Questões de Concurso Público Prefeitura de Goiânia - GO 2022 para Especialista em Saúde - Musicoterapeuta
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Leia o texto a seguir.
A assistência ao paciente no NAPS/CAPS inclui as seguintes atividades:
- atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação, entre outros);
- atendimento de grupos (psicoterapia, grupo operativo, atendimento em oficina terapêutica, atividades socioterápicas, dentre outras);
- visitas domiciliares;
- atendimento à família;
- atividades comunitárias com enfoque na integração do doente mental na comunidade e sua inserção social;
Os pacientes que frequentam o serviço por 4 horas (um turno) terão direito a duas refeições;
Os que frequentam por um período de 8 horas (2 turnos) terão direito a três refeições.
Portaria do Ministério da Saúde n. 224, de 29 de janeiro de 1992.
Costa, Gabbay e Silva (2004) comentam que as oficinas terapêuticas surgiram como fruto de diferentes propostas anteriores à Reforma Psiquiátrica, com atendimentos de grupos em sistema ambulatorial. Qual o profissional que, inicialmente no Rio de Janeiro, foi inserido junto ao musicoterapeuta nas oficinas?
Uma senhora participava de forma inibida de um grupo de Musicoterapia, após ter um acidente vascular cerebral. Em uma sessão, após ouvir Besame Mucho, sentiu seu braço “mais solto” e tornou-se mais participativa e cantante nas sessões, modificando sua postura frente ao grupo.
MILLECCO, Ronaldo P.; BRANDÃO, Maria Regina E.; MILLECCO FILHO, Luís Antônio. É preciso cantar. Rio de Janeiro: Enelivros, 2001.
Diante de casos como o citado, pode-se classificar a função do canto como:
[…] A música é utilizada como elemento terapêutico há mais de trinta mil anos, mas a musicoterapia, como profissão, existe há pouco mais de cinquenta anos.
BARCELLOS, Lia Rejane M. Quaternos de Musicoterapia e Coda. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.
Na obra referenciada, a autora comenta que a origem da musicoterapia como disciplina e campo de conhecimento tem como vertentes:
[…] a especificidade do relatório em musicoterapia está centrada, principalmente, na utilização de uma linguagem musicoterápica que é resultado de uma ‘leitura ou análise musicoterapêutica do processo.
BARCELLOS, Lia Rejane M. Quaternos de Musicoterapia e Coda. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.
Com relação à elaboração e às razões para essa ação do musicoterapeuta, sabe-se que:
[…] existem várias direções nessas palavras que significam movimentação, ou seja: no sentido do musicoterapeuta para o paciente; na direção do paciente para o musicoterapeuta e, finalmente, ambos numa mesma direção, interagindo de forma sucessiva ou simultânea.
BARCELLOS, Lia Rejane M. Quaternos de Musicoterapia e Coda. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.
Quando o musicoterapeuta sinaliza relações entre dados, sequências, momentos significativos e capacidades do paciente, está realizando qual tipo de intervenção?
[…] definições existentes apresentam um quadro complexo para o objetivo geral da musicoterapia. Este em geral revela as fronteiras dadas ou não para a musicoterapia, assim como as crenças básicas sobre sua própria natureza. Algumas definições descrevem a prática dentro de um setting em particular ou com uma população específica, enquanto outras destinam-se à descrição de toda a prática musicoterápica”.
BRUSCIA, Kenneth E. Definindo Musicoterapia. 3. ed. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.
De acordo com o texto,
Em musicoterapia há uma oportunidade única para o musicoterapeuta usar a sua contratransferência musical como um espelho e como uma chave para entender a dinâmica do inconsciente e do pré-consciente do cliente.
SCHEIBY, Benedikte B. Transferência e Contratransferência Musical. In: BARCELLOS, Lia Rejane M. Transferência, Contratransferência e Resistência. Rio de Janeiro: Enelivros, 1999. p. 25-40.
Baseado nessa realidade apontada pela autora, considera-se que:
Uma das premissas básicas da Musicoterapia é que como as experiências musicais envolvem tantas facetas do ser humano, uma transformação musical que um cliente faz é provavelmente indicativa de uma transformação não musical de algum tipo.
BRUSCIA, Kenneth E.. Definindo Musicoterapia. 3. ed. Dallas: Barcelona Publishers, 2016.
Para Bruscia, os tipos de transformação são considerados como ações promotoras de saúde ou terapêuticas e podem derivar de uma orientação “patogênica” ou “salutogênica” ou “holárquica”. Quando a transformação em saúde ajuda o cliente a reconquistar capacidades perdidas, como resultado de determinada condição de saúde, é denominada de: