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Q4229198 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tire os homens da estante


Se não compro livros de forma consciente, atento para o perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém está tomando essa decisão por mim

Eu te proponho um desafio: retire todos os livros escritos por homens da sua estante. Preste atenção no resultado. Provavelmente, há grandes lacunas, espaços em branco que refletem a falta de diversidade na escolha das nossas leituras. Se essa tarefa te parece muito desafiadora, fique tranquilo, porque eu já fiz isso com a minha estante há alguns anos. E, realmente, restou muito mais parede do que livros naquele cenário.

Agora imagina se a gente começar a fazer isso pensando em autoras e autores negros ou obras escritas por pessoas da comunidade LGBTQIA+. Vamos além: deixar apenas livros de autores do Norte e do Nordeste do Brasil. O resultado chega a ser assustador. Será, então, que eu preciso começar a prestar atenção em quem estou lendo na hora de comprar a minha próxima leitura?

Quando trago esse tipo de reflexão nas minhas redes sociais, sempre recebo comentários como "eu escolho uma obra pela história e não pela autoria" ou "não me importa se o autor é homem ou branco". De acordo com essas pessoas, os espaços vazios na estante não passariam de uma mera coincidência. Eu não tenho dúvidas de que muita gente não faz essa escolha de forma proposital e realmente se deixa levar pelo automático. Mas o problema está justamente aí: se eu não estou comprando livros de forma consciente, atento para o perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém está tomando essa decisão por mim.

E a resposta é simples, já que, quando entro em grandes livrarias ou nas listas de mais vendidos, a tendência é que os autores em destaque sigam um mesmo padrão. O que chega com mais facilidade para o consumidor não é diverso. E isso é o resultado de anos e anos de um mercado editorial que privilegiou e abriu mais portas para um certo perfil de autores e narrativas. Ou seja, o que aprendemos a enxergar como literatura universal nada mais era do que um recorte específico de um certo grupo.

Para que se tenha ideia, uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília, em 2017, revelou que, entre os anos de 1965 e 2014, mais de 70% dos romances lançados foram escritos por homens, 90% por brancos e mais da metade com origem em São Paulo ou Rio de Janeiro. Ainda que na última década a preocupação com a diversidade no mercado editorial tenha crescido, a situação ainda está longe de ser equilibrada.

Por outro lado, a recente pesquisa "Panorama do consumo de livros" no Brasil concluiu que as mulheres pretas e pardas da classe C formam o maior grupo consumidor de livros no país (15% do total do público que adquiriu um livro em 2025). Ou seja, há um desencontro entre quem mais consome livros e quem mais vende.

A proposta não é ignorar o enredo da história, mas sim prestar atenção também em quem a escreveu ou na diversidade das temáticas consumidas, para que a sua estante não reflita a decisão de um sistema que pensa diferente de você. Acreditar em uma ideia de neutralidade no consumo cultural é ignorar que escolha consciente e escolha automática vão produzir estantes muito diferentes, e só você pode escolher qual será a sua.


Texto de: Jornal O Globo. "Tire os homens da estante". Publicado em
Ao afirmar que, se não escolhe seus livros de forma consciente, "alguém está tomando essa decisão por mim", o autor defende a ideia de que:
Alternativas
Q4229197 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Tire os homens da estante


Se não compro livros de forma consciente, atento para o perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém está tomando essa decisão por mim

Eu te proponho um desafio: retire todos os livros escritos por homens da sua estante. Preste atenção no resultado. Provavelmente, há grandes lacunas, espaços em branco que refletem a falta de diversidade na escolha das nossas leituras. Se essa tarefa te parece muito desafiadora, fique tranquilo, porque eu já fiz isso com a minha estante há alguns anos. E, realmente, restou muito mais parede do que livros naquele cenário.

Agora imagina se a gente começar a fazer isso pensando em autoras e autores negros ou obras escritas por pessoas da comunidade LGBTQIA+. Vamos além: deixar apenas livros de autores do Norte e do Nordeste do Brasil. O resultado chega a ser assustador. Será, então, que eu preciso começar a prestar atenção em quem estou lendo na hora de comprar a minha próxima leitura?

