Questões de Concurso Público SES-DF 2023 para Residência - Grupo 13 – Programa(s)- Transplante Renal

Foram encontradas 100 questões

Q3604380 Medicina
Uma paciente de 68 anos de idade com diabetes mellitus insulinodependente desde os 26 anos e desenvolveu DRC G5, com necessidade de hemodiálise (HD) aos 46 anos. Sua irmã mais velha era totalmente compatível e ela foi submetida a transplante renal de doador vivo com quatro anos de HD. Mesmo com boa aderência ao regime imunossupressor, a paciente acabou desenvolvendo disfunção crônica do enxerto. Ela ainda tem histórico de carcinoma de células renais em rim nativo há 10 anos, curado após nefrectomia nativa. Atualmente tem uma taxa de filtração glomerular (TFG) estimada de 15 mL/min/1,73 m², não possui fístula arteriovenosa funcionante, apresenta sintomas urêmicos discretos, diurese preservada e nenhum sinal de hipervolemia. Seu nefrologista começou a planejar nova terapia renal substitutiva, com o consentimento da paciente, a qual deseja repetir o transplante de rim.

Assinale a alternativa que indica a melhor opção para esse caso.
Alternativas
Q3604381 Medicina
Um paciente de 55 anos de idade foi submetido a transplante renal de doador falecido há 13 meses, encontra-se em investigação atual de astenia, em razão de linfonodomegalia generalizada e febre. A biópsia de linfonodo revelou uma doença linfoproliferativa. Essa doença pós-transplante pode estar relacionada à infecção latente pelo vírus.
Alternativas
Q3604382 Medicina
Caso clínico para responder à questão.


Q3_4.png (336×290)
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Disponível em: <https://www.ajkd.org>.
Acesso em: 5 dez. 2023, com adaptações.


Uma paciente de 24 anos de idade, portadora de DRC 5D de causa indeterminada após complicações gestacionais, em hemodiálise três vezes por semana, foi admitida para transplante renal intervivos. A doadora é a irmã, sem comorbidades, com creatinina de 0,5 mg/dL pré-nefrectomia e a creatinina da receptora era 11 mg/dL. Não havia nenhuma incompatibilidade para os antígenos HLA-A, -B e -DR. O resultado do PRA era 18% e a prova cruzada por citotoxicidade dependente do complemento foi negativa. Sorologias para vírus da imunodeficiência humana, hepatite B e C no doador e no receptor todas negativas. A receptora foi submetida ao transplante renal com o rim direito da doadora sem intercorrências intraoperatórias. O regime de indução foi basiliximabe e metilprednisolona. A transplantada recebeu tacrolimus, micofenolato mofetila e prednisona para terapia de manutenção. No primeiro dia de pós-operatório, a diurese foi de 3.300 mL. No segundo pós-operatório, o débito urinário diminuiu para 360 mL. Foi realizada ultrassonografia com Doppler do enxerto que mostrou diâmetro, fluxo colorido e forma de onda espectral da artéria renal principal normais. A perfusão do rim transplantado parecia normal. A concentração mínima de tacrolimus foi de 10 ng/mL. Nos dias subsequentes, a paciente se apresentava afebril, com oligúria persistente, hemograma normal, sem queda da creatinina inicial; retornando para hemodiálise. O DSA foi negativo e a equipe prosseguiu a investigação com os exames de imagem apresentados. A biópsia do aloenxerto foi realizada no quinto dia após o transplante e a paciente desenvolveu febre e dor na área do aloenxerto.
Com base nas imagens desse caso, assinale a alternativa que apresenta os achados anatomopatológicos da biópsia do enxerto e o diagnóstico final.
Alternativas
Q3604383 Medicina
Caso clínico para responder à questão.


Q3_4.png (336×290)
Q3_4_.png (332×337)


Disponível em: <https://www.ajkd.org>.
Acesso em: 5 dez. 2023, com adaptações.


