Questões de Concurso
Sobre avaliação psicológica em psicologia
Foram encontradas 1.899 questões
Acerca das técnicas de avaliação psicológica, assinale a alternativa correta.
I.O psicodiagnóstico se baseia em perguntas específicas que se estruturam na forma de hipóteses para serem confirmadas ou não.
II.O processo psicodiagnóstico é geralmente iniciado sem qualquer tipo de informação prévia sobre o paciente.
III.O psicólogo não precisa coletar mais dados além do encaminhamento inicial para formular suas hipóteses no psicodiagnóstico.
Está correto o que se afirma em:
1.(_)O relatório psicológico pode incluir informações sobre o histórico familiar e escolar da criança, desde que pertinentes ao objetivo do documento.
2.(_)É obrigatório que o psicólogo registre as falas exatas da criança, sem omitir ou adaptar nenhuma informação, para que não haja possibilidade de interpretações subjetivas diferenciadas.
3.(_)O documento deve ser redigido de forma objetiva, evitando terminologias técnicas que possam dificultar a compreensão dos educadores.
Assinale a alternativa cuja respectiva ordem de julgamento esteja correta:
A respeito da entrevista de devolução das informações do psicodiagnóstico, julgue o item que se segue.
No caso de criança, adolescente ou adulto dependente, a devolução de informações relativas ao psicodiagnóstico não deve ser direcionada exclusivamente aos seus pais ou responsáveis, pois os próprios avaliandos também têm direito a esse momento de processamento.
Em relação ao psicodiagnóstico, às técnicas de entrevista e aos testes psicológicos, julgue o item a seguir.
O genograma familiar, ferramenta gráfica construída em conjunto com o paciente e utilizada no processo de psicodiagnóstico, permite identificar padrões emocionais e comportamentais transmitidos através de gerações, auxiliando na compreensão das dinâmicas familiares.
I.O laudo psicológico deve conter uma narrativa detalhada e acessível ao destinatário.
II.A descrição literal das sessões é obrigatória em todos os laudos psicológicos.
III.O laudo psicológico deve incluir a identificação do beneficiário da avaliação.
Assinale a alternativa correta:
Lívia, 14 anos de idade, teve uma perda ponderal considerável nos últimos meses. Estranhando o comportamento da filha, a genitora decidiu levá-la para receber atenção profissional na rede pública de saúde, em seu território. Chegando lá, a equipe multidisciplinar, composta por médico e psicólogo, iniciou a entrevista com mãe e filha presentes. A mãe relatou o seguinte:
“Nos últimos 4 meses, Lívia tem comido bem menos. Como trabalho muito e a crio sozinha, não sei muito bem como começou. Passei a estranhar quando ela começou a não comer a marmita que sempre deixo pronta para ela e passou a não pedir para eu fazer as comidinhas e sobremesas que pedia aos finais de semana. Ficou mais quieta e mais fraca. Até achei que tinha relação com o período menstrual, pois ela tem um fluxo intenso e fica mais na dela quando está naqueles dias. Quando perguntei, ela me contou não tinha nada a ver com isso e que a menstruação não vinha havia mais de dois meses. Passamos logo no postinho e ela fez um teste de gravidez. Fez três vezes pra termos certeza. Mas não era menino não.” [sic].
E continuou:
“Passou a ficar irritadiça quando eu perguntava sobre sua alimentação ou oferecia as coisas que antes ela gostava de comer. Ficou mais calada, quieta e passou a ficar mais tempo no quarto. Com muito jeito, depois de alguns dias, ela conseguiu se abrir comigo. Comentou que nunca gostou de seu corpo, que sempre se achou gorda demais, que o nariz é ‘grande e de batata’, que tem vontade de morrer só de pensar em engordar. Revelou para mim que tem contado as calorias de tudo o que come e que a cabeça falta explodir, porque os pensamentos não param. Meu coração quase não aguentou, doutor. Mas o que quase acabou comigo foi encontrar umas marcas no braço dela. Depois de muito esforço meu, ela confessou que tem tido pensamentos muito ruins e tem perdido a vontade de tudo, inclusive de viver. Minhas pernas falharam na hora. Pensei que fosse ter um ataque. Nunca tinha visto minha filha assim. Estou disposta a largar tudo para cuidar dela e ela sabe disso. Falava que não precisava de tratamento nenhum e que a única coisa da qual gostaria de se livrar é do medo de engordar. Mas, depois que fizemos os exames na unidade básica de saúde, o médico disse que precisaríamos buscar ajuda psicológica também, pois o quadro dela não melhoraria se não cuidássemos da sua saúde mental. Aí ela amoleceu e aceitou vir hoje.” [sic].