Quando trago esse tipo de reflexão nas minhas redes sociais, sempre recebo comentários como "eu escolho uma obra pela história e não pela autoria" ou "não me importa se o autor é homem ou branco". De acordo com essas pessoas, os espaços vazios na estante não passariam de uma mera coincidência. Eu não tenho dúvidas de que muita gente não faz essa escolha de forma proposital e realmente se deixa levar pelo automático. Mas o problema está justamente aí: se eu não estou comprando livros de forma consciente, atento para o perfil dos autores e das temáticas que consumo, alguém está tomando essa decisão por mim.

E a resposta é simples, já que, quando entro em grandes livrarias ou nas listas de mais vendidos, a tendência é que os autores em destaque sigam um mesmo padrão. O que chega com mais facilidade para o consumidor não é diverso. E isso é o resultado de anos e anos de um mercado editorial que privilegiou e abriu mais portas para um certo perfil de autores e narrativas. Ou seja, o que aprendemos a enxergar como literatura universal nada mais era do que um recorte específico de um certo grupo.

Para que se tenha ideia, uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília, em 2017, revelou que, entre os anos de 1965 e 2014, mais de 70% dos romances lançados foram escritos por homens, 90% por brancos e mais da metade com origem em São Paulo ou Rio de Janeiro. Ainda que na última década a preocupação com a diversidade no mercado editorial tenha crescido, a situação ainda está longe de ser equilibrada.

Por outro lado, a recente pesquisa "Panorama do consumo de livros" no Brasil concluiu que as mulheres pretas e pardas da classe C formam o maior grupo consumidor de livros no país (15% do total do público que adquiriu um livro em 2025). Ou seja, há um desencontro entre quem mais consome livros e quem mais vende.

A proposta não é ignorar o enredo da história, mas sim prestar atenção também em quem a escreveu ou na diversidade das temáticas consumidas, para que a sua estante não reflita a decisão de um sistema que pensa diferente de você. Acreditar em uma ideia de neutralidade no consumo cultural é ignorar que escolha consciente e escolha automática vão produzir estantes muito diferentes, e só você pode escolher qual será a sua.


Texto de: Jornal O Globo. "Tire os homens da estante". Publicado em
A reflexão proposta pelo autor sobre a composição das estantes de livros aproxima-se das discussões contemporâneas sobre formação de leitores, sobretudo porque destaca a importância de:
Alternativas
Q4229196 Pedagogia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O preconceito cotidiano e disfarçado


No mês em que se fala do orgulho de pertencer à comunidade LGBTQIA+, também é preciso discutir as diferentes formas de discriminação

"O que me preocupa nos seus exames é a possibilidade de HIV."


Eu não lembro exatamente as palavras do médico, tamanho o estresse que aquela consulta me causou. Eu estava vivendo um momento muito delicado. Poucas semanas antes, havia tido a primeira experiência com um homem. Dentro de mim, uma confusão de emoções, com muita culpa. Ninguém sabia daquilo, tudo ainda era solitário.

Tinham me indicado o médico como capaz de desvendar diagnósticos improváveis. Não o havia procurado por algo ligado à minha sexualidade, mas para entender o motivo de manchas vermelhas na pele com as quais eu convivia havia anos, e que nenhum outro médico soube explicar.

Na primeira consulta, o senhor de cabelos brancos havia feito perguntas sobre meu histórico e rotina. "E, por acaso, você está vivendo um momento de estresse?" Hipocondríaco como sou, não consegui esconder e acabei contando sobre a "novidade". Foi como uma primeira saída do armário, ainda que protegida pelo sigilo profissional. A reação dele foi fria, mas não estranhei, mesmo que por dentro meu coração disparasse.

Quando me sentei de novo naquela cadeira, ele ficou olhando para o computador por um bom tempo. Meu chão desapareceu quando o silêncio foi quebrado pela afirmação de que as manchas não o preocupavam, mas sim "a possibilidade de HIV". Tentei controlar um ataque de pânico enquanto ele me explicava a sua suspeita. Pedi para fazer um exame no mesmo dia, mas ele disse que eu teria que aguardar a janela imunológica de 90 dias. Ou seja, três meses de angústia, sem poder compartilhar com ninguém.

Aquele gesto frio, em que a minha sexualidade pareceu orientar a suspeita, reforçou estereótipos do "ser gay" que me acompanhavam por muitos anos. Se em uma única relação com um homem eu já teria adoecido, então aquilo era mesmo errado e minha atitude havia me condenado. Nunca retornei àquele consultório e fiz testes de farmácia sozinho, toda semana, até o fim dos 90 dias. Todos negativos.

