Questões de Concurso Público USP 2024 para Educador - Especialidade: Pedagogia - Edital nº 7
Foram encontradas 70 questões
Tendo por base essa orientação, qual das alternativas explicita corretamente o conceito de zona de desenvolvimento proximal?
CARVALHO, J. S. F. O Sentido da (in)disciplina. In: AQUINO, Júlio Groppa (org.) Indisciplina na Escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1996, p. 132
O termo disciplina é ambivalente, como se depreende do trecho transcrito, o que requer do educador a compreensão de que:
MATE, Cecilia H. Projeto pedagógico: sentidos e significados para a escola. In: ALMEIDA, L.R., PLACCO, V.M.N (orgs.). O coordenador pedagógico: provocações e possibilidades de atuação. São Paulo: Loyola, 2012, p. 133
Para a autora, em seu exercício de pensamento, o principal fator que dificulta a participação dos professores na elaboração do projeto político pedagógico (PPP) da escola é:
Comissão Internacional sobre os futuros da educação. Reimaginar nossos futuros juntos: um novo contrato social para a educação. Brasília: UNESCO e Fundação SM, 2022, p. 66
Como a integração entre conhecimento e sentimento pode promover a diversidade e heterogeneidade do ambiente de aprendizagem?
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. Programa de Formação de Professoras e Professores. São Paulo: USP/PRG, 2023
Tendo em vista o objetivo geral do Programa de Formação de Professoras e Professores da Universidade de São Paulo, qual alternativa expressa corretamente dois dos objetivos específicos em torno dos quais se articulam os projetos político-pedagógicos das licenciaturas na universidade?
SOUZA, V. L. T. In: PLACCO, Vera M.N. Souza, ALMEIDA, Laurinda R. O Coordenador pedagógico e o cotidiano da escola. São Paulo: Edições Loyola, 2003, p. 97-98
Para que o coordenador pedagógico equilibre as tensões entre unidade e diversidade, entre autonomia e dependência, entre harmonia e conflito, é fundamental
NÓVOA, António. A formação de professores e o trabalho pedagógico. Lisboa: Educa, 2002, p.22
Qual é o papel dos programas de formação de professores na construção do novo espaço público da educação?
Assinale a alternativa que define corretamente o emprego destas dimensões ao ensino interdisciplinar.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação: Mito & Desafio. Porto Alegre: Educação e Realidade. 10ª ed. 1993, p. 93
“Entre as metodologias sugeridas para desenvolver o currículo inscrevem-se a necessidade de se propor aos alunos tarefas de aprendizagem mais diversificadas e relacionadas com a vida real, a utilização de materiais manipulativos, o envolvimento em projetos destinados a resolver situações problemáticas ou o recurso ao trabalho de grupo. A concretização dessas recomendações exige novas formas de avaliar. Uma prática de avaliação tradicional, quase exclusivamente baseada em testes de papel e lápis, seria insuficiente e até totalmente desajustada, pois tenderia a ignorar todas as competências que vão além da aquisição de conhecimentos”.
FERNANDES, Domingos. Avaliar para aprender: fundamentos, práticas e políticas. SP: Editora da Unesp, 2009, p. 91
Ambos os excertos convergem para uma concepção de avaliação
Comissão Internacional sobre os futuros da educação. Reimaginar nossos futuros juntos: um novo contrato social para a educação. Brasília: UNESCO e Fundação SM, 2022, p. xii
Qual alternativa expressa adequadamente o princípio que sustenta o novo contrato social para a educação de acordo com o documento publicado pela UNESCO?
CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: CARVALHO, José Sergio Fonseca de. Educação, cidadania e direitos humanos. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 139-140.
O direito à literatura deve ser assegurado como um direito à educação, no âmbito abrangente dos direitos humanos, porque, segundo Candido, a literatura
SOUSA, S. Z. L.; PRIETO, R. G. A Educação Especial. In: OLIVEIRA, Romualdo P., ADRIÃO, Theresa. Organização do ensino no Brasil: níveis e modalidades na Constituição Federal e na LDB. São Paulo: Xamã, 2ª ed., 2007, p. 124
Tendo em vista o direito à educação, a educação especial na perspectiva da educação inclusiva é compreendida como
PLACCO, Vera M.N. Souza, ALMEIDA, Laurinda R. O Coordenador pedagógico e o cotidiano da escola. São Paulo: Edições Loyola, 2003, p. 25
Embora o coordenador pedagógico seja responsável por múltiplas tarefas no ambiente educacional, há atividades que o desviam de sua função, como as expressas a seguir:
MATE, Cecilia H. O coordenador pedagógico e as relações de poder na escola. PLACCO, Vera M.N. Souza, ALMEIDA, Laurinda R. O Coordenador pedagógico e o cotidiano da escola. São Paulo: Edições Loyola, 2003., p. 146
Ao propor tais indagações sobre a construção e desenvolvimento do Projeto Pedagógico, Cecília Hanna Mate chama atenção para as relações de poder na escola e a dicotomia entre a construção de um projeto vinculado a uma dada realidade e os modelos preestabelecidos por uma tradição escolar. Para evitar essa dicotomia e construir um Projeto Pedagógico adequado, deve-se
HARGREAVES, Andy. Os professores em tempos de mudança: o trabalho e a cultura dos professores na idade pós-moderna. Lisboa: McGraw Hill, 1998, p. 126
Qual a principal consequência da crescente colonização administrativa sobre a prática docente?
MEIRIEU, Philippe. Aprender... sim, mas como? Porto Alegre: Artmed, 1998
Phillippe Meirieu ironiza certas concepções de aprendizagem para defender uma concepção
“Devido ao cruzamento de dimensões, conflitos e realidades que se manifestam no estudo do currículo, esse é um importante campo de pesquisa. Nesse debate, encontramos diversas linhas de trabalho fundamentais: a) a sociologia do currículo, discutindo os valores implícitos nos currículos dominantes; b) a incipiente história do currículo, que começa a acompanhar o curso da configuração do que entendemos como matérias de estudo; c) as críticas à racionalidade moderna, as quais têm posto em evidência suas carências e a ocultação de culturas, públicos e relatos ignorados; d) o debate sobre a profissionalização do conhecimento; e e) o enfrentamento entre a educação como necessidade de assimilação de cultura e uma perspectiva educacional que visa ao desenvolvimento individual, os interesses do aluno e os significados subjetivos da cultura.”
GIMENO SACRISTÁN. O que significa o currículo? In: GIMENO SACRISTÁN, J. (Org.) Saberes e incertezas sobre o currículo. Porto Alegre: Penso, 2013, p. 34
“A ideia (ainda muito presente no senso comum educacional) de que a qualidade do desenvolvimento curricular, e da educação de uma maneira geral, depende de uma definição precisa dos objetivos a serem implementados – e, por conseguinte, do perfil de profissional, de cidadão ou de sujeito social que se pretende formar – é sintonizada com esse pensamento de que o currículo existe para atender às finalidades sociais do modelo produtivo dominante. [...]
Considera, sim, que a definição dos objetivos, a partir de uma concepção empírico-positivista de ciência, pode estabelecer o controle neutro do trabalho realizado. Por isso o caráter comportamental de um objetivo é defendido, na medida em que o comportamento do aluno – como expressão objetiva, sem ambiguidades e inequívoca do produto do processo educacional – garantiria a possibilidade de avaliação da eficiência desse processo”.
LOPES, Alice C. Políticas de integração curricular. Rio de Janeiro: Editora UERJ, 2008, p. 66-67
Qual das concepções de currículo apresentadas por Gimeno Sacristán expressa de maneira mais adequada a crítica estabelecida por Alice Lopes?
GALVÃO, Izabel. Conflitos no cotidiano escolar. In: CARVALHO, José Sergio Fonseca de. Educação, cidadania e direitos humanos. Petrópolis: Vozes, 2004, p. 191
Os conflitos são inerentes ao cotidiano educacional e podem se manifestar de maneira positiva, como motores, ou negativa, como sintomas. Assinale a alternativa que indica, respectivamente, um aspecto positivo e um negativo do conflito escolar.