Questões de Concurso
Para prefeitura
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Texto 5
A questão é baseadas na tirinha abaixo:

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Para resolver a questão, você deve levar em conta a charge acima e ligá-la às seguintes habilidades estabelecidas pela BNCC para os anos finais do ensino fundamental:
EF69LP05: Inferir e justificar, em textos multimodais, o efeito de sentido decorrente do uso de recursos de linguagem verbal e não verbal - expressão facial, postura corporal, silêncio, símbolos.
EF67LP08: Identificar os efeitos de sentido devidos à escolha de imagens, elementos gráficos e sua relação com o texto verbal em tirinhas e charge.
Na tirinha do cartunista Quino, a personagem Mafalda reage às notícias transmitidas pelo rádio. Para construir o humor e a crítica social da história, o autor utiliza recursos de linguagem verbal e não verbal. O segundo quadrinho é marcado pela total ausência de palavras (linguagem verbal).
Nesse contexto, a linguagem não verbal cumpre o papel de:
Esta questão é baseada no seguinte caso prático:
Em uma sala de aula do EJA, cuja característica é reunir alunos de diferentes faixas etárias, um aluno de 19 anos comentou com seu colega de 55 anos que houve uma resenha muito legal na casa de um colega deles.
O estudante mais velho não entendeu exatamente a mensagem, uma vez que a palavra RESENHA, para ele, significava um gênero textual específico, ligado ao exercício crítico de um livro, filme, por exemplo.
O professor, ao perceber o ruído de comunicação, intercedeu para mostrar que as palavras podem mudar o significado ao longo do tempo e entre diferentes grupos sociais.
Acerca desse caso prático e dos conceitos relacionados à variação linguística e semântica, assinale a alternativa correta sobre a análise do fenômeno linguístico, bem como a melhor postura pedagógica do professor do EJA:
Esta questão é baseada no caso prático a seguir:
Um aluno do EJA, morador da Serra Catarinense, transfere-se para o litoral do estado e enfrenta dificuldades comunicativas em função das variações linguísticas. De outra parte, o mesmo aluno percebe que existe identificação com o emprego de algumas formas verbais. Entre as variações, dois casos se destacam:
CASO 1 O aluno serrano empregou a expressão “cacimba de gelo” ao se referir a camadas espessas de gelo que se acumulam em poças ou em valas, decorrentes das baixas temperaturas na região serrana. Tal expressão é de origem tropeira.
CASO 2 O mesmo aluno notou que algumas formas verbais empregadas por ele são também usadas no litoral. Tal fenômeno, constatado empiricamente pelo aluno, é o emprego do infinitivo dos verbos com a supressão do “R”, casos como “fazê”, “andá”.
Assinale a alternativa que indica corretamente o melhor procedimento do professor em sala de aula, em relação às variações linguísticas apontadas.
A publicidade emprega recorrentemente a combinação da linguagem verbal com a não verbal.
Este anúncio de 1967 mostra mãe e filho diante de um refrigerador e associa tais elementos verbais com não verbais.

Assinale a alternativa que corretamente descreve o anúncio.
Texto 3
Para resolver a questão, leia o texto abaixo:
“A mim, desde muito jovem, sempre me agradou um discurso sem arestas, não importa se feito por um camponês ingênuo diante do mundo ou por um sociólogo do porte de Gilberto Freyre. (…) Tomava-o, quase sempre, como exemplo para falar do problema da colocação dos pronomes objetivos nas sentenças, sublinhando a boniteza do seu estilo. Dificilmente, de acordo ou não com a gramática, Gilberto Freyre escrevia uma feiura.
Foi ele que, sem nenhuma dificuldade, numa primeira experiência estética, me fez, entre um ‘ela vinha-se aproximando’ e um ‘ela vinha se aproximando’, optar pela segunda hipótese, devido à sonoridade que resulta do desligamento do se do verbo auxiliar vinha que lhe ‘dá’ a liberdade de se deixar atrair pelo a do verbo principal aproximando. O se de vinha-se passa a ser s’a quando se liberta daquele verbo e quase se aconchega ao a de aproximando.”