Seis anos depois, eu tenho consciência do episódio covarde de preconceito que vivi, mas naquele momento eu nem consegui enxergá-lo. Quando conversei com amigos médicos sobre o episódio, todos me disseram que aqueles resultados não acendiam alarme para o diagnóstico. No mês em que se fala do orgulho de pertencer à comunidade LGBTQIA+, também é preciso discutir as diferentes formas de discriminação. Existem as mais barulhentas, com gritos, projetos de lei ou violência física. Mas também há o preconceito cotidiano e disfarçado, em que o intolerante se aproveita da vulnerabilidade do outro para agredir. 

Hoje eu também sei que um diagnóstico de HIV está longe de ser uma sentença de morte: o tratamento permite uma vida comum e interrompe a transmissão do vírus. O estigma e a desinformação, contudo, permanecem.

Compartilho essa experiência não como denúncia, mas por saber que muita gente está, neste momento, sentada em uma cadeira parecida, ouvindo de quem deveria cuidar uma frase que ecoa o pior que já pensou sobre si. O orgulho é, além de celebração, a tentativa de mostrar a essas pessoas que elas não estão sozinhas na sala, como eu e muitos outros já estiveram.


Texto de O Globo: "O preconceito cotidiano e disfarçado". Publicado em 10 jun. 2026.
O relato apresentado no texto evidencia uma situação de preconceito baseada na orientação sexual do narrador. À luz da legislação educacional brasileira e dos princípios de direitos humanos que orientam a Educação Básica, a escola deve atuar no enfrentamento de situações dessa natureza por meio de práticas pedagógicas que:
Alternativas
Q4229195 Pedagogia
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O preconceito cotidiano e disfarçado


No mês em que se fala do orgulho de pertencer à comunidade LGBTQIA+, também é preciso discutir as diferentes formas de discriminação

"O que me preocupa nos seus exames é a possibilidade de HIV."


Eu não lembro exatamente as palavras do médico, tamanho o estresse que aquela consulta me causou. Eu estava vivendo um momento muito delicado. Poucas semanas antes, havia tido a primeira experiência com um homem. Dentro de mim, uma confusão de emoções, com muita culpa. Ninguém sabia daquilo, tudo ainda era solitário.

Tinham me indicado o médico como capaz de desvendar diagnósticos improváveis. Não o havia procurado por algo ligado à minha sexualidade, mas para entender o motivo de manchas vermelhas na pele com as quais eu convivia havia anos, e que nenhum outro médico soube explicar.

Na primeira consulta, o senhor de cabelos brancos havia feito perguntas sobre meu histórico e rotina. "E, por acaso, você está vivendo um momento de estresse?" Hipocondríaco como sou, não consegui esconder e acabei contando sobre a "novidade". Foi como uma primeira saída do armário, ainda que protegida pelo sigilo profissional. A reação dele foi fria, mas não estranhei, mesmo que por dentro meu coração disparasse.

Quando me sentei de novo naquela cadeira, ele ficou olhando para o computador por um bom tempo. Meu chão desapareceu quando o silêncio foi quebrado pela afirmação de que as manchas não o preocupavam, mas sim "a possibilidade de HIV". Tentei controlar um ataque de pânico enquanto ele me explicava a sua suspeita. Pedi para fazer um exame no mesmo dia, mas ele disse que eu teria que aguardar a janela imunológica de 90 dias. Ou seja, três meses de angústia, sem poder compartilhar com ninguém.

Aquele gesto frio, em que a minha sexualidade pareceu orientar a suspeita, reforçou estereótipos do "ser gay" que me acompanhavam por muitos anos. Se em uma única relação com um homem eu já teria adoecido, então aquilo era mesmo errado e minha atitude havia me condenado. Nunca retornei àquele consultório e fiz testes de farmácia sozinho, toda semana, até o fim dos 90 dias. Todos negativos.

Seis anos depois, eu tenho consciência do episódio covarde de preconceito que vivi, mas naquele momento eu nem consegui enxergá-lo. Quando conversei com amigos médicos sobre o episódio, todos me disseram que aqueles resultados não acendiam alarme para o diagnóstico. No mês em que se fala do orgulho de pertencer à comunidade LGBTQIA+, também é preciso discutir as diferentes formas de discriminação. Existem as mais barulhentas, com gritos, projetos de lei ou violência física. Mas também há o preconceito cotidiano e disfarçado, em que o intolerante se aproveita da vulnerabilidade do outro para agredir. 

