Questões de Concurso
Sobre história, modelos, métodos e práticas da terapia ocupacional em terapia ocupacional
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Segundo Coelho e Rezende (2007), o desenvolvimento da criança é um importante determinante de saúde. A dificuldade na realização de tarefas compatíveis com a idade cronológica pode ser um indicativo para atraso no desenvolvimento. Há uma série de protocolos que podem ser utilizados para observar e avaliar o comportamento e as habilidades da criança no desempenho de tarefas diárias típicas a sua idade. Um dos protocolos existentes “descreve o perfil funcional de crianças entre 6 meses e 7 anos e 6 meses. Trata-se de uma entrevista com os pais ou pessoas que podem informar sobre o desempenho típico da criança em casa. O protocolo avalia as habilidades, ou seja, a capacidade ou potencial para desempenho; a independência, ou seja, o desempenho real, o que a criança usa no desempenho de atividades diárias; e as modificações do ambiente. Considera-se as áreas de desempenho de autocuidado, mobilidade e função social.”
A descrição apresentada diz respeito a qual protocolo utilizado por terapeutas ocupacionais?
Segundo Almeida e Oliver (2001, p. 88), “para construir ação sobre a comunidade ou o território é essencial adotar-se definição para o termo. Algumas práticas de Terapia Ocupacional têm dado preferência à utilização do conceito de território, à medida que este se apresenta de forma mais delimitada e articulada a noções que sustentam o estofo prático das ações”.
Sobre o conceito de território e as ações territoriais na Terapia Ocupacional, é correto afirmar:
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Coluna 1
1. Modelo das habilidades de adaptação.
2. Adaptação com o modelo ocupacional.
3. Modelo de ocupação do ser humano.
Coluna 2
( ) O processo terapêutico estruturado baseia-se nos modelos educacionais e do desenvolvimento, sua perspectiva é humanista, embora também aproveite elementos da escola behaviorista.
( ) O sistema obedece a uma hierarquia e se compõe de vários subsistemas: volição, habituação e desempenho.
( ) Define as áreas de desempenho que precisam ser focalizadas pelo terapeuta ocupacional e especifica as bases teóricas do exercício da profissão.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. Segundo Medeiros (2000), a presença da atividade na questão da saúde remonta a 3.400 a.C., mas não diz respeito à Terapia Ocupacional, já que os feitos humanos devem ser interpretados com a compreensão de sua época.
II. A Terapia Ocupacional não está alheia aos acontecimentos e ao processo de produção dos pensamentos e ações das ciências e sofre influência da prática médica.
III. A Terapia Ocupacional como profissão é resultado histórico da divisão de classes sociais, especialização do trabalho humano na sociedade capitalista e tendência à descompartimentalização do conhecimento.
IV. A Terapia Ocupacional não nasceu de terapeutas ocupacionais. Não surgiu de um objeto de estudo determinado. É originalmente uma aplicação, um recurso, um instrumento ou um ato médico.
Quais estão corretas?
I. A terapia ocupacional surgiu na idade contemporânea a partir de dois marcos históricos, a revolução francesa (1789) e a primeira guerra mundial (1914);
II. O médico francês Philippe Pinel em 1786 iniciou reforma com implicações profundas no tratamento de doentes mentais colocados em asilos, prescrevendo exercícios físicos e ocupações manuais como forma de tratamento;
III. A inauguração da primeira instituição para alienados mentais foi o hospício Dom Pedro II, em São Paulo, em 1854 com oficinas de marcenaria, alfaiataria, sapataria e desfiação de estopa;
IV. A transição da terapia pelo trabalho para a terapia ocupacional ocorreu nos Estados Unidos a partir da primeira guerra mundial, devido a pressões sociais de veteranos da guerra por dependência financeira e não valorização social, além de absorção de incapacitados.
“Para a reabilitação psicossocial e mais especificamente para a terapia ocupacional, o desafio da inserção social de pessoas vulneráveis e o desenvolvimento de formas de convívio com a diferença exigem transformações profundas nos modos de conceber o cuidado e organizar os serviços em confronto com as concepções e estratégias tradicionais o que implica na definição de novos perfis profissionais”
(Mângia, Muramoto, 2006, p.116).
I. A terapia ocupacional em saúde mental tem se respaldado no discurso da reabilitação psicossocial para consolidar sua ação e inserção nos novos equipamentos da rede de serviços substitutivos, mudando paradigmas, ressignificando atividades, ampliando setting terapêutico e desenvolvendo ações no próprio espaço de vida dos sujeitos;
II. Historicamente, a assistência psiquiátrica no Brasil se organizou por meio de um modelo de atenção caracterizado por práticas assistenciais que enfatizavam a sintomatologia e se efetivavam por intermédio de longas internações em hospitais psiquiátricos, negligência e maus-tratos. Entretanto, essa realidade vem sendo transformada gradativamente, sendo a mudança iniciada com o movimento de reforma psiquiátrica, no final da década de 1980;
III. O processo de trabalho, o raciocínio clínico e o ato terapêutico ocupacional se realizam no sentido da produção de seu objeto de trabalho, o que, no âmbito mais geral, corresponde à promoção, tratamento e recuperação da saúde humana e, num âmbito mais específico e disciplinar, do fazer humano relativo ao trabalho, lazer e atividades domésticas.
I. Descreve os domínios de preocupação da Terapia Ocupacional e do seu conteúdo, baseado em três áreas (atividades de vida diária, trabalho e atividades produtivas e atividades recreativas e de lazer) e componentes de desempenho (sensórios-motores, cognitivos, psicológicos e psicossociais) e dois contextos de desempenho (temporal e ambiental);
II. Utiliza em seu tratamento dispositivos adaptados para marcha, órteses para o membro superior, modificações ambientais e na cadeira de rodas; procedimentos adaptados e educação de segurança, treino de AVD's;
III. No tratamento recorre-se quando se prescrevem, desenham, fabricam e se procede ao treino de órteses, na análise biomecânica, quando se modificam tarefas para atingir um fim terapêutico, nas adaptações efetuadas com a finalidade de compensar funções perdidas ou diminuídas;
IV. Tem por base teórica as neurociências baseando-se em princípios neurofisiológicos e nos princípios do desenvolvimento, visando a normalização e integração dos processos biológicos;
V. Tem como base teórica a psicologia e as ciências neuropsiquiátricas. Segundo este modelo, a aprendizagem ocorre através da interação de um contexto segurizante e reforçante;
VI. As atividades desenvolvidas podem ser colagem, desenho livre, da figura humana, da árvore, do animal com história. Estas atividades são importantes, pois dão espaço à projeção de sentimentos, emoções e medos que se sente e que seriam muito difíceis de expressar falando;
VII. Considera o indivíduo como um sistema aberto que evolui e sofre diferentes formas de crescimento, desenvolvimento e mudança através da interação progressiva com o ambiente externo.
( ) Modelo de Ocupação Humana ( ) Modelo Psicodinâmico ( ) Modelo Cognitivo Comportamental ( ) Modelo de Neurodesenvolvimento ( ) Modelo Biomecânico ( ) Modelo de Reabilitação ( ) Modelo de Desempenho Ocupacional