FREIRE, Paulo, Pedagogia da esperança, Ed. Paz & Terra, 22ª edição, Rio de Janeiro e São Paulo, 2015, p. 101.
Em relação ao Texto 3, o autor defende um ponto de vista; contudo, para efetivar isso, precisa empregar fatos ou informações.
Assinale a alternativa em que há apenas informações ou fatos.
Texto 3
Para resolver a questão, leia o texto abaixo:
“A mim, desde muito jovem, sempre me agradou um discurso sem arestas, não importa se feito por um camponês ingênuo diante do mundo ou por um sociólogo do porte de Gilberto Freyre. (…) Tomava-o, quase sempre, como exemplo para falar do problema da colocação dos pronomes objetivos nas sentenças, sublinhando a boniteza do seu estilo. Dificilmente, de acordo ou não com a gramática, Gilberto Freyre escrevia uma feiura.
Foi ele que, sem nenhuma dificuldade, numa primeira experiência estética, me fez, entre um ‘ela vinha-se aproximando’ e um ‘ela vinha se aproximando’, optar pela segunda hipótese, devido à sonoridade que resulta do desligamento do se do verbo auxiliar vinha que lhe ‘dá’ a liberdade de se deixar atrair pelo a do verbo principal aproximando. O se de vinha-se passa a ser s’a quando se liberta daquele verbo e quase se aconchega ao a de aproximando.”
FREIRE, Paulo, Pedagogia da esperança, Ed. Paz & Terra, 22ª edição, Rio de Janeiro e São Paulo, 2015, p. 101.
Dentre as práticas de leitura, estabelecidas pela BNCC, há o seguinte trecho:
Identificar implícitos e os efeitos de sentido decorrentes de determinados usos expressivos da linguagem, da pontuação e de outras notações, da escolha de determinadas palavras ou expressões e identificar efeitos de ironia ou humor.
A identificação entre o significado figurado, conotativo e o denotativo é importante estratégia textual.
Qual das palavras abaixo (destacadas no Texto 3) foi empregada em significado denotado?
Texto 3
Para resolver a questão, leia o texto abaixo:
“A mim, desde muito jovem, sempre me agradou um discurso sem arestas, não importa se feito por um camponês ingênuo diante do mundo ou por um sociólogo do porte de Gilberto Freyre. (…) Tomava-o, quase sempre, como exemplo para falar do problema da colocação dos pronomes objetivos nas sentenças, sublinhando a boniteza do seu estilo. Dificilmente, de acordo ou não com a gramática, Gilberto Freyre escrevia uma feiura.
Foi ele que, sem nenhuma dificuldade, numa primeira experiência estética, me fez, entre um ‘ela vinha-se aproximando’ e um ‘ela vinha se aproximando’, optar pela segunda hipótese, devido à sonoridade que resulta do desligamento do se do verbo auxiliar vinha que lhe ‘dá’ a liberdade de se deixar atrair pelo a do verbo principal aproximando. O se de vinha-se passa a ser s’a quando se liberta daquele verbo e quase se aconchega ao a de aproximando.”
FREIRE, Paulo, Pedagogia da esperança, Ed. Paz & Terra, 22ª edição, Rio de Janeiro e São Paulo, 2015, p. 101.
A colocação pronominal assinala grande distinção entre o uso cotidiano do falante da língua, inclusive em veículos de imprensa, e as recomendações da norma culta.
No Texto 3, o autor explica sua preferência pela forma “ela vinha se aproximando” em vez de “ela vinha-se aproximando”, ou seja, o pronome enclítico em relação ao verbo auxiliar ou proclítico em relação ao principal. A defesa do autor por uma das formas revela explicações que destacam a sonoridade e o estilo.