Hoje eu também sei que um diagnóstico de HIV está longe de ser uma sentença de morte: o tratamento permite uma vida comum e interrompe a transmissão do vírus. O estigma e a desinformação, contudo, permanecem.

Compartilho essa experiência não como denúncia, mas por saber que muita gente está, neste momento, sentada em uma cadeira parecida, ouvindo de quem deveria cuidar uma frase que ecoa o pior que já pensou sobre si. O orgulho é, além de celebração, a tentativa de mostrar a essas pessoas que elas não estão sozinhas na sala, como eu e muitos outros já estiveram.


Texto de O Globo: "O preconceito cotidiano e disfarçado". Publicado em 10 jun. 2026.
Ao compartilhar a experiência de preconceito vivida em uma consulta médica, o autor afirma que o orgulho LGBTQIA+ também consiste em mostrar às pessoas que enfrentam situações semelhantes que elas "não estão sozinhas na sala". À luz das concepções pedagógicas de Paulo Freire, essa reflexão aproxima-se da ideia de que a educação deve: 
Alternativas
Q4229194 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
A leitura do texto permite compreender que a associação entre a remada viking, adotada pela torcida norueguesa na Copa do Mundo de 2026, e as pesquisas sobre a diversidade dos povos vikings contribui para a formação cidadã, sobretudo por favorecer o questionamento de estereótipos culturais, ao:
Alternativas
Q4229193 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
Observe o período: "Estudos genéticos recentes demonstraram que os vikings possuíam grande diversidade étnica." Caso o sujeito da oração principal fosse substituído por "Mais de um estudo genético recente", a forma verbal adequada seria:
Alternativas
Q4229192 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
No trecho: "Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva." A palavra "simples" exerce, no contexto, a função de:
Alternativas
Q4229191 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A remada viking e a herança cultural da Noruega


Na Copa do Mundo de 2026, a seleção da Noruega chamou a atenção por uma comemoração que rapidamente se tornou uma marca registrada de seus jogadores e torcedores. Após as vitórias, os atletas se sentavam no gramado e simulavam movimentos de remada em perfeita sincronia, enquanto o capitão Martin Ødegaard comandava um tambor. O gesto fazia referência aos antigos navegadores escandinavos conhecidos como vikings.

Os vikings eram povos originários da Escandinávia — especialmente das regiões que hoje correspondem à Noruega, à Suécia e à Dinamarca. Entre os séculos VIII e XI, eles se destacaram por suas viagens marítimas, atividades comerciais e expedições por diversas partes da Europa e até da América do Norte.

A tecnologia naval desenvolvida por esse povo permitia a construção de embarcações rápidas e resistentes, capazes de navegar em mares e rios. Por isso, os navios vikings tornaram-se símbolos de exploração, mobilidade e expansão cultural.

Durante muito tempo, a cultura popular difundiu a imagem dos vikings como guerreiros loiros, de olhos azuis e pertencentes a um povo homogêneo. Entretanto, estudos genéticos recentes demonstraram que eles possuíam grande diversidade étnica, com ascendência proveniente de diferentes regiões da Europa e da Ásia.

As pesquisas também indicam que a identidade viking não dependia da origem genética, mas de um modo de vida compartilhado. Segundo os cientistas, havia vikings que sequer possuíam genes escandinavos, o que reforça a ideia de que as identidades culturais são construções históricas e sociais, frequentemente mais diversas do que os estereótipos sugerem.

Por essa razão, a remada viking adotada pela torcida norueguesa durante a Copa do Mundo de 2026 ultrapassa uma simples comemoração esportiva. O gesto representa a valorização de uma herança cultural que, à luz das pesquisas atuais, revela-se mais plural e diversa do que tradicionalmente se imaginava.


Texto adaptado de: BBC News Brasil. "Quem eram os vikings e por que a Noruega celebra a 'remada viking' na Copa do Mundo". Publicado em 23 jun. 2026. 
Considerando o trecho: "As identidades culturais são construções históricas e sociais." A palavra "construções" é formada pelo mesmo processo de formação de palavras presente em:
Alternativas
Q4229190 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


De quem são os meninos de rua?

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.

Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.

Na verdade, não existem meninos de Rua. Existem meninos na Rua. E toda vez que um menino está na rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua e por quê.

Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos de Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.

Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que "nos pertencem".

Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo e responsabilizá-Io. Mas, em tempos de Nova República, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.


Marina Colasanti. Revista Manchete, 1986. 
Ao inserir a narrativa de João e Maria em sua crônica, Marina Colasanti não pretende apenas estabelecer uma comparação temática entre crianças abandonadas. O recurso intertextual contribui, sobretudo, para:
Alternativas
Q4229189 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


De quem são os meninos de rua?

Eu, na rua, com pressa, e o menino segurou no meu braço, falou qualquer coisa que não entendi. Fui logo dizendo que não tinha, certa de que ele estava pedindo dinheiro. Não estava. Queria saber a hora.

Talvez não fosse um Menino De Família, mas também não era um Menino De Rua. É assim que a gente divide. Menino De Família é aquele bem-vestido com tênis da moda e camiseta de marca, que usa relógio e a mãe dá outro se o dele for roubado por um Menino De Rua. Menino De Rua é aquele que quando a gente passa perto segura a bolsa com força porque pensa que ele é pivete, trombadinha, ladrão.

Ouvindo essas expressões tem-se a impressão de que as coisas se passam muito naturalmente, uns nascendo De Família, outros nascendo De Rua. Como se a rua, e não uma família, não um pai e uma mãe, ou mesmo apenas uma mãe os tivesse gerado, sendo eles filhos diretos dos paralelepípedos e das calçadas, diferentes, portanto, das outras crianças, e excluídos das preocupações que temos com elas. É por isso, talvez, que, se vemos uma criança bem-vestida chorando sozinha num shopping center ou num supermercado, logo nos acercamos protetores, perguntando se está perdida, ou precisando de alguma coisa. Mas se vemos uma criança maltrapilha chorando num sinal com uma caixa de chicletes na mão, engrenamos a primeira no carro e nos afastamos pensando vagamente no seu abandono.

Na verdade, não existem meninos de Rua. Existem meninos na Rua. E toda vez que um menino está na rua é porque alguém o botou lá. Os meninos não vão sozinhos aos lugares. Assim como são postos no mundo, durante muitos anos também são postos onde quer que estejam. Resta ver quem os põe na rua e por quê.

Quando eu era criança, ouvi contar muitas vezes a história de João e Maria, dois irmãos filhos de pobres lenhadores, em cuja casa a fome chegou a um ponto em que, não havendo mais comida nenhuma, foram levados pelo pai ao bosque, e ali abandonados. Não creio que os 7 milhões de crianças brasileiras abandonadas conheçam a história de João e Maria. Se conhecessem talvez nem vissem a semelhança. Pois João e Maria tinham uma casa de verdade, um casal de pais, roupas e sapatos. João e Maria tinham começado a vida como Meninos de Família, e pelas mãos do pai foram levados ao abandono.

Quem leva nossas crianças ao abandono? Quando dizemos "crianças abandonadas" subentendemos que foram abandonadas pela família, pelos pais. E, embora penalizados, circunscrevemos o problema ao âmbito familiar, de uma família gigantesca e generalizada, à qual não pertencemos e com a qual não queremos nos meter. Apaziguamos assim nossa consciência, enquanto tratamos, isso sim, de cuidar amorosamente de nossos próprios filhos, aqueles que "nos pertencem".

Mas, embora uma criança possa ser abandonada pelos pais, ou duas ou dez crianças possam ser abandonadas pela família, 7 milhões de crianças só podem ser abandonadas pela coletividade. Até recentemente, tínhamos o direito de atribuir esse abandono ao governo e responsabilizá-Io. Mas, em tempos de Nova República, quando queremos que os cidadãos sejam o governo, já não podemos apenas passar adiante a responsabilidade. A hora chegou, portanto, de irmos ao bosque, buscar as crianças brasileiras que ali foram deixadas.


