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Q4326913 Português
Leia o trecho a seguir, extraído do livro Autoimperialismo, de Benjamin Moser, para responder à questão.


Nenhum monumento do século XX foi mais espetacular do que Brasília, a capital jogada no meio do nada cinquenta anos atrás. E nenhum monumento, portanto, produziu efeitos tão paradoxais. Sua escala faraônica, sua ambição artística e seu impacto político imprimiram-lhe um encanto que nenhuma outra estrutura contemporânea jamais alcançou. A história de sua criação era, e é, fantástica. Ela não foi a primeira capital artificial. E depois dela muitas outras foram construídas.  
A palavra paradoxais, grifada no texto, pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por: 
Alternativas
Q4326912 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    As regiões do cérebro não funcionam isoladamente. Elas agem em sincronia, às vezes formando padrões que se repetem em determinadas situações. Em exames de ressonância magnética funcional, é possível observar quais regiões da massa cinzenta estão mais ativas e identificar as combinações que se repetem. Esses padrões cerebrais são denominados redes neurais.
    Até 30 anos atrás, acreditava-se que o cérebro em descanso não seria lá muito relevante. Os estudos de ressonância magnética focavam em analisar as funções cerebrais durante a realização de alguma tarefa. Acontece que, no intervalo entre uma atividade e outra, enquanto o paciente estava sozinho com seus próprios pensamentos, um novo padrão começou a aparecer nos exames.
    Em outras palavras, certas partes do cérebro eram ativadas bem no momento em que a pessoa estava brisando. Essas regiões cerebrais eram as mesmas que ficavam em baixa durante a realização de atividades conscientes. Tal conjunto recebeu o nome de Rede de Modo Padrão (RMP), já que representaria o “padrão” da mente quando não estamos fazendo nada.
    Essa rede é considerada “oposta” à Rede de Atenção Dorsal, responsável por direcionar a atenção para tarefas externas. É que, na de Modo Padrão, a atenção está voltada para o mundinho interno. É quando temos reflexões sobre nós mesmos, planejamos o futuro e lembramos de memórias passadas.
    Um estudo de 2010 aponta que passamos metade do dia na rede padrão. Ela aparece principalmente durante atividades tão rotineiras que não exigem atenção externa, como tomar banho, lavar a louça ou pegar o ônibus para o trabalho. Se você sai do chuveiro sem ter certeza se passou o xampu, é porque sua atenção estava voltada para dentro de si.
    Não é à toa que ideias geniais ou perguntas instigantes surgem no banho. A psicologia chama isso de efeito de incubação – um processamento inconsciente de pensamentos que pode levar a insights criativos.
    Uma das maneiras mais comuns de medir a criatividade em estudos é por meio do teste de usos alternativos. Basicamente, os participantes devem pensar em usos não óbvios para objetos comuns (exemplo: esquentar um tijolo para usá-lo como aquecedor de pés). Pesquisas mostram que pessoas que realizam atividades pouco exigentes antes dos testes têm ideias mais criativas do que aquelas que fizeram tarefas exigentes.
    Estudos de imagem também já mostraram que a Rede de Modo Padrão está relacionada à criatividade. É por isso que, às vezes, uma caminhada na rua ajuda mais na resolução de um problema do que ficar batendo a cabeça na frente do computador. Se essa caminhada for preenchida com tempo no celular, no entanto, o cérebro não entra no devaneio característico da RMP. É preciso pensar na morte da bezerra de vez em quando.
    “O celular te dá aquele dropzinho de emoção, de dopamina. E esse susto te mantém ali acordado, com a atenção voltada para fora”, diz Dráulio Araújo, pesquisador do Instituto do Cérebro da UFRN. “Você viaja muito pouco quando está no celular. É diferente de um livro, que não tem tanto estímulo e te permite divagar.”

Super Interessante, fevereiro de 2026. 
O texto defende a ideia de que:  
Alternativas
Q4326911 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    As regiões do cérebro não funcionam isoladamente. Elas agem em sincronia, às vezes formando padrões que se repetem em determinadas situações. Em exames de ressonância magnética funcional, é possível observar quais regiões da massa cinzenta estão mais ativas e identificar as combinações que se repetem. Esses padrões cerebrais são denominados redes neurais.
    Até 30 anos atrás, acreditava-se que o cérebro em descanso não seria lá muito relevante. Os estudos de ressonância magnética focavam em analisar as funções cerebrais durante a realização de alguma tarefa. Acontece que, no intervalo entre uma atividade e outra, enquanto o paciente estava sozinho com seus próprios pensamentos, um novo padrão começou a aparecer nos exames.
    Em outras palavras, certas partes do cérebro eram ativadas bem no momento em que a pessoa estava brisando. Essas regiões cerebrais eram as mesmas que ficavam em baixa durante a realização de atividades conscientes. Tal conjunto recebeu o nome de Rede de Modo Padrão (RMP), já que representaria o “padrão” da mente quando não estamos fazendo nada.
    Essa rede é considerada “oposta” à Rede de Atenção Dorsal, responsável por direcionar a atenção para tarefas externas. É que, na de Modo Padrão, a atenção está voltada para o mundinho interno. É quando temos reflexões sobre nós mesmos, planejamos o futuro e lembramos de memórias passadas.
    Um estudo de 2010 aponta que passamos metade do dia na rede padrão. Ela aparece principalmente durante atividades tão rotineiras que não exigem atenção externa, como tomar banho, lavar a louça ou pegar o ônibus para o trabalho. Se você sai do chuveiro sem ter certeza se passou o xampu, é porque sua atenção estava voltada para dentro de si.
    Não é à toa que ideias geniais ou perguntas instigantes surgem no banho. A psicologia chama isso de efeito de incubação – um processamento inconsciente de pensamentos que pode levar a insights criativos.
    Uma das maneiras mais comuns de medir a criatividade em estudos é por meio do teste de usos alternativos. Basicamente, os participantes devem pensar em usos não óbvios para objetos comuns (exemplo: esquentar um tijolo para usá-lo como aquecedor de pés). Pesquisas mostram que pessoas que realizam atividades pouco exigentes antes dos testes têm ideias mais criativas do que aquelas que fizeram tarefas exigentes.
    Estudos de imagem também já mostraram que a Rede de Modo Padrão está relacionada à criatividade. É por isso que, às vezes, uma caminhada na rua ajuda mais na resolução de um problema do que ficar batendo a cabeça na frente do computador. Se essa caminhada for preenchida com tempo no celular, no entanto, o cérebro não entra no devaneio característico da RMP. É preciso pensar na morte da bezerra de vez em quando.
    “O celular te dá aquele dropzinho de emoção, de dopamina. E esse susto te mantém ali acordado, com a atenção voltada para fora”, diz Dráulio Araújo, pesquisador do Instituto do Cérebro da UFRN. “Você viaja muito pouco quando está no celular. É diferente de um livro, que não tem tanto estímulo e te permite divagar.”

Super Interessante, fevereiro de 2026. 
O que é o efeito de incubação, segundo o texto?
Alternativas
Q4326910 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    As regiões do cérebro não funcionam isoladamente. Elas agem em sincronia, às vezes formando padrões que se repetem em determinadas situações. Em exames de ressonância magnética funcional, é possível observar quais regiões da massa cinzenta estão mais ativas e identificar as combinações que se repetem. Esses padrões cerebrais são denominados redes neurais.
    Até 30 anos atrás, acreditava-se que o cérebro em descanso não seria lá muito relevante. Os estudos de ressonância magnética focavam em analisar as funções cerebrais durante a realização de alguma tarefa. Acontece que, no intervalo entre uma atividade e outra, enquanto o paciente estava sozinho com seus próprios pensamentos, um novo padrão começou a aparecer nos exames.
    Em outras palavras, certas partes do cérebro eram ativadas bem no momento em que a pessoa estava brisando. Essas regiões cerebrais eram as mesmas que ficavam em baixa durante a realização de atividades conscientes. Tal conjunto recebeu o nome de Rede de Modo Padrão (RMP), já que representaria o “padrão” da mente quando não estamos fazendo nada.
    Essa rede é considerada “oposta” à Rede de Atenção Dorsal, responsável por direcionar a atenção para tarefas externas. É que, na de Modo Padrão, a atenção está voltada para o mundinho interno. É quando temos reflexões sobre nós mesmos, planejamos o futuro e lembramos de memórias passadas.
    Um estudo de 2010 aponta que passamos metade do dia na rede padrão. Ela aparece principalmente durante atividades tão rotineiras que não exigem atenção externa, como tomar banho, lavar a louça ou pegar o ônibus para o trabalho. Se você sai do chuveiro sem ter certeza se passou o xampu, é porque sua atenção estava voltada para dentro de si.
    Não é à toa que ideias geniais ou perguntas instigantes surgem no banho. A psicologia chama isso de efeito de incubação – um processamento inconsciente de pensamentos que pode levar a insights criativos.
    Uma das maneiras mais comuns de medir a criatividade em estudos é por meio do teste de usos alternativos. Basicamente, os participantes devem pensar em usos não óbvios para objetos comuns (exemplo: esquentar um tijolo para usá-lo como aquecedor de pés). Pesquisas mostram que pessoas que realizam atividades pouco exigentes antes dos testes têm ideias mais criativas do que aquelas que fizeram tarefas exigentes.
    Estudos de imagem também já mostraram que a Rede de Modo Padrão está relacionada à criatividade. É por isso que, às vezes, uma caminhada na rua ajuda mais na resolução de um problema do que ficar batendo a cabeça na frente do computador. Se essa caminhada for preenchida com tempo no celular, no entanto, o cérebro não entra no devaneio característico da RMP. É preciso pensar na morte da bezerra de vez em quando.
    “O celular te dá aquele dropzinho de emoção, de dopamina. E esse susto te mantém ali acordado, com a atenção voltada para fora”, diz Dráulio Araújo, pesquisador do Instituto do Cérebro da UFRN. “Você viaja muito pouco quando está no celular. É diferente de um livro, que não tem tanto estímulo e te permite divagar.”

Super Interessante, fevereiro de 2026. 
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo, grifado no texto, de emprego conotativo da linguagem. 
Alternativas
Q4326909 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    As regiões do cérebro não funcionam isoladamente. Elas agem em sincronia, às vezes formando padrões que se repetem em determinadas situações. Em exames de ressonância magnética funcional, é possível observar quais regiões da massa cinzenta estão mais ativas e identificar as combinações que se repetem. Esses padrões cerebrais são denominados redes neurais.