Uma paciente de 24 anos de idade, portadora de DRC 5D de causa indeterminada após complicações gestacionais, em hemodiálise três vezes por semana, foi admitida para transplante renal intervivos. A doadora é a irmã, sem comorbidades, com creatinina de 0,5 mg/dL pré-nefrectomia e a creatinina da receptora era 11 mg/dL. Não havia nenhuma incompatibilidade para os antígenos HLA-A, -B e -DR. O resultado do PRA era 18% e a prova cruzada por citotoxicidade dependente do complemento foi negativa. Sorologias para vírus da imunodeficiência humana, hepatite B e C no doador e no receptor todas negativas. A receptora foi submetida ao transplante renal com o rim direito da doadora sem intercorrências intraoperatórias. O regime de indução foi basiliximabe e metilprednisolona. A transplantada recebeu tacrolimus, micofenolato mofetila e prednisona para terapia de manutenção. No primeiro dia de pós-operatório, a diurese foi de 3.300 mL. No segundo pós-operatório, o débito urinário diminuiu para 360 mL. Foi realizada ultrassonografia com Doppler do enxerto que mostrou diâmetro, fluxo colorido e forma de onda espectral da artéria renal principal normais. A perfusão do rim transplantado parecia normal. A concentração mínima de tacrolimus foi de 10 ng/mL. Nos dias subsequentes, a paciente se apresentava afebril, com oligúria persistente, hemograma normal, sem queda da creatinina inicial; retornando para hemodiálise. O DSA foi negativo e a equipe prosseguiu a investigação com os exames de imagem apresentados. A biópsia do aloenxerto foi realizada no quinto dia após o transplante e a paciente desenvolveu febre e dor na área do aloenxerto.
Qual o tratamento mais adequado à evolução do caso?
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Q3604384 Medicina
Uma paciente de 28 anos de idade, portadora de DRC 5D secundária a nefropatia por IgA, foi submetida a um transplante renal de doador vivo há três anos. O nível da creatinina está estável em 1,0 mg/dL e ela está recebendo prednisona, 5 mg ao dia, MMF, 1.000 mg, 2 x/dia, e tacrolimus, 2 mg, 2 x/dia. O nível sérico do tacrolimus é 5,0 ng/mL. A pressão arterial é bem controlada com amlodipina, 5 mg ao dia. Essa paciente se casou há um ano e pretende discutir o planejamento familiar. Qual a conduta mais apropriada?
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Q3604385 Medicina
Um paciente de 50 anos de idade, diabético, após cinco anos de transplante renal de doador falecido (creatinina basal de 0,9 mg/dL), foi diagnosticado com tuberculose. Ele iniciou tratamento com rifampicina e manteve a imunossupressão habitual (prednisona, micofenolato mofetil e tacrolimus). Três semanas depois, seu nível de creatinina sérica era 2,1 mg/dL, a relação proteína-creatinina urinária de 500 mg/g e o exame de urina revelou leucocitúria. Ele está assintomático. Qual é a causa mais provável da injúria renal aguda (IRA)?
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Q3604386 Medicina
Um paciente de 50 anos de idade, com doença renal terminal secundária à diabetes, foi submetido a transplante renal de doador falecido há 15 meses. Recebeu indução com timoglobulina e profilaxia com valganciclovir e de bactrim por 12 meses. Ele é admitido na emergência com náuseas e diarreia aquosa. Os resultados laboratoriais mostram linfopenia. A carga viral do citomegalovírus (CMV) por reação em cadeia da polimerase é de 30.000 cópias/mL e a colonoscopia é sugestiva de colite. Assinale a alternativa que indica o tratamento mais apropriado nesse momento.
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Q3604387 Patologia
Uma paciente de 60 anos de idade, com histórico de diabetes mellitus, obesidade, cirrose compensada por esteatose hepática não alcoólica, teve osteomielite diagnosticada há quatro semanas, e foi submetida à amputação transtibial, em uso de linezolina desde então. Durante a internação, evoluiu com dor abdominal e hematêmese, com necessidade de sonda nasogástrica aberta. Realizou exames laboratoriais com os seguintes resultados: pH = 7.34, HCO3- 19 mmol/L, PCO2 =20 mmHg, PO2 = 110 mmHg; BE -10; Na = 131 mmol/L; K = 5,5 mmol/L; Cl = 90 mmol/L; creatinina = 1,3 mg/dL, Ca = 7,9 mg/dL; albumina = 3,6 mg/dL; glicose = 160 mg/dL, ureia = 100 mg/dL, osmolaridade sérica = 287 MOsmol/kg; negava dor torácica, dispneia ou sintomas urinários. Ela também negou o uso de medicamentos além dos prescritos, que são AAS 81 mg/dia, furosemida 40 mg/dia, insulina NPH 20ui/dia. A paciente está desidratada, sem edema periférico, com PA = 100 mmHg x 50 mmHg, FC = 72, bpm, FR = 18 irpm e SatO2 = 98% em ar ambiente. Seu abdome estava distendido com leve sensibilidade epigástrica à palpação. SNG aberta: 300 mL secreção escura. O exame neurológico foi positivo para asterixis. EAS normal e as hemoculturas foram negativas. A tomografia computadorizada de abdome demonstrou ascite moderada e sugeriu cirrose. A radiografia de tórax não revelou processo cardiopulmonar agudo. Qual é o diagnóstico gasométrico desse paciente?
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Q3604388 Medicina
Um paciente de 65 anos de idade, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 e hiperlipidemia, foi admitido no hospital para cirurgia eletiva de ressecção de um cisto pancreático. Ele fazia uso de dapagliflozina 10 mg/dia; rosuvastatina 20 mg/dia; gliclazida 30 mg, 2x ao dia; e sitagliptina/metformina, 50/1.000 mg, 2x ao dia. O procedimento não teve intercorrências e o paciente estava tolerando dieta líquida até o terceuri dia de pós-operatório. A glicemia foi regulada com insulina de ação curta. Seus medicamentos ambulatoriais continuaram a ser administrados no hospital. No 4º dia de pós-operatório, iniciou quadro de diarreia, encontrava-se sonolento, com PA = 120 mmHg x 70 mmHg, FC = 107 bpm, FR = 10 irpm e SatO2 = 92%. Foram realizados os seguintes exames: pH = 7,15, PCO2 = 30 mmHg, bicarbonato = 10 mmol/L, PO2 = 104 mmHg, BE -4; Na = 136 mmol/L; K 5 = mmol/L; Cl = 105 mmol/L; creatinina = 1,6 mg/dL, Ca = 8,1 mg/dL; albumina = 3,5 mg/dL; glicose = 200 mg/dL, ureia = 90 mg/dL, urina1 com presença de glicose e corpos cetônicos.