Marina Colasanti. Revista Manchete, 1986. 
No trecho: "Na verdade, não existem meninos de rua. Existem meninos na rua." é possível inferir que a autora: 
Alternativas
Q4229188 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
As Orientações Técnicas Para Elaboração do Plano Individual de Atendimento (PIA) de Crianças e Adolescentes em Serviços de Acolhimento traz que a partir das particularidades de cada caso, e considerando as situações que levaram ao acolhimento, o PIA deve conter objetivos, estratégias e ações com a finalidade de garantir, EXCETO:
Alternativas
Q4229187 Direitos Humanos
A Lei no 12.288/2010 institui o Estatuto da Igualdade Racial. Assinale a alternativa correta em relação a essa lei. 
Alternativas
Q4229186 Legislação dos Municípios do Estado do Paraná
O Estatuto dos Servidores Públicos Municipais de Pinhal de São Bento dispõe sobre o Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município e dá outras providências. O artigo 7º traz sobre os requisitos básicos para investidura no serviço público municipal. Assinale a alternativa incorreta:
Alternativas
Q4229185 Serviço Social
A Resolução CFESS no 273/1993 e suas alterações (Código de Ética Profissional), institui o Código de Ética Profissional do/a Assistente Social e dá outras providências. Constitui um princípio a seguinte alternativa:
Alternativas
Q4229184 Serviço Social
 A Lei Nº 8.662, de 7 de julho de 1993, dispõe sobre a profissão de assistente social. Assinale a alternativa que constitui uma competência do Assistente Social.
Alternativas
Q4229183 Meio Ambiente
A preservação ambiental passou a ocupar posição de destaque nas discussões contemporâneas devido aos impactos causados pelas atividades humanas sobre os ecossistemas naturais. Problemas como desmatamento, 
poluição, descarte inadequado de resíduos e emissão excessiva de gases poluentes afetam diretamente a qualidade de vida da população e o equilíbrio ambiental. Nesse contexto, políticas públicas e ações individuais tornam-se fundamentais para minimizar danos ambientais e promover sustentabilidade.

Assinale a alternativa que apresenta uma prática ambientalmente adequada. 
Alternativas
Q4229182 Geografia
A globalização promoveu intensificação das relações econômicas, culturais e tecnológicas entre diferentes países, influenciando diretamente a economia mundial, os mercados de trabalho e os hábitos sociais. O avanço dos meios de comunicação e dos transportes possibilitou maior circulação de mercadorias, capitais, informações e pessoas em escala global, gerando impactos positivos e desafios para diferentes sociedades.
Entre as características associadas ao processo de globalização, destaca-se: 
Alternativas
Q4229181 Meio Ambiente
O desenvolvimento sustentável tornou-se tema central nos debates internacionais devido aos impactos ambientais provocados pelo crescimento urbano, industrial e populacional. A busca por modelos de desenvolvimento capazes de conciliar crescimento econômico, preservação ambiental e justiça social exige participação conjunta do poder público, das empresas e da sociedade civil. Nesse cenário, atitudes individuais também possuem relevância para a redução dos impactos ambientais e para a preservação dos recursos naturais.
Com base nos princípios do desenvolvimento sustentável, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4229180 Segurança da Informação
O avanço das tecnologias digitais modificou profundamente as relações sociais, econômicas e profissionais em todo o mundo. O uso da internet e das plataformas digitais trouxe benefícios relacionados à rapidez da comunicação, ao acesso à informação e à modernização dos serviços públicos e privados.

Entretanto, esse cenário também ampliou preocupações relacionadas à segurança de dados, à privacidade e à disseminação de informações falsas em ambientes virtuais.

Diante desse contexto, assinale a alternativa que apresenta uma conduta adequada no uso das tecnologias digitais. 
Alternativas
Q4229179 Direito Constitucional
Nas últimas décadas, a sociedade brasileira passou por importantes transformações políticas, sociais e econômicas, ampliando o debate sobre cidadania, participação popular e fortalecimento das instituições democráticas. Nesse contexto, a Constituição Federal de 1988 consolidou direitos fundamentais e mecanismos de proteção às garantias individuais e coletivas, reforçando princípios essenciais para a construção do Estado Democrático de Direito. Além disso, a participação ativa da população nas decisões políticas passou a ser considerada elemento indispensável para o funcionamento democrático da sociedade.
Considerando os princípios constitucionais relacionados à cidadania e à democracia, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1181: A
1182: C
1183: D
1184: A
1185: B
1186: A
1187: C
1188: C
1189: A
1190: C
1191: A
1192: C
1193: D
1194: A
1195: B
1196: C
1197: C
1198: A
1199: B
1200: B