Questões de Concurso Público INEP 2024 para Letras - Português
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A partir da situação exposta, assinale a opção que apresenta a estratégia que deve ser adotada no planejamento educacional interdisciplinar para esse grupo de estudantes.
Tendo em vista essa situação, assinale a opção que apresenta uma estratégia que contribuiria para se alcançar o objetivo do projeto.
Nesse contexto, para engajar os alunos, acolher essa diversidade e realizar uma avaliação da atividade, o professor deve propor
ALBERTI, V. O professor de história e o ensino de questões sensíveis e controversas. Colóquio Nacional de História Cultural e Sensibilidades, 4, Caicó (RN), Centro de Ensino Superior do Seridó (Ceres) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), 17-21 nov. 2014, p. 2 (adaptado).
A partir da reflexão apresentada no texto, é correto afirmar que, além de buscar o apoio e o respaldo da escola, um planejamento deve considerar
BANIWA, G. L. A inclusão da temática indígena na escola. In: RUSSO, K.; PALADINO, M. (org.). Ciências, tecnologias, artes e povos indígenas no Brasil: subsídios e debates a partir da Lei n. 11.645/2008. Rio de Janeiro: Garamond, 2016 (adaptado).
Estaria em conformidade com as ideias apresentadas no texto a elaboração de uma proposta educacional que
Nesse contexto, uma intervenção adequada para reduzir a tensão entre os estudantes e manter o ensino dos conhecimentos científicos curriculares seria
Nessa situação, a produção de um cordel configura-se como estratégia eficaz para uma prática inclusiva na alfabetização desse público de estudantes porque o cordel,
“Entregue-o aos barcos”. De acordo com o livro A Vida de Artaxerxes, escrito pelo biógrafo grego e filósofo platônico Plutarco de Queroneia, essa frase seria atribuída a um suposto tipo de sentença de morte criada pelo Império Persa no século V a.C. para punir, da pior maneira possível, aquele que cometesse crimes bárbaros, como assassinato ou traição. O método chamado de “escafismo”, mais conhecido como “os barcos”, começava com o criminoso tendo suas mãos e pernas amarradas. O carrasco fazia a pessoa beber uma mistura de mel e leite até que ela não aguentasse mais, depois a encharcava com o líquido antes de forçá-la a se deitar em um pequeno barco que ficaria à deriva em um pântano.
ARAÚJO, J. C. Escafismo: o suposto método de tortura dos persas. Disponível em: https://www.megacurioso.com.br/artes-cultura/. Acesso em: 13 maio 2024 (adaptado).
A partir de uma análise do excerto apresentado, percebe-se a predominância de características da tipologia expositiva, pois o texto
Os clássicos não são lidos por dever ou por respeito, mas só por amor. Exceto na escola: a escola deve fazer com que você conheça bem ou mal um certo número de clássicos dentre os quais (ou em relação aos quais) você poderá depois reconhecer os “seus” clássicos. A escola é obrigada a dar-lhe instrumentos para efetuar uma opção: mas as escolhas que contam são aquelas que ocorrem fora e depois de cada escola.
CALVINO, l. Por que ler os clássicos. Tradução: Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 1993 (adaptado).
O excerto provocou grande debate sobre o que é sugerido como leitura na escola, em contraposição às obras que os adolescentes realmente gostam de ler. Nessa conversa, os alunos mencionaram livros que leram por indicação da escola e outros que conheceram fora dela, com os quais se identificavam mais. Uma aluna, então, trouxe à tona textos que havia lido a partir das redes sociais, como o Instagram, e acrescentou um novo ponto à discussão: a instapoesia.
Aproveitando a introdução desse novo tópico, a professora refletiu sobre a instapoesia como uma produção contemporânea. Em sala, a docente leu instapoemas de autoras populares no Instagram, como Rupi Kaur e Ryane Leão, poetas feministas indiano-canadense e brasileira, respectivamente. Contudo, em meio à discussão, um aluno questionou se tais produções seriam mesmo literatura. Como encaminhamento, a professora sugeriu que os estudantes fizessem uma pesquisa sobre instapoesia e informou que, nas aulas seguintes, retomaria as reflexões sobre o que se lê na escola, bem como sobre o que é literatura clássica e o que é arte marginal.
Nessa situação, na retomada das reflexões sobre esse tema, seria adequado a professora
Eu quero os manos, os manos, os manos, os manos, as minas, as minas, as minas, as minas levante as mãos e é só curtir, guerreiros e guerreiras curtem hip-hop, rap som do gueto firmo então pode vir. (x2)
É o som do gueto (hu, hu)/ Pode vir (hu, hu)/ Hip-hop (hu, hu)
Canto firme, sou black charme o rap, os mano e as mina que firmo (hey, hey)
Tô chegando na balada pra sentir, o clima é de festa, ver as mina olha sorrir, e os mano ver as minas aquele jeito pra curtir enfim o rap reina nas balada black black e black black.
