Questões de Concurso
Sobre psicologia da educação em psicologia
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I. A educação inclusiva, para sua efetivação e consolidação, deve contar com ampla participação e envolvimento da comunidade escolar e da sociedade.
II. Quando se fala de educação inclusiva, é necessário pensar na importância de substituir paradigmas normativos e prescritivos por aqueles que sejam capazes de acolher de maneira mais ampla e emancipatória a diversidade.
III. Ao considerar a deficiência intelectual como um processo unidirecional, relacionado intrinsecamente e unicamente aos aspectos do funcionamento do corpo, é possível encontrar meios de construir estratégias para promoção da educação inclusiva.
IV. Pode-se dizer que a elaboração de laudos psicológicos é prejudicial à implementação e efetivação de políticas públicas em educação inclusiva.
Estão incorretas as afirmativas
Nesse contexto, analise as afirmativas a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A medicalização é o que pode se produzir no momento em que se reduz as dificuldades, impasses e complexidades da vida a determinismos orgânicos.
PORQUE
II. A medicalização, como um procedimento generalizado nas escolas, pode favorecer a ocorrência de um processo de homogeneização, aplacando com isso conflitos, medos e angústias existentes no contexto escolar. Junto a isso, o potencial transformador de tais situações também perde força.
Assinale a alternativa correta.
Com relação à atuação do profissional da Psicologia, assinale a alternativa correta.
Nesse contexto, assinale a alternativa incorreta.
O livro Pedagogia da Indignação contém os últimos escritos registrados por Paulo Freire. O educador compartilha suas reflexões a respeito da educação para a liberdade, chave para a produção de sujeitos capazes de transformar o mundo com base em uma ética da solidariedade. Sobre as ideias de Paulo Freire, observe as afirmativas a seguir.
I A educação de que precisamos, capaz de formar pessoas críticas, de raciocínio rápido, com sentido do risco, curiosas, indagadoras, é a que coloca ao educador ou educadora a tarefa de treinar a memorização mecânica das/dos educandas/os, mas também de ensinar a pensar criticamente os conteúdos.
II Não se pode de maneira alguma, nas relações político-pedagógicas com os grupos populares, desconsiderar seu saber de experiência feito, sua explicação do mundo de que faz parte a compreensão de sua própria presença no mundo.
III Se, de um lado, a educação não é a alavanca das transformações sociais, de outro, estas não se fazem sem ela. Mas a ação educativa só deve acontecer após lograrmos êxito na ação política. A transformação social é o caminho para então trabalharmos ações educativas.
IV As crianças precisam crescer no exercício dessa capacidade de pensar, de se indagar e de indagar, de duvidar, de experimentar hipóteses de ação, de programar e de não apenas seguir os programas a elas, mais do que propostos, impostos. As crianças precisam ter assegurado o direito de aprender a decidir, o que se faz decidindo.
Estão corretas, apenas as afirmativas:
O livro de Maria Helena Patto intitulado A Produção do Fracasso Escolar: histórias de submissão e rebeldia, segundo um de seus prefaciadores da quarta edição, é muito mais que a denúncia do caráter ideológico das explicações hegemônicas do fracasso escolar. Seu trabalho caracteriza-se também como uma brilhante aula sobre a história da educação do país. A autora, fundamentada no materialismo histórico, examina o percurso tomado pela produção intelectual brasileira a partir da Primeira República. Tendo em vista o capítulo Da experiência à Reflexão sobre a Política Educacional: algumas anotações, pode-se afirmar que a autora destacou quatro conclusões ou confirmações, capazes de contribuir para uma revisão de medidas comumente tomadas, tendo em vista a superação das dificuldades com que a escola pública elementar brasileira se defronta na consecução de sua tarefa de socializar conhecimentos.
I. As explicações do fracasso escolar baseadas nas teorias do déficit e da diferença cultural precisam ser revistas a partir do conhecimento dos mecanismos escolares produtores de dificuldades de aprendizagem.
II. O fracasso da escola pública elementar é o resultado inevitável de um sistema educacional congenitamente gerador de obstáculos à realização de seus objetivos.
III. O fracasso da escola elementar é administrado por um discurso científico que, escudado em sua competência, naturaliza esse fracasso aos olhos de todos os envolvidos no processo.
IV. A convivência de mecanismos de neutralização dos conflitos com manifestações de insatisfação e rebeldia faz da escola um lugar propício à passagem ao compromisso humano-genérico.
São corretas as conclusões:
“A partir do fato de que escola pública elementar tem fracassado em sua função de escolarizar a maioria das crianças brasileiras e levando em conta que as crianças mais atingidas pertencem aos segmentos mais pobres das classes trabalhadoras, o artigo analisa os determinantes da má qualidade da escola oferecida a estas crianças. Entre estes determinantes, o preconceito contra pobres e negros, de profundas raízes na sociedade brasileira, atua como poderoso estruturante das práticas e processos que se dão na escola. A superação deste estado de coisas é discutida no âmbito dos direitos da cidadania e das relações de poder numa sociedade de classes.” (PATTO, 1992, p. 107).
Esse é o resumo do artigo intitulado Família Pobre e Escola Pública: anotações de um desencontro. A despeito de o texto ter sido publicado há cerca de três décadas, há nele algo que persiste como bastante atual. Em relação a esse tema, assinale a opção correta.