A interpretação correta da gasometria do paciente é
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Q3604389 Medicina

Uma paciente frágil de 70 anos de idade foi trazida ao pronto-socorro com confusão mental, náuseas e vômitos há um dia. Seu médico havia prescrito clortalidona, 25 mg/dia há uma semana para tratamento de hipertensão. Ao exame físico, apresenta mucosas secas, encontra-se desorientada, sem edema e afebril; FC = 105 bpm, PA = 90 mmHg x 60 mmHg, FR = 14 irpm e SatO2 = 100% em ar ambiente. Foi iniciado solução salina a 0,9%, 1 L em bolus. Após exames laboratoriais os resultados foram: Na sérico = 104 mmol/L, K sérico = 2,8 mmol/L, ureia = 77 mg/dL e creatinina = 1,4 mg/dL. Logo depois, a paciente apresentou uma crise convulsiva generalizada e foi tratada adequadamente, não ocorrendo mais crises. O [Na+] de controle é 108 mEq/L. Qual conduta específica foi tomada no momento da crise e qual estratégia de seguimento é a mais adequada?

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Q3604390 Medicina

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Um paciente com história de deformidades ósseas e infecções respiratórias de repetição que se iniciaram aos 9 meses de vida e atraso do desenvolvimento neuropsicomotor, perdendo a capacidade de engatinhar e sentar sem apoio. A investigação iniciou-se aos 3 anos de idade, após fratura patológica de úmero. Os exames iniciais mostraram: fósforo sérico de 2,2 mg/dL (VN: 4–7), cálcio de 7,5 mg/dL (VN: 8,6–10,2), fosfatase alcalina de 12660 UI/L, PTH de 65,8 pg/L. O nível sérico de albumina se encontrava normal, assim como os demais eletrólitos. A concentração de fósforo na urina de 24 h era elevada. A dosagem da 25-OH-vitamina D = 30 ng/mL (VN: 30-60). Os raios X são os apresentados. O ultrassom renal mostrava alteração da ecotextura do parênquima renal, mas a função renal se encontrava preservada. A biópsia óssea demonstrou presença de osteomalácia e foi feito o diagnóstico definitivo agora aos 5 anos de idade. O paciente necessitou de internação prolongada por broncopneumonia, ficando acamado e sendo necessária traqueostomia. Foi avaliado por um nefropediatra com adequação da terapia medicamentosa e melhora significativa do desenvolvimento ponderoestatural e do quadro clínico-laboratorial.



Qual tratamento medicamentoso foi instituído?

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Q3604391 Medicina
Um paciente de 60 anos de idade foi internado no hospital relatando dor abdominal e astenia, sem diarreia ou vômito. Tinha história de diabetes mellitus tipo 2 e tumor de bexiga com metástases pulmonares diagnosticado há dois anos. Na época, foi tratado com cistoprostatectomia e confecção de conduto ileal e quimioterapia paliativa com carboplatina e etoposídeo. Seus medicamentos atualmente incluem escitalopram 20 mg/dia, bromazepam 3 mg/dia, metformina 850 mg 2x/dia e enalapril 5 mg/dia. Ao exame físico, encontra-se orientado, hidratado, PA = 163 mmHg x 110 mmHg, FC = 82 bpm e SatO2 = 100%. A investigação laboratorial inicial mostrou: potássio = 2,2 mmol/L; pH = 7,57; pCO2 = 50 mmHg; bicarbonato = 45,8 mmol/L e glicemia sérica = 280 mg/dL, sem diminuição da TFGe, hipomagnesemia ou disnatremia. O cloro urinário = 290 mmol/L (VR 110-250) e o K urinário 280 mmol/L (VR 25- 125). O ECG mostrou ondas T achatadas. O paciente recebeu tratamento com potássio intravenoso e posteriormente com insulina. Durante a internação, os distúrbios eletrolíticos permaneceram refratários ao tratamento, enquanto a glicemia sérica normalizou. Novos estudos laboratoriais mostraram níveis elevados de ACTH, cortisol sérico e cortisol urinário; enquanto a atividade de renina e aldosterona plasmática e hormônios tireoidianos estavam na faixa de referência. Um teste de supressão noturno com dexametasona deu resultados negativos.

Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável.
Alternativas
Q3604392 Medicina
Uma paciente de 23 anos de idade, portadora de síndrome nefrótica por GESF. Ela apresenta edema, proteinúria e hipoalbuminemia há três meses, quando foi prescrito lisinopril e furosemida. Após biópsia renal há dois meses foram adicionados prednisona, omeprazol e sulfametoxazoltrimetoprim. A paciente nega o uso de outras medicações e tem o hábito intestinal preservado. Há um mês, a proteinúria caiu de 7900 mg/24 h para 3400 mg/24 h e o seu peso diminuiu de 84 para 75 kg. O nível sérico de magnésio permaneceu baixo apesar da suplementação oral agressiva. Hoje, ao exame físico, PA = 130 mmHg x 70 mmHg, FC = 88 bpm e há edema (2+). Os dados laboratoriais incluem sódio = 138 mEq/L, potássio = 3,6 mEq/L, cálcio = 8,9 mg/dL, magnésio = 1,1 mg/dL, ureia = 23 mg/dL e creatinina = 0,9 mg/dL (estável).

O próximo passo no tratamento da hipomagnesemia é
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Q3604393 Medicina
Uma paciente de 45 anos de idade, com história de osteoporose, refere cálculos recorrentes de oxalato de cálcio e foi encaminhada para avaliação. Ela já foi submetida à colectomia parcial com anastomose primária para câncer de cólon localizado e tem hábito intestinal 3x/dia com fezes amolecidas. Nega histórico familiar de litíase. Ao exame físico, normal. Ela trouxe os seguintes exames: creatinina = 1,8 mg/dL, gasometria normal, cálcio = 10,9 mg/dL , fósforo = 3 mg/dL, PTH = 85 pg/mL e 25-OH-vitamina D = 30 ng/mL. Demais eletrólitos normais. O perfil metabólico na urina de 24 h foi: volume = 2500 ml/24 h, pH 5.1, cálcio = 300 mg/24h, oxalato = 30 mg/24h, fósforo = 840 mg/24 h, ácido úrico = 450 mg/24h, sódio = 180 mEq/24h, K = 37 mEq/24h e citrato = 480 mg/24h. Faz uso, diariamente, de colecalciferol 1.000 UI, cálcio 500 mg e faz reposição hormonal. Qual a terapia mais apropriada para evitar a formação de novos cálculos de oxalato de cálcio?
Alternativas
Q3604394 Medicina
TABELA 1 – exames laboratoriais

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Uma paciente de 14 anos de idade, com histórico de ansiedade, apresentou-se no pronto-socorro com mal-estar, tontura (hipotensão ortostática) e palpitações. Os resultados dos exames laboratoriais estão representados na Tabela 1. Foi lhe fornecida suplementação oral de potássio e recebeu alta, mas ela retornou após uma semana com as mesmas queixas, desta vez atribuídas à suspeita de anorexia e foi internada. A paciente fazia psicoterapia, estava em uso de sertralina e negava alimentação restritiva ou uso de laxantes, comportamento purgativo ou abuso de diuréticos. Ela não tomava outros medicamentos, não fazia uso de tabaco, drogas ilícitas ou álcool. Não apresentava febre, dor torácica, vômito, diarreia ou dor abdominal. Ao exame físico, estava alerta e ansiosa, afebril, PA = 120 mmHg x 80 mmHg, FC = 120 bpm, FR = 18 rpm e a SatO2 = 100%, peso era 55 kg, não tinha edema. A função hepática e o nível de lactato eram normais. A paciente recebia bolus parenterais de cloreto de potássio e sulfato de magnésio com frequência. O nível de bicarbonato sérico estava intermitentemente elevado, atingindo um máximo de 32 mmol/L, com alcalemia leve e persistente; hipomagnesemia e hipocalemia. ECGs seriados mostraram ondas U e dada a sua necessidade persistente de reposição agressiva de eletrólitos, ela foi transferida para UTI. A reabsorção tubular de fosfato era superior a 96%. A USG renal era normal. A atividade sérica da renina da paciente estava elevada e o nível de aldosterona estava normal. História adicional foi obtida e revelou que a paciente apresentava comportamentos de desejo por sal desde a infância (beber líquidos de conservas e lamber o sal), noctúria frequente e enurese noturna na adolescência. Qual o diagnóstico mais provável?
Alternativas
Q3604395 Medicina
Uma paciente de 34 anos de idade, com história de transtorno bipolar, é encaminhada ao nefrologista por alteração da função renal e poliúria. Na consulta, ela afirma que tem urinado “constantemente” no último ano, quase 15 vezes ao dia, incluindo 5 episódios de noctúria. Ela se queixa de bastante sede e bebe mais de 5 L de água diariamente. Relata dieta equilibrada e não consome quantidades anormais de sódio ou proteína. Seus medicamentos incluem anti-inflamatórios conforme necessário para enxaquecas e carbonato de lítio para transtorno bipolar, que ela toma desde os 17 anos de idade. Os dados laboratoriais são: sódio = 150 mEq/L, creatinina = 1,4 mg/dL, com TFGe = 51 mL/min/1.73 m²; bicarbonato = 22 mmol/L, fósforo = 4 mg/dL, cálcio = 11 mg/dL, Albumina = 4,2 g/dL, PTH e TSH dentro da faixa da normalidade, 25-OH-vitaminaD = 44 ng/mL; cálcio = 88 mg/dia na urina de 24 h (VN > 200). Osmolaridade plasmática = 290 mOsm/kg (VR 275-290) e osmolaridade urinária = 200 mOsm/kg H2O. Feito o teste de privação de água a urina permaneceu diluída; o teste da desmopressina foi negativo. A dosagem da copeptina estava elevada. De acordo com esse caso clínico, qual é o diagnóstico?
Alternativas
Q3604396 Medicina
