Um paciente de 60 anos de idade foi internado no hospital
relatando dor abdominal e astenia, sem diarreia ou vômito.
Tinha história de diabetes mellitus tipo 2 e tumor de bexiga
com metástases pulmonares diagnosticado há dois anos. Na
época, foi tratado com cistoprostatectomia e confecção de
conduto ileal e quimioterapia paliativa com carboplatina e
etoposídeo. Seus medicamentos atualmente incluem
escitalopram 20 mg/dia, bromazepam 3 mg/dia, metformina
850 mg 2x/dia e enalapril 5 mg/dia. Ao exame físico,
encontra-se orientado, hidratado, PA = 163 mmHg x 110
mmHg, FC = 82 bpm e SatO2 = 100%. A investigação
laboratorial inicial mostrou: potássio = 2,2 mmol/L; pH =
7,57; pCO2 = 50 mmHg; bicarbonato = 45,8 mmol/L e
glicemia sérica = 280 mg/dL, sem diminuição da TFGe,
hipomagnesemia ou disnatremia. O cloro urinário = 290
mmol/L (VR 110-250) e o K urinário 280 mmol/L (VR 25-
125). O ECG mostrou ondas T achatadas. O paciente recebeu tratamento com potássio intravenoso e posteriormente com
insulina. Durante a internação, os distúrbios eletrolíticos
permaneceram refratários ao tratamento, enquanto a glicemia
sérica normalizou. Novos estudos laboratoriais mostraram
níveis elevados de ACTH, cortisol sérico e cortisol urinário;
enquanto a atividade de renina e aldosterona plasmática e
hormônios tireoidianos estavam na faixa de referência. Um
teste de supressão noturno com dexametasona deu resultados
negativos.
Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa que
apresenta o diagnóstico mais provável.