Há mais ou menos uma década, foram publicados dois artigos que abordam questões ainda vivas no campo da educação. Seus autores, Maria Helena Souza Patto coloca em pauta o ensino a distância e a falência da educação, enquanto Fabio Scorsolini-Comin discute as repercussões do uso de Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) no campo da Psicologia da Educação. A partir de seus trabalhos, é correto afirmar que
A Comissão de Psicologia e Educação, do XIV Plenário do Conselho Regional de Psicologia do Rio de Janeiro, entende que a Psicologia está presente no campo educacional de várias maneiras: “Ela circula, permeia diversos espaços legitimando determinadas práticas – modos de pensar e agir na profissão” (CRP, 2016, p. 7). A partir da publicação Conversações em Psicologia, marque a opção INCORRETA.
Dermeval Saviani, em Escola e Democracia, editado em setembro de 1983, em seu último texto, a saber, Onze teses sobre Educação e Política, intentou encaminhar, de modo explícito, as discussões entre educação e política, questão central de seu livro. Considerando as proposições do autor, marque Verdadeiro (V) ou Falso (F) nas afirmações abaixo.
( ) Toda prática educativa contém inevitavelmente uma dimensão política.
( ) Toda prática política contém, por sua vez, inevitavelmente uma dimensão educativa.
( ) Existe identidade entre educação e política.
( ) A explicitação da dimensão política da prática educativa está condicionada a não explicitação da prática educativa.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
“O número de instituições de ensino com oferta de cursos de Psicologia igualmente se ampliou. Mas a formação voltada para a área da Psicologia Escolar e Educacional não ocupa, infelizmente, lugar de destaque entre os diversos conteúdos que são previstos nas grades curriculares. Muitos destes cursos assumem a opção de ênfase nos processos educativos sem, contudo, conduzir a formação e a prática voltadas para esta área, e o argumento que surge na maioria das vezes se relaciona à escassez do campo de trabalho na educação.” (FRANCISCHINI; VIANA, 2016, p. 3).
No texto Interfaces entre a Psicologia e a Educação: reflexões sobre a atuação em Psicologia Escolar, Meire Nunes Viana discute a Psicologia e a educação no labirinto do capital. Para a autora, “a promulgação da Constituição de 1988 significou para o Brasil a reconquista da cidadania, colocando a educação em lugar de destaque, apresentando-a como um direito de todos, universal, gratuita, democrática, comunitária e de elevado padrão de qualidade.” (FRANCISCHINI; VIANA, 2016, p. 68).Compreendendo que se trata de uma educação transformadora da realidade, consonante com a Carta Constitucional de 1988, ela deve pautar-se pelos seguintes princípios fundamentais:
No livro Ensinando a Transgredir: a educação como prática libertadora, há um capítulo dedicado a Paulo Freire. Nele, Gloria Watkins dialoga com bell hooks, sua voz de escritora. Influenciada por Paulo Freire, hooks apresenta as razões pelas quais foi tocada tão profundamente pelo autor. São elas:
I anos antes de conhecê-lo, hooks já tinha aprendido muito com o trabalho de Freire, aprendido maneiras novas e libertadoras de pensar sobre a realidade social. Quando encontrou a sua obra, estava em um momento de vida começando a questionar profundamente a política da dominação, o impacto do racismo, do sexismo, da exploração de classe e da colonização que ocorria no Brasil.
II Paulo foi um dos pensadores cuja obra lhe deu uma linguagem. Ele a fez pensar profundamente sobre a construção de uma identidade na resistência. hooks cita uma frase isolada de Freire que se tornou, para ela, um mantra revolucionário: “Não podemos entrar na luta como objetos para nos tornarmos sujeitos mais tarde”.
III a sua experiência na luta pela desagregação racial posicionou Paulo Freire como um professor desafiador, cuja obra alimentou a sua própria luta contra o processo de descolonização − a mentalidade colonizadora.
IV em nenhum momento hooks deixou de estar consciente não só do sexismo da linguagem como também do modo com que ele (Paulo) constrói um paradigma falocêntrico da libertação. Para ela, isso sempre foi motivo de angústia, pois acha difícil encontrar uma linguagem que permita estruturar uma crítica e, ao mesmo tempo, continue reconhecendo tudo o que é valioso e respeitado na obra.
São INCORRETAS, somente, as assertivas:
Nas Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) na Educação Básica, em sua apresentação da 2ª edição, tem-se: “A educação como direito fundamental foi, durante décadas, alvo de disputa na sociedade brasileira, prevalecendo a concepção de uma educação distinta a depender da classe social. Somente com a Constituição Federal de 1988, o Estado brasileiro define a educação como direito básico e universal”. Mais recentemente, instala-se um intenso quadro de desinvestimento em políticas públicas que nos coloca diante de uma situação de sucateamento e desmonte. Tal situação convoca as(os) psicólogas(os) a reafirmarem o compromisso com os princípios de uma educação democrática, defendendo a pluralidade e a diversidade humana. Com base nas referências citadas, assinale a opção correta.
As alternativas abaixo apresentam possíveis intervenções de uma/um psicóloga/o na escola, EXCETO:
Por educação inclusiva pode-se compreender:
O transtorno de aprendizagem é uma condição neurológica que afeta a aprendizagem e o processamento de informações. Diferente da dificuldade de aprendizagem, o transtorno de aprendizagem é uma condição permanente. Uma criança com transtorno de aprendizagem tem dificuldades que não melhoram com o tempo. O DSM-V possui quatro critérios para o diagnóstico de transtorno de aprendizagem, são eles:
Assinale a alternativa correta:
I. Confiança vs. Desconfiança, relacionado à fase oral.
II. Autonomia vs. Vergonha e Dúvida, relacionado à fase anal.
III. Iniciativa vs. Culpa, relacionado à fase fálica.
IV. Identidade vs. Confusão de Papéis, característico da adolescência.
V. Intimidade vs. Isolamento, geralmente associado ao início da idade adulta.
Assinale a alternativa correta:
A respeito de desafios da aprendizagem no ambiente escolar, é correto afirmar que: