línguas que usam a internet serão diferentes. Surge o netspeak, ou comunicação mediada pelo computador. Ainda é cedo para prever a extensão dessa mudança, pois transformações linguísticas levam tempo. A distância entre Chaucer e Shakespeare, separados por duzentos anos, ilustra isso. O e-mail é recente. Há novidades gráficas e no uso de emoticons, mas não uma nova gramática. Poucas palavras foram incorporadas ao inglês por causa da internet, sem alterar seu caráter.


A informalidade é uma característica do netspeak?


Sim, por enquanto. O fenômeno começou com os nerds da internet, que viam a rede como alternativa à comunicação formal. Ignoravam pontuação e ortografia. Com a popularização da internet, essa informalidade se espalhou, especialmente nos e-mails. Hoje, com usuários mais velhos, a comunicação tende a se tornar novamente mais formal.


Por que tantas línguas estão desaparecendo?


O principal motivo é a assimilação cultural causada pela globalização. Línguas majoritárias suprimem idiomas menores. Não apenas o inglês, mas também chinês, russo, hindi e suahili ameaçam línguas de pequenas comunidades. A preservação depende de políticas regionais que valorizem a diversidade.


O que se perde quando uma língua morre?


Perde-se uma forma única de ver o mundo. Cada língua expressa uma visão própria, ligada à história, ao ambiente e ao modo de pensar de uma comunidade. A linguagem é o meio fundamental de comunicar essa experiência humana.


O inglês ameaça o português?


Não. Todas as línguas incorporam palavras estrangeiras. O inglês tomou empréstimos de mais de 350 línguas, o que ampliou sua expressividade. Palavras estrangeiras não substituem as existentes, coexistem com elas. Assim, a língua evolui e se enriquece.


MARINHO, Janice Helena Chaves; DACONTI, Geruza Corrêa; CUNHA, Gustavo Ximenes. O texto e sua tipologia: fundamentos e aplicações. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2012, p. 42–44. Adaptado.




                          TEXTO II


                                                              

Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-geracao-internet/ . Acesso em: 05 fev. 2026.

Considere os fragmentos do texto “Uma revolução sem gramática”, reescritos com orações reduzidas:
I. “Usando a internet, todas as línguas tenderão a mudar.”
II. “Surgiu o chamado netspeak, definido como comunicação mediada.”
III. “Ao incorporar palavras estrangeiras, o inglês ampliou suas possibilidades expressivas.”
IV. “Palavras estrangeiras, ao coexistirem com termos preexistentes, não os substituem.”
Assinale a alternativa CORRETA quanto à análise morfossintática das orações reduzidas.
Alternativas
Q4016535 Português

TEXTOS I E II PARA A QUESTÃO



TEXTO I


Uma revolução sem gramática



Professor honorário de linguística da Universidade do País de Gales, David Crystal é uma das maiores autoridades em linguagem. Autor de A Revolução da Linguagem, falou à VEJA, em 2007, sobre os impactos da internet no uso da língua e sobre o desaparecimento de línguas no mundo.


A internet está mudando o caráter das línguas?


Em cinquenta ou cem anos, todas as línguas que usam a internet serão diferentes. Surge o netspeak, ou comunicação mediada pelo computador. Ainda é cedo para prever a extensão dessa mudança, pois transformações linguísticas levam tempo. A distância entre Chaucer e Shakespeare, separados por duzentos anos, ilustra isso. O e-mail é recente. Há novidades gráficas e no uso de emoticons, mas não uma nova gramática. Poucas palavras foram incorporadas ao inglês por causa da internet, sem alterar seu caráter.


A informalidade é uma característica do netspeak?


Sim, por enquanto. O fenômeno começou com os nerds da internet, que viam a rede como alternativa à comunicação formal. Ignoravam pontuação e ortografia. Com a popularização da internet, essa informalidade se espalhou, especialmente nos e-mails. Hoje, com usuários mais velhos, a comunicação tende a se tornar novamente mais formal.


Por que tantas línguas estão desaparecendo?


O principal motivo é a assimilação cultural causada pela globalização. Línguas majoritárias suprimem idiomas menores. Não apenas o inglês, mas também chinês, russo, hindi e suahili ameaçam línguas de pequenas comunidades. A preservação depende de políticas regionais que valorizem a diversidade.


O que se perde quando uma língua morre?


Perde-se uma forma única de ver o mundo. Cada língua expressa uma visão própria, ligada à história, ao ambiente e ao modo de pensar de uma comunidade. A linguagem é o meio fundamental de comunicar essa experiência humana.


O inglês ameaça o português?


Não. Todas as línguas incorporam palavras estrangeiras. O inglês tomou empréstimos de mais de 350 línguas, o que ampliou sua expressividade. Palavras estrangeiras não substituem as existentes, coexistem com elas. Assim, a língua evolui e se enriquece.


MARINHO, Janice Helena Chaves; DACONTI, Geruza Corrêa; CUNHA, Gustavo Ximenes. O texto e sua tipologia: fundamentos e aplicações. Belo Horizonte: Faculdade de Letras da UFMG, 2012, p. 42–44. Adaptado.




                          TEXTO II


                                                              

Disponível em: https://blogdoaftm.com.br/charge-geracao-internet/ . Acesso em: 05 fev. 2026.

No texto “Uma revolução sem gramática”, a construção do sentido resulta da articulação entre diferentes fatores de textualidade. Considerando esse funcionamento, assinale a alternativa em que os dois fatores indicados estão CORRETAMENTE identificados e justificados.
Alternativas
Respostas
11121: C
11122: A
11123: C
11124: B
11125: D
11126: A
11127: C
11128: C
11129: B
11130: E
11131: E
11132: E
11133: E
11134: B
11135: B
11136: B
11137: B
11138: B
11139: B
11140: B