NOVAMENTS. Manos e Minas. Disponível em: https://www.letras.mus.br/novaments/. Acesso em: 7 maio 2024.
Em uma aula cujo objetivo era combater o preconceito linguístico, uma professora da 2ª série do Ensino Médio apresentou aos seus alunos o rap intitulado Manos e Minas, apresentado acima. Por meio da canção, a docente ofereceu aos estudantes a possibilidade de discutirem sobre o “pretoguês”, termo criado pela professora e antropóloga Lélia Gonzalez, que o define como marca de africanização do português falado no Brasil.
Considerando essa situação, assinale a opção que apresenta uma ação pedagógica adequada à reflexão sociolinguística, no âmbito do combate ao racismo linguístico, conforme pretendido pela professora ao trabalhar essa canção.
SILVA, J. P. S. A poesia marginal e a perspectiva do pós-modernismo. Ibanceira: Revista de Letras da Universidade do Estado do Pará, p. 19-28, abr./jun. 2017 (adaptado).
Considerando as características dessa vertente poética, assinale a opção que apresenta um exemplo desse tipo de poesia.
Conforme estudos interacionistas da linguagem, o processo de produção, recepção e circulação dos textos escritos deve levar em conta o contexto de produção, que corresponde ao conjunto de parâmetros que podem exercer influência sobre a forma como um texto é organizado. Assim, a produção de todo texto inscreve-se no quadro das atividades de uma formação social e, mais precisamente, no quadro de uma forma de interação comunicativa que implica o mundo social (normas, valores, regras etc.) e o mundo subjetivo (imagem que o agente dá de si ao agir).
BRONCKART, J. P. Atividade de linguagem, textos e discursos: por um interacionismo sócio-discursivo. São Paulo: EDUC, 1999 (adaptado).
TEXTO 2
O bêbado e as 10 garrafas
Eu tinha lá em casa dez garrafas de cachaça, da boa.
Mas tão boa que resolvi levar dez garrafas para casa, mas Dona Patroa obrigou-me a jogá-las fora.
Peguei a primeira garrafa, bebi um copo e joguei o resto na pia.
Peguei a segunda garrafa, bebi outro copo e joguei o resto na pia.
Peguei a terceira garrafa, bebi o resto e joguei o copo na pia.
Peguei a quarta garrafa, bebi na pia e joguei o resto no copo.
Peguei o quinto copo, joguei a rolha na pia e bebi a garrafa.
Peguei a sexta pia, bebi a garrafa e joguei o copo no resto.
A sétima garrafa eu peguei no resto e bebi a pia.
Peguei no copo, bebi no resto e joguei a pia na oitava garrafa.
Joguei a nona pia no copo, peguei na garrafa e bebi o resto.
O décimo copo, eu peguei a garrafa no resto e me joguei na pia.
Não me lembro do que eu fiz com a patroa.
Disponível em: http://www.fontedoriso.com.br/. Acesso em: 8 maio 2024 (adaptado).
Um aspecto fundamental para a produção do efeito de sentido de uma produção escrita é a consideração de parâmetros contextuais relativos a conhecimentos coletivos, seja da ordem do mundo social, seja do mundo subjetivo, conforme descrito no Texto 1.
Considerando-se o exposto, é correto afirmar que a condição de produção capaz de materializar de forma mais direta o efeito de sentido da embriaguez, posto em cena no Texto 2, é
Redes sociais: varrendo o desrespeito para debaixo do tapete
“A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.” (Marina Colasanti).
Da mesma forma como Marina Colasanti, em sua crônica, nos faz refletir, estamos acostumados a ler ofensas, humilhações e falta de respeito nas redes sociais e, uma vez acostumados, passamos a achar tudo normal.
A má educação e o sentimento de “posso tudo” nas redes sociais estão cada vez mais nítidos e só refletem o que a própria sociedade vem vivendo: pessoas cada vez mais centradas nos seus problemas e nas suas opiniões. “O meu certo é o certo e o seu certo é o errado”.
Um cidadão entra para ofender uma empresa, uma marca, um político, uma figura pública, e não só achamos normal como, muitas vezes, até nos divertimos, achando tudo isso muito engraçado.
Não podemos nos acostumar com o errado e pensar que é normal ofender. Mesmo que a ofensa ou o desrespeito sejam direcionados a alguém de quem também não gostamos. Respeitar o próximo é uma premissa básica para a convivência humana.
Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/. Acesso em: 10 jun. 2024 (adaptado).
TEXTO 2
Disponível em: https://x.com/Karolconka/status/. Acesso em: 10 jun. 2024 (adaptado).
Considerando a relação entre as ideias expostas no Texto 1 e a postagem ilustrada no Texto 2, assinale a opção correta.
Dudu gostava muito de brincar de ser, brincava todos os dias na escola. Aliás, acho que foi ele quem inventou essa brincadeira.
– Vamos brincar de ser?
– Vamos! Eu vou ser a princesa!
– Eu vou ser a fada!
Mariana e Lili falaram ao mesmo tempo. Elas adoravam essa brincadeira.
– Eu vou ser a bruxa!
– disse Dudu.
– Mas, Dudu, homens não podem ser bruxas! Você pode ser um mago...
Dudu não queria, ele gostava mesmo era de ser a bruxa. Os amigos da escola acabaram se acostumando.
MARTINS, G. da C. O menino que brincava de ser. 4. ed. São Paulo: DCL, 2000 (adaptado).
TEXTO 2
Os juízos de valor que constituem a literatura são historicamente variáveis e têm, eles próprios, uma estreita relação com as ideologias sociais. Eles se referem, em última análise, não apenas ao gosto particular, mas aos pressupostos pelos quais certos grupos sociais exercem e mantêm o poder sobre outros.
EAGLETON, T. Teoria da literatura: uma introdução. 6. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006 (adaptado).
Considerando-se os textos apresentados, é correto afirmar que os textos literários possibilitam discutir os papéis atribuídos aos gêneros feminino e masculino na sociedade porque
O período do Romantismo é fruto de dois grandes acontecimentos na história da humanidade: a Revolução Francesa e a Revolução Industrial. As duas revoluções provocaram e geraram novos processos, desencadeando forças que resultaram na formação da sociedade moderna, moldando, em grande parte, os seus ideais (sociais). As instituições políticas tradicionais sofreram fortes abalos e as fronteiras entre os povos foram modificadas, o que criou novo equilíbrio entre as nações.
FALBEL, N. Os fundamentos históricos do Romantismo. In: GUINSBURG, J. (org.). O romantismo. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2011. p. 23-50 (adaptado).
TEXTO 2
A ideia de que a literatura brasileira deve ser interessada foi expressa por toda a nossa crítica tradicional, desde Ferdinand Denis e Almeida Garrett. Para os românticos, a literatura brasileira começava propriamente, em virtude do tema indianista, com Durão e Basílio, reputados, por este motivo, superiores a Cláudio e Gonzaga.
CANDIDO, A. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos. 6. ed. v. 2, Belo Horizonte: Itatiaia, 2000. p. 27-28 (adaptado).
Considerando-se os textos apresentados e o que se refere à História da Literatura, é correto afirmar que um dos principais fatores que motivou o surgimento do movimento romântico no Brasil foi
ROJO, R. H. R. Multiletramentos na escola. São Paulo: Parábola, 2012 (adaptado).
Nesse contexto, ao preparar uma atividade para o desenvolvimento do letramento digital em uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), o professor deve considerar que
Lembro-me ainda do temor de minha mãe nos dias de fortes chuvas. Em cima da cama, agarrada a nós, ela nos protegia com seu abraço. E com os olhos alagados de prantos balbuciava rezas a Santa Bárbara, temendo que o nosso frágil barraco desabasse sobre nós. E eu não sei se o lamento-pranto de minha mãe, se o barulho da chuva... Sei que tudo me causava a sensação de que a nossa casa balançava ao vento. Nesses momentos os olhos de minha mãe se confundiam com os olhos da natureza. Chovia, chorava! Chorava, chovia! Então, por que eu não conseguia lembrar a cor dos olhos dela?
[...]
E também, já naquela época, eu entoava cantos de louvor a todas as nossas ancestrais, que desde a África vinham arando a terra da vida com as suas próprias mãos, palavras e sangue. Não, eu não esqueço essas Senhoras, nossas Yabás, donas de tantas sabedorias. Mas de que cor eram os olhos de minha mãe?
EVARISTO, C. Olhos d’água. Rio de Janeiro: Pallas. Fundação Biblioteca Nacional, 2016.
Nessa situação, para promover uma discussão com a turma, é adequado o professor explicar aos alunos que a narrativa apresentada pelo texto
Disponível em: https://web.facebook.com/tirinhasinteligentess/posts/. Acesso em: 3 jun. 2024.
Considerando o contexto escolar dessa estudante, assinale a opção correta, a respeito do texto produzido por ela.
TEXTO 1
Disponível em: https://www.instagram.com/escola_
da_depressao2018/. Acesso em: 10 jun. 2024. TEXTO 2
Disponível em: https://www.instagram.com/escoladadepressao/. Acesso em: 10 jun. 2024. Nessa situação, ao analisar os textos com os alunos, o professor deve considerar que
Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.
Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. Como que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em terra alheia.
AZEVEDO, A. O cortiço. SP: Ática, 1995. p. 36.
Uma das características da literatura está na literariedade, termo cunhado pelo formalismo russo na tentativa de identificar propriedades presentes nas obras literárias que as diferenciam de outros discursos produzidos na sociedade.
No fragmento apresentado de O cortiço, a literariedade está presente no trecho