Essa reflexão aponta que:
Texto 1
“Desensinando o amor aos livros
Quer ensinar o jovem a odiar literatura? Dê-lhe, como dever, fazer fichamento de obras clássicas. A tarefa de fichar o livro desvia o aluno do único objetivo da leitura que é o prazer. Eu estava em processo de mudança. Numa sala, uma montanha de livros. Um dos carregadores olhou assombrado para os livros. Era certo que nunca havia visto tantos. E comentou: “Como deve ser difícil decorar todos esses livros…”. Aquele carregador dizia em linguagem direta o que está dito na tarefa de fichar: ler é uma tarefa penosa. Em vez do fichamento, peça que o aluno fale sobre as ideias dele, aluno, que aquele livro o fez pensar. Para que fazer um resumo do livro se o livro inteiro já está escrito? Pavlov, cientista russo, mostrou que é possível fazer um cão salivar pelo simples toque de uma campainha. Sua lição se aplica à pedagogia. Os fichamentos, repetidos várias vezes, criam no aluno o reflexo condicionado de repulsão pelo livro.”
ALVES, Rubem, Ostra feliz não faz pérola, ed. Planeta, 5ª impressão, 2008, São Paulo, p. 117.
Texto 2
“Estudar é, realmente, um trabalho difícil. Exige de quem o faz uma postura crítica, sistemática. Exige uma disciplina intelectual que não se ganha a não ser praticando-a.
Isto é, precisamente, o que a ‘educação bancária’ não estimula. Pelo contrário, sua tônica reside fundamentalmente em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade. Sua ‘disciplina’ é a disciplina para a ingenuidade em face do texto, não para a indispensável criticidade.”
FREIRE, Paulo, Ação cultural para a liberdade e outros escritos, ed. Paz & Terra, Rio de Janeiro e São Paulo, 5ª edição, págs. 9 e 10.
Dentre as práticas leitoras estabelecidas pela BNCC, encontramos este trecho:
Estabelecer relações entre as partes do texto, identificando repetições, substituições e os elementos coesivos que contribuem para a continuidade do texto e sua progressão temática.
O Texto 1 exige soluções coesivas relacionadas às palavras livros, literatura, obras clássicas e aluno.
Analise as afirmativas abaixo relacionadas à coesão textual:
1. Os pronomes lhe, dele e o, destacados no texto, possuem o mesmo referente.
2. No último período do texto, a expressão “de repulsão pelo livro” poderia ser reescrita por: “de repulsão dele” sem prejuízos à clareza textual.
3. O pronome que, no terceiro período do texto, retoma a palavra aluno.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Texto 1
“Desensinando o amor aos livros
Quer ensinar o jovem a odiar literatura? Dê-lhe, como dever, fazer fichamento de obras clássicas. A tarefa de fichar o livro desvia o aluno do único objetivo da leitura que é o prazer. Eu estava em processo de mudança. Numa sala, uma montanha de livros. Um dos carregadores olhou assombrado para os livros. Era certo que nunca havia visto tantos. E comentou: “Como deve ser difícil decorar todos esses livros…”. Aquele carregador dizia em linguagem direta o que está dito na tarefa de fichar: ler é uma tarefa penosa. Em vez do fichamento, peça que o aluno fale sobre as ideias dele, aluno, que aquele livro o fez pensar. Para que fazer um resumo do livro se o livro inteiro já está escrito? Pavlov, cientista russo, mostrou que é possível fazer um cão salivar pelo simples toque de uma campainha. Sua lição se aplica à pedagogia. Os fichamentos, repetidos várias vezes, criam no aluno o reflexo condicionado de repulsão pelo livro.”
ALVES, Rubem, Ostra feliz não faz pérola, ed. Planeta, 5ª impressão, 2008, São Paulo, p. 117.
Texto 2
“Estudar é, realmente, um trabalho difícil. Exige de quem o faz uma postura crítica, sistemática. Exige uma disciplina intelectual que não se ganha a não ser praticando-a.
Isto é, precisamente, o que a ‘educação bancária’ não estimula. Pelo contrário, sua tônica reside fundamentalmente em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade. Sua ‘disciplina’ é a disciplina para a ingenuidade em face do texto, não para a indispensável criticidade.”
FREIRE, Paulo, Ação cultural para a liberdade e outros escritos, ed. Paz & Terra, Rio de Janeiro e São Paulo, 5ª edição, págs. 9 e 10.
Em relação ao ensino de Língua Portuguesa, a concepção interacionista de linguagem, na qual a língua é prática social, instrumento de interação e de construção de sentidos, há de se valorizar a produção de textos reais, com variação linguística e adequação comunicativa.
Em vista disso, abaixo está descrito um caso prático:
Um auxiliar de pedreiro, estudante do EJA, deseja levar para a sala de aula sua experiência linguística adquirida no canteiro de obras.
De acordo com uma perspectiva interdisciplinar e sem preconceito linguístico, qual seria a melhor forma de o professor de Língua Portuguesa aproveitar essa experiência?
Texto 1
“Desensinando o amor aos livros
Quer ensinar o jovem a odiar literatura? Dê-lhe, como dever, fazer fichamento de obras clássicas. A tarefa de fichar o livro desvia o aluno do único objetivo da leitura que é o prazer. Eu estava em processo de mudança. Numa sala, uma montanha de livros. Um dos carregadores olhou assombrado para os livros. Era certo que nunca havia visto tantos. E comentou: “Como deve ser difícil decorar todos esses livros…”. Aquele carregador dizia em linguagem direta o que está dito na tarefa de fichar: ler é uma tarefa penosa. Em vez do fichamento, peça que o aluno fale sobre as ideias dele, aluno, que aquele livro o fez pensar. Para que fazer um resumo do livro se o livro inteiro já está escrito? Pavlov, cientista russo, mostrou que é possível fazer um cão salivar pelo simples toque de uma campainha. Sua lição se aplica à pedagogia. Os fichamentos, repetidos várias vezes, criam no aluno o reflexo condicionado de repulsão pelo livro.”
ALVES, Rubem, Ostra feliz não faz pérola, ed. Planeta, 5ª impressão, 2008, São Paulo, p. 117.
Texto 2
“Estudar é, realmente, um trabalho difícil. Exige de quem o faz uma postura crítica, sistemática. Exige uma disciplina intelectual que não se ganha a não ser praticando-a.
Isto é, precisamente, o que a ‘educação bancária’ não estimula. Pelo contrário, sua tônica reside fundamentalmente em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade. Sua ‘disciplina’ é a disciplina para a ingenuidade em face do texto, não para a indispensável criticidade.”
FREIRE, Paulo, Ação cultural para a liberdade e outros escritos, ed. Paz & Terra, Rio de Janeiro e São Paulo, 5ª edição, págs. 9 e 10.
Texto 1
“Desensinando o amor aos livros
Quer ensinar o jovem a odiar literatura? Dê-lhe, como dever, fazer fichamento de obras clássicas. A tarefa de fichar o livro desvia o aluno do único objetivo da leitura que é o prazer. Eu estava em processo de mudança. Numa sala, uma montanha de livros. Um dos carregadores olhou assombrado para os livros. Era certo que nunca havia visto tantos. E comentou: “Como deve ser difícil decorar todos esses livros…”. Aquele carregador dizia em linguagem direta o que está dito na tarefa de fichar: ler é uma tarefa penosa. Em vez do fichamento, peça que o aluno fale sobre as ideias dele, aluno, que aquele livro o fez pensar. Para que fazer um resumo do livro se o livro inteiro já está escrito? Pavlov, cientista russo, mostrou que é possível fazer um cão salivar pelo simples toque de uma campainha. Sua lição se aplica à pedagogia. Os fichamentos, repetidos várias vezes, criam no aluno o reflexo condicionado de repulsão pelo livro.”
ALVES, Rubem, Ostra feliz não faz pérola, ed. Planeta, 5ª impressão, 2008, São Paulo, p. 117.
Texto 2
“Estudar é, realmente, um trabalho difícil. Exige de quem o faz uma postura crítica, sistemática. Exige uma disciplina intelectual que não se ganha a não ser praticando-a.
Isto é, precisamente, o que a ‘educação bancária’ não estimula. Pelo contrário, sua tônica reside fundamentalmente em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade. Sua ‘disciplina’ é a disciplina para a ingenuidade em face do texto, não para a indispensável criticidade.”
FREIRE, Paulo, Ação cultural para a liberdade e outros escritos, ed. Paz & Terra, Rio de Janeiro e São Paulo, 5ª edição, págs. 9 e 10.
Rubem Alves, no Texto 1, emprega estratégia interdisciplinar ao recorrer ao experimento de Pavlov, criando um efeito de sentido que relaciona Psicologia e Educação.
A partir dessa estratégia argumentativa interdisciplinar, é correto afirmar que:
Texto 1
“Desensinando o amor aos livros
Quer ensinar o jovem a odiar literatura? Dê-lhe, como dever, fazer fichamento de obras clássicas. A tarefa de fichar o livro desvia o aluno do único objetivo da leitura que é o prazer. Eu estava em processo de mudança. Numa sala, uma montanha de livros. Um dos carregadores olhou assombrado para os livros. Era certo que nunca havia visto tantos. E comentou: “Como deve ser difícil decorar todos esses livros…”. Aquele carregador dizia em linguagem direta o que está dito na tarefa de fichar: ler é uma tarefa penosa. Em vez do fichamento, peça que o aluno fale sobre as ideias dele, aluno, que aquele livro o fez pensar. Para que fazer um resumo do livro se o livro inteiro já está escrito? Pavlov, cientista russo, mostrou que é possível fazer um cão salivar pelo simples toque de uma campainha. Sua lição se aplica à pedagogia. Os fichamentos, repetidos várias vezes, criam no aluno o reflexo condicionado de repulsão pelo livro.”
ALVES, Rubem, Ostra feliz não faz pérola, ed. Planeta, 5ª impressão, 2008, São Paulo, p. 117.
Texto 2
“Estudar é, realmente, um trabalho difícil. Exige de quem o faz uma postura crítica, sistemática. Exige uma disciplina intelectual que não se ganha a não ser praticando-a.
Isto é, precisamente, o que a ‘educação bancária’ não estimula. Pelo contrário, sua tônica reside fundamentalmente em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade. Sua ‘disciplina’ é a disciplina para a ingenuidade em face do texto, não para a indispensável criticidade.”
FREIRE, Paulo, Ação cultural para a liberdade e outros escritos, ed. Paz & Terra, Rio de Janeiro e São Paulo, 5ª edição, págs. 9 e 10.
Texto 1
“Desensinando o amor aos livros
Quer ensinar o jovem a odiar literatura? Dê-lhe, como dever, fazer fichamento de obras clássicas. A tarefa de fichar o livro desvia o aluno do único objetivo da leitura que é o prazer. Eu estava em processo de mudança. Numa sala, uma montanha de livros. Um dos carregadores olhou assombrado para os livros. Era certo que nunca havia visto tantos. E comentou: “Como deve ser difícil decorar todos esses livros…”. Aquele carregador dizia em linguagem direta o que está dito na tarefa de fichar: ler é uma tarefa penosa. Em vez do fichamento, peça que o aluno fale sobre as ideias dele, aluno, que aquele livro o fez pensar. Para que fazer um resumo do livro se o livro inteiro já está escrito? Pavlov, cientista russo, mostrou que é possível fazer um cão salivar pelo simples toque de uma campainha. Sua lição se aplica à pedagogia. Os fichamentos, repetidos várias vezes, criam no aluno o reflexo condicionado de repulsão pelo livro.”
ALVES, Rubem, Ostra feliz não faz pérola, ed. Planeta, 5ª impressão, 2008, São Paulo, p. 117.
Texto 2
“Estudar é, realmente, um trabalho difícil. Exige de quem o faz uma postura crítica, sistemática. Exige uma disciplina intelectual que não se ganha a não ser praticando-a.
