Questões de Concurso Sobre pedagogia
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Leia o texto a seguir.
Uma mudança na forma de organização curricular, como ocorre com as escolas que adotam os ciclos de formação, traz consigo um conjunto de alterações no interior da instituição, que passam pelas metodologias e procedimentos de ensino, mas mexem, especialmente, com os princípios e pressupostos educacionais daqueles que integram o sistema escolar. […]
PEREIRA, Neiva; MENDES, Valdelaine. A Educação Física na escola organizada por ciclos de formação: especificidades do trabalho docente in: Movimento. Porto Alegre, v. 16, n. 03, p. 109-132, julho/setembro de 2010. p. 110.
Na perspectiva da constituição de um projeto político-pedagógico, os sistemas de educação nacionais, em experiências curriculares desenvolvidas nas unidades da federação brasileira, trouxeram arcabouços críticos que subsidiaram as áreas de conhecimento e também a educação física. Nessa direção, o vetor principal de antagonismo baseado na formulação das autoras apresenta foco na
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Como apontei em outro lugar (Hernández-Hernández, 2018), pensar o aprender a partir dos afetos supõe focar a experiência de “sentir-se afetado”. A aprendizagem de verdade provoca deslocamentos e um choque (Spinoza) que se incorpora ao sujeito e ao que o afeta. Nesse sentido, o afeto não se refere apenas à emoção, mas também a um movimento corporal que afeta e que pode afetar o outro. Por isso, o aprender tem a ver com deslocamento e mudança de olhar, e se transforma em um evento e uma experiência significativa de muitas maneiras.
Esse tipo de aprendizagem está próximo da realidade que se vive cotidianamente na escola com os projetos de indagação, dos interesses que nos movem e dos desafios que enfrentamos todos os dias. É um processo que traz consigo a ‘consciência da aprendizagem’, a partir da qual o aprender é atravessado pelo corpo, conectado com outros corpos e com outras situações vividas, que se associam de formas difíceis de prever.
HERNÁNDEZ-HERNÁNDEZ, Fernando; ANGUITA, Marisol (org.). Uma pedagogia desobediente: tecendo a sala de aula e a vida escolar a partir de projetos de indagação. Porto Alegre: Artmed, 2025.
Práticas de culminância pedagógica, quando articuladas à dimensão dos afetos, caracterizam-se como
Disciplina escolar e conhecimento histórico acadêmico são campos permeáveis. No caso da História, ao acompanharmos sua constituição, na escola e na universidade, verificamos que a partir do século XIX, existem constantes aproximações e separações entre a História escolar e a dos historiadores.
Circe Maria Fernandes Bittencourt. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004.
Acerca do saber histórico escolar, constatamos aproximações e separações entre a educação básica e a universidade, uma vez que temos práticas de ensino
O ensino de Geografia no Brasil enfrenta diversos desafios, especialmente no que diz respeito à formação de professores. A formação inicial muitas vezes não prepara adequadamente os docentes para lidar com as complexidades do ensino de Geografia, que exige não apenas conhecimento teórico, mas também habilidades práticas e metodológicas. Além disso, a formação continuada é frequentemente negligenciada, deixando os professores sem o suporte necessário para atualizar seus conhecimentos e práticas pedagógicas.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) enfatiza a importância de desenvolver competências que permitam aos alunos compreender e analisar criticamente o espaço geográfico. No entanto, para que isso seja possível, é fundamental que os professores estejam bem-preparados e motivados.
Outro desafio significativo é a valorização do trabalho docente. Professores de Geografia muitas vezes enfrentam condições de trabalho precárias, com salários baixos e falta de reconhecimento profissional. Isso pode levar à desmotivação e ao desinteresse, impactando negativamente a qualidade do ensino.
Considerando os desafios mencionados no texto e as diretrizes da BNCC, quais medidas podem ser adotadas para melhorar o processo de ensino e aprendizagem de Geografia nos níveis fundamental e médio no Brasil?
Nos paradigmas atuais da educação, em que o estudante deixa de ser um mero receptor de conhecimento e passa a ser um ser ativo no processo de ensino-aprendizagem, as variadas abordagens englobam, muitas vezes, uma visão de mundo por parte do estudante que vai muito além dos limites colocados em uma determinada área do conhecimento ou disciplina escolar.
O texto fala sobre ensino
A presença das geotecnologias – como os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e o Sensoriamento Remoto – no dia a dia da escola tem como objetivo ir além das metodologias tradicionais, que se limitam a localizar fenômenos em mapas fixos. Ao trabalhar com imagens de satélite e ferramentas de mapeamento digital, o ensino de Geografia se torna mais dinâmico, abrindo espaço para analisar processos espaciais em diferentes escalas e momentos no tempo.
Considerando as contribuições pedagógicas das geotecnologias na educação básica, qual é o principal objetivo da utilização desses recursos no ensino de Geografia?
No tocante à epistemologia construtivista, percebe-se nitidamente uma mudança na forma como se estabelece a relação entre sujeito e objeto. As estruturas do conhecimento resultam de um processo de interação entre o mundo do sujeito e o mundo do objeto. Nesse sentido, não é o objeto que determina o sujeito nem o sujeito que determina o objeto, mas ambos interagem e determinam-se mutuamente.
SANTOS, L. P.; MENEZES, V. S.; COSTELLA, R. Z. Piaget Pedagogo? A criança, o espaço geográfico e a epistemologia do professor. Revista Itinerarius Reflectionis, v. 14, n. 2, 2018. Disponivel em: https://www.researchgate.net/publication/326279116_PIAGET_PEDAGOGO_A _crianca_o_espaco_geografico_e_a_epistemologia_do_professor. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
Considerando a Epistemologia Genética de Jean Piaget aplicada ao ensino de Geografia, como se caracteriza a construção do conhecimento pelo aluno?
A experiência pedagógica nos ensina que o ensino direto de conceitos sempre se mostra impossível e pedagogicamente estéril. O professor que envereda por esse caminho costuma não conseguir senão uma assimilação vazia de palavras, um verbalismo puro e simples que estimula e imita a existência dos respectivos conceitos na criança, mas, na prática, esconde o vazio.
CAVALCANTI, L. de S. Cotidiano, mediação pedagógica e formação de conceitos: uma contribuição de Vygotsky ao ensino de Geografia. Cadernos Cedes, v. 25, n. 66, 2005. Disponvel em: https://repositorio.bc.ufg.br/riserver/api/core/bitstreams/03c6ad6e-9810- 4748-92da-194e0d08a42f/content. Acesso em: 19 jan. 2026. [Adaptado].
No contexto do ensino de Geografia na educação básica fundamentado na teoria histórico-cultural, como se caracteriza o processo de formação de conceitos geográficos?