    Até 30 anos atrás, acreditava-se que o cérebro em descanso não seria lá muito relevante. Os estudos de ressonância magnética focavam em analisar as funções cerebrais durante a realização de alguma tarefa. Acontece que, no intervalo entre uma atividade e outra, enquanto o paciente estava sozinho com seus próprios pensamentos, um novo padrão começou a aparecer nos exames.
    Em outras palavras, certas partes do cérebro eram ativadas bem no momento em que a pessoa estava brisando. Essas regiões cerebrais eram as mesmas que ficavam em baixa durante a realização de atividades conscientes. Tal conjunto recebeu o nome de Rede de Modo Padrão (RMP), já que representaria o “padrão” da mente quando não estamos fazendo nada.
    Essa rede é considerada “oposta” à Rede de Atenção Dorsal, responsável por direcionar a atenção para tarefas externas. É que, na de Modo Padrão, a atenção está voltada para o mundinho interno. É quando temos reflexões sobre nós mesmos, planejamos o futuro e lembramos de memórias passadas.
    Um estudo de 2010 aponta que passamos metade do dia na rede padrão. Ela aparece principalmente durante atividades tão rotineiras que não exigem atenção externa, como tomar banho, lavar a louça ou pegar o ônibus para o trabalho. Se você sai do chuveiro sem ter certeza se passou o xampu, é porque sua atenção estava voltada para dentro de si.
    Não é à toa que ideias geniais ou perguntas instigantes surgem no banho. A psicologia chama isso de efeito de incubação – um processamento inconsciente de pensamentos que pode levar a insights criativos.
    Uma das maneiras mais comuns de medir a criatividade em estudos é por meio do teste de usos alternativos. Basicamente, os participantes devem pensar em usos não óbvios para objetos comuns (exemplo: esquentar um tijolo para usá-lo como aquecedor de pés). Pesquisas mostram que pessoas que realizam atividades pouco exigentes antes dos testes têm ideias mais criativas do que aquelas que fizeram tarefas exigentes.
    Estudos de imagem também já mostraram que a Rede de Modo Padrão está relacionada à criatividade. É por isso que, às vezes, uma caminhada na rua ajuda mais na resolução de um problema do que ficar batendo a cabeça na frente do computador. Se essa caminhada for preenchida com tempo no celular, no entanto, o cérebro não entra no devaneio característico da RMP. É preciso pensar na morte da bezerra de vez em quando.
    “O celular te dá aquele dropzinho de emoção, de dopamina. E esse susto te mantém ali acordado, com a atenção voltada para fora”, diz Dráulio Araújo, pesquisador do Instituto do Cérebro da UFRN. “Você viaja muito pouco quando está no celular. É diferente de um livro, que não tem tanto estímulo e te permite divagar.”

Super Interessante, fevereiro de 2026. 
No trecho “em que a pessoa estava brisando”, a palavra brisando pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:  
Alternativas
Q4326908 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    As regiões do cérebro não funcionam isoladamente. Elas agem em sincronia, às vezes formando padrões que se repetem em determinadas situações. Em exames de ressonância magnética funcional, é possível observar quais regiões da massa cinzenta estão mais ativas e identificar as combinações que se repetem. Esses padrões cerebrais são denominados redes neurais.
    Até 30 anos atrás, acreditava-se que o cérebro em descanso não seria lá muito relevante. Os estudos de ressonância magnética focavam em analisar as funções cerebrais durante a realização de alguma tarefa. Acontece que, no intervalo entre uma atividade e outra, enquanto o paciente estava sozinho com seus próprios pensamentos, um novo padrão começou a aparecer nos exames.
    Em outras palavras, certas partes do cérebro eram ativadas bem no momento em que a pessoa estava brisando. Essas regiões cerebrais eram as mesmas que ficavam em baixa durante a realização de atividades conscientes. Tal conjunto recebeu o nome de Rede de Modo Padrão (RMP), já que representaria o “padrão” da mente quando não estamos fazendo nada.
    Essa rede é considerada “oposta” à Rede de Atenção Dorsal, responsável por direcionar a atenção para tarefas externas. É que, na de Modo Padrão, a atenção está voltada para o mundinho interno. É quando temos reflexões sobre nós mesmos, planejamos o futuro e lembramos de memórias passadas.
    Um estudo de 2010 aponta que passamos metade do dia na rede padrão. Ela aparece principalmente durante atividades tão rotineiras que não exigem atenção externa, como tomar banho, lavar a louça ou pegar o ônibus para o trabalho. Se você sai do chuveiro sem ter certeza se passou o xampu, é porque sua atenção estava voltada para dentro de si.
    Não é à toa que ideias geniais ou perguntas instigantes surgem no banho. A psicologia chama isso de efeito de incubação – um processamento inconsciente de pensamentos que pode levar a insights criativos.
    Uma das maneiras mais comuns de medir a criatividade em estudos é por meio do teste de usos alternativos. Basicamente, os participantes devem pensar em usos não óbvios para objetos comuns (exemplo: esquentar um tijolo para usá-lo como aquecedor de pés). Pesquisas mostram que pessoas que realizam atividades pouco exigentes antes dos testes têm ideias mais criativas do que aquelas que fizeram tarefas exigentes.
    Estudos de imagem também já mostraram que a Rede de Modo Padrão está relacionada à criatividade. É por isso que, às vezes, uma caminhada na rua ajuda mais na resolução de um problema do que ficar batendo a cabeça na frente do computador. Se essa caminhada for preenchida com tempo no celular, no entanto, o cérebro não entra no devaneio característico da RMP. É preciso pensar na morte da bezerra de vez em quando.
    “O celular te dá aquele dropzinho de emoção, de dopamina. E esse susto te mantém ali acordado, com a atenção voltada para fora”, diz Dráulio Araújo, pesquisador do Instituto do Cérebro da UFRN. “Você viaja muito pouco quando está no celular. É diferente de um livro, que não tem tanto estímulo e te permite divagar.”

Super Interessante, fevereiro de 2026. 
De acordo com o texto: 
Alternativas
Q4326907 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    Os digitais não acreditam no crescimento infinito da economia ocidental; entre eles se espalhou a notícia de que existem limites para o desenvolvimento. Têm uma atitude bastante positiva em relação à vida e ao destino do planeta e da humanidade. Sabem que em algum lugar – talvez em Boston, em Tóquio ou em Cupertino – o progresso da tecnologia, da farmacologia, da cirurgia, da biotecnologia, da nanotecnologia e da inteligência artificial está preparando medicamentos e próteses prodigiosas com os quais se pode prolongar e melhorar a própria saúde. Tendem a acreditar, em suma, que, graças ao progresso científico e à criatividade, os instintos vitais, no fim, prevalecerão sobre os autodestrutivos. Até porque, sendo jovens, diferentemente de seus pais e avós, não experimentaram diretamente nem o fascismo nem a guerra. Têm quase a ideia e a ilusão de que não pode surgir outro fascismo ou estourar outra guerra: você pode fechar os portos aos migrantes, pode fazer o que quiser, mas, no fim, chega-se a um acordo. A guerra e a ditadura, para eles, são algo que está em outro lugar, num Terceiro Mundo ou num Oriente de qualquer modo distante. Talvez, quem sabe, sejam só fake news.
    São predominantemente jovens e já estão em toda parte. A maior concentração é no Ocidente, mas, com o crescimento da população jovem, cresce o número de digitais na Índia, na China, na África do Sul, aonde quer que a internet chegue.
    Os digitais têm uma familiaridade com a informática e com a virtualidade que torna as relações interpessoais cada vez mais abstratas, mas ao mesmo tempo enriquece os sentidos com novas dimensões, ainda que a visão e a audição sejam estimuladas muito mais que o paladar e o olfato. Apreciam e vivem como algo completamente normal a onipresença permitida pela informática e pelos novos meios de transporte cada vez mais rápidos e menos dispendiosos. A maioria dos digitais fala mais de um idioma, sendo um deles quase sempre o inglês, usado como se fosse uma metalinguagem para ouvir uma música, para abordar uma pessoa para fins comerciais ou por razões eróticas. Encaram com naturalidade a globalização: nem se perguntam de onde vem uma roupa. Além disso, estão acostumados a ir de um país a outro da Europa sem mostrar o passaporte e sem mudar de moeda. Adotam o controle de natalidade já desembaraçado de qualquer significado ético. Aceitam a igualdade de oportunidades: as mulheres, com entusiasmo, os homens, com resignação. Confiam na engenharia genética e nos novos medicamentos, que permitem vencer as doenças e modificar o corpo humano e seu destino biológico. Tendem a várias formas de secularização; não são mais tão influenciados pela fé em algo além: têm como pressuposto, em vez disso, que é aqui na Terra que o jogo acontece. Temem mais o aquecimento global que o fogo do inferno, por isso são sensíveis à ecologia e à sustentabilidade. Não fazem muita distinção entre dias úteis e feriados oficiais; se dependesse deles, o debate se as lojas devem abrir ou não aos domingos não existiria. Enquanto a sociedade industrial fez com que nós, analógicos, nos acostumássemos a distinguir claramente as oito horas de trabalho, as oito de tempo livre e as oito de cuidado pessoal e sono, os digitais não fazem muita distinção entre as atividades de estudo, de trabalho e de lazer. Praticam o que chamo de ócio criativo, isto é, um tipo de atividade no qual é difícil saber se a pessoa está trabalhando, estudando ou se divertindo. Diferentemente de seus pais e avós, não amam o trabalho incondicionalmente, não o consideram como o fator central da própria existência, não lhe atribuem significados carregados de sacrifício, dever, orgulho; dão a ele mais ou menos a mesma importância que reservam ao tempo livre. Frequentemente acostumados com o trabalho precário, habituaram-se a combinar períodos de trabalho ocasional com fases de estudo, viagem, tempo com a família e com os amigos.


De Masi, Domenico. O mundo ainda é jovem. Conversas sobre o futuro próximo. São Paulo: Vestígio, 2019.  
Assinale a alternativa cujo trecho destacado no texto emula a voz dos digitais e não a do autor. 
Alternativas
Q4326906 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    Os digitais não acreditam no crescimento infinito da economia ocidental; entre eles se espalhou a notícia de que existem limites para o desenvolvimento. Têm uma atitude bastante positiva em relação à vida e ao destino do planeta e da humanidade. Sabem que em algum lugar – talvez em Boston, em Tóquio ou em Cupertino – o progresso da tecnologia, da farmacologia, da cirurgia, da biotecnologia, da nanotecnologia e da inteligência artificial está preparando medicamentos e próteses prodigiosas com os quais se pode prolongar e melhorar a própria saúde. Tendem a acreditar, em suma, que, graças ao progresso científico e à criatividade, os instintos vitais, no fim, prevalecerão sobre os autodestrutivos. Até porque, sendo jovens, diferentemente de seus pais e avós, não experimentaram diretamente nem o fascismo nem a guerra. Têm quase a ideia e a ilusão de que não pode surgir outro fascismo ou estourar outra guerra: você pode fechar os portos aos migrantes, pode fazer o que quiser, mas, no fim, chega-se a um acordo. A guerra e a ditadura, para eles, são algo que está em outro lugar, num Terceiro Mundo ou num Oriente de qualquer modo distante. Talvez, quem sabe, sejam só fake news.
    São predominantemente jovens e já estão em toda parte. A maior concentração é no Ocidente, mas, com o crescimento da população jovem, cresce o número de digitais na Índia, na China, na África do Sul, aonde quer que a internet chegue.
    Os digitais têm uma familiaridade com a informática e com a virtualidade que torna as relações interpessoais cada vez mais abstratas, mas ao mesmo tempo enriquece os sentidos com novas dimensões, ainda que a visão e a audição sejam estimuladas muito mais que o paladar e o olfato. Apreciam e vivem como algo completamente normal a onipresença permitida pela informática e pelos novos meios de transporte cada vez mais rápidos e menos dispendiosos. A maioria dos digitais fala mais de um idioma, sendo um deles quase sempre o inglês, usado como se fosse uma metalinguagem para ouvir uma música, para abordar uma pessoa para fins comerciais ou por razões eróticas. Encaram com naturalidade a globalização: nem se perguntam de onde vem uma roupa. Além disso, estão acostumados a ir de um país a outro da Europa sem mostrar o passaporte e sem mudar de moeda. Adotam o controle de natalidade já desembaraçado de qualquer significado ético. Aceitam a igualdade de oportunidades: as mulheres, com entusiasmo, os homens, com resignação. Confiam na engenharia genética e nos novos medicamentos, que permitem vencer as doenças e modificar o corpo humano e seu destino biológico. Tendem a várias formas de secularização; não são mais tão influenciados pela fé em algo além: têm como pressuposto, em vez disso, que é aqui na Terra que o jogo acontece. Temem mais o aquecimento global que o fogo do inferno, por isso são sensíveis à ecologia e à sustentabilidade. Não fazem muita distinção entre dias úteis e feriados oficiais; se dependesse deles, o debate se as lojas devem abrir ou não aos domingos não existiria. Enquanto a sociedade industrial fez com que nós, analógicos, nos acostumássemos a distinguir claramente as oito horas de trabalho, as oito de tempo livre e as oito de cuidado pessoal e sono, os digitais não fazem muita distinção entre as atividades de estudo, de trabalho e de lazer. Praticam o que chamo de ócio criativo, isto é, um tipo de atividade no qual é difícil saber se a pessoa está trabalhando, estudando ou se divertindo. Diferentemente de seus pais e avós, não amam o trabalho incondicionalmente, não o consideram como o fator central da própria existência, não lhe atribuem significados carregados de sacrifício, dever, orgulho; dão a ele mais ou menos a mesma importância que reservam ao tempo livre. Frequentemente acostumados com o trabalho precário, habituaram-se a combinar períodos de trabalho ocasional com fases de estudo, viagem, tempo com a família e com os amigos.


De Masi, Domenico. O mundo ainda é jovem. Conversas sobre o futuro próximo. São Paulo: Vestígio, 2019.  
Partindo da definição de De Masi, é um exemplo de ócio criativo praticado pelos jovens: 
Alternativas
Q4326905 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    Os digitais não acreditam no crescimento infinito da economia ocidental; entre eles se espalhou a notícia de que existem limites para o desenvolvimento. Têm uma atitude bastante positiva em relação à vida e ao destino do planeta e da humanidade. Sabem que em algum lugar – talvez em Boston, em Tóquio ou em Cupertino – o progresso da tecnologia, da farmacologia, da cirurgia, da biotecnologia, da nanotecnologia e da inteligência artificial está preparando medicamentos e próteses prodigiosas com os quais se pode prolongar e melhorar a própria saúde. Tendem a acreditar, em suma, que, graças ao progresso científico e à criatividade, os instintos vitais, no fim, prevalecerão sobre os autodestrutivos. Até porque, sendo jovens, diferentemente de seus pais e avós, não experimentaram diretamente nem o fascismo nem a guerra. Têm quase a ideia e a ilusão de que não pode surgir outro fascismo ou estourar outra guerra: você pode fechar os portos aos migrantes, pode fazer o que quiser, mas, no fim, chega-se a um acordo. A guerra e a ditadura, para eles, são algo que está em outro lugar, num Terceiro Mundo ou num Oriente de qualquer modo distante. Talvez, quem sabe, sejam só fake news.
    São predominantemente jovens e já estão em toda parte. A maior concentração é no Ocidente, mas, com o crescimento da população jovem, cresce o número de digitais na Índia, na China, na África do Sul, aonde quer que a internet chegue.