Lívia, 14 anos de idade, teve uma perda ponderal considerável nos últimos meses. Estranhando o comportamento da filha, a genitora decidiu levá-la para receber atenção profissional na rede pública de saúde, em seu território. Chegando lá, a equipe multidisciplinar, composta por médico e psicólogo, iniciou a entrevista com mãe e filha presentes. A mãe relatou o seguinte:
“Nos últimos 4 meses, Lívia tem comido bem menos. Como trabalho muito e a crio sozinha, não sei muito bem como começou. Passei a estranhar quando ela começou a não comer a marmita que sempre deixo pronta para ela e passou a não pedir para eu fazer as comidinhas e sobremesas que pedia aos finais de semana. Ficou mais quieta e mais fraca. Até achei que tinha relação com o período menstrual, pois ela tem um fluxo intenso e fica mais na dela quando está naqueles dias. Quando perguntei, ela me contou não tinha nada a ver com isso e que a menstruação não vinha havia mais de dois meses. Passamos logo no postinho e ela fez um teste de gravidez. Fez três vezes pra termos certeza. Mas não era menino não.” [sic].
E continuou:
“Passou a ficar irritadiça quando eu perguntava sobre sua alimentação ou oferecia as coisas que antes ela gostava de comer. Ficou mais calada, quieta e passou a ficar mais tempo no quarto. Com muito jeito, depois de alguns dias, ela conseguiu se abrir comigo. Comentou que nunca gostou de seu corpo, que sempre se achou gorda demais, que o nariz é ‘grande e de batata’, que tem vontade de morrer só de pensar em engordar. Revelou para mim que tem contado as calorias de tudo o que come e que a cabeça falta explodir, porque os pensamentos não param. Meu coração quase não aguentou, doutor. Mas o que quase acabou comigo foi encontrar umas marcas no braço dela. Depois de muito esforço meu, ela confessou que tem tido pensamentos muito ruins e tem perdido a vontade de tudo, inclusive de viver. Minhas pernas falharam na hora. Pensei que fosse ter um ataque. Nunca tinha visto minha filha assim. Estou disposta a largar tudo para cuidar dela e ela sabe disso. Falava que não precisava de tratamento nenhum e que a única coisa da qual gostaria de se livrar é do medo de engordar. Mas, depois que fizemos os exames na unidade básica de saúde, o médico disse que precisaríamos buscar ajuda psicológica também, pois o quadro dela não melhoraria se não cuidássemos da sua saúde mental. Aí ela amoleceu e aceitou vir hoje.” [sic].
Considerando o caso clínico apresentado no texto 17A1, julgue os itens a seguir.
I. A avaliação psicológica deve considerar os condicionantes históricos e sociais e seus efeitos no psiquismo.
II. A testagem psicológica é sinônimo de avaliação psicológica.
III. A avaliação psicológica pode ser realizada sem planejamento prévio.
Assinale a alternativa correta:
I- Ser capaz de estar presente, no sentido de que a formatação remota não é correlacionada à visão entrevista/entrevistado numa avaliação psicodiagnóstica.
II- Reconhecer defesas e modos de estruturação do paciente, especialmente quando atuam diretamente entre o entrevistador e o entrevistado.
III- Buscar entender a dinâmica do entrevistado a fim de avaliar seu contexto social demográfico e suas inteirações políticas, sendo assim avaliado como um ser biopsicossocial.
IV- Ajudar o paciente a sentir-se à vontade facilitando de forma que a pessoa compreenda os motivos que a fez procurar ajuda, mas nunca perder a oportunidade de confrontação e sinalização de esquiva, gentilmente.
Fonte: CUNHA, Jurema Alcides. Psicodiagnóstico V. 5 ed. Porto Alegre: Artmed, 2008.
Está CORRETO apenas o que se afirma em
I. Auxílio diagnóstico.
II. Auxílio no prognóstico.
III. Auxílio para planejamento da reabilitação.
IV. Perícia.
Quais estão corretos?
Margarida, de 72 anos de idade, foi levada por sua filha, Ângela, ao pronto-socorro, por apresentar quadro de desorientação temporal e espacial, anosognosia, agressividade e recusa alimentar. Segundo Ângela, há alguns meses sua mãe vem apresentando prejuízos de memória e de aprendizagem; inicialmente, associou o declínio de Margarida à perda de uma amiga muito próxima e até levou a mãe à consulta com geriatra, que solicitou alguns exames laboratoriais complementares à avaliação clínica. Nesse contexto, Margarida iniciou medicação para o tratamento de possível quadro depressivo. Tendo percebido a fraqueza da mãe devido à recusa alimentar e sua piora progressiva em pouco tempo, Ângela resolveu levá-la ao pronto-socorro, onde Margarida está internada há dois dias, para melhor investigação do quadro.
Considerando esse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, referente ao processo de envelhecimento, a doenças crônicas e degenerativas e à saúde mental na terceira idade.
Considerando esse caso clínico hipotético, julgue o item a seguir, referente ao processo de envelhecimento, a doenças crônicas e degenerativas e à saúde mental na terceira idade.
Eventual avaliação cognitiva de Margarida consistirá em uma avaliação neuropsicológica a ser realizada por médico em conjunto com psicólogo, a fim de que sejam identificados os domínios prejudicados e proposta, multidisciplinarmente, a devida intervenção.
Beto, de 4 anos de idade, foi levado por seus pais a avaliação psicológica por encaminhamento escolar.
De acordo com o relato dos pais, “Beto sempre teve problemas para comer. Ele é de época. Tem épocas em que só quer comer batata frita. Passa a fase e ele só aceita carne vermelha ou biscoito de arroz — e tem que ser da marca que ele gosta. Caso contrário, é muito choro e muito grito. Verdura ou fruta não adianta nem tentar. Nunca aceitou. Beto sempre foi uma criança tranquila, sempre dormiu bem. Desde pequeno, era capaz de adormecer sem auxílio. Mas sempre foi muito chorão. Na escola, participa pouco das atividades em conjunto. Temos a impressão de que é por ele ter dificuldade em dividir, em ser contrariado e falar de maneira que o outro entenda” (sic).
Segundo relato da professora, “Beto é uma criança agressiva, que passa a maior parte do tempo isolada, com baixa habilidade de corrida e dificuldade no manejo da tesoura, e ainda apresenta dificuldade em atender a comandos. Se deixar, ele passa o dia todo desenhando suas garatujas e agrupando blocos de mesma cor” (sic).
Considerando o caso hipotético apresentado, julgue o seguinte item, referente à psicologia do desenvolvimento e a teorias e técnicas psicoterápicas.
A pouca idade de Beto inviabiliza a utilização de métodos projetivos em sua avaliação psicológica.
Beto, de 4 anos de idade, foi levado por seus pais a avaliação psicológica por encaminhamento escolar.
De acordo com o relato dos pais, “Beto sempre teve problemas para comer. Ele é de época. Tem épocas em que só quer comer batata frita. Passa a fase e ele só aceita carne vermelha ou biscoito de arroz — e tem que ser da marca que ele gosta. Caso contrário, é muito choro e muito grito. Verdura ou fruta não adianta nem tentar. Nunca aceitou. Beto sempre foi uma criança tranquila, sempre dormiu bem. Desde pequeno, era capaz de adormecer sem auxílio. Mas sempre foi muito chorão. Na escola, participa pouco das atividades em conjunto. Temos a impressão de que é por ele ter dificuldade em dividir, em ser contrariado e falar de maneira que o outro entenda” (sic).
Segundo relato da professora, “Beto é uma criança agressiva, que passa a maior parte do tempo isolada, com baixa habilidade de corrida e dificuldade no manejo da tesoura, e ainda apresenta dificuldade em atender a comandos. Se deixar, ele passa o dia todo desenhando suas garatujas e agrupando blocos de mesma cor” (sic).
Considerando o caso hipotético apresentado, julgue o seguinte item, referente à psicologia do desenvolvimento e a teorias e técnicas psicoterápicas.
O contexto escolar deverá ser levado em consideração na avaliação psicológica de Beto.
Beto, de 4 anos de idade, foi levado por seus pais a avaliação psicológica por encaminhamento escolar.
De acordo com o relato dos pais, “Beto sempre teve problemas para comer. Ele é de época. Tem épocas em que só quer comer batata frita. Passa a fase e ele só aceita carne vermelha ou biscoito de arroz — e tem que ser da marca que ele gosta. Caso contrário, é muito choro e muito grito. Verdura ou fruta não adianta nem tentar. Nunca aceitou. Beto sempre foi uma criança tranquila, sempre dormiu bem. Desde pequeno, era capaz de adormecer sem auxílio. Mas sempre foi muito chorão. Na escola, participa pouco das atividades em conjunto. Temos a impressão de que é por ele ter dificuldade em dividir, em ser contrariado e falar de maneira que o outro entenda” (sic).
Segundo relato da professora, “Beto é uma criança agressiva, que passa a maior parte do tempo isolada, com baixa habilidade de corrida e dificuldade no manejo da tesoura, e ainda apresenta dificuldade em atender a comandos. Se deixar, ele passa o dia todo desenhando suas garatujas e agrupando blocos de mesma cor” (sic).
Considerando o caso hipotético apresentado, julgue o seguinte item, referente à psicologia do desenvolvimento e a teorias e técnicas psicoterápicas.
Na avaliação psicológica de Beto, devem ser considerados não apenas o seu nível de desenvolvimento infantil, mas também suas possíveis alterações, bem como seu nível cognitivo, sua afetividade, sua atenção, seu humor, suas habilidades sociais, entre outros aspectos.