Uma paciente de 41 anos de idade foi encaminhada para avaliação de hipertensão de difícil controle diagnosticada aos 28 anos, com várias medidas de pressão arterial domiciliares maiores que PA = 160 mmHg x 90 mmHg, em tratamento com amlodipino 10 mg/dia, valsartana 320 mg/dia e hidroclorotiazida 25 mg/dia. A paciente também tinha histórico de síndrome do ovário policístico e estava em tratamento com anticoncepcional oral (etinilestradiol/drospirenona). Função tireoidiana normal. Ela já havia tentado descontinuar o ACO, mas sua pressão arterial permaneceu elevada. Ela se absteve de álcool, tabaco e outras drogas ilícitas ou medicamentos. Ao exame físico, apresentava achados normais, exceto pela pressão arterial; índice de massa corporal = 24,4 kg/m², sem alterações retinianas, hirsutismo, estrias ou edema. Os exames laboratoriais revelaram função renal normal, eletrólitos normais, atividade de renina plasmática (PRA) > 181,7 ng/mL/h e concentração plasmática de aldosterona = 215 ng/dL, repetida e confirmada. O anticoncepcional foi suspenso definitivamente e um tratamento específico foi realizado, com bom controle dos níveis pressóricos. Assinale a alternativa que indica o diagnóstico dessa paciente.
Alternativas
Q3604397 Medicina
Um paciente de 60 anos de idade, diabético com doença renal crônica G3bA3, uma relação albumina-creatinina urinária de 700 mg/g, hipertensão e dislipidemia, retornou à consulta ambulatorial após seis meses de medidas não farmacológicas de melhora do estilo de vida. Sua creatinina permaneceu estável no último ano, mas sua taxa de filtração glomerular estimada (TFRe) diminuiu de 47 para 30 mL/min/1,73 m² nos últimos seis anos. A PA 130mmHg x 80 mmHg. A hemoglobina A1c (HbA1c) = 7,9%., Sódio = 131 mEq/L e K = 4,8 mEq/L. Ele faz uso de valsartana 320 mg/dia, amlodipino 5 mg/dia, clortalidona 25 mg/dia, metformina 1000 mg/dia, dapaglifozina 10 mg e sinvastatina 20 mg/dia. A intervenção mais apropriada para reduzir o risco de progressão da DRC desse paciente é
Alternativas
Q3604398 Medicina
Um paciente de 35 anos de idade foi admitido na urgência com mialgia e fraqueza generalizada. Duas semanas antes, ele apresentava dor abdominal, inapetência, náuseas e vômitos. Negou diarreia. Uma semana antes da internação, ele desenvolveu fraqueza muscular generalizada, com dificuldade até de se levantar da cama. Seu histórico médico era normal. Fez uso de ibuprofeno e codeína para dor crônica nas costas, 2-3 cp/dia durante pelo menos três meses. Negou abuso de álcool ou drogas ilícitas. Ao exame físico, encontrava-se alerta e orientado, sinais vitais normais, paraparesia, reflexos tendinosos profundos diminuídos e sensibilidade superficial intacta. A investigação laboratorial inicial mostrou hemograma e função renal normais, hipocalemia grave (potássio = 1,8 mEq/L) e a gasometria = pH 7,32 com PCO2 31 mmHg e PO2 158 mmHg, bicarbonato = 15 mEq/L. Os demais exames eram sódio = 140 mEq/L, cloro = 116 mEq/L, glicose = 120 mg/dL e albumina = 4,3 g/dL. O ECG mostrou ondas T achatadas nas derivações laterais. O paciente recebeu 120 mEq de potássio durante a noite e, 12 horas após a admissão, seu nível sérico de potássio aumentou para 2,1 mEq/L. Na amostra de urina, o Na+ era 51 mEq/L, K+ 13 mEq/L e o Cl- 76 mEq/L. A nefrologia foi acionada, e solicitou os seguintes exames em urina de 24 h: Na urinario 460 mEq/24, K urinário = 110 mEq/24 h, cloro urinário = 550 mEq/24 h; urina 1 normal, com pH = 7,0. Após o paciente interromper o tratamento com ibuprofeno, seu potássio aumentou drasticamente e ele recebeu alta sem recorrências subsequentes. Qual distúrbio metabólico mais provável?
Alternativas
Q3604399 Medicina
A vacina contraindicada no paciente transplantado renal denomina-se
Alternativas
Respostas
1: B
2: D
3: C
4: D
5: A
6: A
7: B
8: D
9: C
10: D
11: A
12: A
13: C
14: B
15: D
16: B
17: D
18: A
19: A
20: B