    Os digitais têm uma familiaridade com a informática e com a virtualidade que torna as relações interpessoais cada vez mais abstratas, mas ao mesmo tempo enriquece os sentidos com novas dimensões, ainda que a visão e a audição sejam estimuladas muito mais que o paladar e o olfato. Apreciam e vivem como algo completamente normal a onipresença permitida pela informática e pelos novos meios de transporte cada vez mais rápidos e menos dispendiosos. A maioria dos digitais fala mais de um idioma, sendo um deles quase sempre o inglês, usado como se fosse uma metalinguagem para ouvir uma música, para abordar uma pessoa para fins comerciais ou por razões eróticas. Encaram com naturalidade a globalização: nem se perguntam de onde vem uma roupa. Além disso, estão acostumados a ir de um país a outro da Europa sem mostrar o passaporte e sem mudar de moeda. Adotam o controle de natalidade já desembaraçado de qualquer significado ético. Aceitam a igualdade de oportunidades: as mulheres, com entusiasmo, os homens, com resignação. Confiam na engenharia genética e nos novos medicamentos, que permitem vencer as doenças e modificar o corpo humano e seu destino biológico. Tendem a várias formas de secularização; não são mais tão influenciados pela fé em algo além: têm como pressuposto, em vez disso, que é aqui na Terra que o jogo acontece. Temem mais o aquecimento global que o fogo do inferno, por isso são sensíveis à ecologia e à sustentabilidade. Não fazem muita distinção entre dias úteis e feriados oficiais; se dependesse deles, o debate se as lojas devem abrir ou não aos domingos não existiria. Enquanto a sociedade industrial fez com que nós, analógicos, nos acostumássemos a distinguir claramente as oito horas de trabalho, as oito de tempo livre e as oito de cuidado pessoal e sono, os digitais não fazem muita distinção entre as atividades de estudo, de trabalho e de lazer. Praticam o que chamo de ócio criativo, isto é, um tipo de atividade no qual é difícil saber se a pessoa está trabalhando, estudando ou se divertindo. Diferentemente de seus pais e avós, não amam o trabalho incondicionalmente, não o consideram como o fator central da própria existência, não lhe atribuem significados carregados de sacrifício, dever, orgulho; dão a ele mais ou menos a mesma importância que reservam ao tempo livre. Frequentemente acostumados com o trabalho precário, habituaram-se a combinar períodos de trabalho ocasional com fases de estudo, viagem, tempo com a família e com os amigos.


De Masi, Domenico. O mundo ainda é jovem. Conversas sobre o futuro próximo. São Paulo: Vestígio, 2019.  
A fé dos digitais, de acordo com De Masi: 
Alternativas
Q4326904 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    Os digitais não acreditam no crescimento infinito da economia ocidental; entre eles se espalhou a notícia de que existem limites para o desenvolvimento. Têm uma atitude bastante positiva em relação à vida e ao destino do planeta e da humanidade. Sabem que em algum lugar – talvez em Boston, em Tóquio ou em Cupertino – o progresso da tecnologia, da farmacologia, da cirurgia, da biotecnologia, da nanotecnologia e da inteligência artificial está preparando medicamentos e próteses prodigiosas com os quais se pode prolongar e melhorar a própria saúde. Tendem a acreditar, em suma, que, graças ao progresso científico e à criatividade, os instintos vitais, no fim, prevalecerão sobre os autodestrutivos. Até porque, sendo jovens, diferentemente de seus pais e avós, não experimentaram diretamente nem o fascismo nem a guerra. Têm quase a ideia e a ilusão de que não pode surgir outro fascismo ou estourar outra guerra: você pode fechar os portos aos migrantes, pode fazer o que quiser, mas, no fim, chega-se a um acordo. A guerra e a ditadura, para eles, são algo que está em outro lugar, num Terceiro Mundo ou num Oriente de qualquer modo distante. Talvez, quem sabe, sejam só fake news.
    São predominantemente jovens e já estão em toda parte. A maior concentração é no Ocidente, mas, com o crescimento da população jovem, cresce o número de digitais na Índia, na China, na África do Sul, aonde quer que a internet chegue.
    Os digitais têm uma familiaridade com a informática e com a virtualidade que torna as relações interpessoais cada vez mais abstratas, mas ao mesmo tempo enriquece os sentidos com novas dimensões, ainda que a visão e a audição sejam estimuladas muito mais que o paladar e o olfato. Apreciam e vivem como algo completamente normal a onipresença permitida pela informática e pelos novos meios de transporte cada vez mais rápidos e menos dispendiosos. A maioria dos digitais fala mais de um idioma, sendo um deles quase sempre o inglês, usado como se fosse uma metalinguagem para ouvir uma música, para abordar uma pessoa para fins comerciais ou por razões eróticas. Encaram com naturalidade a globalização: nem se perguntam de onde vem uma roupa. Além disso, estão acostumados a ir de um país a outro da Europa sem mostrar o passaporte e sem mudar de moeda. Adotam o controle de natalidade já desembaraçado de qualquer significado ético. Aceitam a igualdade de oportunidades: as mulheres, com entusiasmo, os homens, com resignação. Confiam na engenharia genética e nos novos medicamentos, que permitem vencer as doenças e modificar o corpo humano e seu destino biológico. Tendem a várias formas de secularização; não são mais tão influenciados pela fé em algo além: têm como pressuposto, em vez disso, que é aqui na Terra que o jogo acontece. Temem mais o aquecimento global que o fogo do inferno, por isso são sensíveis à ecologia e à sustentabilidade. Não fazem muita distinção entre dias úteis e feriados oficiais; se dependesse deles, o debate se as lojas devem abrir ou não aos domingos não existiria. Enquanto a sociedade industrial fez com que nós, analógicos, nos acostumássemos a distinguir claramente as oito horas de trabalho, as oito de tempo livre e as oito de cuidado pessoal e sono, os digitais não fazem muita distinção entre as atividades de estudo, de trabalho e de lazer. Praticam o que chamo de ócio criativo, isto é, um tipo de atividade no qual é difícil saber se a pessoa está trabalhando, estudando ou se divertindo. Diferentemente de seus pais e avós, não amam o trabalho incondicionalmente, não o consideram como o fator central da própria existência, não lhe atribuem significados carregados de sacrifício, dever, orgulho; dão a ele mais ou menos a mesma importância que reservam ao tempo livre. Frequentemente acostumados com o trabalho precário, habituaram-se a combinar períodos de trabalho ocasional com fases de estudo, viagem, tempo com a família e com os amigos.


De Masi, Domenico. O mundo ainda é jovem. Conversas sobre o futuro próximo. São Paulo: Vestígio, 2019.  
O trecho “usado como se fosse uma metalinguagem”, grifado no texto, significa que o inglês é uma língua: 
Alternativas
Q4326903 Português
O texto a seguir é referência para a questão.

    Os digitais não acreditam no crescimento infinito da economia ocidental; entre eles se espalhou a notícia de que existem limites para o desenvolvimento. Têm uma atitude bastante positiva em relação à vida e ao destino do planeta e da humanidade. Sabem que em algum lugar – talvez em Boston, em Tóquio ou em Cupertino – o progresso da tecnologia, da farmacologia, da cirurgia, da biotecnologia, da nanotecnologia e da inteligência artificial está preparando medicamentos e próteses prodigiosas com os quais se pode prolongar e melhorar a própria saúde. Tendem a acreditar, em suma, que, graças ao progresso científico e à criatividade, os instintos vitais, no fim, prevalecerão sobre os autodestrutivos. Até porque, sendo jovens, diferentemente de seus pais e avós, não experimentaram diretamente nem o fascismo nem a guerra. Têm quase a ideia e a ilusão de que não pode surgir outro fascismo ou estourar outra guerra: você pode fechar os portos aos migrantes, pode fazer o que quiser, mas, no fim, chega-se a um acordo. A guerra e a ditadura, para eles, são algo que está em outro lugar, num Terceiro Mundo ou num Oriente de qualquer modo distante. Talvez, quem sabe, sejam só fake news.
    São predominantemente jovens e já estão em toda parte. A maior concentração é no Ocidente, mas, com o crescimento da população jovem, cresce o número de digitais na Índia, na China, na África do Sul, aonde quer que a internet chegue.
    Os digitais têm uma familiaridade com a informática e com a virtualidade que torna as relações interpessoais cada vez mais abstratas, mas ao mesmo tempo enriquece os sentidos com novas dimensões, ainda que a visão e a audição sejam estimuladas muito mais que o paladar e o olfato. Apreciam e vivem como algo completamente normal a onipresença permitida pela informática e pelos novos meios de transporte cada vez mais rápidos e menos dispendiosos. A maioria dos digitais fala mais de um idioma, sendo um deles quase sempre o inglês, usado como se fosse uma metalinguagem para ouvir uma música, para abordar uma pessoa para fins comerciais ou por razões eróticas. Encaram com naturalidade a globalização: nem se perguntam de onde vem uma roupa. Além disso, estão acostumados a ir de um país a outro da Europa sem mostrar o passaporte e sem mudar de moeda. Adotam o controle de natalidade já desembaraçado de qualquer significado ético. Aceitam a igualdade de oportunidades: as mulheres, com entusiasmo, os homens, com resignação. Confiam na engenharia genética e nos novos medicamentos, que permitem vencer as doenças e modificar o corpo humano e seu destino biológico. Tendem a várias formas de secularização; não são mais tão influenciados pela fé em algo além: têm como pressuposto, em vez disso, que é aqui na Terra que o jogo acontece. Temem mais o aquecimento global que o fogo do inferno, por isso são sensíveis à ecologia e à sustentabilidade. Não fazem muita distinção entre dias úteis e feriados oficiais; se dependesse deles, o debate se as lojas devem abrir ou não aos domingos não existiria. Enquanto a sociedade industrial fez com que nós, analógicos, nos acostumássemos a distinguir claramente as oito horas de trabalho, as oito de tempo livre e as oito de cuidado pessoal e sono, os digitais não fazem muita distinção entre as atividades de estudo, de trabalho e de lazer. Praticam o que chamo de ócio criativo, isto é, um tipo de atividade no qual é difícil saber se a pessoa está trabalhando, estudando ou se divertindo. Diferentemente de seus pais e avós, não amam o trabalho incondicionalmente, não o consideram como o fator central da própria existência, não lhe atribuem significados carregados de sacrifício, dever, orgulho; dão a ele mais ou menos a mesma importância que reservam ao tempo livre. Frequentemente acostumados com o trabalho precário, habituaram-se a combinar períodos de trabalho ocasional com fases de estudo, viagem, tempo com a família e com os amigos.


De Masi, Domenico. O mundo ainda é jovem. Conversas sobre o futuro próximo. São Paulo: Vestígio, 2019.  
Para o autor, os digitais: 
Alternativas
Q4318060 Medicina
Um médico do trabalho, funcionário de uma universidade pública, avalia um técnico de laboratório, de 45 anos, que procura atendimento ambulatorial por cansaço progressivo, há três meses, associado à palidez, tonturas, febre baixa intermitente e perda ponderal não intencional. Refere episódios recentes de sangramento gengival espontâneo. Ao exame físico, apresenta palidez cutaneo mucosa, petéquias em membros inferiores e ausência de linfonodomegalias ou visceromegalias. O hemograma revela hemoglobina de 6,2 g/dL, leucócitos de 2.100/mm3 e plaquetas de 28.000/mm3. O esfregaço de sangue periférico evidencia presença de células blásticas.

Com base no quadro clínico e laboratorial, assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica provável e a conduta inicial adequada.
Alternativas
Q4318059 Estatística
Durante a avaliação dos resultados de um programa de prevenção de perda auditiva, o médico do trabalho comparou a prevalência de perda auditiva induzida por ruído entre servidores expostos e não expostos após a implantação das medidas de controle. Na análise estatística, verificou que a razão de prevalências foi de 0,72, com intervalo de confiança de 95% (IC95%: 0,58 – 0,90) e valor de p = 0,003. Nesse contexto, é correto afirmar:
Alternativas
Q4318058 Segurança e Saúde no Trabalho
Em um laboratório de química orgânica, vários servido res técnico-administrativos passaram a apresentar tosse seca, irritação ocular, irritação de garganta e cefaleia, com predominância dos sintomas ao final da jornada de trabalho e melhora nos finais de semana. Diante da sus peita de associação entre o adoecimento e a exposição ocupacional a solventes, o médico do trabalho pretende selecionar o delineamento epidemiológico mais adequa do para subsidiar a investigação dessa associação. Considerando as características dos diferentes delineamentos epidemiológicos, é correto afirmar que um estudo
Alternativas
Q4318057 Medicina
Durante auditoria médica em uma universidade pública, o médico do trabalho é solicitado pela direção a analisar atestados médicos apresentados por servidores, emitidos por médicos assistentes externos. Após reavaliação clínica e análise da documentação, conclui que a capacidade laborativa observada é incompatível com os períodos de afastamento registrados nos atestados. Diante disso, o diretor solicita que o médico altere os atestados emitidos pelos médicos assistentes, reduzindo os períodos de afastamento neles consignados. Com base no Código de Ética Médica e as normas éticas aplicáveis à Medicina do Trabalho, é correto afirmar que o médico do trabalho
Alternativas
Q4318056 Segurança e Saúde no Trabalho
Durante a revisão do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) de uma universidade pública, o médico do trabalho avalia um laboratório onde trabalhadores manipulam solventes orgânicos, agentes biológicos e equipa mentos geradores de ruído elevado. Antes da implantação de novas atividades, solicita o reconhecimento dos agentes de risco, a avaliação da exposição ocupacional e a definição das medidas de prevenção. Considerando os princípios da Higiene Ocupacional, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4318055 Direito Sanitário
Uma universidade pública participa de ações de ensino, pesquisa e extensão em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS). Durante reunião sobre a organização do SUS, um médico é questionado acerca dos mecanismos de participação da comunidade previstos na Lei no 8.142/1990. Nesse contexto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4318054 Legislação Estadual
Durante inspeção das condições sanitárias em um dos campi de uma universidade pública, foram identifica dos focos de vetores de doenças, deficiência no abas tecimento de água potável em alguns setores e manejo inadequado de resíduos, com potencial risco à saúde de servidores, estudantes e usuários. Diante dessa situação, a administração solicita orientação ao médico do trabalho sobre as medidas a serem adotadas. Considerando o Código Sanitário do Estado de São Paulo, é correto afirmar que as
Alternativas
Q4318053 Direito Previdenciário
Uma universidade pública possui servidores estatutários e empregados contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O setor de recursos humanos solicita ao médico orientação sobre a aplicação da reserva legal de vagas para pessoas com deficiência prevista no art. 93 da Lei no 8.213/1991. Considerando a legislação vigente, é correto afirmar que a
Alternativas
Q4318052 Medicina
Um professor universitário de 52 anos procura atendi mento ambulatorial por dor nas mãos, há 2 anos, de instalação insidiosa e piora progressiva. Refere rigidez matinal, com duração aproximada de 10 minutos, e agravamento da dor ao final do dia e após uso repetitivo das mãos. Ao exame físico, observam-se nódulos firmes nas articulações interfalangeanas distais (nódulos de Heberden) e interfalangeanas proximais (nódulos de Bouchard), discreta crepitação à mobilização, sem sinais flogísticos ou manifestações sistêmicas. Com base no quadro clínico e na necessidade de orientação para o ambiente laboral, é correto afirmar que o diagnóstico provável e a conduta inicial adequada são:
Alternativas
Respostas
3561: A
3562: A
3563: C
3564: E
3565: D
3566: C
3567: B
3568: A
3569: B
3570: E
3571: D
3572: C
3573: E
3574: B
3575: A
3576: E
3577: C
3578: D
3579: D
3580: A