Isto é, precisamente, o que a ‘educação bancária’ não estimula. Pelo contrário, sua tônica reside fundamentalmente em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade. Sua ‘disciplina’ é a disciplina para a ingenuidade em face do texto, não para a indispensável criticidade.”
FREIRE, Paulo, Ação cultural para a liberdade e outros escritos, ed. Paz & Terra, Rio de Janeiro e São Paulo, 5ª edição, págs. 9 e 10.
Rubem Alves critica prática escolar tradicional relacionada ao ensino de literatura. A partir da leitura do Texto 1, é possível identificar uma reflexão sobre como determinadas práticas sociais de linguagem influenciam a relação dos estudantes com a leitura.
Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta corretamente a interpretação mais adequada sobre a crítica feita pelo autor.
I. O exercício de competências de trânsito pelas Guardas Municipais encontra previsão no Estatuto Geral das Guardas Municipais, nos termos do Código de Trânsito Brasileiro, podendo decorrer de atribuição legal ou de atuação conveniada, conforme a disciplina normativa aplicável.
II. O reconhecimento da constitucionalidade do poder de polícia de trânsito pelas Guardas Municipais implica transferência automática de todas as competências administrativas previstas no Código de Trânsito Brasileiro, independentemente da organização municipal e dos requisitos legais correspondentes.
III. O Supremo Tribunal Federal reconheceu a constitucionalidade da atribuição às Guardas Municipais do exercício do poder de polícia de trânsito, inclusive para imposição de sanções administrativas legalmente previstas, respeitados os limites de competência.
IV. A possibilidade de atuação das Guardas Municipais em ações de segurança urbana, inclusive policiamento ostensivo e comunitário, não autoriza o exercício das funções constitucionalmente atribuídas à polícia judiciária.
V. A competência geral de proteção de bens, serviços, logradouros públicos municipais e instalações do Município impede a atuação preventiva das Guardas Municipais em situações relacionadas diretamente à proteção de pessoas, ainda que compatíveis com as atribuições legalmente estabelecidas.
Está correto o que se afirma apenas em:
I. Incêndios envolvendo materiais sólidos combustíveis, como papel e madeira, são classificados, em regra, como classe A, podendo a água apresentar eficácia por resfriamento, desde que sua utilização não introduza riscos adicionais.
II. Incêndios envolvendo líquidos inflamáveis são classificados como classe B, podendo o dióxido de carbono ser empregado em determinadas situações, observadas as características e limitações do agente extintor.
III. Incêndios envolvendo equipamentos elétricos energizados são classificados como classe C, devendo a escolha do agente extintor considerar a condição de energização e a segurança elétrica.
IV. A presença simultânea de materiais sólidos combustíveis e equipamentos elétricos energizados transforma o incêndio em classe D, exigindo exclusivamente agentes extintores destinados a metais combustíveis.
V. O combate inicial com extintores portáteis pressupõe condições seguras, equipamento adequado, capacitação compatível e possibilidade de retirada, não substituindo o alarme, a evacuação e o acionamento dos serviços especializados.
Está correto o que se afirma em:
I. A incerteza quanto à efetiva ocorrência de desastre não impede a adoção de medidas preventivas e mitigadoras da situação de risco.
II. Compete aos Municípios vistoriar edificações e áreas de risco e promover, quando cabível, a intervenção preventiva e a evacuação da população de áreas de alto risco ou edificações vulneráveis.
III. A atuação municipal em proteção e defesa civil somente poderá alcançar a fase de resposta após o reconhecimento formal de situação de emergência ou estado de calamidade pública.
IV. A organização e a administração de abrigos provisórios para assistência à população em situação de desastre integram as competências municipais, observadas condições adequadas de higiene e segurança.
V. O apoio da Guarda Municipal às ações preventivas de proteção e defesa civil exige, em qualquer circunstância, decretação prévia de estado de calamidade pública.
A conclusão correta é: